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A chegada de um bebé [dicas de organização] 1

A chegada de um bebé [dicas de organização]

A tão aguardada chegada do bebé

A chegada de um bebé transforma a família: a nuclear e aquela em seu redor. Durante 9 meses os pais preparam-se para receber o seu bebé, tratando de tudo para garantir que nada falta na hora da chegada do bebé às suas vidas.
Quando o bebé nasce, a casa é preenchida pela sua presença e também por tudo o que se relaciona com bebés. Não é apenas o berço, o carrinho e o muda-fraldas que podem ter comprado antes do nascimento do bebé. A vossa casa vai ficar recheada com tudo, desde biberões e fraldas a roupinhas e brinquedos!
Poderá ficar a saber mais sobre artigos de puericultura Chicco aqui: https://youtu.be/PYny0_9E9Eo

Sabemos que ter uma casa limpa, arrumada e em ordem não é a prioridade principal para a maioria dos novos pais. E não será fácil ou totalmente pacífica a conciliação das tarefas da casa com todos os cuidados inerentes à chegada do novo membro da família 🙂

Mas adaptar as vossas expectativas e os sistemas de organização familiar será um bom princípio para viver esta nova aventura com energia positiva.

Dicas de Organizaçã0

Estas são algumas dicas que temos para dar aos futuros pais:

  • Lembrem-se que não conseguirão fazer muito mais do que já fizeram nos dias que antecederam o nascimento do bebé.
  • Sejam flexíveis!
  • Façam listas mas não se aborreçam por não completarem todas as tarefas.
  • Coloquem à mão: fraldas, toalhitas, cremes e a roupa deve estar à distância de um braço da mesa muda-fraldas, para que não tenham que se afastar e deixar o bebé sozinho!
  • E os acessórios para o banho e as toalhas devem estar próximos na altura do banho.
  • Cada coisa no seu lugar: podem usar cestos, caixas ou caixotes para manterem os objetos essenciais e brinquedos arrumados.A chegada de um bebé [dicas de organização] 2
  • Também ajuda manter as roupas arrumadas por tamanho e estação – tudo o que serve agora deve estar mais à mão. O que está grande, mas que virá a servir brevemente, deverá ficar nas restantes gavetas. Ter um sistema de organização torna-vos tudo mais fácil, e a todos os cuidadores de crianças, para encontrarem rapidamente as roupas certas.
  • No caso dos brinquedos oferecidos durante a gravidez ou por ocasião do nascimento do bebé, façam uma seleção dos que se adequam aos primeiros meses, podendo deixar alguns guardados para mostrar ao bebé uns meses mais à frente. Assim poderá surpreender o seu bebé com um novo estímulo, uma nova oportunidade de brincadeira e aprendizagem, permitindo-lhe desfrutar do meio ambiente em seu redor com tranquilidade e confiança. Esses momentos de brincadeira também se vão revelar muito prazerosos e reconfortantes para os novos pais babados.
  • Quanto a refeições:  aceitem e peçam ajuda a familiares ou amigos, sempre que possível.
  1. Ter sopa feita é uma grande ajuda.
  2. Ter alguma comida previamente preparada e congelada.
  3. Ter acompanhamentos de refeições já feitos como arroz, massa, leguminosas para depois ser só juntar a carne ou peixe.
  4. Ter legumes arranjados, cortados e congelados prontos a usar para a sopa, poupa muito tempo.
  • Coragem! Não podem esperar que tenham todos os afazeres familiares feitos ao mesmo tempo, mas podem decidir fazer um tarefa por dia. Como diz o ditado “grão a grão enche a galinha o papo” e assim a pouco e pouco a “mãe galinha” e o “pai galo” vão fazendo a sua magia o melhor que sabem e podem a cuidar do seu “pintainho” e a manter (tanto quanto possível) a ordem na “capoeira”.
  • Descansem sempre que possível, tentando fazê-lo quando o bebé também dorme. Apoiem-se mutuamente, dividindo as tarefas da casa e as de cuidar do bebé: como o dar banho, dar colo, dar biberão (se for o caso), embalar… A chegada de um bebé [dicas de organização] 3
  • E reservem um bocadinho da vossa energia para brincar com o bebé. Ele vai agradecer e vocês também. Sigam as nossas dicas de melhores brincadeiras para o bebé desde que nasce até aos 6 meses.

 

Os primeiros dias são uma aventura e essa aventura prolonga-se… O importante é viver o dia-a-dia, com olhos postos no futuro. Quando houver um dia (ou dias) mais difícil lembrem-se que é uma fase. Há dias melhores, outros piores devido ao cansaço acumulado, mas isso passará e não se vão lembrar daqui a uns meses quando tiverem a comemorar o 1º aniversário do bebé. Pois é, o tempo passa rápido, e no meio do reboliço de dias atarefados e cansativos, há um bebé a crescer dia-a-dia. Há um brilho novo no olhar, há um sorriso a despontar, há um bebé a descobrir um novo mundo, também cheio de novidades para os seus pais.

Mas juntos vão viver a melhor aventura das vossas vidas!

 

Como educar uma criança? 4

Como educar uma criança?

EDUCAR

“É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.”
Provérbio Africano

Serão pai e mãe igualmente capazes de responder de forma adequada a todas as necessidades de uma criança? De facto, pai e mãe são igualmente capazes de o fazer, sendo a personalidade e o comportamento educativo dos pais determinantes para o desenvolvimento cognitivo, social e afectivo e, em última instância, para o bem‐estar pessoal e o sucesso dos filhos.

A Família como centro da educação

As relações entre pais e filhos são espaços privilegiados para as crianças aprenderem os primeiros passos em domínios como a comunicação, relacionamento interpessoal, linguagem, relacionamento afectivo, atitudes e crenças.
Das interações pais‐filhos surgem diferentes formas de educar e diferentes formas de ser. Em 1971, Baumerind identificou três estilos parentais, que refletem distintas considerações sobre áreas centrais da educação, como a comunicação, o controlo, a afetividade e as exigências relativas à autonomia. Assim, cada estilo parental traduz diferentes atitudes, crenças e comportamentos dos pais perante a educação dos filhos sendo possível encontrar, mesmo no seio do próprio casal, diferenças nas práticas educativas.

Estilos Parentais

Alguns pais optam por controlar os filhos através do poder e do medo, impondo regras rígidas e recorrendo frequentemente à força e à ameaça para as fazer cumprir. São pouco afetuosos e pouco atentos face às necessidades da criança, podendo por vezes delegar‐lhe responsabilidades que não se adequam ao seu nível de desenvolvimento. Estes pais enquadram‐se num estilo parental autoritário.
Outros há que, apesar de estabelecerem uma relação razoavelmente afetuosa com os filhos, não definem regras, limites ou estrutura, abdicando totalmente do poder. Estes pais parecem ausentes ou pouco interessados nos filhos, considerando não ter um papel ativo, nem responsabilidade, no comportamento dos mesmos. Estamos, neste caso, perante um estilo parental permissivo.
A investigação tem demonstrado que o estilo de educação mais eficaz é o estilo democrático ou autoritativo, porque embora a mãe e o pai sejam detentores de poder, partilham‐no com os filhos. Este estilo conjuga a autonomia com o afeto. Estes pais valorizam a disciplina, impondo limites razoáveis, apresentados de forma consistente. Além disso, proporcionam um ambiente estimulante, tendo expectativas apropriadas relativamente ao comportamento da criança.

educar com limites

Os estilos parentais e as competências que a criança desenvolve

Os estilos parentais parecem influenciar a maneira de ser e estar das crianças e as suas competências para lidar com o mundo que as rodeia. Uma criança educada segundo um estilo autoritário pode não se sentir amada nem merecedora de confiança. A insegurança, dependência, baixa auto‐estima e insatisfação estarão, muito provavelmente, presentes na sua vida. Quando adulta poderá revelar falta de responsabilidade pessoal, sentir‐se inferior, só e desconfiada.
Se for educada segundo um estilo parental permissivo, a criança para além de não se sentir amada nem merecedora de confiança e com baixa auto‐estima, pode sentir‐se ainda confusa, desencorajada, dependente, rejeitada e insegura. Em adulta poderá ter dificuldade em respeitar os sentimentos dos outros, pensar que pode fazer o que lhe apetece e ter pouca consciência de responsabilidade social.
Uma criança educada através de um estilo democrático tende a sentir‐se amada, merecedora de confiança, respeitada, segura, feliz e com elevada auto‐estima. Em adulta tenderá a ser responsável, respeitadora, amiga, disciplinada e determinada.
As diferenças entre pai e mãe na forma de educar os filhos podem levar a que a criança aprenda estratégias diferentes para lidar com cada pai, manipulando o que pode ou não fazer com um ou com outro. A inconsistência das práticas parentais é perturbadora para o desenvolvimento harmonioso da criança, podendo gerar sentimentos de insegurança. A consistência na prática parental é, de facto, fundamental para o bem‐estar de todos.

Ideias que podem contribuir para a harmonia e equilíbrio familiares:
•  Evite conflitos à frente do seu filho originados pelas diferenças entre estilos educativos.
•  Para evitar conflitos, converse antecipadamente com o/a pai/mãe do seu filho sobre os aspetos que considera importantes de forma a delinearem formas de agir em conjunto.
•  Não dispute o poder sobre a educação do seu filho, lembre‐se que ambos os pais podem desempenhar um papel determinante em diferentes situações.
•  Compreenda que algumas situações requerem cedências ou mudanças da sua parte ou da parte do/a pai/mãe do seu filho ou de ambos.
•  Seja flexível.

Educar é um desafio…

Perante o desafio da educação, Harvey Karp, conceituado pediatra americano, salienta, numa das suas obras, cinco razões pelas quais até os “pais perfeitos” (se eles existissem!) sentem dificuldades no seu papel de educadores.
‐ Sentimentos de frustração. Alguns comportamentos da criança frustram e zangam o adulto.
‐ Sentimentos de fracasso. As “batalhas” do dia‐a‐dia poderão fazê‐lo sentir‐se incapaz.
‐ Sussurros do passado. Alguns sentimentos relativos à sua infância poderão estar de volta.
Temperamento. As personalidades de alguns pais e alguns filhos podem entrar em choque.
‐ Estilo de vida moderno. O estilo de vida contemporâneo não foi feito para nos ajudar com os nossos filhos.

Limites… apertados ou soltos?

O estabelecimento de limites é uma forma de guiar a criança pelo labirinto da vida. As paredes poderão ser construídas muito próximas umas das outras e a criança irá deparar‐se com limites rígidos e com bastantes regras para cumprir, ou poderão ser construídas paredes afastadas umas das outras e aí a criança irá encontrar bastante espaço de ação e flexibilidade. Ao crescer a criança ganha maior mobilidade e curiosidade pelo mundo envolvente, empurrando algumas paredes, testando a sua robustez. Consequência? Pais e educadores sentem‐se obrigados a ceder, abrindo algumas portas, facilitando algumas passagens pelo labirinto. Importa não esquecer que os limites ajudam a criança a saber o que esperar de si própria, dos outros e do mundo, transmitem segurança e noção de controlo. Por isso, em resposta às tentativas de derrubar paredes e criar novas portas, a criança ganhará se perceber a melhor forma de seguir o labirinto, ladeada pelas paredes orientadoras, construídas pelos seus pais.

Sabia que pode elogiar sem falar?

Quando se pensa em educação, pensa‐se necessariamente em comportamentos adequados e comportamentos desajustados, ou bons e maus comportamentos, sendo estes os que atormentam os educadores. Mantendo o foco no positivo, naquilo que corre como desejado, pais e educadores poderão reforçar o “bom comportamento”. Ao fazê‐lo, de forma adequada, aumenta‐se a probabilidade de ver esses comportamentos serem repetidos. Existem inúmeras formas de recompensar positivamente um comportamento desejado. Alguns gestos simples e genuínos possuem um poder incomensurável.

O Dr. Karp revela algumas formas de elogiar e recompensar uma criança, sem que seja verbalizada uma única palavra:
‐ Olhar interessado
‐ Sorriso
‐ Festa na cabeça
‐ Abraço
‐ Um sopro no cabelo
‐ Uma “palmadinha” nas costas
‐ Erguer as sobrancelhas como sinal de surpresa agradável
‐ Sinal positivo com o polegar erguido
‐ Hmmmmm e Uau e Uh‐huh…
‐ Piscar o olho
‐ Abanar as mãos ou pedir “mais cinco”
‐ Colar os desenhos da criança na parede

Ao tomar consciência destas questões muitos são os pais que ao olhar para trás se sentem responsáveis ou até desiludidos pela forma como educam os seus filhos. Sendo certo que o princípio que norteia os estilos educativos da generalidade dos pais é o do “melhor para”, nem sempre as coisas resultam no que foi ambicionado, uma vez que, a cada momento, cada criança é uma criança, cada pai é um pai, cada família é uma família e cada sociedade é uma sociedade. Ainda assim, importa salientar que nada é definitivo e, do mesmo modo, a cada momento é possível e desejável que se adquira a consciência e a coragem necessárias para romper com crenças desajustadas, pondo em prática mudanças passíveis de fomentar na criança auto‐estima, confiança e autonomia e, nos pais, um sentimento de competência e segurança, condições fundamentais para o bem‐estar de todos.

Inês Marques

 

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O bebé entre os 6 e os 10 meses

O seu bebé está a chegar aos 6 meses?

Prepare-se para 4 meses muito intensos! O rápido desenvolvimento motor, cognitivo e social e as possíveis regressões no sono e na alimentação, tornam este período um autêntico ponto de referência.

O bebé está mais atento, ativo e curioso

O seu pequenino procura perceber como é que o mundo funciona e adquirir competências que lhe permitam ter impacto no meio à sua volta. Ainda assim, é igualmente um período de muito foco e observação dos outros e do ambiente que o envolve.

Pernas a mexer

Esta é uma fase de grande atividade social:

  • o bebé vocaliza;
  • palra continuamente para chamar a atenção;
  • ri espontaneamente (e não apenas por imitação) e…
  • grita muito durante as brincadeiras;
  • O bebé começa a distinguir o estranho do ordinário;
  • orienta-se para a voz da mãe e vira a cabeça para o som;
  • está atento a sons habituais (sejam produzidos perto ou longe) e…
  • reage a pessoas estranhas.

O corpo do bebé fica mais forte

Durante esta etapa, conseguir ficar sentado sem ajuda representa um marco muito importante. Inicialmente o bebé fica sentado inclinado para a frente, apoiado em ambos os braços e completamente imóvel. Com o tempo, será capaz de endireitar as costas e pouco a pouco liberta-se do apoio lateral conferido pelos braços, mantendo-se sentado por períodos prolongados. Só mais perto dos 8 meses é que o bebé se sente completamente à-vontade na posição de sentado, o que permitirá a exploração dos objetos com as duas mãos.

O bebé entre os 6 e os 10 meses 5

O fascínio pelas mãos

À medida que uma criança adquire um maior domínio do corpo, as suas mãos tornam-se cada vez mais excitantes para ela.

  • Por volta dos 6 meses consegue agarrar num objeto com uma mão e transferir para a outra;
  • Mais tarde é capaz de segurar em dois objetos (um em cada mão) e juntá-los;
  • Pouco a pouco deixará de usar somente a palma da mão para explorar o objeto com os seus dedinhos;
  • Separa gradualmente o indicador do polegar;
  • A destreza na pega em pinça é uma aquisição muito complexa, por isso, não admira que o bebé fique tão entusiasmado com esta nova habilidade e a pratique durante todo o dia.

Este interesse crescente pelas mãos contrasta com o desinteresse cada vez mais notório pelos pés, uma vez que o bebé passa menos tempo deitado de barriga para cima a observá-los.

O bebé começa (ou não) a gatinhar

Entre os 6 e os 10 meses, os bebés aprendem geralmente a gatinhar ou a deslocar-se de outra forma. Será importante aqui salientar que o gatinhar não é um marco necessário ao desenvolvimento da criança. Contudo, esta aprendizagem dá um enorme impulso à sua independência pelo que o bebé começará por arrastar-se de barriga para baixo e lentamente tentará erguer-se apoiado nos cotovelos e joelhos.

Quando o bebé começa a tentar coordenar as pernas e os braços, inicia o movimento para trás. Isto é frustrante para o bebé que se vê a afastar-se do objeto que tanto quer; aqui os pais poderão ajudar, dando um apoio firme (sem empurrar) com as suas mãos contra os pés do bebé, permitindo que se mova para a frente. Assim o bebé vai ficando apto a repetir o movimento para a frente sozinho.

barriga para baixo

Cuidados a ter

Nesta fase os pais precisam de proteger o filho da sua própria curiosidade. Recomendamos, por isso, que os pais se baixem, gatinhem pela casa e inspecionem todas as divisões, identificando e procurando soluções para potenciais perigos que o bebé possa querer explorar. Falamos por exemplo de tomadas que estão à vista, escadas que precisem de vedações, banheiras e/ou piscinas de fácil acesso, medicamentos ou substâncias perigosas que estejam ao nível do bebé dentro ou fora dos armários.

Ainda dentro deste assunto, será importante reforçar a questão da limpeza dos espaços, em particular do chão, porque para o bebé tudo se torna excitante, pegando e levando à boca tudo o que encontrar.

Ficar de pé – uma nova dimensão

Mais perto dos 9 meses, o bebé começa a pôr-se de pé, agarrando-se a qualquer coisa (uma mesa, uma cadeira). Quando está de pé agarrado, fica muito quieto; mas ele não quer ficar por aqui: o movimento é o seu objetivo final. O desejo de se pôr de pé e andar é inato!

Agora de pé, vê o mundo de uma forma diferente; o mundo já não é plano, o bebé acrescentou-lhe uma terceira dimensão. Isto estimula-o a esforçar-se permanentemente.

O bebé entre os 6 e os 10 meses 6

As conquistas motoras e a alimentação

As capacidades motoras recentemente adquiridas (o sentar, o pôr-se de pé, o agarrar em pinça) são importantes pontos de referência para o desenvolvimento que afetam todos os aspetos da vida de uma criança. Em particular, a alimentação e o sono; dois campos em que os objetivos dos pais e os do bebé podem entrar em desacordo.

Na alimentação, o mais pequeno quer divertir-se a agarrar os alimentos com os seus próprios dedinhos e poderá dificultar ou mesmo rejeitar que lhe deem a comida à boca; já os pais, querem que o seu filho se alimente de forma adequada e equilibrada.

  • O importante é valorizar esta nova aventura do bebé;
  • Dê ao bebé alguns pedacinhos de comida para que ele os explore, enquanto lhe dá o comer à boca;
  • Poderá também dar-lhe uma colher para ele explorar e brincar enquanto utiliza a sua para alimentá-lo.

O impacto no sono

Toda esta excitação e frustração provocadas pela aquisição de novas capacidades também se refletem no sono. É possível que o seu bebé passe a ter noites menos calmas; este é um retrocesso que precede um grande passo em frente.

Será importante nesta fase reforçar o ritual de ir para a cama, para que o bebé saiba que é mesmo hora de se ir deitar.

  • Manter sempre o mesmo horário de deitar;
  • Se necessário antecipar as rotinas de fim de dia para fazer tudo com mais calma e assegurar maior tranquilidade para o bebé;

gymboree montar um quarto bebé

Para além da sequência dos atos que o bebé aprende a reconhecer (por exemplo: banho, vestir pijama, comer, lavar dentes/gengivas, dormir) e lhe transmitem segurança e serenidade pode também acrescentar outros elementos securizantes:

  • uma música de embalar que habitualmente canta para o bebé;
  • o seu boneco preferido ou um pano para se aconchegar;
  • falar baixinho para o bebé com frases meigas como “faz ó-ó bebé, a mamã/papá está aqui”, que vai repetindo e vão embalando o bebé.

As brincadeiras

Estes surtos de desenvolvimento tornam as brincadeiras e jogos mais divertidos também para os pais. Assim, será uma fase providencial para que brinquem juntos, de acordo com as preferências de ambos.

  • Poderá observar como o seu bebé já tapa e destapa um brinquedo com um lençol;
  • Faz sons quando o objeto reaparece ou procura um objeto que caiu; o que demonstra que está a adquirir a noção de permanência do objeto.
  • Brincadeiras e outros jogos repetitivos são também um modo de o bebé começar a testar e a desenvolver expetativas.
  • A noção causa-efeito é também um novo conceito que começa a surgir: o bebé aprende como o mundo funciona.
  • Fascina-se com simples mecanismos abrir e fechar algo, atirar ao chão e a mãe apanha, empurrar o carrinho e ele move-se.

Para saber mais sobre como brincar com o seu filho entre os 6 e os 10 meses, recomendamos o nosso Top 10 Brincadeiras e Estímulos com sugestões específicas para esta fase.

O bebé entre os 6 e os 10 meses 7

Já viu as nossas sugestões para os bebés até aos 6 meses?

Boas Brincadeiras! E conte-nos sobre as vossas aventuras nesta idade.

9 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 8

9 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família

Um fim de semana confinado com brincadeiras sem fim

O verão já la vai, os dias estão mais curtos, mas os dias bons e amenos do Outono ainda não foram embora! É uma boa oportunidade para fazer pequenos passeios em família, ainda que limitados pela não circulação entre concelhos neste fim de semana, e aproveitar os cenários bonitos desta época do ano.

Esteja no campo ou na cidade aproveite o fim de semana ao ar livre. É hora de tirar os olhos da televisão e olhar ao redor. Desligar o computador e o telemóvel e conectar-se com os seus filhos e com a natureza, e aproveitar as nossas dicas de brincadeiras de Outono.

9 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 9

Como podemos aproveitar um dia de Outono da melhor maneira?

Mantendo-se a tradição, com a chegada do Outono, as árvores de folha caduca seguindo o seu processo fisiológico começam, por isso, a perder a folha, criando coloridos mantos pelas ruas e parques. As árvores ficam “despidas” deixando visível toda a sua copa.

O Outono é, assim, a altura para ver as árvores mudar de cor, testemunhar a sua passagem de verde para uma incrível paleta de cores que vão do amarelo ao vermelho, passando por tons de dourado e castanho. Para aqueles que gostam de plantas, conhecer as variações de uma árvore, é um passatempo e tanto. Por que não começar por aí?

Sair à rua e passear pela Natureza é uma atividade para toda a família. Durante o passeio desperte ainda mais a curiosidade do seu filho. Conhecem bem as árvores? Que nomes têm? Que folhagem apresentam? Conseguem combinar as folhas que encontram com as árvores pelas quais passam?

Vamos recolher folhas?

9 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 109 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 119 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 12Por que não escolher uns belos exemplares de folhas caídas para levar para casa? São grátis, e há inúmeras atividades que se podem fazer com folhas, portanto, toca a ativar essa criatividade:

  • Pintar as folhas e utilizá-las como carimbos em papel, tecido ou, quiçá, na parede? (Ups!)

9 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 13

  • Aproveitar as texturas e colar as folhas à parte de trás de um papel, posto isto, com lápis de cera pintar por cima e, assim, descobrir as suas formas.
  • Simplesmente colocá-las dentro de um livro para, possivelmente, mais tarde recordar!
  • Fazer objetos decorativos e presentes (Imaginação a trabalhar).
  • Desenhar os seus contornos em papel…
  • Fazer colagens com várias folhas!
  • Construir um espanta-espíritos com as folhas mais resistentes, boa ideia?
  • Leaf mobile, autumn mobile, waxed leaves Leaf Crafts - This Mother - A UK Family and Travel Blog
  • Criar personagens. Compre olhos adesivos, desenhem as bocas e, logo, vejam o quão divertidas poderão ser as “pessoas folha”!
  • Usar fita cola ou um fio para unir várias folhas numa corrente, pendurá-las junto ao vidro e, surpreendentemente, terão uma decoração bonita e original na janela da sala!

Veja mais 10 dicas criativas para celebrar o Outono.

Têm um escorrega em casa? Se recolher um grande número de folhas pode pô-las no final do escorrega e deixar que o seu filho desça direitinho a elas, numa espécie de mini parque de diversões, animação garantida providenciada pela Natureza.

As hipóteses não acabam! E que bom que é brincar com o que a Natureza nos dá!

Esta é a dica extra!

Fuja à rotina e ao ritmo do dia a dia. É importante os pais envolverem-se na brincadeira das filhos, dentro e fora de casa. Os adultos às vezes esquecem-se que não é só dizer “façam”, “vão”, “experimentem”. Os pequenos precisam de quem dê o primeiro passo, portanto, que o adulto dê o exemplo!

Alinhe então nos desafios propostos, as dicas para um fim de semana de Outono em família não só o ajudarão a relaxar como unirão a família, e ajudarão a estimular a criatividade e a imaginação das crianças. Enquanto envolvidas pela Natureza vão aprendendo sobre aquilo que as rodeia.

Finalmente, as atividades deste género ajudam no desenvolvimento físico, cognitivo e artístico. Já para não falar que, nestes passeios por montes, vales e parques, além das muitas histórias que poderão contar pelo caminho, serão criadas recordações inesquecíveis para toda a família!

Todos os dias têm coisas boas que merecem ser partilhadas.

Partilhem connosco as vossas histórias mais divertidas e mostrem-nos as vossas obras de arte de Outono.

A melhor festa de anos é no Gymboree!!! 14

A melhor festa de anos é no Gymboree!!!

Chegámos ao último mês de 2018, e já só se pensa e só se fala em Natal, mas nós sabemos que há por aí muita criançada a fazer anos em Dezembro. 

Ora, se cada aniversário é a conclusão de uma etapa e o início de outra nova e diferente, porém, igualmente importante. Todas as fases do crescimento de uma criança são fundamentais! E, nada melhor do que comemorar mais um aniversário em grande. Crianças que brincam são mais felizes, e serão adultos bem sucedidos do futuro!

Que tal uma festa de anos no Gymboree?

Escolha o tema favorito do seu filho e nós criamos uma festa de anos privada, personalizada e apaixonante. Garantimos uma experiência 100% divertida e inesquecível para o aniversariante e os seus convidados. A limpeza, contudo, fica por nossa conta! As festas de aniversário Gymboree estão disponíveis para membros e não membros.

Alguns temas que propomos:

Deixe o seu filho contagiar-se pela adrenalina de um… Safari na selva ou, igualmente, numa Aventura no oceano! Que tal uma divertida Festa de música? Ou uma arrepiante Aventura com dinossauros? Também podemos lançar os mais pequenos numa exploratória Volta ao Mundo. Que tal?

A escolha é sua!

Para mais informações contacte-nos através de: https://gymboreeclasses.pt/contactar/

criatividade

Criatividade: ensine os seus filhos a pensar ‘fora da caixa’!

Todos nascemos criativos, com capacidade para criar estratégias imaginativas, desenvolver conceitos artísticos, fazer tarefas de forma espontânea. No entanto, com o crescimento, acabamos por conter a nossa criatividade.

Leia mais: As coisas mais estranhas que os miúdos dizem!

Há formas de, em cada idade, e desde o berço, estimular a criatividade nas crianças. Tal como explicar a especialista em parentalidade Judy Arnall no livro Unschooling to University, «a criatividade ajuda as crianças a resolver problemas, dá-lhes uma forma de se expressarem artisticamente e torna a vida mais divertida».

Aprenda como é que, em cada idade, pode ajudar a desenvolver a criatividade da sua criança!

Dos 0 aos 5 anos

Nestas idades, as crianças adoram brincar com tudo. Têm tendência a reconfigurar e combinar os brinquedos para brincarem da forma que lhes apetece e não daquela que está inicialmente designada. Os pais e educadores devem dar total liberdade às crianças para fazerem isso… e deixar a arrumação e organização dos brinquedos para segundo plano.

  • use materiais sem estrutura e cuja finalidade esteja totalmente em aberto. Uma folha de papel em branco e marcadores, mais do que um livro de colorir, estimula a criatividade porque não impõe numa ideia pré-concebida ou finalidade. Um balde com peças de Lego, ao invés de um brinquedo para montar com uma estrutura pré-determinada, também estimula mais a imaginação da criança.

Dos 6 aos 12 anos

Nestas idades, as crianças continuam a brincar de forma criativa, seja às casinhas, aos piratas, extraterrestres, com fantoches ou bonecos. Também brincam com o que encontrarem em casa, desde utensílios de cozinha ao aspirador, passando pelo secador do cabelo às cadeiras da sala de jantar.

Muitas vezes, os pais e educadores deitam fora coisas como roupas velhas, baús com objetos que já não usam porque acham que as crianças dispõem de materiais melhores para brincar… o que nem sempre acontece. É importante manter à disposição das crianças objetos que estimulem a criatividade e que os façam criar as suas próprias brincadeiras.

Também é muito importante que os pais deixem que as crianças se aborreçam. Se permitirem que eles se entediem e, depois, lhes derem materiais básicos, eles irão criar a sua própria diversão.

Acima de tudo, é essencial não tentar compor nem arranjar aquilo que as crianças criam. É necessário fazer uma casa de papel para a escola? Deixe que seja a criança a fazer e resista à tentação de fazer para que fique perfeito. O objetivo não é o resultado final. É o processo. E as crianças sentem quando estão a ser corrigidas.

Adolescentes

Manter os ecrãs longe dos adolescentes é saudável… mas ter medo deles não. Os jogos electrónicos e as plataformas digitais, quando usados com bom senso, são uma ótima forma de estimular a criatividade.

Jogos como The Sims e Minecraft contêm muitos elementos que estimulam a criatividade. Mesmo fora do jogo, há adolescentes que criam blogues, vlogs, música, memes e videos baseados nesses jogos.

A maioria dos adolescente usa a internet para criar conteúdo e não apenas para ver conteúdo de forma passiva. A tecnologia é, para os miúdos, uma forma de fazer criações sobre os temas de que gostam e a internet uma forma rápida e eficaz de partilhar o que fazem. Promova essa criatividade, não se exclua dela.

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Olá Restelo! O Gymboree já abriu e está à vossa espera!

E esta é a grande surpresa que reservámos para o final do Verão: a abertura do Gymboree Restelo!

A 17 de setembro, chegamos a uma das zonas nobres da cidade de Lisboa e vamos fazê-lo com as honras que a ocasião merece! No dia da abertura, para qual estão todos convidados, as aulas vão ser GRÁTIS!

Mas não é tudo…

Tal como no Gymboree Telheiras, que a 15 de setembro se mudou para o Lumiar, também o Gymboree Restelo vai ter uma fabulosa Open Week! Entre 17 e 22 de setembro, vai poder experimentar todas as atividades Gymboree sem quaisquer custos!

Onde fica o Gymboree Restelo?

O Gymboree Restelo fica na Avenida Ilha da Madeira, 41, Lisboa.

Como posso entrar em contacto com o Gymboree Restelo?

Pode entrar em contacto connosco através de telefone ou email.

Tel: 91 397 04 56

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Que atividades há no Gymboree Restelo?

No arranque do Gymboree Restelo, vamos concentrar-nos nos programas Play & Learn para crianças dos 0 aos 36 meses.

O Play & Learn é um programa concebido para apoiar o desenvolvimento da criança em cada fase do crescimento. Promove o estímulo do desenvolvimento global através de brincadeiras e novas descobertas, com um programa dividido em sete níveis, concebido para apoiar o crescimento da criança.

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A equipa Gymboree Restelo: o Tiago, a Catarina, a Rita… e o Santiago!

Saiba mais no nosso site

Consulte aqui os nossos horários!

horarios setembro gymboree restelo
Horário de Setembro
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Crianças e tecnologia: será que devemos por-lhes o tablet à frente?

Carolina Canto, psicóloga e Professora Sénior Gymboree, explica tudo sobre o uso de tablets e smartphones nos primeiros anos de vida das crianças

Tablet, telemóvel, TV…ecrãs para todos os gostos e tamanhos. A nossa vida, atualmente, está praticamente dependente de dispositivos digitais e é quase impossível que o dia a dia das crianças não seja também. Apesar de ser quase banal ver bebés e crianças entretidas a ver vídeos enquanto almoçam ou antes de adormecerem, é necessário ter em conta que a exposição a estes objetos deve ser pensada e doseada.

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Quais são os benefícios?

  • introdução às tecnologias: estando nós numa era digital faz sentido que a criança conheça esses meios de informação e comunicação e também as entenda como ferramentas de estudo e trabalho.
  • são uma forma de entretenimento e diversão.
  • são um estímulo para o desenvolvimento da atenção e concentração: ao usarmos jogos ou actividades que exigem planeamento e organização, com objectivos a alcançar, estimulamos a capacidade da criança manter o foco, a ser persistente e a encontrar formas criativas de resolução de problemas. Todas essas são competências importantes para a vida académica e profissional. São competências transversais, consideradas fundamentais para a criança se tornar um adulto bem sucedido e feliz.

Quais são as desvantagens?

O uso excessivo destes meios tecnológicos tem várias consequências negativas
  • desenvolvimento social: isolamento, a criança torna-se refém do ecrã em vez de brincar ou estar com os amigos.
  • desenvolvimento físico e motor: o sedentarismo faz com que a criança não desenvolva as suas habilidades motoras de equilíbrio, pontaria, coordenação, entre outras. Pode também trazer consequências negativas ao nível da visão e da postura da coluna.
  • comportamento: jogos/ vídeos de cariz violento podem incitar comportamentos violentos. A criança/ jovem pode revelar maior agressividade no comportamento e no discurso como resultado da frustração sentida face ao erro/ falha num jogo digital.

Quando se deve colocar uma criança à frente de um ecrã?

Bebés

Nos primeiros meses de vida de um bebé o mais importante é o vínculo afetivo seguro com os adultos de referência. Os estímulos mais adequados são as brincadeiras com os adultos, cantar, tocar, dançar, com recurso também a brinquedos adequados a cada idade.

Não faz mal se o bebé olhar para um ecrã e vir algumas imagens coloridas e tranquilas, mas que seja por poucos períodos de tempo. Se o adulto precisar de se ausentar por uns minutos, a criança fica entretida a olhar para o ecrã.

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Mas esse ecrã pode ser substituído por outros objectos igualmente atrativos como livros, fotografias penduradas num móbil, as tradicionais caixinhas de música…

Um a 2 anos de idade

  • O  adulto deve controlar o telemóvel ou tablet, gerindo o que a criança vê e ouve. Deve escolher bonecos simples e simpáticos, divertidos e adequados à idade. O visionamento deve ser feito por períodos curtos de tempo, entre 30 a 45 minutos num dia.
  • Os pais devem estar a par do que dá na televisão e saber que conteúdos a criança pode ver. Devem ver juntos para o adulto poder escolher o que é adequado e supervisionar o uso do equipamento.
  • Sobretudo nos smartphones, a criança facilmente toca no ecrã e escolhe outro conteúdo que pode ser desajustado à sua compreensão e desadequado para o seu desenvolvimento saudável.

3 a 5 anos de idade

  • A criança pode escolher dentro do leque de jogos/ bonecos animados que o adulto considera adequados. E o adulto deve manter a supervisão nesse período de tempo, que não deve ultrapassar os 30 minutos de cada vez, até ao máximo de 1 hora por dia.

Idade escolar

  • Os interesse da criança alteram-se. Passa a gostar de outro tipo de desenhos animados e jogos. Por isso, convém que os adultos acompanhem este desenvolvimento e ajudem a criança a fazer escolhas adequadas e conscientes.
  • continua a ser importante a supervisão do uso do telemóvel/ tablet/ pc/ tv para controlar o que a criança vê e por quanto tempo.

Nota final: os pais / educadores devem estabelecer limites de tempo de uso desses equipamentos, combinando com a criança em que alturas do dia o pode fazer e por quanto tempo.

Foto:  Jelleke Vanooteghem on Unsplash

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Saiba como proteger as crianças do calor

Proteger do calor

Todos gostamos de um dia de Verão em cheio, com muito sol e calor. Desde miúdos que sabemos, por instinto, que apanhar sol e estar ao ar livre faz bem à saúde. Sabemos também que nos devemos expor ao sol com moderação, para evitar danos futuros.

Tal como os adultos, as crianças também adoram brincar ao sol, correr na areia e passar tardes inteiras no parque infantil. No entanto, o calor extremo pode fazer com que os mais pequenos adoeçam. Por isso, é extremamente importante proteger as crianças das temperaturas elevadas e, assim, evitar o perigo de insolação.

Procure um local com ar condicionado

Se a sua casa não tem ar condicionado, procure um local próximo que tenha. As bibliotecas, os museus ou mesmo os centros comerciais podem ser excelentes locais para se refugiar com as crianças nas horas de maior calor.

Mantenha-as hidratadas

Encoraje os seus filhos a beber água de forma regular e tenha-a disponível em quantidade suficiente – mesmo antes de eles ficarem com sede. Em dias quentes, os bebés que ainda são amamentados podem receber uma dose extra de leite materno em biberão.

No entanto, não devem beber água, especialmente nos primeiros seis meses de vida. Os bebés que são alimentados com fórmula (leite em pó) podem beber uma quantidade maior.

Vista-lhes roupas leves

Em dias quentes, os miúdos devem usar roupas claras e leves. Os tecidos devem ser respiráveis, de forma a potenciar a evaporação do suor, uma vez que a capacidade de sudação das crianças é muito menor do que a dos adultos.

Descansem em família

Planeie o seu dia de forma a deixar mais horas extra para relaxar. O calor faz com que tanto as crianças como os adultos se sintam mais cansados.

‘Refrescar’ é a palavra de ordem

Quando o seu filho se sentir com calor, dê-lhe um banho com água fresca ou use um spray de água termal para o ajudar a refrescar. Nadar é também uma ótima forma de baixar a temperatura corporal enquanto se faz uma atividade física.

Previna os danos provocados pelo sol

Todos sabemos que devemos usar protetor solar, reforçar a aplicação amiúde e não estar exposto ao sol nas horas de maior calor. Esses cuidados devem ser reforçados quando há crianças. Pense duas vezes se vale mesmo a pena sujeitar as crianças a estar na praia debaixo de sol escaldante… por muito agradável que lhe pareça a ideia.

Dúvidas? Aqui fica o Relógio Solar da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo.

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Faça perguntas!

Se vai deixar o seu filho com um babysitter ou num campo de férias, informe-se sobre os cuidados relativos à exposição ao sol e ao calor. Isto é particularmente importante se houver atividades ao ar livre ou exercício físico.

Sinais de alerta

​Se o seu filho apresentar algum destes sintomas, deve entrar imediatamente em contacto com o pediatra
  • tonturas
  • cansaço extremo
  • dores de cabeça
  • febre
  • sede intensa
  • um período demasiado longo sem urinar
  • náuseas
  • vómitos
  • respiração mais acelerada do que o normal
  • dormência ou ‘formigueiro’ na pele
  • dores musculares
  • espasmos musculares

Nota final: o calor pode ter também efeitos nefastos na saúde psicológica dos mais pequenos. As crianças podem ficar ansiosas ou inquietas quando as temperaturas estão mais elevadas e estão confinadas a espaços fechados.

Planeie antecipadamente atividades e jogos dentro de casa e reduza ao máximo o tempo de exposição à TV/tablet/telemóvel.

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