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45 anos de Gymboree Play & Music [as melhores brincadeiras dos 0 aos 5 anos] 1

45 anos de Gymboree Play & Music [as melhores brincadeiras dos 0 aos 5 anos]

45 anos de história do Gymboree Play & Music

Estamos a celebrar os 45 anos de história do Gymboree Play & Music com famílias de todo o mundo. E este marco faz-nos querer partilhar a sabedoria em Desenvolvimento Infantil colhida ao longo destes anos. 

O Gymboree vem aqui disponibilizar Dicas e Sugestões de brincadeiras e atividades que os pais, mães e educadores podem fazer com os seus pequeninos.

Desta forma conseguem estimular o desenvolvimento global do seu filho ou educando através de atividades de brincadeira e novas descobertas, focadas sempre em apoiar o crescimento da criança, mas respeitando o seu ritmo.
Desde a estimulação sensorial às propostas de resolução de problemas e às histórias, as Dicas do Gymbo por serem baseadas na brincadeira são divertidas e sendo eficazes irão certamente fortalecer o corpo e a mente dos seus pequeninos.
Aproveite todas as que quiser e puder, sendo que as dicas irão estar identificadas por idade.

Dos 0 aos 6 meses

O bebé recém-nascido pode parecer ainda incapaz de fazer muita coisa, mas já apreende muita informação do mundo envolvente através dos seus sentidos. Um recém-nascido é na realidade um ser fascinante: os seus sentidos estão em desenvolvimento, está focado nos adultos cuidadores e mostra-se curioso pelo mundo que o rodeia. Durante os primeiros meses verificam-se grandes ganhos na sua habilidade de controlar os músculos, vindo a tornar-se cada vez mais ativo. É nesta fase que a brincadeira tem um papel fundamental: ajudando cada bebé a tornar-se calmo, atento e curioso.

Todos os dias com o bebé são uma aventura na descoberta do novo mundo! O instinto natural do bebé para se desenvolver está muito apurado.

O bebé está a descobrir o sentido da gravidade e como o usar, tem um gosto especial pelos rostos de quem cuida dele adora o contacto visual e durante esta fase notará que o bebé consegue reter alguma informação repetida, como uma mesma música, palavra ou expressão que utiliza num mesmo momento rotineiro do seu dia-a-dia.

A atividade do tummy time é exemplo disto mesmo. Já experimentou com o seu bebé? Ora veja aqui uma sugestão divertida para esta atividade.

Experimente usar muita cor e estimulação visual nas brincadeiras com o bebé despertando o seu interesse e curiosidade por um mundo de vivas cores!

Gosta de brincar e relaxar? Siga estas brincadeiras para fazer com o bebé dos 0 aos 6 meses: https://gymboreeclasses.pt/novidades-e-promocoes/brincar-relaxar-com-bebe/

brincadeiras espelho

Dos 6 aos 12 meses

À medida que vai crescendo, surgem outras necessidades e emergem novas potencialidades. Por isso mesmo, as brincadeiras focarão outras competências, nomeadamente a coordenação, a consciência espacial, a força dos principais grupos musculares e a comunicação. O brincar começa com a exploração sensorial pela observação de objetos, pela audição de diferentes sons e pelo toque, até o bebé se mostrar mais sociável, rindo e chamando a atenção com as suas brincadeiras.

A partir dos 6 meses os bebés estão a desenvolver a sua capacidade para pensar ao procurarem compreender como alcançar determinado objetivo, por exemplo como fazer o seu animal preferido saltar de uma “caixa surpresa”. Os bebés começam a perceber melhor a dinâmica da relação causa-efeito. O bebé vai querer alcançar um brinquedo, vai querer abanar e “provar” os objetos em seu redor, ganhando mais consciência das suas próprias ações e de que estas têm um efeito nos outros e nos objetos à sua volta.

As crianças desenvolvem competências sociais e comunicacionais interagindo com o adulto, usando sons e gestos, como elevar os braços para que peguem nelas, para dizerem o que querem ou precisam. Um significativo ganho físico nesta idade é a aprendizagem do movimento através do gatinhar ou arrastar (cada criança à sua maneira e ao seu ritmo), tratando-se de uma competência essencial para atingirem os seus objetivos – como aproximarem-se de si ou do brinquedo desejado.

Neste vídeo mostramos-lhe uma seleção de brincadeiras para esta idade: https://www.youtube.com/watch?v=GZ2A_Se1bfM&t=1s

E encontra desafios na hora da refeição? Veja aqui as nossas dicas para lhe tornar a tarefa mais fácil.

Dos 12 aos 24 meses

Nesta fase de vida dos pequenotes assistem-se a enormes conquistas. É um período mágico que poderá ser enriquecido com gargalhadas, conversas, canções e descobertas emocionantes nos momentos do quotidiano. A brincadeira continua a ser, por excelência, a melhor maneira de ensinar novas competências aos mais pequenos, estimular a imaginação e desenvolver a auto-estima. Nesta fase as crianças adoram mostrar a sua autonomia através de objetivos simples – como abrir ou fechar uma caixa, ou limpar uma mesa. Quer esteja a rastejar, a gatinhar ou a andar, o seu bebé gosta da recém descoberta mobilidade que acompanha a sua enorme curiosidade pelo mundo que o rodeia. O desenvolvimento da motricidade fina permite-o manusear os objetos mais pequenos com maior domínio e já começa a empilhar caixas ou blocos. A determinação da criança em explorar tudo, fá-la manusear, provar, agitar e rolar o que estiver ao seu alcance. A sua motricidade cada vez mais sofisticada permite-lhe andar, correr e até trepar! E também já consegue comer sozinha com uma colher. Inicialmente o gosto pela voz dos crescidos torna-o atento e entusiasmado com o momento das canções ou das histórias, e por começar a perceber muitas palavras começa a responder a algumas delas. A partir dos 18 meses, as palavras que consegue verbalizar já são muitas e consegue formar frases simples com duas ou três palavras! A criança manifesta um gosto por brincadeiras que envolvem os sentidos e que permitem expressar como aprecia a música, por exemplo.

Divirta-se a dançar ao congela

Dê um lenço à criança para agarrar em cada mão. Ponha música e incentive-a a dançar e mexer os lenços. Desafie as capacidades de ouvir e ficar atento – parando todos os movimentos quando a música pára repentinamente. Movimentos como estes estimulam o sentido de coordenação e equilíbrio. E esta atividade também estimula a memória e a atenção da criança para parar os movimentos no momento certo.

dança

Descubra mais brincadeiras para fazer com os pequenos grandes exploradores: https://www.youtube.com/watch?v=bfy5RdOSNAI&t=80s

Dos 24 aos 36 meses

A partir dos dois anos a personalidade da criança afirma-se a cada dia que passa. As crianças desta idade reconhecem os seus pensamentos e não se inibem de partilhar opiniões e vontades. Contudo, os adultos significativos continuam a ser as lentes através das quais a criança vê o universo. O grande desafio desta fase do desenvolvimento é a criança conhecer-se a si própria participando no mundo de uma forma mais completa. O entusiasmo da sua criança pela música continua! Está a falar cada vez melhor e a conseguir falar com frases simples. O desenvolvimento da linguagem acompanha o brincar ao faz de conta, tornando-o mais rico com o seu reportório cada vez maior. Gosta cada vez mais de atividades que desenvolvam as suas habilidades físicas, demonstrando cada vez mais força e perfeição na execução.

Veja o vídeo das 10 melhores brincadeiras para esta idade:

 

Dos 3 aos 5 anos

A criança a partir dos 3 anos é capaz de compreender o “porquê” das coisas e consegue fazer relações lógicas entre as ideias. Já demonstra grande autonomia, tal como fazer a sua higiene, vestir-se e comer sozinha. A sua curiosidade motiva-a a explorar para aprender mais sobre o funcionamento do mundo, agora duma forma mais complexa. Entre os 3 e os 5 anos de idade, as crianças exploram avidamente o mundo que os rodeia, gostando de participar em atividades estimulantes e originais, de explorar novas atividades e de demonstrar novas capacidades. Nesta fase desenvolvem-se importantes competências, fundamentais para o seu crescimento. As suas competências motoras, bem como intelectuais, sociais, emocionais e linguísticas continuam em desenvolvimento. As novas competências cognitivas para agrupar e categorizar ajudam a criança a compreender as semelhanças e as diferenças entre as pessoas, aprendendo a respeitar e a estar com os outros. A melhor forma de promover o desenvolvimento saudável de uma criança desta idade é incentivá-la a explorar. Assim o pensamento crítico sobre os objetos, as pessoas e a forma como o mundo funciona estará a ser estimulado.

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Descobrir a criatividade com a criança

Há temas que são fascinantes para as crianças. O que gosta o seu filho? Animais, natureza, faces, meios de transporte?
Partindo de jornais, revistas ou folhetos publicitários, recorte imagens relacionadas com um tema sobre o qual a criança goste de falar. Coloque-as dentro de um pequeno alguidar cheio de bolinhas de algodão e peça à criança que as encontre. Conversem sobre as imagens que vão surgindo– nome, cores, sons que produz, utilidade… Em seguida, dê à criança uma folha de cartolina. Mostre-lhe como espalhar cola (não tóxica) no verso de uma imagem e como colá-la na cartolina. Depois incentive a criança a fazer o mesmo com as restantes imagens. Eis uma obra de arte! E como as obras de arte são para serem vistas, e não para ficarem guardadas num canto escondido, afixe o trabalho produzido num local visível, por exemplo no quarto da criança. Ela sentir-se-á muito orgulhosa e valorizada.
Para além de estar a proporcionar à criança um momento de diversão, estará a fomentar quatro importantes áreas do desenvolvimento infantil: criatividade, motricidade fina, competências linguísticas e discriminação visual.

Aqui encontra a nossa seleção de melhores brincadeiras para esta idade: https://gymboreeclasses.pt/dicas-gymboree/top-10-brincadeiras-criancas-3-5-anos/

Que brincadeira vai escolher para fazer hoje?

Lembre-se que a qualidade é mais importante que a quantidade!

Boas brincadeiras!

Brincadeiras em família (dos 0 aos 100) 3

Brincadeiras em família (dos 0 aos 100)

A Família é tudo!

Os momentos em família são bons momentos de partilha e de observação, uma vez que se conseguem ver uns aos outros, havendo oportunidade de se conhecerem cada vez melhor, havendo espaço para aprender a respeitar e a aceitar a individualidade e as diferenças de cada um. Assim como a admirar a beleza que cada um tem em si, como cada um é especial à sua maneira e tem tanto para mostrar aos outros.

O tempo de brincadeira com a família é o melhor tempo para as crianças aprenderem a partilhar e a agradecer. A criatividade e a generosidade são dois dos presentes que se recebem a brincar com a família e os amigos.

A criança aprende com os seus pais e com os outros cuidadores, a respeitar, a agradecer, a amar e a socializar com os seus pares e com os outros adultos. No seio da família surgem as primeiras socializações e através da brincadeira podemos incentivar a criança a expressar-se em grupo, dando-se a conhecer a si mesma e a conhecer mais os outros.

 

Brincadeiras em família

Para festejarem o Dia da Família experimentem estas brincadeiras em que todas as idades podem participar:

Vamos fazer uma roda!

 Com os mais pequeninos ao colo dos adultos façam juntos uma roda.

Pode adicionar uma corda elástica para fazerem a roda, aumentando assim o nível de dificuldade da brincadeira para os mais crescidos.

É uma ótima forma para iniciar uma atividade, podendo dar às crianças as indicações necessárias, quer sejam verbais ou somente visuais, em que o adulto modela os movimentos e as crianças imitam.

Inicie esta brincadeira a cantar uma música de introdução da atividade “Vamos fazer uma roda, uma roda, uma roda…” e depois modele diferentes movimentos simples. Comece por movimentos como abanar a corda, marchar no mesmo lugar, levantar e baixar a corda, e depois passe para movimentos que implicam deslocação no espaço. Por exemplo, andar para a frente (dentro da roda), andar para trás (fora da roda), variar o andamento rápido/lento, andar à roda para a esquerda e para a direita…

Acompanhe os movimentos com canções simples: “dentro, dentro, dentro…”, “fora, fora, fora…”

Esta brincadeira ajuda a criança mais velha a desenvolver a linguagem e aquisição de novos conceitos e também impulsiona o desenvolvimento motor, como é o caso da coordenação bilateral.

No caso dos bebés, esta brincadeira ajuda-os a ganhar mais noção de ritmo através do movimento do corpo do adulto, assim como a desenvolver o seu equilíbrio e força nos membros inferiores no caso daqueles pequeninos que já gostam de estar de pé e começam a dar os primeiros passos.

 

Máscaras musicais!

Convide a família a sentar-se em círculo. Encha um saco com lenços, óculos, chapéus e roupas. Ligue a música e peça ao grupo para passar o saco em roda enquanto a música toca. Quando a música parar, a pessoa que está com o saco, escolhe um artigo sem olhar. Continuem a jogar até que cada um tenha alguns itens de vestuário.

As crianças vão gostar de se ver com uma variedade de roupas e chapéus e esta brincadeira ajuda os  mais pequenos a aprender a esperar pela sua vez assim como a compreender conceitos opostos como “pára” e “avança”.

 

Percurso de obstáculos

Construa um percurso de obstáculos com algumas almofadas, cadeiras, caixas de cartão e deixe as crianças explorar o caminho por cima das almofadas, em volta das mesmas, por baixo das cadeiras e por dentro das caixas de cartão.

O bebé com cerca de 16 meses está apto a compreender cada vez melhor os conceitos opostos, como dentro e fora, por isso vai gostar de explorar o percurso e resolver desafios do género “Como é que vais para dentro da caixa?”. Pode ainda juntar uma bola e tornar os desafios mais complexos para a criança mais velha – “Consegues acertar com a bola na caixa?”, fazendo variar a distância para a caixa e fechando os olhos para atirar a bola.

Os irmãos juntos vão descobrir muitas maneiras criativas e únicas de explorar este percurso, que constitui em si um estímulo para o planeamento motor (organização dos seus movimentos para alcançar o seu objetivo) e aquisição da linguagem do mano mais novo e uma oportunidade de treino da pontaria e confiança do mais velho.

Este caminho às vezes pode ser um pouco atribulado e barulhento, mas faz parte da cumplicidade de irmãos, não é?! ?

 

Olha a onda!

Os manos vão mergulhar juntos! Podem ficar os dois deitados numa mantinha no chão enquanto o adulto abana um lençol ou fralda de pano para cima e para baixo imitando a ondulação do mar. Para o bebé pequenino (até +- 6 meses) esta brincadeira constitui um estímulo multi-sensorial, pois vê o objecto a aproximar e a afastar, sente a “brisa fresca do mar” e o toque do tecido no rosto, mãos e pés, que vai esticar para tentar agarrar a “onda”. O mais crescido (acima dos 2 anos) também vai gostar de imaginar que é um peixe debaixo de água. Que peixe é? Qual a sua cor? O que gosta de comer?

Desta forma, desenvolve-se a imaginação e o pensamento simbólico do mano mais velho, pois para ele o lençol é uma onda, os seus braços são barbatanas… e ele consegue representar essas imagens no seu pensamento e de expressar cada vez mais as suas ideias. E ainda pode ajudar o adulto a abanar a onda do mar.

Bons mergulhos!

Construa uma tenda iluminada

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Empilhe as almofadas de um sofá de forma a criar “paredes” ou coloque um cobertor sobre uma mesa. As crianças mais velhas adoram o desafio de construir um espaço secreto onde podem ler e ouvir histórias fantásticas! Este cenário torna-se ainda mais mágico com uma lanterna a iluminar as paredes da tenda, como se fossem estrelinhas no céu.

 O bebé pequenino vai adorar ver essas estrelinhas a brilhar, pois o bebé nessa idade tem preferência por padrões de contraste, neste caso, a zona iluminada em oposição à zona escura.

Esta brincadeira ajuda a desenvolver a visão do bebé e a aumentar a cumplicidade entre os irmãos, que se podem divertir juntos na tenda iluminada. E se o adulto se juntar à brincadeira? Conte-lhes uma história neste esconderijo ultra secreto! Haverá momento mais ternurento e cúmplice?!

  

Passeio de trenó

Uma viagem de cobertor é muito semelhante a uma viagem de trenó, como o do Pai Natal! Sente ou deite o bebé num cobertor e depois puxe o cobertor lentamente pelo chão do quarto ou pela relva do jardim. Experimente direções diferentes. O mano mais velho pode ir sentado no cobertor para assegurar que o bebé não tomba, e a brincadeira terá o dobro da graça! Ou então com a ajuda do adulto, a criança mais velha pode puxar o “trenó” com o bebé deitado em segurança (de barriga para cima ou para baixo) ou sentado, caso já se aguente bem nessa posição.

Esta brincadeira promove o desenvolvimento do equilíbrio e consciência espacial do bebé, assim como a autoconfiança e a força nos braços e pernas do mano mais velho.

Há melhor presente do que poder brincar com os filhos?

 

Jogue à “batata quente”

Coloque dentro de um balão uma colher de água, encha-o e ate-o. Sentem-se em círculo e passem o balão. Dificultem aumentando a velocidade, mudando a direcção e adicionando mais balões. Os mais pequeninos poderão gatinhar ou andar no meia da roda a brincar com uma outra bola ou balão, ou o bebé mais pequenino ainda no colo da mãe achará graça ao balão a voar de um lado para o outro e tentará segui-lo com o olhar.

 

Brincar às escondidas

Este jogo simples é uma excelente forma de envolver toda a família e amigos. Ele contempla variadas competências cognitivas como a contagem, a escuta e a procura lógica de locais onde alguém se pode esconder.

 

Brincar com a natureza

Recolham alguns elementos da natureza, como folhas de diferentes árvores, pequenos galhos, pinhas, caruma. Convide as crianças mais velhas a contar e a agrupar os diferentes itens, ao mesmo tempo que incentiva a partilha e a descoberta das semelhanças e diferenças entre os vários elementos. Poderão até fazer uma tabela para registar essas descobertas.

Acompanhe as crianças mais novas na exploração táctil dos diferentes elementos e converse com elas sobre as suas características. E divirtam-se a usar as folhas como chapéus e as pinhas como bolas.

 

Vamos dançar?

Junte os amigos e a família e façam duas linhas frente a frente.

Escolham uma música familiar e que todos saibam cantar!

O par numa das pontas avança para o meio e desce o “corredor” a dançar ao ritmo da música, até chegar ao final da linha.

E assim sucessivamente, até todos os pares terem dançado.

Enquanto o par dança ao longo do “corredor”, as filas vão cantando a música que está a tocar.

 

Olha o chapéu!

Cada membro da família tem o seu chapéu, e dispostos em roda, cada um passa o seu chapéu à pessoa do lado direito e um de cada vez personifica a pessoa do respetivo chapéu, destacando aspetos positivos e divertidos dessa pessoa.

Brinquem ao Quente / Frio

Esconda um tesouro em qualquer parte da casa. Dê à criança pistas acerca de onde está (promove a capacidade auditiva): “O tesouro está perto de onde lavamos a roupa”. Depois diga “quente” quando a criança estiver perto do “tesouro” e “frio” quando ela se afasta (isto ajuda-a a seguir instruções). Comemore com um grande abraço quando ela encontrar o tesouro!

Torne esta brincadeira mais completa e adequada para as crianças mais pequeninas (acima dos 12 meses) juntando umas imagens alusivas aos conceitos quente e frio, por exemplo, um sol e um floco de neve, respetivamente.  Ou então fazendo gestos que ensinam as palavras ao bebé. Por exemplo soprar quando está quente e tremer “brrrhh” quando está frio. Sabia que o bebé a partir dos 10 meses mostra um interesse súbito pela comunicação, começando a imitar mais sons e a apontar para tudo, sendo que lhe pode ensinar gestos simples para comunicar, estimulando assim a aquisição da linguagem nos próximos meses.

 

Contem uma História Partilhada

Este jogo promove a cooperação e a capacidade auditiva da criança, assim como a capacidade de acolher a perspetiva do outro. Começam a história a partir de uma frase e cada um vai acrescentando mais detalhes à história. A próxima pessoa constrói uma nova frase e decide quando dizer “Fim”. Não importa se no geral a história for absurda desde que faça sentido de frase para frase.

Jogos deste tipo promovem o gosto pela leitura, o pensamento lógico, a memória e a capacidade de sequenciação.

 

Passear em família num dia de sol

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Persigam e fiquem em cima da sombra uns dos outros. Façam sombras de animais usando as mãos, o corpo, e outros objetos (tais como ramos, folhas de árvores, um balde ou uma mangueira). Experimentem adivinhar que animais são, fazendo também os sons e movimentos característicos dos animais. Esta brincadeira promove a criatividade e o desenvolvimento da expressão corporal e linguística das crianças mais velhas e estimula o desenvolvimento da linguagem das mais pequenas e a sua curiosidade sobre o mundo. E, claro, faz soltar muitas gargalhadas!

Vamos juntos arrumar!

Finja que pratos de papel, copos vazios e outro tipo de materiais inúteis/lixo são bolachas saborosas para alimentar o caixote do lixo “monstro”. O envolvimento em atividades de arrumação e limpeza apoiam a preparação para a escola e o recurso à criatividade durante a limpeza desenvolve, simultaneamente, a imaginação.

Mesmo as crianças mais pequeninas (com cerca de 1 ano) poderão interessar-se por essa brincadeira pois gostam muito de colocar os objetos dentro e fora das caixas. Desta vez incentive a mantê-los dentro?, inventando uma música com uma melodia de que goste para acompanhar a tarefa de arrumar.

Mega retrato da família

Num espaço amplo da casa, estenda no chão uma longa tira de papel de cenário, suficientemente grande para caber toda a família em altura e comprimento.

A ideia é desenhar o contorno do corpo de cada elemento da família deitado no chão, compondo um desenho da família à escala real.

Depois poderão completar o desenho com diferentes tecidos, lãs, fitas, botões… usar materiais recicláveis até e assim adicionar pormenores únicos de cada um.

Esta atividade poderá levar a criança a descobrir pormenores do pai, mãe e irmãos que até então lhe tinham passado despercebidos, e para os mais pequenos também é uma oportunidade de aprenderem mais sobre conceitos simples da matemática – grande e pequeno, maior e menor, fazer a contagem dos dedos, braços, pernas… E poderão aprender mais sobre as partes do corpo.

Não haverá com certeza outro retrato igual!

Até porque os momentos passados em família são únicos e ficam registados para sempre na memória e no coração!

Quais são as vossas brincadeiras preferidas em família?

Natal colorido

Escrever uma carta ao Pai Natal, sim ou não?

Devemos ou não incentivar os nossos filhos a acreditar no Pai Natal? As opiniões dividem-se. De onde veio o Pai Natal afinal? Por que razão incluí-lo nas nossas vidas? Nada mais, nada menos do que história, imaginação, sonhos… E por que não?

 

Hoje acordei com esta newsletter da Magda Gomes Dias do blog Mum´s the Boss e achei delicioso. Agora que estamos a poucos dias do Natal e se aproxima a chegada do senhor barrigudo de vermelho e barbas brancas, como têm vivido estes dias com as vossas crianças? Como é que eles aguardam essa hora?

Que tal uma história?

Antes de escrever ao Pai Natal vamos tentar conhecer a sua origem um pouco melhor.

Oriundo de Myra, na península da Anatolia (hoje conhecida como Turquia) St. Nicholas foi um bispo que, segundo reza a lenda, era um homem muito generoso. Criado pelos pais no seio da religião Católica, ficou órfão cedo e deles herdou alguma riqueza. Ficou conhecido por ajudar os pobres e dar presentes secretos a quem mais precisava. Há muitas histórias acerca deste bispo, mas não sabemos se são verdade. Isso não impede de lermos sobre elas e imaginarmos como teria sido, verdade? Pois então. Deixemos a imaginação rolar…

A mais famosa história de Nicholas

Havia um homem pobre, tão pobre que as filhas não tinham dote para poderem casar. Uma certa noite, conhecendo essa história, Nicholas deitou pela chaminé um saco de ouro! Ora esse saco de ouro caiu dentro de uma meia que secava à lareira… Mais tarde, Nicholas volta a repetir o gesto deixando pela chaminé mais um saco para, portanto, a segunda filha poder casar. Duas vezes o mesmo acontecimento levam a que o pai das raparigas fique determinado a descobrir de onde vem tamanha generosidade. Ficou, então, escondido junto à lareira. À terceira vez pegou o jovem Nicholas “em flagrante”. Este suplicou que nada contasse a ninguém para não atrair atenções, contudo, a notícia rapidamente se espalhou. A partir dessa altura, sempre que alguém recebia um presente secreto acreditava-se que tivesse sido Nicholas a dar.

Santo Nicholas

Pela sua generosidade com os demais e amor pelas crianças, Nicholas foi proclamado o Santo. Ao longo de vários séculos várias foram as histórias que surgiram sobre a vida e os feitos deste Santo. Há quem não acredite que ele tenha existido. Outros proclamam que foi uma pessoa amada, protetora e ajudante daqueles que mais necessitavam. E essas histórias duram até hoje!

Como é que o Santo Nicholas chegou a Pai Natal?

A lenda da sua existência tão bondosa viajou continentes, atravessou fronteiras, criou cépticos e adoradores.

E, em 1821, foi publicado nos Estados Unidos da América um livro intitulado The Children’s Friend. A partir desta altura o Pai Natal já chegava vindo do norte num trenó com renas a puxar. Os poemas e ilustrações deste livro afastaram, dessa forma, a imagem do Santo Nicholas para dar lugar a uma personagem mais didática cujo objetivo final era educar. Compensando o bom comportamento e desvalorizando o mau.

Orville L. Holley, escritor e editor americano, disse: “Não sabemos a quem devemos a criação deste “pai” das crianças – Sante Claus– cuja descrição é, de forma caseira, uma personificação da generosidade dos pais. A ele, com o seu fato e o seu equipamento, vindo de terras felizes e que visita os lares, trazendo consigo o Natal, só podemos agradecer. Há na sua concepção um espírito cordial de bondade, um sentimento de brincadeira, uma predisposição a deixar entrar sentimentos e a promover prazeres simples às crianças. (…) Será que, rapazes e raparigas, acreditarão nesta nossa boa vontade para com eles?”

História, imaginação e sonhos… Por que não?

A época natalícia é mágica para quase toda a gente, todavia, há várias maneiras de vivê-la. Não há nenhuma mais certa do que outra.

É certo que as crianças devem ser estimuladas no sentido da criatividade, nesta e noutras épocas do ano, com a história do Natal ou qualquer outra história. Contar a história do Pai Natal aos seus filhos desde cedo desenvolve não só a imaginação como a fantasia.

A existência do Pai Natal nas suas vidas pode, igualmente, servir como uma ferramenta para que se portem melhor em casa ou na escola, bem como, uma forma de lhes ensinar a ser generosos e solidários.

Escrever uma carta ao Pai Natal leva o seu filho, à reflexão sobre os seus atos, uma consciencialização do seu comportamento e, por fim, à transmissão dos seus desejos.

Atividade lúdica

Escrever a carta é uma atividade que podem fazer em família, tornando-se, pois, um entretenimento para a criança e demais elementos. Além de desenvolver pensamentos sobre aquilo que gostaria de receber, já sabendo escrever pode servir como prática de escrita. Os mais pequenos podem, inclusive, ilustrar.

Do princípio ao fim, todos os elementos da família devem corroborar a história. Dessa forma,  a criança sentir-se-á envolvida na sua fantasia. Da escrita à entrega no posto de correios (também já há versões online) esta sucessão de acontecimentos fará a imaginação do seu filho fluir. Todos os dias até ao Natal pensará se se está a portar bem porque estará na ansiedade de ver os seus desejos realizados.

Em tempos de pandemia surgiram alternativas às visitas ao Pai Natal nos centros comerciais. Entre elas, conversas na cabine mágica do Pai Natal, que têm sido muito procuradas pelas crianças. Ainda vão  a tempo de marcar a vossa!

O espírito das festas contagia, os presentes chegam e os corações ficam cheios. Enfim, todos temos em nós imaginação e sonhos, cabe-nos escolher como queremos vivê-los. Vivamos dias felizes em família!

frases insólitas dos miúdos

Frases insólitas da boca dos miúdos, contadas pelos pais!

Frases insólitas da boca dos miúdos…

A infância é tempo de inocência, curiosidade, descobertas e aprendizagens. E o desenvolvimento da língua a par com o conhecimento do Mundo, da vida, e tudo o que isso implica trazem situações engraçadas no dia a dia. Palavras trocadas, expressões inventadas, constatações e histórias para serem levadas “muito a sério”. A criançada está a crescer e os solavancos fazem parte. As frases insólitas que saem da boca dos miúdos exigem um bom sentido de humor. Atenção aos miúdos sem filtro, que falam tudo aquilo que lhes vai no pensamento. Deixam os adultos sem resposta, às vezes em brasa, mas principalmente a rir muito!

Contadas pelos pais:

  • Sentei-me na casa da bonecas da minha filha de 3 anos e perguntei que boneca poderia eu ser. Ela respondeu que poderia ser aquela que lava a loiça!
  • A minha filha de 2 anos diz que é adulta. Eu digo-lhe que ainda é bebé, ao que ela responde – “sou adulta vou brincar com facas”.
  • O meu filho gritou num restaurante “quero uma cerveja gelada”, atenção ele tem 3 anos!
  • – Mãe, podemos ter um gatinho? – Não, eu sou alérgica. Não podemos estar na mesma casa… Então, mãe, podes ficar na rua.
  • Estava a pôr a minha filha na cama e esta perguntou se poderia dormir com ela, respondi que não, que ia dormir com o Pai. Ela perguntou porquê. Respondi que a mamã e o papá são casados e que gostam de dormir juntos. Ela vira-se e diz: “Posso casar contigo, mamã?”
  • – Mãe, gosto muito de ser humana mas há dias em que gostaria mesmo de ser uma fada!
  • – Mamã, adoro a tua barriga! É mesmo molinha como uma almofada…
  • – Pai porque é que tens barba? – Simplesmente tenho, e onde está a tua? – Eu não tenho barba, as meninas não têm barba!… hummm, espera, algumas têm!
  • – Mãe, gostava que tivesses a minha idade para seres minha filha!
  • Fui ao banco com o meu filho de 7 anos. Sentamos para ser atendidos e ele vira-se para o funcionário e diz: -Eu não sou o marido dela!
  • Entramos no WC  e está o meu marido. A nossa filha de 3 anos diz: – Pai, põe isso nas calças!
  • – Pai, posso comer um twik? – Queres dizer um Twix? – Não, pai. Eu só quero um.

Também tem histórias destas? Partilhe-as connosco.

Queremos rir também!

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crianças tablet

Crianças e tecnologia: será que devemos por-lhes o tablet à frente?

Carolina Canto, psicóloga e Professora Sénior Gymboree, explica tudo sobre o uso de tablets e smartphones nos primeiros anos de vida das crianças

Tablet, telemóvel, TV…ecrãs para todos os gostos e tamanhos. A nossa vida, atualmente, está praticamente dependente de dispositivos digitais e é quase impossível que o dia a dia das crianças não seja também. Apesar de ser quase banal ver bebés e crianças entretidas a ver vídeos enquanto almoçam ou antes de adormecerem, é necessário ter em conta que a exposição a estes objetos deve ser pensada e doseada.

Leia também: Estou sem paciência para as crianças!

Quais são os benefícios?

  • introdução às tecnologias: estando nós numa era digital faz sentido que a criança conheça esses meios de informação e comunicação e também as entenda como ferramentas de estudo e trabalho.
  • são uma forma de entretenimento e diversão.
  • são um estímulo para o desenvolvimento da atenção e concentração: ao usarmos jogos ou actividades que exigem planeamento e organização, com objectivos a alcançar, estimulamos a capacidade da criança manter o foco, a ser persistente e a encontrar formas criativas de resolução de problemas. Todas essas são competências importantes para a vida académica e profissional. São competências transversais, consideradas fundamentais para a criança se tornar um adulto bem sucedido e feliz.

Quais são as desvantagens?

O uso excessivo destes meios tecnológicos tem várias consequências negativas
  • desenvolvimento social: isolamento, a criança torna-se refém do ecrã em vez de brincar ou estar com os amigos.
  • desenvolvimento físico e motor: o sedentarismo faz com que a criança não desenvolva as suas habilidades motoras de equilíbrio, pontaria, coordenação, entre outras. Pode também trazer consequências negativas ao nível da visão e da postura da coluna.
  • comportamento: jogos/ vídeos de cariz violento podem incitar comportamentos violentos. A criança/ jovem pode revelar maior agressividade no comportamento e no discurso como resultado da frustração sentida face ao erro/ falha num jogo digital.

Quando se deve colocar uma criança à frente de um ecrã?

Bebés

Nos primeiros meses de vida de um bebé o mais importante é o vínculo afetivo seguro com os adultos de referência. Os estímulos mais adequados são as brincadeiras com os adultos, cantar, tocar, dançar, com recurso também a brinquedos adequados a cada idade.

Não faz mal se o bebé olhar para um ecrã e vir algumas imagens coloridas e tranquilas, mas que seja por poucos períodos de tempo. Se o adulto precisar de se ausentar por uns minutos, a criança fica entretida a olhar para o ecrã.

Veja também: O que NUNCA dizer a uma mãe que está a amamentar

Mas esse ecrã pode ser substituído por outros objectos igualmente atrativos como livros, fotografias penduradas num móbil, as tradicionais caixinhas de música…

Um a 2 anos de idade

  • O  adulto deve controlar o telemóvel ou tablet, gerindo o que a criança vê e ouve. Deve escolher bonecos simples e simpáticos, divertidos e adequados à idade. O visionamento deve ser feito por períodos curtos de tempo, entre 30 a 45 minutos num dia.
  • Os pais devem estar a par do que dá na televisão e saber que conteúdos a criança pode ver. Devem ver juntos para o adulto poder escolher o que é adequado e supervisionar o uso do equipamento.
  • Sobretudo nos smartphones, a criança facilmente toca no ecrã e escolhe outro conteúdo que pode ser desajustado à sua compreensão e desadequado para o seu desenvolvimento saudável.

3 a 5 anos de idade

  • A criança pode escolher dentro do leque de jogos/ bonecos animados que o adulto considera adequados. E o adulto deve manter a supervisão nesse período de tempo, que não deve ultrapassar os 30 minutos de cada vez, até ao máximo de 1 hora por dia.

Idade escolar

  • Os interesse da criança alteram-se. Passa a gostar de outro tipo de desenhos animados e jogos. Por isso, convém que os adultos acompanhem este desenvolvimento e ajudem a criança a fazer escolhas adequadas e conscientes.
  • continua a ser importante a supervisão do uso do telemóvel/ tablet/ pc/ tv para controlar o que a criança vê e por quanto tempo.

Nota final: os pais / educadores devem estabelecer limites de tempo de uso desses equipamentos, combinando com a criança em que alturas do dia o pode fazer e por quanto tempo.

Foto:  Jelleke Vanooteghem on Unsplash

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ciencia crianças experiencias

Em cada criança, um cientista! Vamos fazer experiências?

A ciência é um mundo fascinante para todas as idades, em particular para as crianças! Se os seus filhos têm uma paixão particular pelos pormenores da natureza, das pedras, das cores, da luz, façam experiências científicas em casa!

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Através das experiências, as crianças podem desenvolver-se de forma global. Deixamos-lhe uma sugestão divertida… e surpreendente!

Solução Camaleão

Precisa de…

  • três tigelas ou frascos
  • sumo de limão
  • água destilada
  • líquido tira-gorduras
  • água da cozedura de couve roxa

Vamos começar!

Comece por deitar um pouco da solução de cozimento da couve roxa nas três tigelas. Em seguida, deite sumo de limão na primeira tigela e observe em conjunto com o seu filho o que acontece.

Na segunda tigela, deite água destilada e volte a observar. Por fim, verta um pouco de líquido na terceira tigela e, mais uma vez, observe e discuta os resultados com o seu filho.

Desta forma estará a contribuir para o desenvolvimento da linguagem e da observação de situações concretas.Poderá ainda convidar a criança a verbalizar de forma sequencial o procedimento da experiência, bem como a cor que resultou ao juntarem os diferentes líquidos à cozedura da couve roxa.

Conte-nos depois quais os resultados da experiência e como se divertiram!

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Maturidade: «Preciso de ti para ser crescido!»

À medida que as crianças alcançam a maturidade – física, cognitiva e emocional – procuram libertar-se da dependência funcional em relação aos adultos cuidadores.

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A criança toma consciência da sua individualidade, do controlo que tem sobre o mundo e das novas e espectaculares capacidades que possui. As crianças procuram experimentar as suas próprias ideias, executar as suas preferências e tomar decisões.
Os pais e agentes educativos que vêem estas (novas) tentativas como um esforço saudável no sentido da autonomia, podem ajudá-las a alcançar o auto-controlo, contribuindo para um crescente sentido de competência e evitando conflitos (Papalia & Olds, 1998)*.

Prioridade: desenvolver a autonomia

Uma das características a desenvolver nos anos pré-escolares é, pois, a autonomia. Assim como a maioria das capacidades, a autonomia, e a consequente responsabilidade, não surgem sem mais nem menos com o passar do tempo sendo, por isso, necessário programá-las e estimulá-las. E os pequenotes contarão com os crescidos, em quem confiam, para os ajudar neste importante processo.
As crianças precisam de um modelo para saberem como devem utilizar a sua autonomia e, muitas vezes, procuram uma figura autoritária em quem confiem para ser o seu ponto de partida.
I.M.
*Papalia, D., Olds, S. (1998). Human Development. McGraw-Hill.

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Iniciação nas ciências a fazer de detective

Seja um pequeno detective! Coloque sobre a mesa várias lupas e diferentes objectos para observarem, como por exemplo, tecidos, pequenos ramos de árvores, insectos, folhas e flores.

“E como são as lupas? Parecem-se com o quê?”

Sugira ao seu filho que mova o dedo de um lado para o outro, observando-o através da lupa. Reparem que as lentes são transparentes e não são rasas, mas de certa forma são curvas. Aproximem e afastem ao máximo a lupa dos vossos olhos. Coloquem-na tão próximo dos vossos olhos que a imagem fica desfocada, como que nebulosa.

 “E como será observar folhas e flores?

Mostre ao seu filho um conjunto de folhas e flores. Convide-o a observar e a descrever cada uma delas.

“De que cor são? As pétalas são todas da mesma cor e tamanho? O que tem cada um dos lados da folha? É rugoso ou macio? É duro ou mole? É húmido ou seco?”

Peguem numa lupa, observem e descrevam as folhas e as flores. Escolha duas folhas ou duas flores e faça uma tabela simples para comparar e descrever as semelhanças e diferenças entre elas.

Vá anotando as respostas do seu filho, assinalando com um X as semelhanças entre a Flor A e a Flor B, por exemplo. Inclua categorias como: tamanho, cor; onde vivem, se têm folhas, se são rosas ou margaridas. Se os itens são diferentes nas duas flores, deixe esse espaço em branco. No final contem quantas categorias têm em comum para concluir se são flores diferentes ou se são a mesma flor.

E os insectos, como são?

Observem a fotografia de um insecto e vá perguntando ao seu filho:

“Quantas pernas tem? Consegues ver os seus olhos, orelhas e boca? Vês alguma parte do corpo que as pessoas não têm? (Aponte para as antenas e para as 6 patas, por exemplo)

“Onde é que já viste este insecto? Aonde é que eles vivem? O que é que comem? Que barulho fazem?”

Os gafanhotos-macho fazem barulho batendo as suas asas ao mesmo tempo. Essas pequenas vibrações fazem um barulho característico.

Em 3 diferentes caixas devidamente preparadas coloque um grilo, um caracol e uma minhoca, assegurando que os animais não saem da caixa. Observem os insectos e como eles saltam e comem.

“Eles mexem as antenas? E para que servem as antenas?”

E um verdadeio detective analisa impressões digitais!

Comecem por olhar para as próprias mãos sem ainda usar a lupa. E pergunte ao seu filho:

“O que é que vês nas tuas mãos?”

Conversem sobre como cada pessoa é única e tem linhas em cada um dos dedos, e que são diferentes entre si. Disponibilize-lhe várias folhas de papel branco e almofadas de carimbo (de preferência com diferentes cores) para que se possam divertir a fazer as vossas impressões digitais. Aproveite a ocasião para falarem sobre as diferenças existentes, tanto na forma como no tamanho das vossas impressões digitais.

Por Carolina Canto, Psicóloga, Professora Sénior Gymboree

feridas emocionais

Feridas emocionais na infância: como identificá-las… e evitá-las

Desde o início da vida de uma criança que se podem, mesmo sem querer, causar traumas emocionais que persistem até à idade adulta.

Veja mais: Como explicar às crianças que os pais se vão separar?

Os problemas, conflitos e emoções negativas vividas no início de desenvolvimento pode influenciar a forma como as crianças irão enfrentar as adversidades na vida adulta.

5 experiências dolorosas A IDENTIFICAR

É importante reconhecer quais são as 5 experiências dolorosas da infância mais comuns para, assim, podermos evitá-las ou agir de acordo com elas, mesmo quando são situações alheias aos pais ou educadores.

Este processo de atenção a potenciais situações causadoras de traumas podem também estimular pais e educadores a um processo de autodescoberta e de melhor compreensão de limitações e falhas.

1- O medo do abandono

solidão é o pior inimigo de quem viveu algum tipo de negligência na infância. Há, na idade adulta, uma vigilância constante em relação a este tema, que faz com que a pessoa que a sofreu abandone os seus parceiros e seus projetos mais cedo, com medo de que eles a abandonem.

As pessoas que tiveram experiências de negligência na infância terão que trabalhar a forma como lidam com a solidão, o medo da rejeição e as barreiras ao contato físico.

As feridas emocionais causadas pelo abandono não são fáceis de curar. Quando estas feridas começarem a doer, devem ser tratadas assim que o medo e os momentos de solidão começarem a surgir.

2- O medo da rejeição

Esta é uma ferida profunda, pois implica uma rejeição do nosso interior, das nossas experiências, pensamentos e  sentimentos. Há muitos fatores que podem contribuir para o medo da rejeição, como ser rejeitado pelos pais, familiares ou colegas.

Estes actos geram pensamentos de rejeição, de não ser querido e de não ter valor.

A criança (ou o adulto) que tem receio de ser rejeitado não se sente digna de afecto ou compreensão. Isola-se no seu interior com medo de ser rejeitada. Se um adulto sentiu algum tipo de rejeição na infância, a probabilidade de ser uma pessoa fechada é enorme.

Ver mais: Crianças e tecnologia – devemos por-lhes o tablet à frente? 

Se este for o seu caso, cuide do seu interior. Corra riscos, tome decisões por si e para si. Assim, começará a relativizar a opinião alheia e a deixar de a ver como um ataque pessoal.

3- A humilhação

Esta ferida é gerada no momento em que sentimos que os outros nos desaprovam e nos criticam. Um pai ou educador pode causar esses problemas numa criança, dizendo-lhe que é estúpido, burra, um estorvo ou feia. Esse tipo de atitudes vai minar a auto-estima da criança.

O tipo de personalidade que muitas vezes a humilhação gera é uma personalidade dependente. Além disso, aprendemos a ser tiranos e egoístas como um mecanismo de defesa e até mesmo a humilhar os outros como um escudo.

Ter sofrido este tipo de experiência leva-nos a ter de trabalhar a nossa independência, a nossa liberdade, o entendimento das nossas necessidades e medos bem como as nossas prioridades.

4- O medo da traição e problemas de confiança

Neste caso, a criança pode ter-se sentido traída, em algum momento, por um de seus pais que pode não ter cumprido alguma promessa. Isso gera uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e outros sentimentos negativos, que levam a pessoa não se sentir digna das promessas que os outros fazem a ela.

Quem sofreu estes problemas na infância torna-se uma pessoa controladora e que tem de estar ao comando de tudo. Se sofreu estes problemas na infância, tende a sentir a necessidade de exercer controlo sobre os outros, o que muitas vezes é apelidado de ‘personalidade forte’.

A mudança requer paciência, tolerância e um autoconhecimento para viver e aprender a ficar só, e a delegar responsabilidades.

5- Injustiça

O sentimento de injustiça surge num ambiente no qual os cuidadores primários são frios e autoritários. Na infância, uma exigência exagerada pode gerar um sentimento de impotência e inutilidade, tanto quando somos crianças quanto na idade adulta.

A consequência direta sobre o comportamento daqueles que sofrem essa rigidez é o desenvolvimento de uma personalidade que busca ser muito importante e que quer adquirir grande poder. Além disso, é provável que seja criado um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo, bem como a incapacidade de tomar decisões com confiança.

Neste caso, é preciso trabalhar a confiança e a rigidez mental, aumentar a flexibilidade e a capacidade de confiar nos outros.

Baseado em artigo da Pais e Filhos Brasil e com Fonte da ideia: Bourbeau, L. (2003). As cinco chagas que te impedem de ser você mesmo. OB Stare.
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