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Natal colorido

Escrever uma carta ao Pai Natal, sim ou não?

Devemos ou não incentivar os nossos filhos a acreditar no Pai Natal? As opiniões dividem-se. De onde veio o Pai Natal afinal? Por que razão incluí-lo nas nossas vidas? Nada mais, nada menos do que história, imaginação, sonhos… E por que não?

 

Hoje acordei com esta newsletter da Magda Gomes Dias do blog Mum´s the Boss e achei delicioso. Agora que estamos a poucos dias do Natal e se aproxima a chegada do senhor barrigudo de vermelho e barbas brancas, como têm vivido estes dias com as vossas crianças? Como é que eles aguardam essa hora?

Que tal uma história?

Antes de escrever ao Pai Natal vamos tentar conhecer a sua origem um pouco melhor.

Oriundo de Myra, na península da Anatolia (hoje conhecida como Turquia) St. Nicholas foi um bispo que, segundo reza a lenda, era um homem muito generoso. Criado pelos pais no seio da religião Católica, ficou órfão cedo e deles herdou alguma riqueza. Ficou conhecido por ajudar os pobres e dar presentes secretos a quem mais precisava. Há muitas histórias acerca deste bispo, mas não sabemos se são verdade. Isso não impede de lermos sobre elas e imaginarmos como teria sido, verdade? Pois então. Deixemos a imaginação rolar…

A mais famosa história de Nicholas

Havia um homem pobre, tão pobre que as filhas não tinham dote para poderem casar. Uma certa noite, conhecendo essa história, Nicholas deitou pela chaminé um saco de ouro! Ora esse saco de ouro caiu dentro de uma meia que secava à lareira… Mais tarde, Nicholas volta a repetir o gesto deixando pela chaminé mais um saco para, portanto, a segunda filha poder casar. Duas vezes o mesmo acontecimento levam a que o pai das raparigas fique determinado a descobrir de onde vem tamanha generosidade. Ficou, então, escondido junto à lareira. À terceira vez pegou o jovem Nicholas “em flagrante”. Este suplicou que nada contasse a ninguém para não atrair atenções, contudo, a notícia rapidamente se espalhou. A partir dessa altura, sempre que alguém recebia um presente secreto acreditava-se que tivesse sido Nicholas a dar.

Santo Nicholas

Pela sua generosidade com os demais e amor pelas crianças, Nicholas foi proclamado o Santo. Ao longo de vários séculos várias foram as histórias que surgiram sobre a vida e os feitos deste Santo. Há quem não acredite que ele tenha existido. Outros proclamam que foi uma pessoa amada, protetora e ajudante daqueles que mais necessitavam. E essas histórias duram até hoje!

Como é que o Santo Nicholas chegou a Pai Natal?

A lenda da sua existência tão bondosa viajou continentes, atravessou fronteiras, criou cépticos e adoradores.

E, em 1821, foi publicado nos Estados Unidos da América um livro intitulado The Children’s Friend. A partir desta altura o Pai Natal já chegava vindo do norte num trenó com renas a puxar. Os poemas e ilustrações deste livro afastaram, dessa forma, a imagem do Santo Nicholas para dar lugar a uma personagem mais didática cujo objetivo final era educar. Compensando o bom comportamento e desvalorizando o mau.

Orville L. Holley, escritor e editor americano, disse: “Não sabemos a quem devemos a criação deste “pai” das crianças – Sante Claus– cuja descrição é, de forma caseira, uma personificação da generosidade dos pais. A ele, com o seu fato e o seu equipamento, vindo de terras felizes e que visita os lares, trazendo consigo o Natal, só podemos agradecer. Há na sua concepção um espírito cordial de bondade, um sentimento de brincadeira, uma predisposição a deixar entrar sentimentos e a promover prazeres simples às crianças. (…) Será que, rapazes e raparigas, acreditarão nesta nossa boa vontade para com eles?”

História, imaginação e sonhos… Por que não?

A época natalícia é mágica para quase toda a gente, todavia, há várias maneiras de vivê-la. Não há nenhuma mais certa do que outra.

É certo que as crianças devem ser estimuladas no sentido da criatividade, nesta e noutras épocas do ano, com a história do Natal ou qualquer outra história. Contar a história do Pai Natal aos seus filhos desde cedo desenvolve não só a imaginação como a fantasia.

A existência do Pai Natal nas suas vidas pode, igualmente, servir como uma ferramenta para que se portem melhor em casa ou na escola, bem como, uma forma de lhes ensinar a ser generosos e solidários.

Escrever uma carta ao Pai Natal leva o seu filho, à reflexão sobre os seus atos, uma consciencialização do seu comportamento e, por fim, à transmissão dos seus desejos.

Atividade lúdica

Escrever a carta é uma atividade que podem fazer em família, tornando-se, pois, um entretenimento para a criança e demais elementos. Além de desenvolver pensamentos sobre aquilo que gostaria de receber, já sabendo escrever pode servir como prática de escrita. Os mais pequenos podem, inclusive, ilustrar.

Do princípio ao fim, todos os elementos da família devem corroborar a história. Dessa forma,  a criança sentir-se-á envolvida na sua fantasia. Da escrita à entrega no posto de correios (também já há versões online) esta sucessão de acontecimentos fará a imaginação do seu filho fluir. Todos os dias até ao Natal pensará se se está a portar bem porque estará na ansiedade de ver os seus desejos realizados.

Em tempos de pandemia surgiram alternativas às visitas ao Pai Natal nos centros comerciais. Entre elas, conversas na cabine mágica do Pai Natal, que têm sido muito procuradas pelas crianças. Ainda vão  a tempo de marcar a vossa!

O espírito das festas contagia, os presentes chegam e os corações ficam cheios. Enfim, todos temos em nós imaginação e sonhos, cabe-nos escolher como queremos vivê-los. Vivamos dias felizes em família!

9 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 1

9 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família

Um fim de semana confinado com brincadeiras sem fim

O verão já la vai, os dias estão mais curtos, mas os dias bons e amenos do Outono ainda não foram embora! É uma boa oportunidade para fazer pequenos passeios em família, ainda que limitados pela não circulação entre concelhos neste fim de semana, e aproveitar os cenários bonitos desta época do ano.

Esteja no campo ou na cidade aproveite o fim de semana ao ar livre. É hora de tirar os olhos da televisão e olhar ao redor. Desligar o computador e o telemóvel e conectar-se com os seus filhos e com a natureza, e aproveitar as nossas dicas de brincadeiras de Outono.

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Como podemos aproveitar um dia de Outono da melhor maneira?

Mantendo-se a tradição, com a chegada do Outono, as árvores de folha caduca seguindo o seu processo fisiológico começam, por isso, a perder a folha, criando coloridos mantos pelas ruas e parques. As árvores ficam “despidas” deixando visível toda a sua copa.

O Outono é, assim, a altura para ver as árvores mudar de cor, testemunhar a sua passagem de verde para uma incrível paleta de cores que vão do amarelo ao vermelho, passando por tons de dourado e castanho. Para aqueles que gostam de plantas, conhecer as variações de uma árvore, é um passatempo e tanto. Por que não começar por aí?

Sair à rua e passear pela Natureza é uma atividade para toda a família. Durante o passeio desperte ainda mais a curiosidade do seu filho. Conhecem bem as árvores? Que nomes têm? Que folhagem apresentam? Conseguem combinar as folhas que encontram com as árvores pelas quais passam?

Vamos recolher folhas?

9 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 39 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 49 Dicas (+1) para um fim de semana de Outono em família 5Por que não escolher uns belos exemplares de folhas caídas para levar para casa? São grátis, e há inúmeras atividades que se podem fazer com folhas, portanto, toca a ativar essa criatividade:

  • Pintar as folhas e utilizá-las como carimbos em papel, tecido ou, quiçá, na parede? (Ups!)

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  • Aproveitar as texturas e colar as folhas à parte de trás de um papel, posto isto, com lápis de cera pintar por cima e, assim, descobrir as suas formas.
  • Simplesmente colocá-las dentro de um livro para, possivelmente, mais tarde recordar!
  • Fazer objetos decorativos e presentes (Imaginação a trabalhar).
  • Desenhar os seus contornos em papel…
  • Fazer colagens com várias folhas!
  • Construir um espanta-espíritos com as folhas mais resistentes, boa ideia?
  • Leaf mobile, autumn mobile, waxed leaves Leaf Crafts - This Mother - A UK Family and Travel Blog
  • Criar personagens. Compre olhos adesivos, desenhem as bocas e, logo, vejam o quão divertidas poderão ser as “pessoas folha”!
  • Usar fita cola ou um fio para unir várias folhas numa corrente, pendurá-las junto ao vidro e, surpreendentemente, terão uma decoração bonita e original na janela da sala!

Veja mais 10 dicas criativas para celebrar o Outono.

Têm um escorrega em casa? Se recolher um grande número de folhas pode pô-las no final do escorrega e deixar que o seu filho desça direitinho a elas, numa espécie de mini parque de diversões, animação garantida providenciada pela Natureza.

As hipóteses não acabam! E que bom que é brincar com o que a Natureza nos dá!

Esta é a dica extra!

Fuja à rotina e ao ritmo do dia a dia. É importante os pais envolverem-se na brincadeira das filhos, dentro e fora de casa. Os adultos às vezes esquecem-se que não é só dizer “façam”, “vão”, “experimentem”. Os pequenos precisam de quem dê o primeiro passo, portanto, que o adulto dê o exemplo!

Alinhe então nos desafios propostos, as dicas para um fim de semana de Outono em família não só o ajudarão a relaxar como unirão a família, e ajudarão a estimular a criatividade e a imaginação das crianças. Enquanto envolvidas pela Natureza vão aprendendo sobre aquilo que as rodeia.

Finalmente, as atividades deste género ajudam no desenvolvimento físico, cognitivo e artístico. Já para não falar que, nestes passeios por montes, vales e parques, além das muitas histórias que poderão contar pelo caminho, serão criadas recordações inesquecíveis para toda a família!

Todos os dias têm coisas boas que merecem ser partilhadas.

Partilhem connosco as vossas histórias mais divertidas e mostrem-nos as vossas obras de arte de Outono.

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«Um adulto genuinamente atento consegue mais facilmente ‘descodificar’ e conhecer o seu filho»

Crescemos Juntos, de Inês Afonso Marques

 

Inês Afonso Marques, psicóloga clínica e psicoterapeuta infantojuvenil, lançou Crescemos Juntos, um livro que tem por objetivo inspirar pais e educadores para uma «parentalidade feliz».

Conversámos com a piscóloga sobre os desafios atuais da parentalidade e da importância da felicidade individual no papel da educação.

O que a impeliu a escrever o livro Crescemos Juntos?

Sou uma apaixonada pelos temas da parentalidade e, claro, a minha experiência clínica e o contacto diário com as famílias e com as suas necessidades, fez-me perceber que este livro poderia ser útil e fazer sentido a muitos pais.

https://www.instagram.com/p/BovyjMdnJNe/?taken-by=inesafonsomarques

No consultório recebo frequentemente pais cansados, desorientados, desesperançados; pais que se sentem pressionados pela velocidade dos dias, das exigências variadas e constantes, da dispersão da atenção e do tempo, das pressões sociais…

Pais que precisam de algumas orientações e “colo”, pais que, para além das orientações práticas enquadradas no desenvolvimento infantil, na psicologia e na pedagogia, manifestam alguma necessidade de “calibrar a bússola” da parentalidade, reenquadrar os valores em que acreditam e fortalecer a sua confiança.

Decidi neste livro recorrer a uma linguagem simples mas potencialmente impactante, com conteúdos tocam temas transversais a todos os pais: gestão emocional, brincar, desenvolvimento infantil, aprendizagem, bem-estar, valores, autonomia, autoestima e que resultam daquilo que a ciência, a investigação na área da Psicologia e da Educação nos diz, daquilo que as famílias com quem me cruzo me têm ensinado, assim como daquilo que a minha Família me tem ajudado a descobrir.

Porque é que este livro vai ajudar os pais / educadores?

Neste livro os leitores vão encontrar inspirações, ideias, exemplos, exercícios e algumas provocações que os convidarão à reflexão sobre a intensa e extraordinária missão que é a parentalidade. É um livro prático, para ser vivido diariamente e onde se pode ir escrevendo, tomando notas, registando reflexões, guardando outras preciosidades…

O livro possibilita que os pais se (re)foquem naquilo que mais valorizam na parentalidade, compreendam melhor os filhos e sintonizem emocionalmente com eles, fortalecendo laços emocionais que servem de base a um crescimento harmonioso e feliz.

Acompanhando o crescimento dos filhos de forma mais consciente desafio também os pais a uma viagem de autodescoberta e, logo, também de crescimento pessoal.

O tempo (ou a falta dele) é a aparente grande questão dos nossos dias, no que toca à disponibilidade para educar. Concorda?

Conhecendo as mais diversas realidades, há situações em que se almejaria efetivamente mais tempo passado entre pais e filhos. Nalguns casos é possível realizar alguns ajustes simples para que pais e filhos possam usufruir de mais tempo na companhia uns dos outros.

Em todo o caso, considero que o grande tema não é o da “quantidade” de tempo, é o da qualidade do tempo que é vivido pelas famílias. É evidente que vivemos grande parte dos dias em piloto automático, desconectados da realidade presente e desconectados uns dos outros, mas é possível abrandar e é possível que o tempo em família seja vivido com qualidade, em verdadeira relação…

Refeições com a televisão ligada, passeios de telemóvel na mão, pequenos-almoços no carro a caminho da escola não convidam aos laços afetivos.

Leia também: Como explicar o divórcio às crianças

Inversamente, colocar o despertador para 15 minutos mais cedo evitando correrias e possibilitando uma refeição mesmo que rápida em conjunto, alocar 15 minutos antes da hora de dormir a um momento de brincadeira ou conversa, em que não são válidas distrações (como loiça para lavar, emails por responder, mochilas para preparar, notícias para ver), deixar o telemóvel em casa ou no carro, numa ida ao parque ou ao restaurante, acrescentam imenso à satisfação da família.

A disponibilidade para se ser pai vai muito além da disponibilidade de tempo. Em grande medida a disponibilidade emocional é tão ou mais importante do que outra formas de disponibilidade.

O que é que é, em 2018, um bom pai/mãe?

“Não há pais perfeitos mas há pais que diariamente dão o melhor de si”. Esta é a inspiração número 1 do livro. Compreender esta dimensão é um excelente ponto de partida para qualquer pai/mãe.

E os pais que diariamente dão o melhor de si são pais que estão disponíveis, que genuinamente escutam os filhos, que estão atentos às necessidades dos filhos, que respeitam e valorizam as suas idiossincrasias, que dão espaço de segurança para que a expressão emocional e de pensamento ocorra, que usam o bom senso, que cuidam de si próprio. E que mimam muito!

Como é que as crianças ajudam os adultos a serem melhores pais?

As crianças são intrinsecamente genuínas e, nesse sentido, as mensagens que transmitem são puras. Apesar de, nas idades precoces, existir alguma limitação na capacidade linguística e na gestão emocional, as crianças conseguem de forma genial, recorrendo àquilo que lhe é mais fácil, nomeadamente o seu comportamento, transmitir aos adultos aquilo que pensam, sentem e necessitam.

Um adulto focado no momento presente, genuinamente atento, consegue mais facilmente “descodificar” e conhecer o seu filho, dando-lhe respostas que vão ao encontro das suas necessidades.

Os filhos desafiam os pais a pisarem “territórios” internos desconhecidos, a explorar limites pessoais e interpessoais, a conhecer novos estados emocionais e a descobrir novos mundos… E mesmo nos momentos desafiantes, de “crise”, há espaço para novas descobertas e para o crescimento pessoal. É precisamente para isso que remete o nome do livro. Crescemos Juntos relembra os pais da necessidade de reajustamento permanente que a parentalidade exige e para a consciência de que, ao ajudarem os filhos a crescer, também eles estão a crescer…

Quais são os principais desafios da parentalidade? E como podem ser ultrapassados?

Um dos grandes desafios têm a ver com o ritmo / agenda dos dias das famílias, como pouco espaço para encontros com significado emocional (embora eles estejam potencialmente sempre presentes, mesmo nos momentos de rotina como um banho, uma viagem de carro ou uma refeição).

O outro relaciona-se com a pressão externa e interna para “se ser o melhor”, pressão essa tantas vezes absorvida pelos miúdos. Há no livro também várias inspirações que convidam a reflexão sobre este tema.

Que peso tem a realização pessoal do adulto na felicidade da criança?

Um adulto realizado é um adulto tendencialmente mais apto e disponível para os outros e, naturalmente, para as crianças.

Considera que muitos pais ainda acham que é preciso abdicarem de si mesmos para poderem proporcionar bem-estar aos filhos?

Sim, observo muitas pessoas que acreditam ser necessário colocarem-se de lado, a si e aos seus projetos, para proporcionarem bem-estar aos filhos. Um pai pode ter que fazer alguns (ou muitos) reajustamentos mas não tem de deixar de ser a pessoa que é, nem de fazer aquilo que o satisfaz. Aliás o autocuidado é um dos ingredientes fundamentais para o equilíbrio emocional de qualquer pessoa. Um pai que descuida o seu autocuidado é um pai que estará em maior risco de burnout parental.

Leia também: Crianças e tecnologia – devemos por-lhes o tablet à frente?
De que forma é que se pode contornar isso?

Os pais não podem abdicar de si mesmos para proporcionar bem estar aos filhos.

Se pudesse dar conselhos a quem está a pensar ter um filho, quais seriam?

  1. Leia (e viva) o Crescemos Juntos.
  2. Cuide de si.
  3. Esteja disponível, com amor e curiosidade; fomente em si a flexibilidade e capacidade de adaptação a novos desafios.
  4. Delicie-se com o que aí vem e confie em si.
«Um adulto genuinamente atento consegue mais facilmente 'descodificar' e conhecer o seu filho» 7
Inês Afonso Marques, psicóloga clínica e psicoterapeuta infantojuvenil
criatividade

Criatividade: ensine os seus filhos a pensar ‘fora da caixa’!

Todos nascemos criativos, com capacidade para criar estratégias imaginativas, desenvolver conceitos artísticos, fazer tarefas de forma espontânea. No entanto, com o crescimento, acabamos por conter a nossa criatividade.

Leia mais: As coisas mais estranhas que os miúdos dizem!

Há formas de, em cada idade, e desde o berço, estimular a criatividade nas crianças. Tal como explicar a especialista em parentalidade Judy Arnall no livro Unschooling to University, «a criatividade ajuda as crianças a resolver problemas, dá-lhes uma forma de se expressarem artisticamente e torna a vida mais divertida».

Aprenda como é que, em cada idade, pode ajudar a desenvolver a criatividade da sua criança!

Dos 0 aos 5 anos

Nestas idades, as crianças adoram brincar com tudo. Têm tendência a reconfigurar e combinar os brinquedos para brincarem da forma que lhes apetece e não daquela que está inicialmente designada. Os pais e educadores devem dar total liberdade às crianças para fazerem isso… e deixar a arrumação e organização dos brinquedos para segundo plano.

  • use materiais sem estrutura e cuja finalidade esteja totalmente em aberto. Uma folha de papel em branco e marcadores, mais do que um livro de colorir, estimula a criatividade porque não impõe numa ideia pré-concebida ou finalidade. Um balde com peças de Lego, ao invés de um brinquedo para montar com uma estrutura pré-determinada, também estimula mais a imaginação da criança.

Dos 6 aos 12 anos

Nestas idades, as crianças continuam a brincar de forma criativa, seja às casinhas, aos piratas, extraterrestres, com fantoches ou bonecos. Também brincam com o que encontrarem em casa, desde utensílios de cozinha ao aspirador, passando pelo secador do cabelo às cadeiras da sala de jantar.

Muitas vezes, os pais e educadores deitam fora coisas como roupas velhas, baús com objetos que já não usam porque acham que as crianças dispõem de materiais melhores para brincar… o que nem sempre acontece. É importante manter à disposição das crianças objetos que estimulem a criatividade e que os façam criar as suas próprias brincadeiras.

Também é muito importante que os pais deixem que as crianças se aborreçam. Se permitirem que eles se entediem e, depois, lhes derem materiais básicos, eles irão criar a sua própria diversão.

Acima de tudo, é essencial não tentar compor nem arranjar aquilo que as crianças criam. É necessário fazer uma casa de papel para a escola? Deixe que seja a criança a fazer e resista à tentação de fazer para que fique perfeito. O objetivo não é o resultado final. É o processo. E as crianças sentem quando estão a ser corrigidas.

Adolescentes

Manter os ecrãs longe dos adolescentes é saudável… mas ter medo deles não. Os jogos electrónicos e as plataformas digitais, quando usados com bom senso, são uma ótima forma de estimular a criatividade.

Jogos como The Sims e Minecraft contêm muitos elementos que estimulam a criatividade. Mesmo fora do jogo, há adolescentes que criam blogues, vlogs, música, memes e videos baseados nesses jogos.

A maioria dos adolescente usa a internet para criar conteúdo e não apenas para ver conteúdo de forma passiva. A tecnologia é, para os miúdos, uma forma de fazer criações sobre os temas de que gostam e a internet uma forma rápida e eficaz de partilhar o que fazem. Promova essa criatividade, não se exclua dela.

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Olá Restelo! O Gymboree já abriu e está à vossa espera!

E esta é a grande surpresa que reservámos para o final do Verão: a abertura do Gymboree Restelo!

A 17 de setembro, chegamos a uma das zonas nobres da cidade de Lisboa e vamos fazê-lo com as honras que a ocasião merece! No dia da abertura, para qual estão todos convidados, as aulas vão ser GRÁTIS!

Mas não é tudo…

Tal como no Gymboree Telheiras, que a 15 de setembro se mudou para o Lumiar, também o Gymboree Restelo vai ter uma fabulosa Open Week! Entre 17 e 22 de setembro, vai poder experimentar todas as atividades Gymboree sem quaisquer custos!

Onde fica o Gymboree Restelo?

O Gymboree Restelo fica na Avenida Ilha da Madeira, 41, Lisboa.

Como posso entrar em contacto com o Gymboree Restelo?

Pode entrar em contacto connosco através de telefone ou email.

Tel: 91 397 04 56

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Que atividades há no Gymboree Restelo?

No arranque do Gymboree Restelo, vamos concentrar-nos nos programas Play & Learn para crianças dos 0 aos 36 meses.

O Play & Learn é um programa concebido para apoiar o desenvolvimento da criança em cada fase do crescimento. Promove o estímulo do desenvolvimento global através de brincadeiras e novas descobertas, com um programa dividido em sete níveis, concebido para apoiar o crescimento da criança.

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A equipa Gymboree Restelo: o Tiago, a Catarina, a Rita… e o Santiago!

Saiba mais no nosso site

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Horário de Setembro

10 conselhos úteis para pais solteiros. Porque vivemos no mundo real

A vida não é uma comédia romântica e, por vezes, as relações não dão certo. No entanto, os filhos continuam a ser a principal prioridade dos pais que têm de se adaptar a uma nova forma de parentalidade.

Deixamos-lhe 10 conselhos simples para que possa continuar a ser um bom pai/mãe/educador mesmo depois de uma separação.

1.Demonstre amor

Elogie a criança. Mostre-lhe que pode contar com o seu amor e apoio incondicionais. Guarde um momento, nem que sejam uns minutos por dia, para brincar, ler ou apenas estar ao lado do seu filho.

2. Crie uma rotina

Ter uma estrutura pré-definida – como refeições e horas de dormir bem determinadas – ajuda a criança a saber com o que pode contar

3. Procure uma rede de cuidados infantis de qualidade

Se precisa de apoio no acompanhamento dos seus filhos, procure profissionais certificados que possam acompanhá-los e estimulá-los num ambiente seguro. Uma criança mais velha não deve servir de babysitter dos irmãos. Seja prudente na escolha de amigos ou parceiros que conhece há pouco tempo para tomarem conta dos seus filhos.

4.Defina limites

Explique as regras de funcionamento da casa e o que se espera da criança – por exemplo, falar com bons modos. Reforce periodicamente essas regras.

5. Dialogue com o pai/mãe da criança

Conversar com o ex-parceiro(a) é essencial para haver consistência na disciplina que a criança recebe. A reavaliação de determinadas regras – como, por exemplo, o tempo limite para ver televisão – deve sempre ser feita em conjunto e mantida pelas duas parte.

6. Não se sinta culpado

Não se culpe ou castigue nem mime em demasiada a criança como forma de compensação por ser pai solteiro.

7. Cuide de si

Tome conta de si, física e emocionalmente. Faça uma dieta equilibrada e mantenha uma rotina de sono saudável. Arranje tempo para fazer atividades que lhe dão prazer, quer seja sozinho ou com amigos. Ofereça-se uma pausa. Não de ser mãe/pai mas para ser melhor mãe/pai. Se puder, deixe a criança umas horas ao cuidado de uma pessoa de confiança e mime-se com o que mais gostar.

8. Crie uma rede de apoio

Arranje um sistema de boleias com outros pais solteiros. Junte-se a um grupo de apoio para famílias monoparentais. Nas redes sociais há grupos para pais solteiros trocarem experiências e dúvidas. Telefone a familiares, amigos ou vizinhos a quem possa pedir ajuda.

9. Mantenha-se positivo

Se está a passar por uma fase complicada, seja honesto com a criança. No entanto, relembre-lhe que as coisas vão melhorar. A criança deve ter um grau de responsabilidade adequado à sua idade e não «portar-se como um adulto». Mantenha o sentido de humor perante os desafios do dia a dia.

10. Simplifique a sua rotina

Rituais como preparar e congelar refeições durante o fim-de-semana para os dias de trabalho, instruir as crianças para arrumarem as mochilas e disporem as roupas para o dia seguinte são extremamente úteis. A cada desafio que encontrar, questione-se: «Qual é a forma mais simples de fazer isto?».

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«Estou sem paciência para os miúdos!». Inspire, expire... e leia as nossas dicas 8

«Estou sem paciência para os miúdos!». Inspire, expire… e leia as nossas dicas

Ser pai não é ser de ferro. Por mais que ame os seus filhos, há por certo dias em que pura e simplesmente não os consegue aturar. Ou porque o trabalho está a chegar a níveis inimagináveis de stress, ou porque passou duas horas parado no trânsito ou apenas porque está a ter um dia mau.

Leia também: «Hoje é dia de festa! Deixamos os miúdos acordados até mais tarde?»

Antes de sermos pais somos humanos. Temos os nossos dias menos bons. Claro que gostávamos de ter uma varinha de condão e fazer aparecer, como por magia, aquela preciosa paciência que, ao fim de um dia de trabalho, é necessária para brincar com os miúdos.

Mas como não vivemos num mundo perfeito, deixamos-lhe algumas ideias para conseguir relaxar – mesmo nos dias mais stressantes! – e ter tempo de qualidade com os seus filhos. Com muita brincadeira à mistura, claro!

Antes de mais, é importante lembrar que tudo o que os pais fazem é interiorizado pelos filhos.

«Os pais são modelos para os filhos, por isso as suas atitudes influenciam-nos. Quando os pais andam carregados de trabalho estão menos disponíveis para ouvir as crianças, mais acelerados e, por isso, com menos paciência e menos capazes de resolver com tranquilidade os ‘stresses’ do dia a dia», começa por explicar Carolina Canto, Psicóloga e Professora Sénior Gymboree.

Birras, trabalhos de casa, discussões entre irmãos… o lado real da paternidade pode parecer, nos dias mais caóticos, um cenário dramático. No entanto, e tal como frisa Carolina Canto, «um adulto feliz faz uma criança feliz».

Primeiro objetivo: destressar com os miúdos

Chegar a casa em piloto automático e começar a ‘despachar’ tarefas domésticas. Soa-lhe familiar? E que tal fazer uma atividade em família que também o ajude a relaxar?

«Praticar desporto, cozinhar, jardinar… Há tarefas que os pais podem fazer em conjunto com os filhos que ajudam não só a cumprir tarefas necessárias em casa mas também a passar tempo juntos e a conhecerem-se melhor, a conversar sobre o dia que passou», exemplifica Carolina Canto.

Encontrar essa tal atividade agradável deve ser tarefa dos pais. «Cada adulto pode descobrir o que o ajuda a acalmar após um dia de trabalho e tentar pôr isso em prática», acrescenta a psicóloga.

Segundo objetivo: planear para poder relaxar

Perder tempo a fazer listas de tarefas, de compras, a compor um calendário com as aulas, reuniões e atividades de toda a família é ganhar no dia a dia horas que podem ser passadas a brincar, a descontrair.

«Ter a manhã bem organizada de véspera, com mochilas prontas, lancheiras planeadas, roupas escolhidas e mesa do pequeno-almoço preparada são boas dicas para manhãs mais tranquilas», afiança Carolina Canto.

Se a manhã começa bem, sem correria, vai compensar no final do dia. «Um fim de dia tranquilo passa por encontrar um equilíbrio entre a rotina e o tempo de exclusividade com as crianças. Elas precisam da nossa presença dedicada e atenta. Essa atenção torna-as crianças mais cooperantes, mais tranquilas e mais seguras», explica a Professora Sénior Gymboree

O que podemos fazer?

  • ir ao parque infantil antes da rotina de banhos e jantares
  • aproveitar o bom tempo para ‘jantar fora’ na varanda (ou até um piquenique de fim de tarde no jardim público!)
  • preparar o jantar em conjunto (sem telemóveis à mão ou televisão ligada)
  • ler uma história ao deitar
  • inventar uma história com o contributo das ideias da criança

Maturidade: «Preciso de ti para ser crescido!»

À medida que as crianças alcançam a maturidade – física, cognitiva e emocional – procuram libertar-se da dependência funcional em relação aos adultos cuidadores.

Leia também: «Estou sem paciência para os miúdos!»

A criança toma consciência da sua individualidade, do controlo que tem sobre o mundo e das novas e espectaculares capacidades que possui. As crianças procuram experimentar as suas próprias ideias, executar as suas preferências e tomar decisões.
Os pais e agentes educativos que vêem estas (novas) tentativas como um esforço saudável no sentido da autonomia, podem ajudá-las a alcançar o auto-controlo, contribuindo para um crescente sentido de competência e evitando conflitos (Papalia & Olds, 1998)*.

Prioridade: desenvolver a autonomia

Uma das características a desenvolver nos anos pré-escolares é, pois, a autonomia. Assim como a maioria das capacidades, a autonomia, e a consequente responsabilidade, não surgem sem mais nem menos com o passar do tempo sendo, por isso, necessário programá-las e estimulá-las. E os pequenotes contarão com os crescidos, em quem confiam, para os ajudar neste importante processo.
As crianças precisam de um modelo para saberem como devem utilizar a sua autonomia e, muitas vezes, procuram uma figura autoritária em quem confiem para ser o seu ponto de partida.
I.M.
*Papalia, D., Olds, S. (1998). Human Development. McGraw-Hill.

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Iniciação nas ciências a fazer de detective

Seja um pequeno detective! Coloque sobre a mesa várias lupas e diferentes objectos para observarem, como por exemplo, tecidos, pequenos ramos de árvores, insectos, folhas e flores.

“E como são as lupas? Parecem-se com o quê?”

Sugira ao seu filho que mova o dedo de um lado para o outro, observando-o através da lupa. Reparem que as lentes são transparentes e não são rasas, mas de certa forma são curvas. Aproximem e afastem ao máximo a lupa dos vossos olhos. Coloquem-na tão próximo dos vossos olhos que a imagem fica desfocada, como que nebulosa.

 “E como será observar folhas e flores?

Mostre ao seu filho um conjunto de folhas e flores. Convide-o a observar e a descrever cada uma delas.

“De que cor são? As pétalas são todas da mesma cor e tamanho? O que tem cada um dos lados da folha? É rugoso ou macio? É duro ou mole? É húmido ou seco?”

Peguem numa lupa, observem e descrevam as folhas e as flores. Escolha duas folhas ou duas flores e faça uma tabela simples para comparar e descrever as semelhanças e diferenças entre elas.

Vá anotando as respostas do seu filho, assinalando com um X as semelhanças entre a Flor A e a Flor B, por exemplo. Inclua categorias como: tamanho, cor; onde vivem, se têm folhas, se são rosas ou margaridas. Se os itens são diferentes nas duas flores, deixe esse espaço em branco. No final contem quantas categorias têm em comum para concluir se são flores diferentes ou se são a mesma flor.

E os insectos, como são?

Observem a fotografia de um insecto e vá perguntando ao seu filho:

“Quantas pernas tem? Consegues ver os seus olhos, orelhas e boca? Vês alguma parte do corpo que as pessoas não têm? (Aponte para as antenas e para as 6 patas, por exemplo)

“Onde é que já viste este insecto? Aonde é que eles vivem? O que é que comem? Que barulho fazem?”

Os gafanhotos-macho fazem barulho batendo as suas asas ao mesmo tempo. Essas pequenas vibrações fazem um barulho característico.

Em 3 diferentes caixas devidamente preparadas coloque um grilo, um caracol e uma minhoca, assegurando que os animais não saem da caixa. Observem os insectos e como eles saltam e comem.

“Eles mexem as antenas? E para que servem as antenas?”

E um verdadeio detective analisa impressões digitais!

Comecem por olhar para as próprias mãos sem ainda usar a lupa. E pergunte ao seu filho:

“O que é que vês nas tuas mãos?”

Conversem sobre como cada pessoa é única e tem linhas em cada um dos dedos, e que são diferentes entre si. Disponibilize-lhe várias folhas de papel branco e almofadas de carimbo (de preferência com diferentes cores) para que se possam divertir a fazer as vossas impressões digitais. Aproveite a ocasião para falarem sobre as diferenças existentes, tanto na forma como no tamanho das vossas impressões digitais.

Por Carolina Canto, Psicóloga, Professora Sénior Gymboree