Assista a este vídeo e descubra as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazerem juntos, com a garantia do Gymboree Play&Music!
Parabéns! A sua criança chegou à fase em que começa a pensar de forma criativa; aos poucos irá aprender a usar palavras, imagens e objetos (símbolos) para comunicar e desenvolver as suas próprias ideias. Poderá observar isto enquanto brincam por exemplo aos jogos faz-de-conta. A brincadeira continua a ser um bem essencial do seu filho. É a forma que tem de aprender sobre o si próprio, sobre o mundo e as pessoas que o rodeiam. Por isso, incentive-o a brincar sempre (sozinho ou acompanhado, dentro ou fora de casa, em todo o tempo, lugar e circunstância).
Olá, eu sou a Patrícia professora Gymboree, bem-vindos a mais um top 10 brincadeiras e estímulos.
Desta vez para crianças entre os 22 e os 28 meses.
Está pronto para brincadeiras super divertidas e benéficas para si e para o seu filho?
Então assista a este vídeo e subscreva o nosso canal para estar a par das novidades!
Nesta fase as crianças aprendem a pensar de forma criativa.
Elas utilizam os símbolos, como as palavras, as imagens, os objetos para comunicar e desenvolver as suas próprias ideias.
Muitas vezes nos jogos faz de conta.
Se observarmos uma criança a brincar, podemos ver a concentração a examinar cada objeto, o entusiasmo a cada esforço, a alegria que a radiam, quando conseguem atingir um determinado objetivo.
E isto demonstra que para eles brincar é um assunto sério. É a forma que eles têm para conhecer mais sobre si mesmos, sobre o mundo e os outros que os rodeiam.
Também para testar e puxar os limites das suas capacidades. Por isso enquanto brincam sigam os interesses da sua criança, dê reforços positivos e divirtam-se muito.
Estas são as nossas dez sessões.
Começamos este top 10 brincadeiras e estímulos com as brincadeiras faz-de-conta.
E aqui cabem infinitas brincadeiras e jogos que podem fazer juntos.
A exploração de temas imaginários e as brincadeiras faz-de-conta promovem o pensamento simbólico, que é a verdadeira chave para a inteligência, porque permite que a criança formule as suas próprias ideias e usem a imaginação.
Estas brincadeiras também estimulam a linguagem e a interação com os pares.
Encoraje o interesse do seu filho por estas brincadeiras, disponibilizando-lhe diferentes materiais do cotidiano, por exemplo, aqui temos alguns objetos da cozinha como copos, tigelas, colheres, colher de pau, uma vassourinha adequada ao tamanho da criança, temos também uma mochila.
Tudo o que tiver por causa e que a sua criança possa explorar em segurança.
Deixe-a explorar à vontade e deixe-a guiar a brincadeira.
Em alternativa podem sempre brincar vestindo-se.
Aqui temos umas gravatas, um lenço, sapatos diferentes, uma mala, um chapéu e por casa abra um baú e tirem esses tesourinhas, que podem ser tão divertidos para a criança explorar e vesti mesmo que ela não seja capaz ainda de criar uma história com a roupa que escolheu.
Vai sempre gostar de se vestir e de se sentir diferente.
Uma outra brincadeira faz-de-conta, é brincarem aos animais, por exemplo, poderá fazer uma visita ao Jardim Zoológico com o seu filho.
Como?
Peça-lhe que estique o pescoço o mais possível como uma girafa, ou que corra mais rápido como uma chita ou que trepe por exemplo o sofá da sala como um macaco a trepar uma árvore. Ou então que nada no fundo do oceano, que é o chão da sala ou do quarto e divirtam-se.
Avançamos agora para a dica número 2 com a dança da luz.
Arranje uma lanterna com um botão de ligar e desligar fácil de manusear.
Depois escureça a divisão da casa onde se encontram.
Inicialmente, dirija a luz da lanterna para o teto, para os móveis, para si próprio, também para as diferentes partes do corpo da criança.
Depois deixe ser a criança a fazer esta dança da luz.
Poderá colocar uma música calma e assim deixar a criança expressar-se à vontade. Passado pouco tempo a criança irá sentir um enorme prazer, ao perceber que consegue controlar o movimento da luz. E assim estará a estimular não só movimento expressivo, mas também o seu sentido de competência.
E esta é a nossa dica número 3.
Construa um esconderijo secreto.
Poderão fazê-lo com uma caixa de cartão.
Por exemplo, recortando uma porta num dos topos, fazendo também alguns buracos que poderão ser as janelas e assim a criança será capaz de estar lá dentro da caixa e conseguir ver o que se passa cá fora.
Poderão fazer também este esconderijo secreto com uma tenda, utilizando duas cadeiras e um lençol.
À semelhança do que já fizemos num dos nossos vídeos anteriores, que deixamos aqui o link.
Encoraja o seu filho a encher este esconderijo com os seus brinquedos e livros preferidos.
E pergunte-lhe mesmo: o que é que vamos fazer nesta cave secreta?
E deixe o seu filho brincar e explorar à vontade, mas é importante que o adulto assumam um papel nesta história.
Rapidamente se vai a perceber que a criança vai transformar este esconderijo num ninho, num castelo, num avião, num carro, naquilo que ela conseguir imaginar. O que demonstra de facto a sua capacidade imaginativa e o seu pensamento simbólico.
Para a quarta dica de brincadeiras e estímulos para crianças dos 22 a 28 meses, sugerimos transformar o seu filho num alimento.
Poderá ser uma banana, um cachorro-quente ou qualquer outro alimento.
Para isso precisa apenas de um lençol ou de um cobertor.
Primeiro, envolva a sua criança no lençol ou no cobertor, sempre com a cara destapada.
E depois faça um grande espetáculo a descascá-la, basta puxar gentilmente do outro lado do lençol para a desenrolar, em seguida coma-a.
Nham nham nham nham nham nham nham!
Com muitos beijinhos, abraços, cócegas e mordidelas.
Depois podem trocar de papéis.
Quantos alimentos conseguem fingir que são?
Puxe pela criatividade da sua criança e divirta-se muito.
Já estamos na dica de brincadeira número 5.
Crie uma banda, pára e avança.
Convide o seu filho a bater em algum objeto de plástico ou metal que tenha em casa.
Poderá ser um alguidar, ou um outro brinquedo, por exemplo aqui temos um pequeno tambor.
Vá dando pistas ao seu filho de quando é que é para tocar. E quando é que é para parar.
É importante que o adulto demonstre a brincadeira e a repita várias vezes para que a criança consiga perceber, a dada altura até já vai antecipar o momento de pausa.
Deixamos também uma alternativa muito divertida que é a dança do Freeze.
Fica aqui em cima o link para vocês visitarem também.
Esta brincadeira pode parecer de fato muito simples, mas ajuda a criança a desenvolver a sua memória, atenção e concentração e também a sua linguagem.
Numa segunda fase, quando a criança já dominar este procedimento do pará e do avança, poderá dar pistas de uma outra forma, por exemplo utilizando sons ou então mostrando alguns sinais, por exemplo, o verde para tocar e o vermelho para parar.
Isto ajudará a criança a associar o símbolo, neste caso a cor, a um conceito, do avança e do pára.
O que constitui um marco muito importante para a preparação de leitura.
Nesta dica de brincadeiras e estímulos números 6, sugerimos colocar as mãos à obra.
Poderá fazê-lo através de brincadeiras do foro mais artístico, como pinturas de água, numa tarde quente, poderá dar à criança uns pincéis baratos, um baldinho de água e deixá-la pintar ou o passeio da rua ou uma parede colorida que tenha em casa.
A vantagem é que a água seca, e não há qualquer risco de sujar nada.
Uma outra opção, é dar à criança uma tina ou um pratinho com espuma de barbear. E deixar a criança explorar a sua textura, ou até mesmo fazer desenhos com ela, numa superfície que não a tenha qualquer problema.
Nesta fase, também pode dar início aos dotes culinários do seu pequeno, fazendo em conjunto com ele uma receita simples de pão. E deixando-o explorar a massa, enrolando a maçã, espalmando, cortando com peças de plástico não cortantes, verá como o seu filho está tão crescido que já é capaz de seguir uma a duas indicações que lhe sejam dadas e ajudar em algumas tarefas simples.
Todas estas atividades são muito valiosas para estimular a motricidade fina, a linguagem e a imaginação da sua criança.
Esta é a sétima dica de brincadeira.
O simples jogo de atirar e apanhar a bola.
A maioria das crianças consegue atirar a bola muito antes de a conseguir agarrar, de qualquer forma elas adoram envolver os seus bracinhos em bolas de árvore, por exemplo, as bolas de praia ou até mesmo os balões.
E com uma certa dose de prática e de paciência da parte do adulto ela será bem sucedida em atirar e agarrar a bola.
Poderão sentar-se frente a frente ou o adulto agachado e a criança de pé, para que estejam mais ou menos ao mesmo nível.
E inicialmente, o adulto pede à criança que ela atire a bola e assim o adulto demonstrará como se agarra.
Depois o adulto atira a bola à criança, e a criança irá tentar agarrá-la.
Isto vai demorar algum tempo, serão necessárias várias repetições para que ela consiga fazer.
Quando ela já for bem sucedida, poderão aumentar a distância que vos separa.
Se observarmos à lupa esta brincadeira tão simples, poderemos encontrar inúmeros benefícios, desde a socialização à promoção da motricidade global e da coordenação olho-mão.
Boa!
Apanhar a bola requer reflexos rápidos e um bom conhecimento espacial, o que demora ainda algum tempo a adquirir.
Esta brincadeira normalmente prende as crianças por algum tempo, o que demonstra também duas coisas muito importantes, a capacidade de resiliência que a criança tem e que vai desenvolvendo ao longo do tempo, isto de tentar e voltar a tentar até ser bem sucedido e por outro também a capacidade de manter o foco na tarefa, de facto poderá verificar que em algumas brincadeiras, a criança já consegue manter-se focada e concentrada durante mais de 30 minutos.
O que reflete também o desenvolvimento intelectual que é tão notório nesta fase.
Já chegamos à oitava sugestão deste top 10 brincadeiras e estímulos para crianças dos 22 aos 28 meses.
A sua criança faxina se com imagens de cavalos, então dê-lhe a oportunidade de fazer um passeio a cavalo.
O adulto fará de cavalo apoiando-se com as suas mãos e os joelhos no chão.
A criança ficará sentada nas suas costas ou nos seus ombros, certifique-se que ela está segura e esteja sempre pronto a agarrá-la, caso ela se desequilibre.
Poderá começar por ficar nesta posição durante algum tempo para que a criança se sinta confortável também com a brincadeira, depois poderá baixar e subir a parte superior do seu corpo. Ou então balançar lado a lado para desafiar o equilíbrio da criança.
Por fim poderá então fazer mesmo um passeio pela divisão da casa onde se encontram.
Ihhh!
Vamos sair? Boa
Nesta fase a sua criança já caminha muito bem, mas isso não significa que eu sou equilíbrio esteja completamente desenvolvido enquanto gatinha ou balança lado a lado com a criança nas suas costas ou nos seus ombros, estimulam a ajustarem e a manterem o centro de gravidade a cada momento.
Para além de que, alarga a sua imaginação ao fingir que é um cavalo montado num cavaleiro.
Ao fingir que é um cavaleiro montado no cavalo.
Que disparate!
Estamos na reta final deste top 10 com a nona brincadeira.
Certamente que se recorda da música cabeça, ombros, joelhos e pés do original em inglês, head, shoulder, knees and toes.
Se não se recorda, não se preocupe.
Deixamos aqui também, a versão do nosso canal Gymbo for kids.
Esta é uma brincadeira muito simples em que terá apenas de cantar a canção e apontar com as duas mãos para as partes do corpo nomeadas.
Incentive a criança a fazer o mesmo, por isso será importante fazerem frente a frente.
Repita várias vezes a canção e vá aumentando o ritmo.
Será que a criança consegue fazer autonomamente a coreografia ou baralha-se?
Se for necessário, segure então nas suas mãozinhas e acompanhe ao longo da coreografia.
A música e a dança são de facto ferramentas muito simples e divertidas que estimulam fortemente o desenvolvimento infantil.
Por exemplo com esta canção e coreografia apenas, a criança trabalha a sua consciência corporal, a sua motricidade global, a sua memória, a sua audição e também a exploração do ritmo.
Vamos então à última sugestão de brincadeiras e estímulos deste top 10 para crianças dos 22 aos 28 meses.
A sua criança está tão crescida que certamente já reparou, que ela é capaz de procurar o seu brinquedo preferido exatamente no local onde deixou no dia anterior. E isto é resultado do desenvolvimento do conceito da permanência do objeto e também da sua memória. Portanto vamos continuar a estimular estes dois aspectos com o jogo dos copos mágicos, que é um autêntico desafio da memória.
Precisa então de dois ou mais copos.
Aqui temos três, com cores bastante distintas e um objeto que possa ser escondido por baixo dos copos, aqui temos umas castanholas.
É importante que a criança esteja a ver todo este processo.
Poderão estar lado a lado ou frente a frente.
Vamos colocar então as castanholas por baixo de um copo, pode ser do copo azul e vamos mover.
Olha, Gymbo onde estão as castanholas?
Independentemente da criança acertar ou não, é sempre importante que dê reforços positivos, por exemplo, se ela apontar para o copo laranja, podemos dizer: olha não está aqui! As castanholas onde estão? Vamos tentar outra vez? Ah! Estam aqui, muito bem! Vamos fazer de novo?
Repita várias vezes este jogo, porque certamente a sua criança irá gostar muito.
Tenha só em atenção que, enquanto mexe os copos não deverá mover nem muitas vezes nem demasiado rápido.
Porque este é um jogo que pode baralhar também os adultos, divirtam-se muito com esta brincadeira, enquanto estimulam a resolução de problemas e a memória do seu pequeno, mas também do adulto.
Terminámos por hoje o nosso top 10 brincadeiras e estímulos para crianças entre os 22 e os 28 meses.
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Saiba quais são as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazer com o seu bebé dos 16 aos 22 meses, com a garantia do Gymboree Play&Music! https://gymboreeclasses.pt/playlab-academy/
O seu bebé já está muito crescido. Agora o que ele mais gosta é de resolver problemas e ser bem-sucedido, por isso ao brincar ele explora tudo ao seu redor. O seu bebé está também a aprender vocabulário, por isso as brincadeiras baseadas nos opostos (ex.: cima/baixo), ajudam-no a adquirir novos conceitos de uma forma simples e divertida. Gostaria de ver alguma brincadeira em particular?
Clique nos links em baixo e divirtam-se muito!
Brincadeiras Bebé! 00:00
Brincadeira #1: Construir tendas 00:38
Brincadeira #2: Freeze 00:58
Brincadeira #3: Para e avança 01:27
Brincadeira #4: Labirinto da coordenação motora 02:03
Brincadeira #5: Pinhata 02:48 Brincadeira #6: Caça ao tesouro 03:21
Olá, o meu nome é Catarina e vou-vos apresentar o top-10 brincadeiras para crianças entre os 16 e os 22 meses.
Nesta fase, as crianças aprendem e resolvem problemas de forma eficaz.
Usando os temas opostos, dá um contexto divertido para que as crianças aprendam resolver os problemas de forma eficaz, como por exemplo, dentro e fora, cheio e vazio, ou por cima ou por baixo.
Para além de promover o desenvolvimento motor, social e cognitivo.
Nesta primeira brincadeira, vamos trabalhar a consciência espacial, construindo uma tenda. Empilhe almofadas do sofá ou coloque uma manta por cima de uma mesa de forma redonda ou sobre cadeiras.
As crianças pequenas adoram entrar em pequenos espaços, o que reflete o seu crescente conhecimento e fascínio pela consciência espacial.
Vamos brincar ao congela nesta segunda brincadeira.
Dê um lenço ao seu filho para que ele agarre um em cada mão, coloque uma música e incentive-lhe a dançar e a mexer os lenços.
Desafie estas capacidades de ouvir. E ficar atento quando a música pára os movimentos todos nosso corpo também vão parar.
Para além disso, estes movimentos padronizados desafiam o equilíbrio e a coordenação.
Nesta terceira brincadeira, vamos trabalhar a capacidade de seguir regras e também a atenção e a concentração.
Com o nosso jogo do pára, e do avança.
Diga à criança que pode começar a correr assim que ouvir a palavra: avança. E que, terá de parar de correr quando ouvir a palavra pára.
Estes dois conceitos opostos, vão trabalhar a resolução de problemas e também a concentração da criança para ver se a criança está atenta às duas diferentes palavras e se consegue compreender o conceito e qual é o objetivo de cada uma.
Por fim, altere o papel e peça à criança que seja ela a liderar e a dizer: pára e avança ao adulto.
Nesta quarta brincadeira, vamos trabalhar a motricidade global, o escalar e também os conselhos em cima e fora.
Ponha uma fila de diversos objetos, para que a criança os possa subir e possa descer.
Bancos com uma pequena altura, diferentes degraus, almofadas no chão etc.
Enquanto supervisiona esta brincadeira, deixe a criança explorar o subir e o descer.
À medida que vai explorando os objetos, não se esqueça de dizer sempre os conselhos.
Em cima! E fora!
E deixá-lo a explorar este percurso, esta fila de objetos.
De diferentes maneiras pode passar por baixo ou então sempre passar por fora ou então passar por cima e depois tudo por fora ou ao contrário.
Nesta quinta brincadeira vamos trabalhar a coordenação hormonal com o nosso jogo da pinhata.
Coloque uma bola pendurada, insuflável e colorida de preferência, na área de brincadeira do seu filho a uma certa distância, mas que ele provavelmente a consiga alcançar.
Mas como é que o seu filho resolve este problema de tentar alcançar a bola?
Se se coloca em cima de algum degrau, se se coloca em biquinhos dos pés ou se simplesmente tira uma almofada ou algum objeto para a tentar alcançar e tocar na bola.
Nesta sexta brincadeira, vamos fazer uma…
Nesta sexta brincadeira, vamos trabalhar a resolução de problemas e permanência do objeto.
Vamos fazer uma caça ao tesouro.
Onde estará o tesouro do seu filho?
Esconda um objeto especial que seu filho gosta da sua área de brincadeira para ver se ele consegue encontrar.
Inicialmente, esconda o objeto num espaço visível e à medida que as capacidades de resolução de problemas e de encontrar objetos se tornam mais sofisticadas, pode aumentar gradualmente este desafio de esconder, para que o seu filho encontre o seu objeto especial.
Nesta brincadeira, vamos trabalhar noção espacial e também a liderança.
E vamos marchar!
Coloque uma música aí em casa, do estilo marcha, colocando o seu filho às suas cavalitas nos ombros e marche pela casa.
De seguida tire o seu filho, coloque-o no chão e deixe que ele lidere este momento de marcha e veja se ele lhe dá indicações para onde seguir ou então se simplesmente quer voltar às cavalitas dos pais.
Nesta brincadeira, vamos trabalhar o tacto e a linguagem com a nossa Rosa arredonda a saia.
Segure uma manta ou um mini paraquedas sobre a cabeça do seu filho enquanto ele se encontra sentado ou em pé.
E baixe e eleve gentilmente o mini paraquedas ou a manta.
De seguida ande à volta, por cima de seu filho e veja se ele consegue alcançar o mini paraquedas ou a manta. E pode sempre cantar a música da Rosa arredonda a saia.
Oh Rosa arredonda a saia! Oh Rosa arredonda-a bem! Oh rosa arredonda a saia! Olha a roda que ela tem!
E no fim, baixar e a esconder o seu filho por baixo da manta ou do mini paraquedas ou se quiser também cantar outra música, enquanto anda à volta, pode sempre experimentar e divertirem-se.
Nesta brincadeira, vamos trabalhar a consciência corporal, consciência espacial e a resolução de problemas.
Como?!?
Será que cabes?
Arranje algumas caixas de cartão de diferentes tamanhos, ou as suficientemente pequenas para que o seu filho não caiba lá dentro.
E outras suficiente grandes para que ele se consiga sentar no interior.
Para trabalhar a consciência espacial, coloque estas caixas de cartão em fila e deixe o experimentar e pergunte-lhe: será que cabes dentro da caixa? E te consegues sentar?
Deixe o experimentar à vontade, porque esta é uma atividade muito importante para a resolução de problemas.
E veja se ele por si só, quer alterar o tamanho ou então também se começa pela mais pequeninas ou pelas maiores para ver se cabe.
E se perceber que mais pequenas não cabe, se coloca a seguir das grandes, para tentar perceber se aí vai conseguir caber dentro da caixa. E se quiser também pode se colocar dentro da caixa grandes e dizer: eu caibo!
Ou então.
Será que tu cabes?
Nesta última brincadeira, vamos trabalhar a curvação bilateral, o equilíbrio e a confiança construindo uma tábua de exercícios.
Coloque no chão uma linha de 1 metro ou uma fita adesiva.
Nós aqui temos um lenço.
Ou então se quiser, uma tábua de madeira.
Inicialmente ajude a criança a passar esta linha, segurando na mão. E depois encoraja a experimentar sozinha e explorar esta linha ou esta tábua de madeira.
E vamos ver como é que ela adquire o seu equilíbrio e também a sua coordenação bilateral.
Divirtam-se sempre nestas nossas brincadeiras.
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Top 10 brincadeiras e estímulos dos 10 aos 16 meses
Veja quais as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazer com o seu bebé dos 10 aos 16 meses, com a garantia do Gymboree Play&Music! https://bit.ly/1ofertamae
Esta é uma fase única na vida do seu bebé. Ele já rasteja, poderá gatinhar, pôr-se de pé, andar com ajuda ou sozinho, comunica muito bem com gestos, expressões, movimentos e sons. Com o aproximar do seu primeiro aniversário, o comportamento do bebé poderá entrar num período de desorganização (também conhecido por birras). E toda esta turbulência é despertada por um novo objetivo – andar, falar e adquirir independência!
Gostaria de ver alguma brincadeira em particular?
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Brincadeiras para bebé 00:00
Brincadeira #1: Viagens de cobertor/cesto da roupa 01:11
Brincadeira #2: Explorar e regar 03:00
Brincadeira #3: Escondidas 03:56
Brincadeira #4: Atirar meias e bolas ao cesto 05:28
Brincadeira #5: Percurso de obstáculos 06:35
Brincadeira #6: Construção e desconstrução da torre 07:48
Olá, eu sou a Patrícia, professora Gymboree e venho apresentar-vos hoje o top-10 brincadeiras e estímulos para bebés entre os 10 e os 16 meses.
Terão brincadeiras simples, divertidas e carregadas de benefícios para fazerem juntos.
Ficou curioso?
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Esta é uma fase única na vida do seu bebé, ele já rasteja, poderá gatinhar, pôr-se de pé, andar sozinho ou com ajuda. Certamente já se expressa muito bem através dos sons, gestos e expressões que utiliza.
Com o aproximar do seu primeiro aniversário, o comportamento do bebé poderá sofrer alguma desorganização. Também conhecido por birras e choros!
E toda esta turbulência é despertada por três novos objetivos. Andar, falar e acima de tudo adquirir independência, enquanto brincam juntos observe o seu bebé, veja a eficácia com que tenta dominar as tarefas.
Acima de tudo, siga os interesses do bebé, dê reforços positivos e divirtam-se muito.
Vamos à primeira dica de brincadeiras e estímulos para bebés dos 10 aos 16 meses.
O mais provável é que tenha em casa objetos como um cobertor ou um cesto da roupa. Estes objetos do cotidiano são dos brinquedos mais versáteis do mundo para os bebés. Com o cobertor, por exemplo, podemos fazer um passeio sentando ou deitando o bebé por cima do cobertor, podemos arrastar o cobertor em diferentes direções pelo chão da sala ou pela relva do jardim. Se juntar a esta brincadeira mais um adulto ou uma criança mais velha este poderá garantir que o bebé não toma para trás ao longo desta brincadeira.
E assim estaremos a desafiar o equilíbrio dinâmico do bebé de uma forma segura, mas também a estimular o seu tato e a discriminação visual.
Caso não tenha em casa um adulto ou uma outra criança, poderá utilizar em alternativa o cesto da roupa.
E assim será mais fácil de controlar os possíveis desequilíbrios do bebé pelo longo do passeio.
Mas para além disso o cesto da roupa tem muitas outras potencialidades de brincadeira. Poderá transformar-se num excelente forte, num mini parque, num berço para bonecas e também num andarilho.
Caso o seu bebé esteja agora a começar a andar, ou já ande mesmo, poderá colocar o bebé numa extremidade do cesto e o adulto fica na outra.
Coloque dentro do cesto alguns objetos ou brinquedos e depois inicialmente o adulto terá de puxar o cesto, para que o bebé perceba que é possível empurrar e andar ao mesmo tempo.
A partir daí será preciso oferecer alguma resistência, porque senão o bebé poderá sair daqui a correr com o cesto.
E assim estaremos a estimular a marcha, o equilíbrio e a força nos membros inferiores.
A nossa segunda sugestão de brincadeiras e estímulos, chama-se: explorar e regar.
Pois é, nesta fase o bebé adora imitar os outros, nomeadamente nas tarefas domésticas.
A imitação é um processo de aprendizagem muito importante para os mais pequenos nesta fase. E associando isto ao fascínio que tem pela água, pode imaginar o resultado certo?
E que tal deixarmos o seu filho regar as plantas lá de casa ou do seu quintal?
Poderá pegar num regador com água, segurar nas mãozinhas do bebé e mostrar como se faz.
Se for um bebé mais crescido, o adulto e o bebé poderão cada um ter o seu regador. Claro que a água não vai toda parar à planta, certamente poderá parar um pouco ao chão, aos pezinhos do bebé, mas ele vai gostar muito de se sentir uma pessoa crescida e fazer o mesmo que o pai ou que a mãe está a fazer.
Avançamos agora para a terceira dica de brincadeiras e estímulos.
O famoso jogo das escondidas.
Os conceitos de permanência dos objetos e das pessoas, ou seja, a ideia de que os objetos ou as pessoas continuam a existir mesmo que não estejam visíveis num determinado momento, ainda dominam o dia a dia da criança.
Por isso irá notar que as separações com os pais, quer seja durante o dia, quer seja durante a noite ao deitar, podem tornar-se um pouco mais difíceis.
O bebé adora esconder-se atrás de uma esquina atrás de um cortinado, mas não gostam quando são os pais que se afastam dele. No fundo ele quer controlar as separações.
Ajudar nesta fase, sugerimos então o jogo das escondidas com objetos ou com pessoas.
No primeiro caso, basta tampar um objeto que o bebé goste com uma manta ou uma fralda, depressa o bebé vai ser capaz de reconhecer os objetos através da sua forma.
Caso o bebé não consiga encontrar, basta tapar apenas uma parte.
Não se esqueça de fazer uma grande festa quando o bebé encontra o objeto escondido. Poderá ser também o adulto ou o bebé a esconder-se, mas aqui deixamos uma dica de ouro de Gymboree!
O adulto ao esconder-se, pode dizer: adeus!
E quando aparece pode dizer: olá!
Poderá fazê-lo também com outras línguas, dizendo: bye bye! Ou então: hello!
E uma maneira simples e divertida, ajuda o bebé a aprender novas palavras.
E esta é a dica de brincadeiras e estímulos número 4, para bebés dos 10 aos 16 meses. Junte algumas bolas leves e macias que tenha por casa, meias dobradas também servem perfeitamente e um cesto, ou um balde ou uma taça. Caso este objeto seja de metal será ainda mais interessante, porque vai fazer um barulho muito giro, quando as bolas aqui caírem.
À vez, adulto e criança vão atirar as bolas para dentro do cesto.
Boa! Agora é a tua vez! Ah! Muito bem!
Até que todas as bolas tenham desaparecido.
Depois também à vez, vão retirar as bolas e colocar no sítio inicial.
Desta forma estará a estimular a relação causa-efeito, a coordenação olho-mão, a capacidade de agarrar e largar do seu bebé, mas também a capacidade de esperar pela sua vez.
Durante a brincadeira, não se esqueça de responder às solicitações que o seu bebé faz e assim estará mostrar que o que ele diz é importante. E isso encorajo-o a comunicar cada vez mais,
Já estamos a meio do percurso com a brincadeira número 5.
E por falar em percursos sugerimos isso mesmo, um percurso de obstáculos.
Liberte o conquistador que há dentro do seu filho. E explorem juntos um percurso com diferentes obstáculos motores, por exemplo, poderemos colocar alguns brinquedos no chão e ajudar o bebé a contornar.
Boa!
Evitando os vilões desta história, por exemplo.
Poderemos ajudar o bebé a subir e a gatinhar, ou a andar, de acordo com o que ele consiga fazer, neste monte Everest, que são as almofadas da sala.
Poderemos colocar também um túnel, que poderá ser uma caverna escura, ou uma cadeira em que o bebé passa por baixo ou uma caixa de cartão grande destapada pelos topos e assim o bebé conseguirá passar pelo meio.
Ou até mesmo, subirem a uma árvore, que poderá ser a cama ou o sofá da sala.
E assim o bebé chegará ao seu objetivo, que é o seu brinquedo preferido.
Este género de desafios ajudam o bebé a estimular várias capacidades motoras, nomeadamente o equilíbrio, a força, a coordenação e também o conhecimento do seu corpo e do espaço.
Para a sexta dica de brincadeiras e estímulos para bebés dos 10 aos 16 meses, sugerimos um clássico e temporal.
Que é a construção e desconstrução da torre.
Este jogo pode ser feito com diferentes materiais, cubos de madeira, copos de plástico, caixas de comida de plástico, quaisquer objetos ou brinquedos que possam ser empilhados, a diversão está garantida. Assim como a estimulação da coordenação olho-mão, da motricidade fina e grossa e também da discriminação do tamanho e da forma dos objetos, mas não se esqueça, este jogo tem duas etapas. A tarefa árdua de construir a torre e a parte mais divertida, que é deita-la abaixo.
E para Isso poderá ser o bebé com suas mãozinhas a derrubar, ou então utilizando umas bolas ou uns saquinhos de feijão.
Pumba!
Divirtam-se.
Já estamos na sétima dica de brincadeiras e estímulos.
E desta vez sugerimos um baile entre o adulto e o bebé.
Claro que quantos mais participarem, mais divertido será.
Põe a música e dance com o seu filho.
Poderão colocar-se frente a frente, segurando nos dedinhos do bebé e dançar lado a lado por exemplo.
E se o seu bebé for mais crescido poderá também fazer uma roda, se for necessário de algum apoio, se não o bebé sozinho já conseguirá fazer.
Uma outra variante desta brincadeira pode ser dançar sentado.
Incentivar o bebé a imitar os gestos que o adulto faz, por exemplo, ir lado a lado mas sentado, ou rodar, ou levar os braços acima e abaixo.
Ou então, quase como o jogo do rei manda, podemos dizer vamos tocar nos pé.
Tchiki tchiki tchiki tchika!
Ou vamos abrir a boca!
Isto tudo claro ao ritmo da música.
O seu bebé já está tão crescido que já consegue perceber várias palavras ou frases, e por isso verá como ele consegue seguir uma orientação de cada vez, durante esta brincadeira e consegue organizar o seu corpo de modo a seguir essas mesmas indicações.
Que foi Gymbo? Queres brincar? Gymbo agora estou a treinar, não é para brincar!
Queres a bola de pilates? Ai! A bola de pilates é um equipamento de treino, não é um brinquedo!
Esta situação é lhe familiar?
Então deixamos com a dica número 8, brincadeiras que pode fazer com seu filho e a bola pilates, nomeadamente durante as pausas do treino.
Experimente sentar o seu bebé na bola pilates e fazê-lo saltitar. Com mais ou menos força de acordo com a vontade que o seu bebé demonstrar, poderá também fazer alguns movimentos do lado lado, para a frente, para trás ou também movimentos de roda roda.
Terá de segurar muito bem o tronco do bebé para que ele não se desequilibre e não caia.
Ao repetir esta canção, o bebé a dada altura será capaz de antecipar o momento da pausa, e aí o pai ou a mãe poderão perguntar:
Queres mais? Outra vez? Sim? Então faz tu.
E aí verão como o bebé tentará mover a bacia ou as pernas para tentar saltar na bola, mas claro terá de precisar de ajuda do adulto para o fazer corretamente.
Boa!
Com os bebés mais crescidos, depois do um ano, poderão colocar o bebé em pé, na bola pilates e terão de o ajudar a equilibrar-se por cima da bola.
Esta brincadeira estimula não só o bebé, ao nível do seu equilíbrio do sistema vestibular, também da força do tronco, mas estimula também o adulto. Que por um lado fará um treino de braços ao segurar e fazer saltitar o bebé tantas vezes. E também um treino de abdominais de tanto rir em juntos com esta brincadeira.
Estamos a chegar à reta final deste top 10 brincadeiras e estímulos para bebés dos 10 aos 16 meses.
Vamos então à brincadeira número 9.
Para isso, precisa apenas de uma lanterna ou de um candeeiro assim deste género.
Se quiser aprimorar um pouco, poderá colocar um papel de tecido ou papel de seda colorido, por cima, e assim a luz ficará de uma cor diferente.
Estando atrás do bebé, o bebé poderá estar a gatinha por exemplo, ou a andar, dependendo do que ele consegue fazer.
Ligamos a lanterna e apontamos, por exemplo, para o chão.
Neste caso, estou a colocar os dedos à frente da lanterna, para que a luz não disperse tanto.
E portanto vamos incentivar o bebé a apanhar a luz.
Podemos apontar para o chão, para os objetos, para alguma mobília em especial e o bebé terá então de percorrer todos estes passos para apanhar a luz.
Sempre que o seu bebé for bem-sucedido dê reforços positivos e divirtam-se muito.
Esta pode ser a nossa última sugestão de brincadeiras e estímulos, mas não é certamente a menos importante.
E que brincadeira é essa?
A de ler uma história!
O seu bebé pode não saber ainda falar, é capaz de produzir alguns sons para algumas palavras específicas e certamente não percebe também todas as palavras que lhe são dirigidas. Mas até os bebés mais pequeninos adoram ler livros com os seus pais ou avós. Por isso escolha um livro breve, com imagens claras de objetos que são familiares o bebé.
E à medida que vai lendo a história, vai apontando para esses mesmos objetos, para que o bebé os vá reconhecendo.
Prefira livros de plástico, de tecido ou de cartão mais grosso para que o bebé seja capaz de pouco a pouco ir folheando.
Enfatize as rimas e as palavras divertidas e verá como é um momento delicioso para passar os dois juntos.
Desta forma estará a estimular o desenvolvimento da linguagem, da escuta, da discriminação e da memória visuais do seu filho
A dada altura pode acontecer que o seu filho tenha uma história preferida e certamente irá testar a sua paciência ou a pedir-lhe que leia a mesma história vezes e vezes sem conta.
Qualquer pai pensaria: porque não vou ler um livro diferente?
Um conselho de Gymboree aplicável a esta brincadeira como todas as outras.
Nunca subestime o valor da repetição quando se trata de desenvolvimento infantil.
A verdade é que os psicólogos educacionais dizem mesmo, que é necessário que uma brincadeira seja repetida vezes e vezes sem conta, para consolidar as redes neurais. E assim melhorar a proficiência.
Mas isto quer dizer o quê?
Que ao repetir a mesma história, estará a estimular as células cerebrais do seu filho que permitem fazer associações entre as palavras e os objetos que estas palavras representam.
Por isso prefira a qualidade das brincadeiras à quantidade de brincadeiras.
E foram estas as nossas sugestões de 10 brincadeiras e estímulos para bebés entre os 10 e os 16 meses.
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Os momentos em família são bons momentos de partilha e de observação, uma vez que se conseguem ver uns aos outros, havendo oportunidade de se conhecerem cada vez melhor, havendo espaço para aprender a respeitar e a aceitar a individualidade e as diferenças de cada um. Assim como a admirar a beleza que cada um tem em si, como cada um é especial à sua maneira e tem tanto para mostrar aos outros.
O tempo de brincadeira com a família é o melhor tempo para as crianças aprenderem a partilhar e a agradecer. A criatividade e a generosidade são dois dos presentes que se recebem a brincar com a família e os amigos.
A criança aprende com os seus pais e com os outros cuidadores, a respeitar, a agradecer, a amar e a socializar com os seus pares e com os outros adultos. No seio da família surgem as primeiras socializações e através da brincadeira podemos incentivar a criança a expressar-se em grupo, dando-se a conhecer a si mesma e a conhecer mais os outros.
Brincadeiras em família
Para festejarem o Dia da Família experimentem estas brincadeiras em que todas as idades podem participar:
Vamos fazer uma roda!
Com os mais pequeninos ao colo dos adultos façam juntos uma roda.
Pode adicionar uma corda elástica para fazerem a roda, aumentando assim o nível de dificuldade da brincadeira para os mais crescidos.
É uma ótima forma para iniciar uma atividade, podendo dar às crianças as indicações necessárias, quer sejam verbais ou somente visuais, em que o adulto modela os movimentos e as crianças imitam.
Inicie esta brincadeira a cantar uma música de introdução da atividade “Vamos fazer uma roda, uma roda, uma roda…” e depois modele diferentes movimentos simples. Comece por movimentos como abanar a corda, marchar no mesmo lugar, levantar e baixar a corda, e depois passe para movimentos que implicam deslocação no espaço. Por exemplo, andar para a frente (dentro da roda), andar para trás (fora da roda), variar o andamento rápido/lento, andar à roda para a esquerda e para a direita…
Acompanhe os movimentos com canções simples: “dentro, dentro, dentro…”, “fora, fora, fora…”
Esta brincadeira ajuda a criança mais velha a desenvolver a linguagem e aquisição de novos conceitos e também impulsiona o desenvolvimento motor, como é o caso da coordenação bilateral.
No caso dos bebés, esta brincadeira ajuda-os a ganhar mais noção de ritmo através do movimento do corpo do adulto, assim como a desenvolver o seu equilíbrio e força nos membros inferiores no caso daqueles pequeninos que já gostam de estar de pé e começam a dar os primeiros passos.
Máscaras musicais!
Convide a família a sentar-se em círculo. Encha um saco com lenços, óculos, chapéus e roupas. Ligue a música e peça ao grupo para passar o saco em roda enquanto a música toca. Quando a música parar, a pessoa que está com o saco, escolhe um artigo sem olhar. Continuem a jogar até que cada um tenha alguns itens de vestuário.
As crianças vão gostar de se ver com uma variedade de roupas e chapéus e esta brincadeira ajuda os mais pequenos a aprender a esperar pela sua vez assim como a compreender conceitos opostos como “pára” e “avança”.
Percurso de obstáculos
Construa um percurso de obstáculos com algumas almofadas, cadeiras, caixas de cartão e deixe as crianças explorar o caminho por cima das almofadas, em volta das mesmas, por baixo das cadeiras e por dentro das caixas de cartão.
O bebé com cerca de 16 meses está apto a compreender cada vez melhor os conceitos opostos, como dentro e fora, por isso vai gostar de explorar o percurso e resolver desafios do género “Como é que vais para dentro da caixa?”. Pode ainda juntar uma bola e tornar os desafios mais complexos para a criança mais velha – “Consegues acertar com a bola na caixa?”, fazendo variar a distância para a caixa e fechando os olhos para atirar a bola.
Os irmãos juntos vão descobrir muitas maneiras criativas e únicas de explorar este percurso, que constitui em si um estímulo para o planeamento motor (organização dos seus movimentos para alcançar o seu objetivo) e aquisição da linguagem do mano mais novo e uma oportunidade de treino da pontaria e confiança do mais velho.
Este caminho às vezes pode ser um pouco atribulado e barulhento, mas faz parte da cumplicidade de irmãos, não é?! ?
Olha a onda!
Os manos vão mergulhar juntos! Podem ficar os dois deitados numa mantinha no chão enquanto o adulto abana um lençol ou fralda de pano para cima e para baixo imitando a ondulação do mar. Para o bebé pequenino (até +- 6 meses) esta brincadeira constitui um estímulo multi-sensorial, pois vê o objecto a aproximar e a afastar, sente a “brisa fresca do mar” e o toque do tecido no rosto, mãos e pés, que vai esticar para tentar agarrar a “onda”. O mais crescido (acima dos 2 anos) também vai gostar de imaginar que é um peixe debaixo de água. Que peixe é? Qual a sua cor? O que gosta de comer?
Desta forma, desenvolve-se a imaginação e o pensamento simbólico do mano mais velho, pois para ele o lençol é uma onda, os seus braços são barbatanas… e ele consegue representar essas imagens no seu pensamento e de expressar cada vez mais as suas ideias. E ainda pode ajudar o adulto a abanar a onda do mar.
Bons mergulhos!
Construa uma tenda iluminada
Empilhe as almofadas de um sofá de forma a criar “paredes” ou coloque um cobertor sobre uma mesa. As crianças mais velhas adoram o desafio de construir um espaço secreto onde podem ler e ouvir histórias fantásticas! Este cenário torna-se ainda mais mágico com uma lanterna a iluminar as paredes da tenda, como se fossem estrelinhas no céu.
O bebé pequenino vai adorar ver essas estrelinhas a brilhar, pois o bebé nessa idade tem preferência por padrões de contraste, neste caso, a zona iluminada em oposição à zona escura.
Esta brincadeira ajuda a desenvolver a visão do bebé e a aumentar a cumplicidade entre os irmãos, que se podem divertir juntos na tenda iluminada. E se o adulto se juntar à brincadeira? Conte-lhes uma história neste esconderijo ultra secreto! Haverá momento mais ternurento e cúmplice?!
Passeio de trenó
Uma viagem de cobertor é muito semelhante a uma viagem de trenó, como o do Pai Natal! Sente ou deite o bebé num cobertor e depois puxe o cobertor lentamente pelo chão do quarto ou pela relva do jardim. Experimente direções diferentes. O mano mais velho pode ir sentado no cobertor para assegurar que o bebé não tomba, e a brincadeira terá o dobro da graça! Ou então com a ajuda do adulto, a criança mais velha pode puxar o “trenó” com o bebé deitado em segurança (de barriga para cima ou para baixo) ou sentado, caso já se aguente bem nessa posição.
Esta brincadeira promove o desenvolvimento do equilíbrio e consciência espacial do bebé, assim como a autoconfiança e a força nos braços e pernas do mano mais velho.
Há melhor presente do que poder brincar com os filhos?
Jogue à “batata quente”
Coloque dentro de um balão uma colher de água, encha-o e ate-o. Sentem-se em círculo e passem o balão. Dificultem aumentando a velocidade, mudando a direcção e adicionando mais balões. Os mais pequeninos poderão gatinhar ou andar no meia da roda a brincar com uma outra bola ou balão, ou o bebé mais pequenino ainda no colo da mãe achará graça ao balão a voar de um lado para o outro e tentará segui-lo com o olhar.
Brincar às escondidas
Este jogo simples é uma excelente forma de envolver toda a família e amigos. Ele contempla variadas competências cognitivas como a contagem, a escuta e a procura lógica de locais onde alguém se pode esconder.
Brincar com a natureza
Recolham alguns elementos da natureza, como folhas de diferentes árvores, pequenos galhos, pinhas, caruma. Convide as crianças mais velhas a contar e a agrupar os diferentes itens, ao mesmo tempo que incentiva a partilha e a descoberta das semelhanças e diferenças entre os vários elementos. Poderão até fazer uma tabela para registar essas descobertas.
Acompanhe as crianças mais novas na exploração táctil dos diferentes elementos e converse com elas sobre as suas características. E divirtam-se a usar as folhas como chapéus e as pinhas como bolas.
Junte os amigos e a família e façam duas linhas frente a frente.
Escolham uma música familiar e que todos saibam cantar!
O par numa das pontas avança para o meio e desce o “corredor” a dançar ao ritmo da música, até chegar ao final da linha.
E assim sucessivamente, até todos os pares terem dançado.
Enquanto o par dança ao longo do “corredor”, as filas vão cantando a música que está a tocar.
Olha o chapéu!
Cada membro da família tem o seu chapéu, e dispostos em roda, cada um passa o seu chapéu à pessoa do lado direito e um de cada vez personifica a pessoa do respetivo chapéu, destacando aspetos positivos e divertidos dessa pessoa.
Brinquem ao Quente / Frio
Esconda um tesouro em qualquer parte da casa. Dê à criança pistas acerca de onde está (promove a capacidade auditiva): “O tesouro está perto de onde lavamos a roupa”. Depois diga “quente” quando a criança estiver perto do “tesouro” e “frio” quando ela se afasta (isto ajuda-a a seguir instruções). Comemore com um grande abraço quando ela encontrar o tesouro!
Torne esta brincadeira mais completa e adequada para as crianças mais pequeninas (acima dos 12 meses) juntando umas imagens alusivas aos conceitos quente e frio, por exemplo, um sol e um floco de neve, respetivamente. Ou então fazendo gestos que ensinam as palavras ao bebé. Por exemplo soprar quando está quente e tremer “brrrhh” quando está frio. Sabia que o bebé a partir dos 10 meses mostra um interesse súbito pela comunicação, começando a imitar mais sons e a apontar para tudo, sendo que lhe pode ensinar gestos simples para comunicar, estimulando assim a aquisição da linguagem nos próximos meses.
Contem uma História Partilhada
Este jogo promove a cooperação e a capacidade auditiva da criança, assim como a capacidade de acolher a perspetiva do outro. Começam a história a partir de uma frase e cada um vai acrescentando mais detalhes à história. A próxima pessoa constrói uma nova frase e decide quando dizer “Fim”. Não importa se no geral a história for absurda desde que faça sentido de frase para frase.
Jogos deste tipo promovem o gosto pela leitura, o pensamento lógico, a memória e a capacidade de sequenciação.
Passear em família num dia de sol
Persigam e fiquem em cima da sombra uns dos outros. Façam sombras de animais usando as mãos, o corpo, e outros objetos (tais como ramos, folhas de árvores, um balde ou uma mangueira). Experimentem adivinhar que animais são, fazendo também os sons e movimentos característicos dos animais. Esta brincadeira promove a criatividade e o desenvolvimento da expressão corporal e linguística das crianças mais velhas e estimula o desenvolvimento da linguagem das mais pequenas e a sua curiosidade sobre o mundo. E, claro, faz soltar muitas gargalhadas!
Vamos juntos arrumar!
Finja que pratos de papel, copos vazios e outro tipo de materiais inúteis/lixo são bolachas saborosas para alimentar o caixote do lixo “monstro”. O envolvimento em atividades de arrumação e limpeza apoiam a preparação para a escola e o recurso à criatividade durante a limpeza desenvolve, simultaneamente, a imaginação.
Mesmo as crianças mais pequeninas (com cerca de 1 ano) poderão interessar-se por essa brincadeira pois gostam muito de colocar os objetos dentro e fora das caixas. Desta vez incentive a mantê-los dentro?, inventando uma música com uma melodia de que goste para acompanhar a tarefa de arrumar.
Mega retrato da família
Num espaço amplo da casa, estenda no chão uma longa tira de papel de cenário, suficientemente grande para caber toda a família em altura e comprimento.
A ideia é desenhar o contorno do corpo de cada elemento da família deitado no chão, compondo um desenho da família à escala real.
Depois poderão completar o desenho com diferentes tecidos, lãs, fitas, botões… usar materiais recicláveis até e assim adicionar pormenores únicos de cada um.
Esta atividade poderá levar a criança a descobrir pormenores do pai, mãe e irmãos que até então lhe tinham passado despercebidos, e para os mais pequenos também é uma oportunidade de aprenderem mais sobre conceitos simples da matemática – grande e pequeno, maior e menor, fazer a contagem dos dedos, braços, pernas… E poderão aprender mais sobre as partes do corpo.
Não haverá com certeza outro retrato igual!
Até porque os momentos passados em família são únicos e ficam registados para sempre na memória e no coração!
Quais são as vossas brincadeiras preferidas em família?
Descubra as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazer com o seu bebé dos 6 aos 10 meses, com a garantia do Gymboree Play&Music! https://bit.ly/1ofertamae
Entre os 6 e os 10 meses de vida, os bebés estão muito ocupados a tentar adquirir competências que lhes permitam ter impacto no mundo.
Começam a compreender como funciona o mundo, a noção causa-efeito e relacionarem-se com os outros. As brincadeiras com exploração das rampas, túneis e escorregas, promovem o desenvolvimento de capacidades motoras como a força e o equilíbrio, tão necessários para que o bebé consiga gatinhar, pôr-se e ficar de pé e caminhar.
Gostaria de ver alguma brincadeira em particular? Clique nos links em baixo e divirtam-se muito!
Olá, o meu nome é Catarina e hoje venho-vos mostrar 10 brincadeiras para os bebés entre os seis e dois meses.
O principal objetivo nesta fase, é o fazer a conhecer, através da noção, causa e efeito.
Os bebés, nesta fase tentam explorar as rampas, os túneis, para adquirirem a força e o equilíbrio, para posteriormente conseguirem se colocar em pé e andar.
Comunicam com os adultos, através de apenas sons ou canções que vamos cantar para eles.
E estas são 10 brincadeiras para este nível.
Vamos fazer túneis para o nosso bebé explorar, se não tiver algum túnel aí em casa, pode construir com uma cadeira e com uma manta por cima vamos fazer com que o nosso bebé comece a gatinhar e a explorar o nosso túnel.
E se o seu bebé em caso de se mostrar receoso, pode colocar alguns objetos que o atraem para que consiga explorar o nosso túnel, por exemplo aqui temos algumas bolas ou pode ser um peluche ou algum instrumento que faça som para que atraia o bebé a explorar este túnel.
Nesta brincadeira, vamos precisar de um carrinho ou mais hoje, ou de algum objeto que role.
Então vamos precisar de uma caixa de sapato.
Vamos começar por recortar, as extremidades da caixa de sapatos, ou se quiser simplesmente abrir a caixa de sapatos.
E vamos rolar o carrinho por dentro deste túnel imaginário, e vamos perceber como é que a criança antecipa, a saída do carrinho pelo outro lado do túnel.
Empurre gentilmente o carrinho, para que fique dentro deste túnel e perceba como é que a criança reage, ao reparar que o carrinho ficou lá dentro e não saiu.
Será que a criança tenta alcançar e vai procurar o carrinho dentro do túnel?
Ou então, será que ela espera que ele saia.
Podemos também, rolar mais um carrinho gentilmente, e ver se ele fica também dentro do túnel.
Podemos perguntar:
Onde estão os carrinhos? Será que os consegues encontrar?
Perceba como é que reage a sua criança a esta brincadeira com a descoberta do objeto e da antecipação.
Vamos criar escorregas em casa e vamos arranjar alguma almofada e um sofá, ou então uma mesa ou uma tábua de passar a ferro e vamos apoiar de forma segura, em algum sítio, neste caso temos um banco, mas pode apoiar ou no sofá ou numa mesa.
E vamos também precisar de uma manta para que o nosso bebé consiga escorregar mais facilmente pelas nossas rampas ou pelo nosso escorrega.
Trabalhando o nosso ritmo dinâmico em movimento.
E colocamos o nosso bebé de barriga para baixo. Seguramos bem o nosso bebé e depois podemos puxar a manta, para que ele deslize. Sempre em contacto com o nosso bebé para que ele nos consiga ver.
E podemos repetir.
Pomos a manta lá pra cima e depois escorregamos devagarinho, devagarinho, para que ele ganhe confiança.
Depois pode puxar a manta mais rapidamente.
Com esta brincadeira vamos trabalhar o equilíbrio.
E apenas precisamos de uma cadeira ou de um banco.
E como é que nós podemos trabalhar o equilíbrio da criança através desta brincadeira?
Sentamos numa cadeira e colocamos nosso bebé virado para nós, nas nossas pernas e com os nossos indicadores colocamos nas mãos do bebé para que ele nos agarre.
E podemos cantar uma canção do cavalo, e balançar nas nossas pernas para cima e para baixo.
A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! Pela estrada fora eu vou!
E quando acabamos a nossa canção do cavalo, levantamos e deixamos o bebé escorregar pelas nossas pernas.
E estamos a trabalhar o equilíbrio.
Veja como é que a sua criança reage ao descer pelas suas pernas. Se tenta subir, se tenta agarrar com os braços e não apenas os nossos indicadores.
E depois podem voltar à posição centrada e continuar o vosso passeio a cavalo.
Podemos fazer o nosso passeio mais rápido e descer mais rápido pelas nossas pernas. Ou mais lentamente.
Perceba também do que é que a sua criança prefere. Se gosta de um passeio mais lento, ou se de um passeio mais rápido.
A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! A cavalo a cavalo, a cavalo eu vou, pela estrada fora eu vou!
E assim estamos a trabalhar o equilíbrio do nosso bebé.
Depois fazer o jogo da corda. Por isso, vamos precisar de uma fralda de pano ou de um cobertor.
Sente-se no chão com o seu bebé e dê a ponta da fralda de pano ou do cobertor para que ele a agarre.
Do outro lado, vai puxar ligeiramente a corda até que perceba que o seu bebé também a pare de puxar. Se ele a puxar, aumente ligeiramente a força que puxa a corda para o seu lado para aumentar a resistência.
Estes jogos suaves de força desenvolvem a parte superior do tronco do seu bebé e também a sensação de sucesso.
E por fim. Veja quem puxa mais a corda e vá dando sempre feedback positivo ao seu bebé para que ele tenha essa sensação de sucesso.
Hoje vamos trabalhar a antecipação dos sistema que estimula o nosso bebé, com o saltar. Vamos colocar o nosso bebé sentado contra o nosso peito e vamos tornar umas repetições tranquilizantes e também uma pitada de surpresa.
Vá cantando mais rápido, ou mais lento consoante o bebé para tornar estas supresas ainda mais divertidas.
E fazemos um-dois-três. Saltar!
Vamos lá bebé de novo.
Mais lento agora.
Um-dois-três. Saltar! Boa.
E dando sempre feedback positivo e também percebendo como é que o bebé reage a estas surpresas do saltar e também do saltitar com estas repetições do balançar das nossas pernas.
E também podemos fazer, mais rápido.
Um-dois-três. Saltar!
E hoje vamos trabalhar o tato e a força das mãos do nosso bebé.
E vamos espremer esponjas.
Vamos precisar de um alguidar e várias esponjas ou então mesma hora do banho pode fazer esta brincadeira.
Dê ao seu bebé, várias esponjas para que ele esprema. Ao espremer a água o bebé vai trabalhar a sensação de tato e também a força nas mãos.
E pode sempre ajudar. E salpicar o seu bebé, que também dá uma sensação muito refrescante.
E inicialmente, pode ajudar, para que ele perceba o que tem de fazer, qual é o objetivo de apertar as esponjas.
E se tiver alguma esponja de outras texturas, ainda melhor para a sensação do tato do nosso bebé e vamos espremendo as nossas esponjas no alguidar. Também podemos fazer as nossas sensações refrescantes com os salpicos. São tão fresquinhos!
Vamos gatinhar com o nosso bebé.
Muitos bebés, acham divertido seguir os pais pela casa a gatinhar.
Por isso, faça a vontade ao seu explorador e gatinhe com ele.
Pode, inicialmente também usar algum objeto que se o seu bebé, começar agora a gatinhar para que ele o consiga alcançar, ter que forçar este gatinhar.
Se o seu bebé já for muito explorador, então não precisa de nenhum objeto e basta divertir-se e gatinhar com ele.
Se tiver ajuda aí em casa, pode sempre colocar o seu bebé nas costas enquanto gatinha e fazer o som de algum animal, como um cavalo e ele certa maneira colocando em cima das suas costas, também está a trabalhar o seu equilíbrio dinâmico, equilíbrio em movimento.
Divirtam-se nesta exploração pela sua casa ou pelo seu quintal…
Vamos abanar, trabalhando a audição e a noção causa-efeito do nosso bebé. E por isso vamos precisar de rolhas de caixas de tampas.
Podemos também por colheres ou blocos de madeira.
Assim alguns objetos de dimensões grandes para apropriarmos ao nosso brr…
E por isso vamos precisar de uma caixa de plástico e de tampas ou então blocos de madeira ou colheres que tenha em casa e vamos colocar dentro da nossa caixa. Assim, objetos de dimensões apropriadas para o nosso bebé.
Vamos colocar dentro da nossa caixa, também trabalhar a coordenação hormonal, ao pedir ao bebé que coloque os objetos dentro da caixa.
Pode também ir colocando ou fazer a sua roca para crianças crescidas, uma para si e outra para a sua bebé.
E depois brincarem com esta música.
Podemos colocar… Aqui nós só temos as tampas.
E depois fechamos a nossa caixa e vamos divertir-nos com a música. Com a nossa roca.
E vamos abanar.
E parar para perceber se o bebé consegue perceber quando abana e faz um som e quando para, perceba se o seu bebé procura o som, e tenta ele abanar a sua roca.
E ao parar, estamos a trabalhar a noção-causa-efeito.
Que quando abanamos, fazemos o som. E quando paramos, há a ausência do som.
O seu bebé gosta de abanar mais rápido?
Então abane mais rápido ou então mais lentamente, como o seu bebé preferir e divirtam se com estes sons de rocas para crianças muito crescidas.
E hoje vamos explorar um túnel de pano ou de tecido.
E temos estes túneis articulados disponíveis a lojas de brinquedos especializados.
E explorar um túnel é sempre muito divertido, tanto para os bebés que começaram agora a gatinhar, como os bebés mais experientes nesta arte, que tanto gostam de explorar a casa a gatinhar.
Passar por um túnel articulado, permite ao bebé ter uma noção do espaço e se colocar uma bola ou o objeto que o seu bebé mais gosta, no fim.
Ele percebe que quando chegar ao fim deste túnel terá um prémio no fim.
Se quiser também gatinhar com ele dentro do túnel, torna esta brincadeira ainda mais divertida. E também, ao túnel ser demasiado escuro, permitirá ao bebé trabalhar o seu receio de sítios e locais mais escuros.
Será que o seu bebé gosta de passar por este túnel de pano? Ou se nem é necessário colocar diferentes objetos que gosta lá dentro, para estimular este gatinhar pelo túnel.
Divirta-se e perceba como é que o seu bebé reage a esta brincadeira de explorar um túnel de pano.
Boas brincadeiras!
Ah..fim, ah…
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E claro, divirtam-se com o seu bebé. E sempre boas brincadeiras!
Chicco – Rocky, a bateria divertida. Brinquedo Musical
#chicco
A importância da música no desenvolvimento infantil
Olá!
Estou aqui para falar um pouco sobre a importância da música no desenvolvimento da criança, desde logo quando nasce.
E nos primeiros meses podemos identificar a importância da música e da dança e quando embalamos o bebé e quando lhe cantamos para acalmar.
Pois é, a música tem inúmeros benefícios para o desenvolvimento da criança, desde benefícios físicos, sociais e cognitivos. Apresentarei aqui alguns exemplos desses benefícios e também darei algumas dicas de brincadeiras que podem reproduzir em casa com os vossos pequeninos.
Benefícios Físicos
Então, em termos físicos que é que a música nos permite desenvolver na criança, se então estamos a falar da música, que vai também estimular o movimento do seu corpo e por tanto vai permitir à criança desenvolver a sua motricidade grossa, mas também juntando alguns instrumentos permitimos que a criança desenvolva a sua motricidade fina dos pequenos músculos das suas mãos.
E para o bebé pequenino, que está a desenvolver a sua visão, que está a aprimorar os seus sentidos para a descoberta do novo mundo em seu redor.
Depois a música, em termos auditivos permite então estimular a capacidade do bebé, localizar a origem de um som. E também ir reconhecendo diferentes timbres associados a diferentes instrumentos e reconhecer diferentes vozes do adulto ou dos adultos que estão com o bebé diariamente.
E depois distinguir mesmo aqueles que são então do seu âmbito familiar e outros que são mais estranhos.
Benefícios Cognitivos
Em termos cognitivos, ora a música permite o desenvolvimento do cérebro do bebé, facilita muitas ligações neuronais.
Se estivermos a falar de desenvolvimento da memória, o bebé é capaz de reconhecer padrões musicais, por exemplo, e se repetirmos esse padrão musical, esse padrão rítmico várias vezes ao longo de uma música, o bebé será capaz de o memorizar e será capaz de associar uma palavra a esse momento desse padrão, ao longo da música, ou um gesto associado a esse conjunto de três notas que tocamos sequencialmente e sempre por tanto numa mesma sequência ao longo da música e portanto facilita o desenvolvimento da memória do bebé.
Desde cedo, desde bem pequenino.
Benefícios Sociais
Em termos sociais, pois a música coloca-nos em relação uns com os outros, facilita muito esta relação social. Naturalmente como eu dizia no princípio, o laço afetivo que se fortalece quando a mãe embala o seu bebé no colo, quando lhe canta uma música ternurenta e que o acalma.
Portanto este princípio da socialização, mas depois mais tarde, a criança que gosta de dançar com os seus amigos e por tanto socializa desta forma também com a ajuda da música, claro que nos coloca em grupo e que facilita estas relações sociais.
Brincadeiras musicais
Ora, então passamos às sugestões de brincadeiras.
1. Um espanta-espíritos multi-sensorial
Para os mais pequeninos, mesmo bebés podemos construir assim com a ajuda de um cabide e recorrendo a fitas de diferentes cores, diferentes tecidos, e portanto a possibilidade de uma o experiência multi-sensorial, para o bebé poder tocar, querer agarrar os diferentes fios, também a diferentes alturas, permitindo estimular então esta capacidade do bebé ir agarrar o objeto. E depois instrumentos com diferentes sons.
Neste caso, tenho um guizo e umas maracas.
E então ajuda aqui à estimulação da audição para a identificação de diferentes sons.
E também poderão tocar o instrumento de um lado do ouvido do bebé, do outro ouvido e portanto o bebé ir identificando a origem e os pontos de origem do som diferentes.
2. Uma bateria na cozinha
É uma sugestão de brincadeira que podem construir aí por casa. E lá por casa também, com algumas panelas, permitir que o bebé assim já perto de um ano, tem um gosto especial depois poder encontrar os objetos do dia a dia e de querer utilizá-los para as suas brincadeiras.
Porque não então com as panelas, com as caixas de plástico que tem na cozinha e construírem uma bateria?
E depois podem recorrer a outros brinquedos em que permitam então o bebé explorar o som das panelas.
Porque não os talheres, em segurança?
Poder dar uma colher mesmo que sejam objetos por tanto mesmo, os reais, aqueles que tem na cozinha de plástico ou metálicos, mas que permitam à criança explorar em segurança esses objetos da realidade, do seu dia a dia, que vê os adultos usarem, colher de pau também poder dar à criança então tocar em diferentes texturas, a ouvir os diferentes sons que esses, objetos fazem nos diferentes materiais.
3. Instrumentos suspensos
Também poderão pendurar alguns instrumentos que tenham com diferentes materiais também, a madeira em contraste com o plástico e portanto sentir diferentes temperaturas dos materiais e ir portanto facilitando estas experiências táteis ao bebé, também tem muitos benefícios.
Neste caso, também pendurei uma panela, portanto ter alguns objetos do dia a dia também pendurados e permitir à criança então, alcançá-los.
Escolha os objetos também da dimensão mais apropriada para a idade do bebé, para que ele sozinho ou com ajuda do adulto possam então segurar os diferentes instrumentos, por exemplo aqui com este reco reco, um bocadinho mais com a ajuda do adulto, ele poder ouvir o som.
4. Imaginar e Criar!
E por que não cantar?
Qual o som? Qual o som? Toca toca toca toca! Qual o som? Qual o som?
E explorar os sons que o instrumento pode fazer.
Explorando o objeto de diferentes maneiras poderão encontrar diferentes sons.
E para os mais crescidos, claro as suas ideias sobre como tocar um instrumento, como usar um instrumento, dar largas à imaginação para poderem incluir os instrumentos em diversas brincadeiras. As mais variadas que podem surgir nas vossas brincadeiras aí por casa.
E depois há outros brinquedos musicais que poderão ter por casa e ajudam a estimular o desenvolvimento musical da criança.
O Desenvolvimento musical
Este desenvolvimento musical vai de um princípio em que a criança é uma receptora e portanto recebe, está numa fase receptiva da música e portanto absorve a informação que lhe é dada em termos de música que colocamos para a criança ouvir, ou que lhe cantamos, a forma como tocamos no corpo do bebé marcando o ritmo da música, a forma como dançamos com ele no colo.
Depois a criança caminha no sentido de uma expressividade, e portanto de tornar essa música expressiva e de poder então mostrar aquilo que gosta de fazer e o que sabe fazer em termos de musicais.
E portanto alguns instrumentos facilitam essa, essas brincadeiras expressivas, por exemplo com as baquetas, poder ter uma bateria para tocar e ouvir os sons que esse instrumento faz nos pratos, também poder seguir indicações, digamos assim de um instrumento onde pisca a luz para ir tocar com a baqueta, portanto estas brincadeiras que neste caso, esta bateria divertida Rocky, permite explorar.
Ouvir os sons dos diferentes instrumentos e portanto ir reconhecendo os timbres desses instrumentos. É também uma das mais valias das brincadeiras musicais.
E sem dúvida, a criança poder explorar e poderem criar juntos diferentes coreografias associadas à música que vão até criar uma própria letra também para cantarem juntos.
Portanto, é aproveitar o tempo juntos, para poderem criar novas brincadeiras musicais e deixarem-se viajar neste mundo mágico da música, que realmente nos pode transportar para cenários mágicos, divertidos e serão experiências únicas em família certamente.
“É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.”
Provérbio Africano
Serão pai e mãe igualmente capazes de responder de forma adequada a todas as necessidades de uma criança? De facto, pai e mãe são igualmente capazes de o fazer, sendo a personalidade e o comportamento educativo dos pais determinantes para o desenvolvimento cognitivo, social e afectivo e, em última instância, para o bem‐estar pessoal e o sucesso dos filhos.
A Família como centro da educação
As relações entre pais e filhos são espaços privilegiados para as crianças aprenderem os primeiros passos em domínios como a comunicação, relacionamento interpessoal, linguagem, relacionamento afectivo, atitudes e crenças.
Das interações pais‐filhos surgem diferentes formas de educar e diferentes formas de ser. Em 1971, Baumerind identificou três estilos parentais, que refletem distintas considerações sobre áreas centrais da educação, como a comunicação, o controlo, a afetividade e as exigências relativas à autonomia. Assim, cada estilo parental traduz diferentes atitudes, crenças e comportamentos dos pais perante a educação dos filhos sendo possível encontrar, mesmo no seio do próprio casal, diferenças nas práticas educativas.
Estilos Parentais
Alguns pais optam por controlar os filhos através do poder e do medo, impondo regras rígidas e recorrendo frequentemente à força e à ameaça para as fazer cumprir. São pouco afetuosos e pouco atentos face às necessidades da criança, podendo por vezes delegar‐lhe responsabilidades que não se adequam ao seu nível de desenvolvimento. Estes pais enquadram‐se num estilo parental autoritário.
Outros há que, apesar de estabelecerem uma relação razoavelmente afetuosa com os filhos, não definem regras, limites ou estrutura, abdicando totalmente do poder. Estes pais parecem ausentes ou pouco interessados nos filhos, considerando não ter um papel ativo, nem responsabilidade, no comportamento dos mesmos. Estamos, neste caso, perante um estilo parental permissivo.
A investigação tem demonstrado que o estilo de educação mais eficaz é o estilo democrático ou autoritativo, porque embora a mãe e o pai sejam detentores de poder, partilham‐no com os filhos. Este estilo conjuga a autonomia com o afeto. Estes pais valorizam a disciplina, impondo limites razoáveis, apresentados de forma consistente. Além disso, proporcionam um ambiente estimulante, tendo expectativas apropriadas relativamente ao comportamento da criança.
Os estilos parentais e as competências que a criança desenvolve
Os estilos parentais parecem influenciar a maneira de ser e estar das crianças e as suas competências para lidar com o mundo que as rodeia. Uma criança educada segundo um estilo autoritário pode não se sentir amada nem merecedora de confiança. A insegurança, dependência, baixa auto‐estima e insatisfação estarão, muito provavelmente, presentes na sua vida. Quando adulta poderá revelar falta de responsabilidade pessoal, sentir‐se inferior, só e desconfiada.
Se for educada segundo um estilo parental permissivo, a criança para além de não se sentir amada nem merecedora de confiança e com baixa auto‐estima, pode sentir‐se ainda confusa, desencorajada, dependente, rejeitada e insegura. Em adulta poderá ter dificuldade em respeitar os sentimentos dos outros, pensar que pode fazer o que lhe apetece e ter pouca consciência de responsabilidade social.
Uma criança educada através de um estilo democrático tende a sentir‐se amada, merecedora de confiança, respeitada, segura, feliz e com elevada auto‐estima. Em adulta tenderá a ser responsável, respeitadora, amiga, disciplinada e determinada.
As diferenças entre pai e mãe na forma de educar os filhos podem levar a que a criança aprenda estratégias diferentes para lidar com cada pai, manipulando o que pode ou não fazer com um ou com outro. A inconsistência das práticas parentais é perturbadora para o desenvolvimento harmonioso da criança, podendo gerar sentimentos de insegurança. A consistência na prática parental é, de facto, fundamental para o bem‐estar de todos.
Ideias que podem contribuir para a harmonia e equilíbrio familiares:
• Evite conflitos à frente do seu filho originados pelas diferenças entre estilos educativos.
• Para evitar conflitos, converse antecipadamente com o/a pai/mãe do seu filho sobre os aspetos que considera importantes de forma a delinearem formas de agir em conjunto.
• Não dispute o poder sobre a educação do seu filho, lembre‐se que ambos os pais podem desempenhar um papel determinante em diferentes situações.
• Compreenda que algumas situações requerem cedências ou mudanças da sua parte ou da parte do/a pai/mãe do seu filho ou de ambos.
• Seja flexível.
Educar é um desafio…
Perante o desafio da educação, Harvey Karp, conceituado pediatra americano, salienta, numa das suas obras, cinco razões pelas quais até os “pais perfeitos” (se eles existissem!) sentem dificuldades no seu papel de educadores.
‐ Sentimentos de frustração. Alguns comportamentos da criança frustram e zangam o adulto.
‐ Sentimentos de fracasso. As “batalhas” do dia‐a‐dia poderão fazê‐lo sentir‐se incapaz.
‐ Sussurros do passado. Alguns sentimentos relativos à sua infância poderão estar de volta.
‐ Temperamento. As personalidades de alguns pais e alguns filhos podem entrar em choque.
‐ Estilo de vida moderno. O estilo de vida contemporâneo não foi feito para nos ajudar com os nossos filhos.
Limites… apertados ou soltos?
O estabelecimento de limites é uma forma de guiar a criança pelo labirinto da vida. As paredes poderão ser construídas muito próximas umas das outras e a criança irá deparar‐se com limites rígidos e com bastantes regras para cumprir, ou poderão ser construídas paredes afastadas umas das outras e aí a criança irá encontrar bastante espaço de ação e flexibilidade. Ao crescer a criança ganha maior mobilidade e curiosidade pelo mundo envolvente, empurrando algumas paredes, testando a sua robustez. Consequência? Pais e educadores sentem‐se obrigados a ceder, abrindo algumas portas, facilitando algumas passagens pelo labirinto. Importa não esquecer que os limites ajudam a criança a saber o que esperar de si própria, dos outros e do mundo, transmitem segurança e noção de controlo. Por isso, em resposta às tentativas de derrubar paredes e criar novas portas, a criança ganhará se perceber a melhor forma de seguir o labirinto, ladeada pelas paredes orientadoras, construídas pelos seus pais.
Sabia que pode elogiar sem falar?
Quando se pensa em educação, pensa‐se necessariamente em comportamentos adequados e comportamentos desajustados, ou bons e maus comportamentos, sendo estes os que atormentam os educadores. Mantendo o foco no positivo, naquilo que corre como desejado, pais e educadores poderão reforçar o “bom comportamento”. Ao fazê‐lo, de forma adequada, aumenta‐se a probabilidade de ver esses comportamentos serem repetidos. Existem inúmeras formas de recompensar positivamente um comportamento desejado. Alguns gestos simples e genuínos possuem um poder incomensurável.
O Dr. Karp revela algumas formas de elogiar e recompensar uma criança, sem que seja verbalizada uma única palavra:
‐ Olhar interessado
‐ Sorriso
‐ Festa na cabeça
‐ Abraço
‐ Um sopro no cabelo
‐ Uma “palmadinha” nas costas
‐ Erguer as sobrancelhas como sinal de surpresa agradável
‐ Sinal positivo com o polegar erguido
‐ Hmmmmm e Uau e Uh‐huh…
‐ Piscar o olho
‐ Abanar as mãos ou pedir “mais cinco”
‐ Colar os desenhos da criança na parede
Ao tomar consciência destas questões muitos são os pais que ao olhar para trás se sentem responsáveis ou até desiludidos pela forma como educam os seus filhos. Sendo certo que o princípio que norteia os estilos educativos da generalidade dos pais é o do “melhor para”, nem sempre as coisas resultam no que foi ambicionado, uma vez que, a cada momento, cada criança é uma criança, cada pai é um pai, cada família é uma família e cada sociedade é uma sociedade. Ainda assim, importa salientar que nada é definitivo e, do mesmo modo, a cada momento é possível e desejável que se adquira a consciência e a coragem necessárias para romper com crenças desajustadas, pondo em prática mudanças passíveis de fomentar na criança auto‐estima, confiança e autonomia e, nos pais, um sentimento de competência e segurança, condições fundamentais para o bem‐estar de todos.
Estudou Educação Física e Desporto na Faculdade de Motricidade Humana e fez Pós-Graduação em Esgrima em Semmelweis University Institute of Coaching and Sport Education – Budapeste
Autor do livro: Histórias do meu Diário e mais uns escritos.
Vamos falar da sua experiência enquanto atleta e pai de atletas de alta competição, tão bem como a sua visão sobre a educação e o desporto. Parentalidade Inteligente.
O Miguel Muñoz Duarte é Professor de Empreendedorismo na Nova SBE.
Empreendedor de longa data e Co-criador do Lemonade Festival.
O Miguel é um dos sócios da IMatch onde trabalha com dezenas de grandes empresas e promove concursos de empreendedorismo com o Big Smart Cities da Vodafone, ou grande eventos como o Building the Future.
O Miguel tem um pensamento próprio sobre o Empreendedorismo que recomendamos conhecer.
O Miguel tem 3 filhos e uma forma particular de acompanhar a sua educação.
O Empreendedorismo Infantil é uma disciplina como outra qualquer. Baseia-se no estímulo de várias competências que dão a qualquer criança a capacidade de empreender e apostar nas suas ideias.
Epah isto é um enorme privilégio ter te aqui, mas hoje vamos fazer uma coisa um bocadinho diferente, vamos falar sobre empreendedorismo. Que é o teu super poder.
E para quem nos está ouvir, eu queria apresentar o Miguel como, ele é professor de empreendedorismo da Nova SBE. É um empreendedor já muito experiente, Co-Promotor do Lemonade Festival, vamos falar sobre todas essas coisas um bocadinho. E para simplificar, quem tem seguido o podcast tem visto que eu já convidei pediatras, psicólogos, professores, pais e mães, portanto tudo relacionado com a infância. E o Miguel é o pediatra, é o psicólogo, é mãe e o pai de algumas delas e definitivamente professor de muitas destas empresas. E a nível pessoal, é um mentor de empreendorismo já há alguns anos e portanto muito me honra ter-tte aqui.
Obrigado.
Miguel, ora essa.
O que é que para ti na tua definição, o que é que dirias o empreendedorismo?
Como é que eu definiria o empreendedorismo… Uma pergunta estrutural e complexa.
Epah, quer dizer.. há muitas definições aí pela pela internet fora, na academia em tudo mais.
Por tanto eu, quase que tentar definir agora eu próprio, seria sempre minimizar todo o conhecimento que existe, mas ainda assim, eu posso dar algumas notas daquilo que para mim é o empreendedorismo.
Sendo que eu dividiria o que é empreendedorismo do que é empresarialismo, eu acho que muitas vezes é confundido.
Há muitas pessoas que pensam que o imperialismo é montar uma empresa, e não é necessariamente montar uma empresa, há muitas pessoas que acham que o empreendedorismo é toda a jornada de uma pessoa que faz uma carreira por si própria, que monta os seus próprios negócios e que faz toda essa jornada.
Eu acho que não é bem assim.
Porque na verdade na verdade, quer dizer uma pessoa pode ser empreendedora em diferentes contextos.
Uma pessoa pode ser empreendedora num contexto empresarial em que monta o seu próprio negócio, mas também pode ser num contexto social em que faz… monta um algum tipo de ONG ou projeto que tem um objetivo melhorar alguma coisa, ou resolver alguma coisa na sociedade ou nas comunidades, pronto pode ser empreendedor num contexto empresarial, ou seja, cooperativa, vamos chamar-lhe assim.
Dentro de uma empresa grande, a pessoa começa uma nova área de negócio, lança produtos, tem uma série de iniciativas, lança projetos e portanto isso também é ser empreendedor, portanto para mim empreendedor ou empreendedorismo tem a ver com a iniciativa. Tem a ver com procurar, fazer mexer o status quo, eu diria que essa é resumidamente.
A iniciativa até dentro de casa não é?
Estamos aqui num contexto mais mais de educação, com a mente empreendedora pode ser em casa fazer alguma coisa que não é… uma criança pode ser empreendedora sem montar uma empresa não é?
Claro .
E por tanto.. essa é a definição, essa é a definição de empreendedorismo.
Não tem necessariamente que ver, com o que fala nas notícias, com o mundo das start ups e com todo este, este bus, que às vezes é criada à volta, à volta de um palavrão que fica bem em qualquer discurso político e qualquer… em qualquer intervenção que faças em qualquer conferência não..
Até já se fala da Igreja Universal do Reino do empreendedorismo não é? Como o Ricardo Araújo Pereira brincou com o fato.
Mas eu acho que não é por aí, acho que o empreendedorismo para mim é mais um skill e uma competência e é mais uma mentalidade, algo que tu tens, no teu adn ou que trabalhas para ser mais, mas para ter iniciativa à comissão, a palavra chave se calhar é a iniciativa.
Muito bem.
Ou a proatividade talvez não é, ou a proatividade também é outra palavra…
Muito bem.
E em termos de pilares ou de principais conceitos, o que é que achas que é importante nutrir para se conseguir empreender?
Nós temos aqui um entendimento muito parecido, que o empreendedorismo pode ser considerada uma disciplina, e portanto podemos ensiná-lo.
Mas temos que o simplificar, temos que encontrar aqui capítulos que simplificam se calhar o bolo que é o empreendedorismo.
Do teu ponto de vista, o que é que achas, como é que achas que podemos subdividir o empreendedorismo? O que é são os conceitos principais ou as sub disciplinas de empreendedorismo?
Eu acho que um… claramente, eu julgo que mais do que se ensinar, que eu acho que não, palavra perigosa, eu acho que se pode aprender. E que é diferente não é, ensinar parte de um pressuposto que alguém, superiormente vai passar algum conhecimento.
E eu, como sabes, não defendo muito essa teoria do ensinar, do iluminado que vai mostrar o caminho aos fiéis, acho que é possível aprender sim, acho que é possível treinar sim e acho no limite o que nós chamamos de o professor, nesse caso seria mais um facilitador desse contexto de aprendizagem.
E portanto eu acredito muito em que é possível, criar um espaço, criar um contexto, onde estas competências, estas iniciativas, estas metodologias para a empreender podem ser treinadas e apreendidas.
Esta seria a minha definição, daquilo que é mais do que ensinar.
Top-down…
Eu acredito mais nesta criação deste espaço, neste contexto, para que de facto estas novas ferramentas, estas novas mentalidades vão emergindo e vão se treinando.
Agora é preciso fazê-lo num contexto mais seguro, num contexto protegido, num contexto reflexivo que muitas vezes também não é uma das coisas que mais fazemos na educação ,mas se tu tiveres oportunidade de ir experimentando, ir pensando e refletindo sobre o que está a fazer, tu vais incorporando essas mesmas características e ferramentas dentro da tua da tua bagagem normal.
E portanto este para mim seria uma nota importante, que é não se ensina, eu acho que se aprende e se facilita.
Dito isto, o que é que parece mais que são os pilares para isso acontecer…
Eu acho que há um pilar importante que é desaprender.
Ok porque isso é, seria o primeiro onde eu começaria. Porque acho que se nós não desaprendermos uma série de enviesamentos que desde muito cedo somos, vá pela educação,quer em casa, quer em social, quer formal. Que nós vamos tendo aqui mais ou menos no nosso, na nossa na nossa matriz.
Não é?…
Podes nos dar uns exemplos?
Claro que sim, claro que sim e tou a falar isto não é só em Portugal, eu acho que esta educação, neste aspecto, é muito comum, salvo algumas excessões que é muito e boas, mas a educação tradicional tipicamente e até em casa, treinamos não para ter iniciativa, mas para obedecer, mas para cumprir, mas para seguir.
E por tanto quer dizer desde cedo e vamos educação e tão longe disclaimer, tão longe de também eu próprio a não cometer estas mesmas falácias dentro da minha própria casa, mas desde cedo, tu dizes é assim que se faz, não é assim.
Não é?
Tu dizes. isto podes, isto não podes.
Tu dizes para a direita não é para a esquerda. Pois isto cá em casa não é?
Depois vais às escolas não é? E nas escolas dizes olha resposta certa, resposta errada, maneira certa de fazer as coisas, maneira errada, vais seguir aqui esta agenda, vais fazer este planeamento vais fazer estas coisas.
Portanto nós claramente estamos aqui a fazer.. a formatar as pessoas para um determinado o tipo de pensamento e de ação.
Portanto o empreendedorismo primeira coisa que tens de fazer é desaprender muitas destas coisas e dou exemplo no meu contexto se calhar é mais fácil também incorporar, falo em uma universidade de gestão, onde se ensina a gerir as realidades, não é, empresariais, mas também de outros contextos, mas sobretudo gestão.
E na gestão há muito esta coisa de ok um planejamento e análise de uma determinada realidade, um conjunto definição de estratégias, de objetivos, de planos, de ação e depois a execução monitorização e medição e depois voltamos à casa de partida e isto é um ciclo da gestão do ciclo da gestão que pode ser anual e tem outros ciclos mais pequenos eventualmente durante um qualquer um ciclo da operação.
Ora bem, tu quando chegas ao empreendedorismo, se não desaprendes claramente..
E desaprender não é tirar a…apagar completamente o teu cérebro se não percebes que a diferença entre esse tipo de sistema de ação versos o que tu precisas de fazer numa realidade diferente que é o empreendedorismo. Não percebes estas diferenças dificilmente tu conseguirás explorar o máximo do potencial do empreendedorismo.
E porquê?
Epah, porque estas, este ferramental e este mindset que estamos aqui a falar, esta forma de pensar e de fazer da gestão aplica-se as habilidades que são conhecidas, a mercados que são conhecidos a empresa que têm tipicamente já a sua lods operandi, os seus modelos de negócio, as suas formas de operar muito definidas não é?
E que certo não é? Vamos lá otimizar, maximizar, afinar a máquina que já está em movimento.
No empreendedorismo não é assim. Não há máquina, não há movimento, pelo contrário, há inércia e pah a realidade os carris não existem, não estão à tua frente e portanto mais do que uma locomotiva em andamento, que tu vais afinando aqui como maquinista ou como passageiro, ou como contribuinte desta marca esta máquina, tu aqui não tens que carruagem sequer, não tens carrinhos, não tens nada não é? Uma tábua tens uma um conjunto de intenções, tens energia e pouco mais.
E portanto tens de desaprender um bocadinho do maquinismo, tens que desaprender do comboio não é? Para dizer assim, agora vamos lá criar aqui um novo meio de transporte de para me levar a B e vamos ter que explorar, a palavra pilar para mim seria desaprender, desaprendizagem.
E a seguir?
Num podcast de aprendizagem fica sempre bem, a seguir eu diria que as pessoas muitas vezes, tendência natural e epah, eu vejo isto muito na minha faculdade, malta inteligente não é? Que tem todo este maquinismo dos comboios, já vem bem absorvido, o que era e é terem uma ideia.
Ok já percebi.
Então agora vou focar-me na ideia.
Ah, tive uma ideia!
A ideia é que é importante não é?
Eu acho que é preciso reconhecer que a ideia não vale nada, a ideia vale muito pouco, a ideia, repara a ideia com uma má equipa, com a equipa errada vale zero ou próximo de zero ou vale negativo.
Uma ideia no contexto errado vale muito pouco, uma ideia sem sorte, sem ter um pingo de sorte, vale nada, uma ideia sem de alguma maneira, sem execução não é?
Sem fazermos alguma coisa para implementarmos também não vale nada, porque eu costumo dizer que o cemitério está cheio de boas ideias e portanto mais do que olharmos para as ideias que é outro fator que também temos de travar um pouco.
Acho que vale muito mais a pena olhar para o problemas não é? Vamos tentar encontrar aqui problemas que valham a pena resolver.
E portanto tipicamente, eu gostava, gosto muito mais de fazer mais, do que ediação eu posto na exploração, portanto desaprendizagem, depois exploração mais do que depois por o Bob the Builder do que chapéu do Bob the builder vale mais a pena por o chapéu do.. ou do Indiana Jones à procura da arca perdida, porque é aí que nós temos que focar o segundo esforço, pois a partir daí quando encontrarmos um realmente, um problema que valha a pena resolver, num setor específico, numa coisa muito concreta, tipicamente é preferível ser específico do que ser que se genérico.
Aí sim, depois vamos ter de pôr a nossa criatividade ao serviço desse problema que encontramos para o resolver criar uma solução e este seria o meu terceiro pilar, a criatividade e o engenho, se quisermos, vamos dizer desenha aí em português, rasca aí é muito útil, mas se não for estrategicamente em curado destes dois outros pilares não funciona nada.
E depois para mim a seguir a isso, também vai uma parte essencial, que é a execução.
Muitas pessoas pensam, ok, já tive e já encontrei o problema, já tive uma ideia dos diabos de uma solução.
Então agora vou implementar.
Fazer um plano de negócios e implementar.
Antes disso, vem outro pilar essencial e que é a validação, a experimentação, onde vamos vamos ter que, porque não temos os recursos infinitos e porque não conhecemos o suficiente sobre aquela realidade.
Nós vamos ter que tentar mitigar o risco, diminuir esse risco, experimentando, tentando fazer algumas experiências que nos permitam ir buscar dados ao evidências ao mercado.
Portanto conseguimos de alguma maneira de diminuir o risco e aumentar as hipóteses de termos sucesso com isso mesmo.
Por isso eu diria que estes são os pilares.
E não sei se realmente são demais, mas mas na verdade eles são quase também cronologicamente progressivos e portanto acabam por funcionar bem.
Ok, sabes que sempre vai haver gente que acha que está uma questão inata, não é?
Esta pessoa nasceu para ser empreendedora, olha para ele, lá vai ele com o seu enésimo negócio, correm muita bem. Nasceu com perseverança, tem uma grande capacidade de trabalho, tem um perfil de risco muito favorável, consegue arriscar, é muito dinâmica, muito criativo, é muito inovador, tem muita autoconfiança, tem muito sentido de oportunidade.
E pronto eu percebo.
Realmente eu também me consigo inspirar com pessoas assim, parece que pronto, não vem ali do estudos.
Mas depois há outras, pronto.. eu olhei para trás de ti e vejo um monte de livros, é obvio que está aí muita coisa que ajuda não é?
Portanto eu queria era um bocadinho, reforçar… ou não, pronto alguns são ruído mas pronto eu queria reforçar um bocadinho que realmente há muito conhecimento escrito e sistematizado.
E abre boas fontes de inspiração, pronto. Umas mais científicas outras um bocadinho mais emocionais.
Sim, mas deixa-me só contradizer já isso.
É verdade, pode haver claro, mas se fosse assim tu irias para uma aldeia remota em África ou perdido na Ásia e temos aqui maus empreendedores.
Tu ias para famílias menos privilegiadas não é?
Como dizem os americanos, underserved não é?
E dirias que “underserved community” não têm e pode-se dizer empreendedores.
E não eu não acredito nisso tipo, portanto eu acho que de facto pode te ajudar a ter mais ferramentas, menos ferramentas, mas não acho que nasce com nós, não acho que seja proporcional ao conhecimento, pelo contrário. Tipicamente onde há muito conhecimento de até há mais ou menos, se quiseres a parte empresarial do empreendedorismo montar a empresa, mais à frente, as universidades nem sempre são os sítios também onde os próprios… a própria academia é relativamente aversa à mudança do status comum.
Mas portanto eu não acho que seja assim, eu acho há outras matrizes importantes isso já foi estudado e debatido N e N vezes, mas eu não vejo assim, não vejo que seja inato, não vejo que seja também adquirido por tu pores um USB e fazeres download de conhecimento.
Acho sim mais os contextos de ação, os contextos em que te inseres, as oportunidades que tu tens para realmente treinares e a praticares isso.
E a necessidade não é? Que o que tens também de o fazer, porque num contexto que te obriga ou que te permite treinar isso, normalmente emerge naturalmente o ser humano não é?
Desde o tempo das cavernas, como é que se caça? Com calhaus não estamos a conseguir caçar o mamute.
Então isso vamos afinando, vamos por cima e portanto assim dando inventividade humana já está..
Essa sim é inata e portanto eu acredito mais neste… na criação de ambientes e contextos pro-iniciativa não é?
Do que… epah, do que a administração de doses de mágicas de empreendedorismo.
Não há vacinas, meu caro, para isto no caso.
Para a pandemia do status comum não há vacinas e portanto há mais ginásios.
Concordo. Olha, da tua experiência achas que o empreendedor é feliz?
É eu sei que esta é dura.
Não, acho que um empreendedor é um ser humano.
Portanto acho que sim, acho que é feliz alguns outros, alguns que não são, acho que passa felizes como diria o poeta Manuel da Fonseca, felizes são os estúpidos, porque a felicidade não é um objetivo nem é um estado eterno.
E portanto é um empreendedor como outros seres humanos, procura sempre a sua felicidade, mas não é o estado que.. porque eu agora já sou feliz, não, não é assim que funciona e portanto..
Epah sim há muitos muitos duros, há altos e baixos, há alturas difíceis, portanto tenho a iniciativa e o contexto rejeita a minha iniciativa não é?
A professora não deixa, o meu pai não quer, a minha mãe protesta porque eu desarrumo e portanto, está aqui um contexto que não me está ajudar.
E eu vou ser infeliz com isso.
Sempre que eu tenho uma ideia, corta-me a ideia.
Sempre que eu quero fazer alguma iniciativa a minha comunidade rejeita e diz mal e até tenho alguns tipos que vão estragar.
Portanto tu vais ter sempre momentos altos e bons.
Agora pensemos em um não empreendedor, uma pessoa de estabilidade, não é?
E a estabilidade também passa por altos momentos e baixo momentos, não é?
Uma pessoa está na empresa e diz: epah, estou aqui à tecnicamente há 20 anos e não me reconhecem, também não é feliz.
Epah, estava muito bem e mas agora mudaram aqui.. mudou a chefia e eu agora, repente já estou a ser questionado, querem mudar tudo. Já não sou feliz.
Epah tinha emprego e estava feliz, mas agora de repente já não tenho emprego porque temos uma crise brutal, porque a empresa foi não é.. apareceu alguma coisa que o mercado estragou completamente o meu contexto.
Tinha aqui o meu táxi, estava feliz, nenhum me chateava, mas agora apareceu o Uber a estragar isto tudo, não é?
E portanto há altos e baixos em todos os contextos em todo o tipo de escolhas que fazemos na vida e portanto no empreendedor não é exceção.
Oh Nuno eu acho que é igual.
Não acredito naquela coisa, vais para empreendedor para seres mais feliz. Vai para uma carreira mais tradicional para ser mais feliz, epah vais trabalhar para o estado para seres mais feliz.
Epah não trabalhes para seres mais feliz.
Mesmo não trabalhando, mesmo estando na tua praia a beber um suco de frutas tropicais.
Pah tu vais ter altos e baixos.
Tu espetas uma coisa no pé não é?
Estás na praia e espetas um ouriço no pé e dizes porra!
Não podia ser, não consigo ser feliz, ficou com uma infecção brutal, tens de ir para o Hospital.
Já não és feliz, de repente naquele paraíso, não é?
Sabes que estava a perguntar também no contexto… epah nós conhecemos isto à nossa volta até muito próximos, epah sendo empreendedorismo o músculo que se desenvolve, às vezes ele fica hiper-desenvolvido e tu quando começas a ter algum sucesso ou quando começas a aprender melhor o algoritmo, não é?
Do empreendedorismo, após as ideias brotam e a tua capacidade de implementar não desaparece, portanto tu tens novas ideias e sabes como implementá-las, mas não tens é tempo ou não tens paciência e depois aquilo causa-te ansiedade.
Deixei cair aquela coisa ou gostava de ajudar a quais.
Este é um projeto tão giro e eu não posso e tu crias uma espécie de uma responsabilidade, se calhar é tão complexo de super-homem, não é?
Tem aqueles superpoderes que podia ajudar tanta gente, mas não pode estar em dois sítios ao mesmo tempo.
Não sentes isso?
Epah, mais ou menos, não é, mais ou menos…
Se por um lado podemos dizer que sim, não é? Epah sim, a pessoa gostava sempre de fazer mais, não é? Mas por outro lado, também temos que ser autocríticos, não é?
E dizer que se calhar não estamos a fazer bem, porque só gostamos de uma parte da iniciativa, não é?
Vamos pensar aqui num contexto de educação e temos o contexto em casa para os miúdos terem iniciativas e não se quê.
Depois começam a ter uma iniciativa, mas não cavam, não é?
Não fecham círculos, nunca chegam a realmente a ver se aquilo funciona ou não funciona, fazem só pequenas.. têm só a ideia, não é?
E disparam a pequena iniciativa, mas depois cansam-se e começámos isto com tecnologia, com tantos estímulos.
As crianças estão cada vez mais… de não é?
De um attention, uma atenção muito mais reduzida.
Epah agora quero fazer isto!
Boa boa, vamos embora, então vamos lá, não é?
E depois: ah eu estou cansado.
Começou a ficar difícil.
Swipe! Como dizem não é? Como dizem na linguagem…
Epah, tá aí claramente… Ele tem muitas ideias, ele tem muita iniciativa, mas não as fecha não as executa, portanto será isso é ser realmente empreendedor?
Ou é ser apenas um idiota?
No sentido que tem muitas ideias e tem muita… eu acho que esse é um ponto claramente onde temos também melhorar.
Há pouco falávamos naqueles quatro pilares ou cinco.
Agora já não me recordo bem quantos é que falava há pouco, mas epah o outro pilar final é a capacidade de execução e a resiliência para levar até ao fim, para levar até ao fim.
E eu costumo dizer vai até ao fim e não costumo dizer vai até o sucesso.
Pode ser até o limite da tentativa.
Para dizer, não funciona, mas eu fiz tudo o que estava ao meu alcance e fui até ao limite e portanto não consigo mesmo.
E saber desistir quando as coisas não funcionam também é um mérito.
E portanto para mim eu digo que ia já claramente, que é preciso também treinar esse músculo. O músculo de foco e fechar ciclos.
Porque nós, pois claramente muitas vezes o que fazemos é.. epah não fecharmos os ciclos e já queres abrir outro.
Mas porquê?
Ainda estás à procura de outros brinquedos e não brincaste com este.
E o empreendedor muitas vezes também é assim, mas eu diria que esses são os empreendedores metralhadora, os empreendedores bazuca, não é?
Agora está na moda falar muito bazuca, embora pronto, na educação falar de armas não é coisa melhor.
Bom, mas eu acho que temos que deixar de ser não é… de fazer cócegas em muitos instrumentos e fechar.
Fecha ciclo e depois sim.
Tu reparas, a gente depois…
Eu oiço sempre as comparações.
Epah está bem, mas o Jazz Bass e a Amazon têm milhares de negócios.
Têm, pois têm.
Mas cada um deles, tem a densidade e a dimensão suficiente para conseguirem ser considerados um negócio. E para além disso, ele não o fez logo todos ao mesmo tempo.
Ele foi fazendo e foi criando a máquina e a estrutura para os conseguir fazer.
Epah, mas a Nestlé tem muitas marcas, a Prot Gamble tem muitas marcas..
Por tanto eles também começaram com o… certo.
Mas só depois de terem o negócio, eles dizem assim: agora podemos tentar agora aqui testar e abrir o outro, não é?
Porque se não abres muito, não fechas nenhum, dispersas e pelo contrário, quer dizer, o que podias fazer, não o fazes, porque está disperso.
E portanto atenção, e estou aqui assumido comum como um idiota destes, ou seja, como uma pessoa que abre muitas projetos e muitas oportunidades e que depois…vê se mal como muitos, digo eu, da nossa cultura mais Latina também tem.
Se vais para os anglo-saxónicos, tu ou mesmo pronto,países mais a norte da Europa, tu vês o contrário.
Tu vês um hiperfoco, muito grande.
Tu ves que perdem mais tempo no início, na exploração para encontrar realmente à vida que querem seguir e depois a partir daí, um hiperfoco muito dedicado, e portanto acho que temos que aprender com isto também.
Claro, olha lá.
Exemplos para ti de empreendedores bem-sucedidos, três ou quatro que te inspira, tais como, curioso.
Interessante eu não sei se vou dizer nomes, mas vou te seguramente tentar ser contra-intuitivo, tipicamente se fores fazer esta pergunta muitos de nós vamos dizer: olhar para cima, vamos olhar para o Silicon Valley, olhar para as oportunidades, aquilo que se vê, que se aspira, as aspirações… o lado aspiracional da coisa.
E o que me interessa mais, acho mais interessante olharmos para baixo com esse olharmos para o lado e aí é onde eu acho que é interessante encontrar os bons exemplos e tou te dizer isto, porque me inspira mais num país ou numa comunidade como à pouco falávamos menos membros com menos condições.
Mais sofisticavel.
Sofisticada se quiseres, emergente assim mais sofisticada e tu dizeres assim como é que esta malta conseguiu fazer este este caminho. Como é que se aqui se está a fazer tanto impacto, tão significativo na vida humana.
Acho isto mais interessante, há quem lhe chame “Reverse Innovation”, não é?
Que é veres os países emergentes, o que é que está acontecer nos países emergentes e depois até, porque antigamente não era dos países sofisticados e desenvolvidos e depois fazias o drill down, levavas importação dessa inovação para os países emergentes.
E o que estamos agora assistir, também muito é que há muitas inovações que vêm dos países emergentes e que depois podem ser aplicados nas comunidades também nas sociedades mais sofisticadas.
Eu gosto desse reverse innovation, e portanto sou mais, sou mais inspirado muitas vezes por coisas que se descobrem na Índia, na Ásia, em África, no Brasil, na América Latina ou.. não é?
Que aqui os nossos pares ao lado estão a fazer coisas realmente diferentes e importantes.
Portanto sou mais sensível a este tipo de referências, do que às referências ditas clichê das notícias, quer dos Silicon Valley, quer das europas sofisticadas, quero mesmo que aqui do nosso Burgo, Portugal e Brasil, não é?
Que nós tendemos sempre a ver estes exemplos que estão nas notícias, como os exemplos, mas eu acho que faremos um serviço público em descobrir os pequenos empreendedores que fazem, geramento diferente, não é?
Para fazer ligeiramente, impactos que duram.
E se eu te pergunta se exemplos de empreendedores mal sucedidos?
Eu diria todo bom empreendedor foi mal sucedido no seu percurso, portanto eu diria que todos eles, quiser há gente que fala, só para dar o exemplo agora mais clichê, Steve Jobs, epah é um Deus, não é? Na terra.
Não sei pronto, o Steve Jobs sempre muitos e rotundos e caros fracassos.
Agora falamos do chefe Jeff Bezos, Jeff Bezos lançou N iniciativas dentro do seu ecossistema, grupo Amazon, que não foram a lado nenhum e que gastaram muito dinheiro. E o Jeff Bezos era até há pouco era uma espécie de perdedor, porque a Amazon continuava a perder dinheiro sem parar, claro que o Andy Gamer era forte, tinha ali um.. tinha uma lógica.
Mas claramente, houve muitos outros que também fizeram esse caminho que não foram bem sucedidos, mas no próprio Jeff Bezos que foi bem sucedido nesse noutro…
Mal sucedida é não tentar, sabes?
E para mim esse é o ponto, se tu tentaste e fizeste tudo o que conseguiste e aprendeste com isto, para mim és bem sucedido.
Portanto eu acho que é mais o retorno da aprendizagem, do que o retorno do sucesso ou dinheiro ou da fama, com fama Fortuna e não sei mais o quê.
Porque de facto, na vida não é o que é sucesso uma pessoa de sucesso, é o mesmo conceito, epah tens sucesso, porque tens dinheiro no banco.
Será? E vais para o cemitério e pronto, na mesma não é? Meto uma uma caixa melhor.
Epah, está bem, porreiro.
E depois ficam os teus descendentes a discutir todos, não é?
Começar com partilhas, são sempre uma… esse aí é igual em qualquer país não é?
Dos mais ricos aos mais pobres.
Partilhas é sempre uma desgraça.
Por isso não sei se isso realmente é ser bem sucedido, não sou fundamentalista.
Porque é que acha que alguém se torna empreendedor ou… já deves ter feito esta pergunta muitas vezes, talvez até nos questionários das aulas, quais são os os porquês das pessoas escolherem este caminho, tipicamente quais são?
Está estudado isso também não é?
Há N estudos sobre essas razões para empreender.
Obviamente que há muitas que são muito ligadas à vontade, quero fazer.
Há muitas outras ligadas à necessidade, epah fiquei sem chão, preciso de fazer, não é?
E há pouco estávamos a dizer as comunidades menos bem servidas, não há empregos aqui na… portanto temos que fazer pela vida e não estou só a dizer, a falar dos países emergentes.
Se fores, por exemplo, a um excelente Cassidy de empreendedorismo em Detroit, quando as fábricas de automóveis e toda o ecossistema da cadeia de valores começou a fechar começaram a surgir N iniciativas de novas, porque as pessoas não tinham emprego, tinham que procurar claramente emprego
Há também nos Estados Unidos direito, por exemplo, em Israel não é?
Os veteranos da guerra ou os ex militares, depois vão montar o seu próprio negócio.
Portanto só para dizer que não é só nos países de… a necessidade não existe só nos países com menos, digamos condições.
Portanto, vontade, necessidade e eu diria que a terceira é a oportunidade.
E acho que a oportunidade é também muito importante, quando alguém identifica uma oportunidade mesmo não sendo ela própria, digamos que um empreendedor nato pode dizer assim: Epah, espera aí, que há aqui uma oportunidade interessante, um caminho alternativo e também se ficar.. para mim seriam essas três grandes razões para empreender.
Há um quarto, há um quarto, mas eu não gosto de falar dele, não é?
Que é vaidade.
OK
Que é vaidade, porque tem a ver com um bocadinho com, não é?
Dinheiro, status e razões menos positivas, mas são as má razões para se empreender, eu acho que as boas razões são estas, não é?
Vontade de criar impacto, de acrescentar o valor ou de mudar alguma coisa.
Ter uma necessidade de criar valor para capturar o valor, não é?
Ou tenho uma oportunidade para criar valor e realmente acrescentar aqui alguma coisa.
Para mim está muito mais na criação de valor, do que noutras razões menos positivas.
Ora, esta pergunta é um bocadinho mais longa, e basicamente desafiava-te a pegar na parte ou nas partes que te interessarem mais, porque realmente são muitos
temas e nós precisávamos de dias para debater isto..
Mas passa um bocadinho pelos mitos associados ao empreendedorismo, o empreendedor trabalho muitas horas por dia, há muitas vezes a perguntar como é que é o teu dia normal enquanto empreendedor.
E depois à todas as coisas mais práticas, que é como é que se conjuga com a vida familiar? O que é que te motiva?
como é que tu geras as novas ideias?
Como é que tu geres o medo ou a falta dele?
Os obstáculos e depois no fundo quais são os teus ideiais enquanto empreendedor.
Portanto estas coisas todas seguramente que alguma te abriu o apetite pacaio.
Sim, se calhar tu, a perguntar um pouco como é que isto se encaixa na tua vida normal não é?
Ser empreendedor e como é que isso também se eventualmente se treina, se educa, para estarmos mais prontos para isso no futuro não é?
Epah, mais uma vez eu sou uma pessoa pouco sofisticada, os teus convidados têm teorias um pouco mais profundas sobre o tema e eu sou mais básico.
Epah,eu não sei muito bem não é?
Eu acho que há coisas importantes, mas são importantes não é por serem empreendedoras, são importantes na vida no geral.
Se tens uma família que não te apoia ou que não entende ou que não gosta do quer que seja que tu fazes.
Tu vais ter obviamente uma vida mais difícil.
Tu vais ter mais dificuldades encaixar as coisas não é?
Se tu queres jogar futebol e a família quer que tu sejas médico, tu vais ter mais dificuldades.
Não há aqui dúvidas não é?
Se queres montar alguma coisa, queres ter a iniciativa para criar uma organização social no teu bairro ou queres fazer montar um negócio na tua garagem não é?
Epah e a tua família diz te nem pensar, filho estuda e não sejas…
Por muito que digas, precisas de ir lá agora à noite ou vais um fim de semana fazer, a família não vai entender.
Isto é válido enquanto pais, educadores não é?
Mas também é válido enquanto casal e portanto o pilar da família tem que ser um pilar importante, quer na carreira mais tradicional, quer carreiras menos convencionais. Como é o empreendedorismo não é?
E portanto, para mim esse é um pilar fundamental para tu conseguires conciliar tudo.
Atendo esse caminho, essa base essencial, tudo se consegue.
Como é mesmo, com as relações, com o amor, tudo se consegue.
E portanto para mim, depois é uma questão de julgar, de julgar com prioridades, com tarefas, não é?
E aí é como qualquer projeto, como é que tu geres uma… tens muito.
Eu não acho que tenhas muito mais, eu vou te dizer, eu como sabes tenho uma uma carreira que tem três grandes blocos, não é?
Eu trabalhei como executivo nas multinacionais de grande consumo multinacionais, etc Portugal e fora.
E portanto tive uma carreira mais tradicional, desde 2004 em que regressei a Portugal, para casar com a minha mulher portuguesa, e que desde então sou empreendedor.
E 2005 quando comecei a dar aulas e que também tenho a academia, também academia tenho empreendedor e tenho a carreira mais tradicional e corporativa.
Bem vou te dizer, que em todas elas, eu tenho os mesmos desafios.
Tenho falta de tempo, tenho coisas a mais para fazer, tenho as dificuldades que tu estavas a mencionar não é?
E portanto se não tiver o pilar fundamental que é a família e essa base, se não tiver outro pilar fundamental que é a minha própria saúde, física, emocional e psíquica bem fundamentada, quer dizer eu vou andar sempre em desequilíbrio.
Para mim essa é a condição para tudo, mas é válida como te disse nos três cenários, no contexto em que eu vivi se for válido, porque mo início da minha carreira corporativa eu fazia noitadas, não é?
No meu primeiro trabalho cheguei a fazer duas e três noitadas por semana.
E portanto tinha aí tinha e quando nós estavam… bem as coisas na altura, não tinha a minha família também ainda constituída, posso dizer que até tinha mais liberdade no sentido, mas era pior que eu não estava tão completo como agora estou.
E portanto isso acaba por desequilibrar muito mais.
Agora muito mais equilibrado, muito mais fácil de gerir isso, porque tenho felizmente os pilares familiares muito sólidos
Isso é a ponte certa para a minha próxima pergunta.
Tu és pai de três filhos, dois rapazes e uma menina.
Como pai que a ansiedades é que tu te identificas e que ambições é que tu tens para os seus filhos?
E tu tens uma resposta ótima que eu já conheço, mas que eu quero tornar universal.
Epah, eu não tenho muitas ansiedades.
Eu ao contrário do que… não sei se era isso que estavas à espera que eu respondesse, mas eu quero é que eles façam o caminho deles e que aprendam e sejam felizes sobretudo, ou claro que há uns fundamentos, coisas fundamentais que me geram um bocadinho mais de preocupação.
Mas de resto eu não estou no pai otimizador, não é?
O pai que quer sejam os melhores do bairro, as melhores do mundo.
Se eles quiserem ser os melhores do mundo, eles que lutem por isso. Se eles quiserem ser os melhores do bairro, epah, eles que treinem.
Eles que ponham esse objetivo e que façam.
Eu nesse aspecto sou um bocadinho mais, menos estressado. Nesse aspecto preocupa-me mais valores, esses sim são mais uma coisa que me preocupa, acho que o mundo já está cheio de bandidagem, quando eu fui tomando as decisões de ter mais filhos, até no meu círculo de amigos eu sou capaz de ser dos que têm mais filhos.
Como é que é possível, pah o mundo está não sei, tá mal.
E eu disse: epah, por isso mesmo. Vou por pessoas do bem do lado certo da força com o coração do lado certo, para tentarem mudar um bocadinho mais este mundo.
E portanto, esse é uma preocupação que tenho, os valores.
E depois algumas coisas mais simples e básicas que podem ajudar e que têm a ver não com conhecimento, não têm a ver com competência A ou B, mas tem a ver com métodos de trabalho, métodos de tentar quase que organizar as próprias vidas deles, não é?
Para conseguirem atingir qualquer objetivo que queiram, se eles não tiverem método de trabalho, vai ser mais difícil vão ter que fazer o seu caminho, mas vai ser mais difícil.
Se eles não tiverem valores, epah vai ser menos positivo e portanto são essas duas coisas que eu acho mais importantes.
Educação, valores, métodos de trabalho e disciplina e essa resiliência para aguentar os impactos que aí vêm.
Emocional sobretudo, mas etc.
E o resto, não me estressa nada.
Epah, outra coisa que também… não te preocupa não deixares nada para os teus filhos e de…pois não me preocupa nada pah.
O dinheiro que está a ganhar sou eu não sou eles.
Gosto imenso de… não fizeram nada para merecer isto, pah.
Há um comediante que é o C.K Louis, se pesquisarem no Google eu sei que depois podes meter aí nas notas.
C.K Louis a falar sobre os filhos, ele é um comediante, é isso mesmo.
É o Louis C.K que tu queres dizer.
Talvez, pois é capaz e ele diz isso claramente.
Quem faz o show sou eu, eles não ganharam nada, são filhos da mãe, que só bebem biberão
Com humor, eu acho que é um pouco isso.
Não tenho grandes ansiedades, o caminho é deles, a vida é deles, eles que se amanhem, um pouco assim.
Claro que estou a dizer isto, mas tentarei sempre criar mais o contexto e o espaço para que eles possam emergir, esse para mim seria o ponto principal.
Eu não estou com isto a dizer que sou totalmente hippie e não sei que, simplicidade e naturalidade não tem que estar nas melhores escolas, não.
Para quê? Para serem felizes?
Eles tem que ter uma escola que seja um bom espaço para eles irem acrescentando os seus legos à sua vida, não têm que ter todo o tempo ocupado a estudar e a fazer coisas.
Epah, porque também é importante desenvolver outras… a brincar e a terem tempo ocioso e terem paciência para muitas vezes para o que seja, não é?
E portanto não sou estressado, zero nesse aspecto, pronto são essas as duas coisas.
Outra ponte, excelente para… a minha pergunta seguinte era até como é que nós podemos melhorar a escola?
Mas também tenho aqui um ponto, e eu sei que esta é difícil.
Mas eu também queria falar do lemonade por isso se calhar casamos estas duas perguntas porque são ótimas.
Pah, nós trabalhámos juntos no projeto chamado Lemonade Festival do qual tu és o pai e a mãe.
Eu sou tipo um tio afastado.
Não, de todo.
E não me esqueço daquela reunião, onde tu desenhaste num guardanapo a estrutura do Lemonade e pronto eu fiquei a tremer de excitação e de inspiração.
E o festival Lemonade evoluiu muito, porque a tua equipa também contribuiu muito para o assunto.
E depois tivemos muitos parceiros e muitos convidados que acabaram por enriquecer muita a ideia.
Mas pronto, o objetivo do Lemonade era sensibilizar a sociedade para a importância de se ensinar em competências mais soft e competências empreendedoras às crianças desde pequeninas.
E portanto tu de certa forma também formatar a escola ou educação para focarmos um bocadinho mais calhar se calhar na responsabilidade, comunicação, na empatia, em alguns princípios fundadores da empreendedorismo.
O que é que foi para ti o Lemonade?
Cada um de nós tirou se calhar a sua parte.
De onde é que aquilo?
Aquilo estava te a queimar na mente, porque aquilo pareceu ser tão naturalmente não sei, fala me um bocadinho sobre isso.
Não, eu continua me a queimar.
Acho que aliás como estamos aqui a conversar essas coisas, são também são coisas que estão na minha… pelo menos no meu radar ou na minha lista de preocupações e intenções.
E portanto, eu continuo a acreditar na missão e continuo a achar que o projeto tem um espaço para isso.
Acho que não fomos consequentes e há pouco falávamos disso, nos empreendedores podíamos ter, devíamos ter continuado.
Aliás estamos agora com essa conversa também para recuperar isso, não é?
Como tu também já disseste que.. e acho que não fomos totalmente bem sucedidos, embora o evento tenha sido um sucesso, num contexto giro, acho que foi ótimo e foi uma primeira semente que para mim funcionou como uma experiência ou na validação do que fizemos.
No entanto sendo autocríticos, eu acho que ficámos a uma fração daquilo que poderíamos fazer.
A missão continua lá, a necessidade e oportunidade continua lá.
Acho que temos de trabalhar mais e melhor para fazer disso uma coisa realmente com mais impacto e com mais tração no mercado, e não estou a falar de negócio, porque tem um fim.
Sobretudo de criação de agenda não é? Como tu estavas a dizer.
Para mim a importância do que está ali desenhado como missão é de facto nós curarmos e estruturarmos iniciativas que estão perdidas.
Formas diferentes de passar de facto uma nova forma de aprender mais do que educar, de aprender e treinar estas competências, esta forma de mais empreendedora das pessoas, das crianças, para se transformarem em pessoas.
E eu acho que essa missão continua muito viva, porque continua a ser necessário a forma de implementarmos essa missão, acho que está apenas a começar.
Acho que o festival é uma coisa, não é?
Mas acho que tem muita coisa para ser feita ainda com muito potencial para ser feito e acho que esse é o desafio do grupo empreendedor que está por trás disto, que é dar corpo, criar um veículo que permita realmente a chegar a atingir essa missão e escalar essa missão para até onde pode ir.
Mas para mim, foi um orgulho foi espetacular.
Foi uma validação de que existe de facto, iniciativas, pessoas, formas de criar aprendizagem em competências não standard. Suficientes, existe matéria suficiente para nós levarmos isto para o novo patamar em termos de generalização.
No entanto, mais uma vez, não sei se o veículo foi suficiente, não sei se a abrangência foi a suficiência, a cobertura foi suficiente e portanto o desafio para mim é:
Como é que a gente vai refazer realmente esta escala de impacto?
Como é que a gente vai transformar isto num rolo compressor e não apenas só num fugaz e acho que esse aqui é o desafio também do empreendedor não é?
O último pilar que eu falava não é?
Nós fizemos a parte preparatória, nós fizemos a parte criativa, nós fizemos a parte de validação com a primeira edição da iniciativa. Mas agora temos que começar a criar a parte da execução, a parte da digamos que da expansão desse impacto, desse valor criado.
Para mim a missão mantém-se, para mim a frustração por não termos ainda feita essa continuidade mantém-se, para mim a esperança ou a vontade de o fazer e de arregaçar as mangas quanto antes, mantém-se.
Só que é como tudo, temos de fechar ciclos outros ciclos para abrir um ciclo totalmente consciente e dedicado para fazer acontecer.
Porque se não, é apenas para por mais uma coisa no to do list, no carro e depois só nos gera ansiedade.
Então tem que ser bem consciente e bem pensado.
Antes de voltar a esse assunto que eu ainda queria rebuscar uma pergunta.
Dizer que pronto, nós tivemos… que a autoria também é da Marta Gonzaga que eu não à bocado, porque estava lançado na pergunta, que foi também autora do Tarex Kids.
E portanto ajudou imenso na parte também da escolha dos convidados e mediação do projeto.
Miguel, da parte do Lemonade, originalmente aquilo foi um festival e portanto nós na segunda edição que iniciamos, mas depois não terminamos, tínhamos a ideia de tornar aquilo num projeto se calhar mais distribuído no tempo e com outras iniciativas.
Tu achas que vale mais por esta parte dos eventos, porque nós possamos canalizar muito mais atenção e muito mais pessoas e meios de comunicação social quando a gente diz…
Há ali um ponto do tempo onde vai acontecer esta coisa e nós podemos sensibilizar as coisas e é um bocadinho como o dia da criança ou o natal pronto.
Vamos ser família no natal uma vez por ano e portanto conseguimos canalizar para ali toda a nossa paciência e esforço.
Ou é uma coisa que a gente tem que colocar na escola ou na web, temos que ter conteúdos semanais ou diários sobre o assunto.
Como é que achas, o que achas que tem mais impacto na eficácia?
Estás me a perguntar, para fazer aqui agora rapidamente aqui uma discussão sobre o que é que pode ser o futuro dessa missão, a forma de fazer.
Eu acho pode ser tudo isso que tu acabaste de dizer.
Hoje em dia, eu diria aconteceu há 3 há três anos.
Eu acho que hoje em dia, existem outras e mais iniciativas com missões parecidas e com pelo menos com potencial de nós olharmos para a forma como estão a fazer impacto em emissões parecidas.
Sei lá.
Se tu olhares para um exemplo, se olhares para o que está a ser feito na parte de competências digitais, acho que há muitos bons exemplos de inovação na educação. Ou para criar agenda. Ou para criar contextos de aprendizagem. Ou para escalar e levarem esse impacto a mais pessoas e a mais comunidades.
E portanto eu diria que tem cinco anos muito intensos na área da inovação da educação.
Acho que estamos apenas no começo, porque cada vez mais a sociedade está mais consciente para isso.
E portanto eu acho que claramente, hoje em dia olhando para que o que é esta oportunidade, chamar-lhe assim, desta missão de levar outro tipo de competências não é?
E perceber o que é que se faz e o que é que as boas práticas de treino e aprendizagem de outro tipo de competências é assim que eu sumarizava esta missão.
Será para isto, eu diria que podes claramente evoluir muito num track de notoriedade de pôr na agenda.
Acho que tem muita coisa para ser feita.
Acho que tens muita coisa para fazer na área de curadoria de escolher as melhores práticas e também disponibilizá-la quase como um open source para quem quiser agarrar e levar.
Acho que há muita coisa para ser feita aqui.
E acho que há muita coisa para ser feita também para escalar impacto.
Eu vejo esses três grandes pilares, como avenidas de desenvolvimento da próxima fase desta missão.
Claro que eu já tenho para cada uma delas… eu consigo ver N estratégias e ações possíveis, mas acho que é precipitado sem falarmos sem aqui ao vivo e a cores sem se discutir isto.
E sobretudo sem ver depois que parte que me indefesa, não é?
Que é a consequência, ser consequente não é?
Uma coisa é desenharmos um guardanapo outra coisa depois é implementarmos e para não ser um fogás e pouco consequente, eu acho que temos que ter essa seriedade, não é?
E criar algo que seja repetível, escalável e pronto e obviamente sustentável também em termos de modelo. Porque se não, acaba por não ajudar.
Eu acho que isso é essencial.
Se quiseres o que te estou a definir o que te estou aqui a dar minha opinião sobre isto, acontece com as iniciativas voluntariosas
Ok, não estou a falar de voluntariado estou a falar de voluntariosas.
Voluntariosas são quase como.. há aqui um problema no bairro, vamos montar alguma coisa para resolver o problema no baixo.
Neste momento estamos todos muito entusiasmados com isso, neste momento vamos todos meter aqui umas horas extra, mas depois de fazermos alguma coisa não é?
Há muitas delas depois morrem logo aí pelas discussões.
Começa logo aí a remoer e a coisa parece uma reunião de condomínio e a coisa perde-se.
Depois outros, que me aguenta, porque há ali realmente vontades e as vontades unem se, criasse uma espécie de movimento ou algum projeto.
Mas depois tu ves que faz um bocadinho, mas não faz tudo. Ou faz uma vez, mas não faz mais.
E eu acho que isso acontece muito no empreendedorismo mais social, não é?
Isso acontece muito no empreendedorismo, alguns amigos que se juntam que trabalham à noite, etc. Fazem um bocadinho não é?
Ou mesmo assim, quando montam e fazem um primeiro ciclo etc.
Mas depois a travessia do deserto não é? Cada um destes três momentos tem aqui uns abismos terríveis.
E ultrapassar abismos eu acho que é o grande segredo da sustentabilidade e da continuidade do que é o empreendimento, porque é um projeto qualquer não é?
E eu acho que precisamos precisamente também de ultrapassar o abismo.
E eu acho que nós nesta missão, só fizemos uma parte e não continuamos, não ultrapassarmos o abismo que tinhamos à frente.
E portanto para mim um dos segredos também do empreendedorismo é ultrapassar os abismos e há quem a ultrapasse a voar por cima, outros fazem uma ponte, outros vão lá abaixo e depois escalão para cima outra vez, com sangue nas mãos e tudo mais.
Outros conseguem fazer não é?
Não é voar, eles vão à lua rapidamente para passar o abismo, depois já ficam na estratosfera e consegue fazê-lo.
Esse abismo existe e nós temos um abismo.
Nós também nesta missão temos um abismo da dificuldade da implementação e portanto cabe-nos a nós ultrapassá-lo ou não.
Fizemos uma avaliação, o contributo para o fogás.
E como diz o outro: foi bom enquanto durou..
Efetivamente foi glorioso, foi um prazer absolutamente enorme e as memórias ficarão para sempre.
Portanto se fosse só aquilo eu vou te dizer…
Podias por o vídeo para as pessoas verem.
E vou por depois o link, como vou por uma série de links dos teus projetos que estão vivos.
Foi glorioso e valeu por si próprio, portanto nunca me esquecerei das memórias e das aprendizagens e dos contatos.
O que está por fazer, eu acho que será feito nós somos novos e temos tudo ao nosso alcance.
Eu acho que esse abismo que tu identificas muito bem, devesse a nós tinhamos o prato cheio com outras coisas e não podíamos deixá-las cair, portanto nós fomos encurtar os abismos.
Mas o mérito foi ultrapassarmos outros abismo.
Ah temos muita vontade, mas não fazemos nada,
Abismo ultrapassado, fizemos.
Ah fazemos alguma coisa, mas não lançámos!
Ultrapassámos esse abismo, lançámos.
Ah fizemos um bocadinho, agora podiamos fazer outros e mais e corrigir o que não funcionou.
Esse é que nos falta fazer.
É uma questão de ordenar prioridades e voltar a colocar isso lá no topo, portanto será feito. Quando estivermos prontos para esse passo.
Eu aí eu estou tentando ser gentil connosco próprios, porque nós podemos culpabilizar aqui até o infinito e realmente eu também considero que é um objetivo urgente.
Aí normalmente também somos diferentes não é?
Eu sou mais alta punitivo, eu sou, eu gosto de dizer assim: não foi bem efeito.
Se doer, então agora vamos fazer bem feito
Tu és um pouco mais mais gentil, epah não foi, ainda vai ser.
E acho que no meio estará a virtude como sempre não é?
Nem ser auto fustigar de uma maneira de facto de que nascem livres e que nos que deixa imobilizados.
Nem passar panos quentes que nos desculpabiliza e que não nos faz ser uncountable, mas eu acho que… quer dizer os americanos, bom agora é um bom exemplo, porque até não estou a conseguir fazer, levar isso…
Temos com esta coisa do Donald Trump, mas os americanos são muito bons neste lado de eles, para eles uma palavra muito forte é countability, se quisermos responsabilidade eles, quer dizer no contexto empresarial e eu sei que trabalhei muito nos Estados Unidos.
Epah, no contexto empresarial, no contexto da escola, no contexto pessoal tu tens que ser “held accountable” como eles dizem, que é ser responsabilizado e eu acho que isso também no contexto do empreendedorismo é essencial.
Nós assumimos as coisas também como nossas, eu não estou a dizer com isto seja imobilizador.
Estou a dizer com isto que seja consciente e também num contexto de educação não é?
Quer dizer, eu lembro-me de partir candeeiros em minha casa.
O meu pai perguntava: quem é que partiu candeeiro?
E nós dizíamos: partiu-se! Estragou-se!
Não fui eu é claro e eu acho que temos que dar também uma nota importante que é ser empreendedor também é isto é nós também próprio sermos uncountable, sermos responsáveis pelas coisas boas e más.
Então vá, chamar a mim essa responsabilidade, agora quando acabar aqui o confinamento, vamos marcar um encontro e vou levar um monte de guardanapos para escrevermos os nossos próximos projetos.
Vamos embora, Nuno, quando quiseres.
E eu acho que para melhorar este lado do empreendedorismo não empresarialismo, mas do empreendedorismo eu acho que há muito good wheel, há muita vontade porque sabemos que isso é um contributo que nós podemos dar.
Para uma mulher, portanto para mim já sabes que contas comigo.
Estamos alinhados.
Mestre, muito obrigado, um grande abraço e até breve.
Obrigado eu.
Um abraço e para toda a gente que nos está a ouvir, muito obrigado por estarem aí e por continuarem a acreditar numa melhor educação.