Saiba quais são as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazer com o seu bebé dos 16 aos 22 meses, com a garantia do Gymboree Play&Music! https://gymboreeclasses.pt/playlab-academy/
O seu bebé já está muito crescido. Agora o que ele mais gosta é de resolver problemas e ser bem-sucedido, por isso ao brincar ele explora tudo ao seu redor. O seu bebé está também a aprender vocabulário, por isso as brincadeiras baseadas nos opostos (ex.: cima/baixo), ajudam-no a adquirir novos conceitos de uma forma simples e divertida. Gostaria de ver alguma brincadeira em particular?
Clique nos links em baixo e divirtam-se muito!
Brincadeiras Bebé! 00:00
Brincadeira #1: Construir tendas 00:38
Brincadeira #2: Freeze 00:58
Brincadeira #3: Para e avança 01:27
Brincadeira #4: Labirinto da coordenação motora 02:03
Brincadeira #5: Pinhata 02:48 Brincadeira #6: Caça ao tesouro 03:21
Olá, o meu nome é Catarina e vou-vos apresentar o top-10 brincadeiras para crianças entre os 16 e os 22 meses.
Nesta fase, as crianças aprendem e resolvem problemas de forma eficaz.
Usando os temas opostos, dá um contexto divertido para que as crianças aprendam resolver os problemas de forma eficaz, como por exemplo, dentro e fora, cheio e vazio, ou por cima ou por baixo.
Para além de promover o desenvolvimento motor, social e cognitivo.
Nesta primeira brincadeira, vamos trabalhar a consciência espacial, construindo uma tenda. Empilhe almofadas do sofá ou coloque uma manta por cima de uma mesa de forma redonda ou sobre cadeiras.
As crianças pequenas adoram entrar em pequenos espaços, o que reflete o seu crescente conhecimento e fascínio pela consciência espacial.
Vamos brincar ao congela nesta segunda brincadeira.
Dê um lenço ao seu filho para que ele agarre um em cada mão, coloque uma música e incentive-lhe a dançar e a mexer os lenços.
Desafie estas capacidades de ouvir. E ficar atento quando a música pára os movimentos todos nosso corpo também vão parar.
Para além disso, estes movimentos padronizados desafiam o equilíbrio e a coordenação.
Nesta terceira brincadeira, vamos trabalhar a capacidade de seguir regras e também a atenção e a concentração.
Com o nosso jogo do pára, e do avança.
Diga à criança que pode começar a correr assim que ouvir a palavra: avança. E que, terá de parar de correr quando ouvir a palavra pára.
Estes dois conceitos opostos, vão trabalhar a resolução de problemas e também a concentração da criança para ver se a criança está atenta às duas diferentes palavras e se consegue compreender o conceito e qual é o objetivo de cada uma.
Por fim, altere o papel e peça à criança que seja ela a liderar e a dizer: pára e avança ao adulto.
Nesta quarta brincadeira, vamos trabalhar a motricidade global, o escalar e também os conselhos em cima e fora.
Ponha uma fila de diversos objetos, para que a criança os possa subir e possa descer.
Bancos com uma pequena altura, diferentes degraus, almofadas no chão etc.
Enquanto supervisiona esta brincadeira, deixe a criança explorar o subir e o descer.
À medida que vai explorando os objetos, não se esqueça de dizer sempre os conselhos.
Em cima! E fora!
E deixá-lo a explorar este percurso, esta fila de objetos.
De diferentes maneiras pode passar por baixo ou então sempre passar por fora ou então passar por cima e depois tudo por fora ou ao contrário.
Nesta quinta brincadeira vamos trabalhar a coordenação hormonal com o nosso jogo da pinhata.
Coloque uma bola pendurada, insuflável e colorida de preferência, na área de brincadeira do seu filho a uma certa distância, mas que ele provavelmente a consiga alcançar.
Mas como é que o seu filho resolve este problema de tentar alcançar a bola?
Se se coloca em cima de algum degrau, se se coloca em biquinhos dos pés ou se simplesmente tira uma almofada ou algum objeto para a tentar alcançar e tocar na bola.
Nesta sexta brincadeira, vamos fazer uma…
Nesta sexta brincadeira, vamos trabalhar a resolução de problemas e permanência do objeto.
Vamos fazer uma caça ao tesouro.
Onde estará o tesouro do seu filho?
Esconda um objeto especial que seu filho gosta da sua área de brincadeira para ver se ele consegue encontrar.
Inicialmente, esconda o objeto num espaço visível e à medida que as capacidades de resolução de problemas e de encontrar objetos se tornam mais sofisticadas, pode aumentar gradualmente este desafio de esconder, para que o seu filho encontre o seu objeto especial.
Nesta brincadeira, vamos trabalhar noção espacial e também a liderança.
E vamos marchar!
Coloque uma música aí em casa, do estilo marcha, colocando o seu filho às suas cavalitas nos ombros e marche pela casa.
De seguida tire o seu filho, coloque-o no chão e deixe que ele lidere este momento de marcha e veja se ele lhe dá indicações para onde seguir ou então se simplesmente quer voltar às cavalitas dos pais.
Nesta brincadeira, vamos trabalhar o tacto e a linguagem com a nossa Rosa arredonda a saia.
Segure uma manta ou um mini paraquedas sobre a cabeça do seu filho enquanto ele se encontra sentado ou em pé.
E baixe e eleve gentilmente o mini paraquedas ou a manta.
De seguida ande à volta, por cima de seu filho e veja se ele consegue alcançar o mini paraquedas ou a manta. E pode sempre cantar a música da Rosa arredonda a saia.
Oh Rosa arredonda a saia! Oh Rosa arredonda-a bem! Oh rosa arredonda a saia! Olha a roda que ela tem!
E no fim, baixar e a esconder o seu filho por baixo da manta ou do mini paraquedas ou se quiser também cantar outra música, enquanto anda à volta, pode sempre experimentar e divertirem-se.
Nesta brincadeira, vamos trabalhar a consciência corporal, consciência espacial e a resolução de problemas.
Como?!?
Será que cabes?
Arranje algumas caixas de cartão de diferentes tamanhos, ou as suficientemente pequenas para que o seu filho não caiba lá dentro.
E outras suficiente grandes para que ele se consiga sentar no interior.
Para trabalhar a consciência espacial, coloque estas caixas de cartão em fila e deixe o experimentar e pergunte-lhe: será que cabes dentro da caixa? E te consegues sentar?
Deixe o experimentar à vontade, porque esta é uma atividade muito importante para a resolução de problemas.
E veja se ele por si só, quer alterar o tamanho ou então também se começa pela mais pequeninas ou pelas maiores para ver se cabe.
E se perceber que mais pequenas não cabe, se coloca a seguir das grandes, para tentar perceber se aí vai conseguir caber dentro da caixa. E se quiser também pode se colocar dentro da caixa grandes e dizer: eu caibo!
Ou então.
Será que tu cabes?
Nesta última brincadeira, vamos trabalhar a curvação bilateral, o equilíbrio e a confiança construindo uma tábua de exercícios.
Coloque no chão uma linha de 1 metro ou uma fita adesiva.
Nós aqui temos um lenço.
Ou então se quiser, uma tábua de madeira.
Inicialmente ajude a criança a passar esta linha, segurando na mão. E depois encoraja a experimentar sozinha e explorar esta linha ou esta tábua de madeira.
E vamos ver como é que ela adquire o seu equilíbrio e também a sua coordenação bilateral.
Divirtam-se sempre nestas nossas brincadeiras.
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Top 10 brincadeiras e estímulos dos 10 aos 16 meses
Veja quais as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazer com o seu bebé dos 10 aos 16 meses, com a garantia do Gymboree Play&Music! https://bit.ly/1ofertamae
Esta é uma fase única na vida do seu bebé. Ele já rasteja, poderá gatinhar, pôr-se de pé, andar com ajuda ou sozinho, comunica muito bem com gestos, expressões, movimentos e sons. Com o aproximar do seu primeiro aniversário, o comportamento do bebé poderá entrar num período de desorganização (também conhecido por birras). E toda esta turbulência é despertada por um novo objetivo – andar, falar e adquirir independência!
Gostaria de ver alguma brincadeira em particular?
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Brincadeiras para bebé 00:00
Brincadeira #1: Viagens de cobertor/cesto da roupa 01:11
Brincadeira #2: Explorar e regar 03:00
Brincadeira #3: Escondidas 03:56
Brincadeira #4: Atirar meias e bolas ao cesto 05:28
Brincadeira #5: Percurso de obstáculos 06:35
Brincadeira #6: Construção e desconstrução da torre 07:48
Olá, eu sou a Patrícia, professora Gymboree e venho apresentar-vos hoje o top-10 brincadeiras e estímulos para bebés entre os 10 e os 16 meses.
Terão brincadeiras simples, divertidas e carregadas de benefícios para fazerem juntos.
Ficou curioso?
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Esta é uma fase única na vida do seu bebé, ele já rasteja, poderá gatinhar, pôr-se de pé, andar sozinho ou com ajuda. Certamente já se expressa muito bem através dos sons, gestos e expressões que utiliza.
Com o aproximar do seu primeiro aniversário, o comportamento do bebé poderá sofrer alguma desorganização. Também conhecido por birras e choros!
E toda esta turbulência é despertada por três novos objetivos. Andar, falar e acima de tudo adquirir independência, enquanto brincam juntos observe o seu bebé, veja a eficácia com que tenta dominar as tarefas.
Acima de tudo, siga os interesses do bebé, dê reforços positivos e divirtam-se muito.
Vamos à primeira dica de brincadeiras e estímulos para bebés dos 10 aos 16 meses.
O mais provável é que tenha em casa objetos como um cobertor ou um cesto da roupa. Estes objetos do cotidiano são dos brinquedos mais versáteis do mundo para os bebés. Com o cobertor, por exemplo, podemos fazer um passeio sentando ou deitando o bebé por cima do cobertor, podemos arrastar o cobertor em diferentes direções pelo chão da sala ou pela relva do jardim. Se juntar a esta brincadeira mais um adulto ou uma criança mais velha este poderá garantir que o bebé não toma para trás ao longo desta brincadeira.
E assim estaremos a desafiar o equilíbrio dinâmico do bebé de uma forma segura, mas também a estimular o seu tato e a discriminação visual.
Caso não tenha em casa um adulto ou uma outra criança, poderá utilizar em alternativa o cesto da roupa.
E assim será mais fácil de controlar os possíveis desequilíbrios do bebé pelo longo do passeio.
Mas para além disso o cesto da roupa tem muitas outras potencialidades de brincadeira. Poderá transformar-se num excelente forte, num mini parque, num berço para bonecas e também num andarilho.
Caso o seu bebé esteja agora a começar a andar, ou já ande mesmo, poderá colocar o bebé numa extremidade do cesto e o adulto fica na outra.
Coloque dentro do cesto alguns objetos ou brinquedos e depois inicialmente o adulto terá de puxar o cesto, para que o bebé perceba que é possível empurrar e andar ao mesmo tempo.
A partir daí será preciso oferecer alguma resistência, porque senão o bebé poderá sair daqui a correr com o cesto.
E assim estaremos a estimular a marcha, o equilíbrio e a força nos membros inferiores.
A nossa segunda sugestão de brincadeiras e estímulos, chama-se: explorar e regar.
Pois é, nesta fase o bebé adora imitar os outros, nomeadamente nas tarefas domésticas.
A imitação é um processo de aprendizagem muito importante para os mais pequenos nesta fase. E associando isto ao fascínio que tem pela água, pode imaginar o resultado certo?
E que tal deixarmos o seu filho regar as plantas lá de casa ou do seu quintal?
Poderá pegar num regador com água, segurar nas mãozinhas do bebé e mostrar como se faz.
Se for um bebé mais crescido, o adulto e o bebé poderão cada um ter o seu regador. Claro que a água não vai toda parar à planta, certamente poderá parar um pouco ao chão, aos pezinhos do bebé, mas ele vai gostar muito de se sentir uma pessoa crescida e fazer o mesmo que o pai ou que a mãe está a fazer.
Avançamos agora para a terceira dica de brincadeiras e estímulos.
O famoso jogo das escondidas.
Os conceitos de permanência dos objetos e das pessoas, ou seja, a ideia de que os objetos ou as pessoas continuam a existir mesmo que não estejam visíveis num determinado momento, ainda dominam o dia a dia da criança.
Por isso irá notar que as separações com os pais, quer seja durante o dia, quer seja durante a noite ao deitar, podem tornar-se um pouco mais difíceis.
O bebé adora esconder-se atrás de uma esquina atrás de um cortinado, mas não gostam quando são os pais que se afastam dele. No fundo ele quer controlar as separações.
Ajudar nesta fase, sugerimos então o jogo das escondidas com objetos ou com pessoas.
No primeiro caso, basta tampar um objeto que o bebé goste com uma manta ou uma fralda, depressa o bebé vai ser capaz de reconhecer os objetos através da sua forma.
Caso o bebé não consiga encontrar, basta tapar apenas uma parte.
Não se esqueça de fazer uma grande festa quando o bebé encontra o objeto escondido. Poderá ser também o adulto ou o bebé a esconder-se, mas aqui deixamos uma dica de ouro de Gymboree!
O adulto ao esconder-se, pode dizer: adeus!
E quando aparece pode dizer: olá!
Poderá fazê-lo também com outras línguas, dizendo: bye bye! Ou então: hello!
E uma maneira simples e divertida, ajuda o bebé a aprender novas palavras.
E esta é a dica de brincadeiras e estímulos número 4, para bebés dos 10 aos 16 meses. Junte algumas bolas leves e macias que tenha por casa, meias dobradas também servem perfeitamente e um cesto, ou um balde ou uma taça. Caso este objeto seja de metal será ainda mais interessante, porque vai fazer um barulho muito giro, quando as bolas aqui caírem.
À vez, adulto e criança vão atirar as bolas para dentro do cesto.
Boa! Agora é a tua vez! Ah! Muito bem!
Até que todas as bolas tenham desaparecido.
Depois também à vez, vão retirar as bolas e colocar no sítio inicial.
Desta forma estará a estimular a relação causa-efeito, a coordenação olho-mão, a capacidade de agarrar e largar do seu bebé, mas também a capacidade de esperar pela sua vez.
Durante a brincadeira, não se esqueça de responder às solicitações que o seu bebé faz e assim estará mostrar que o que ele diz é importante. E isso encorajo-o a comunicar cada vez mais,
Já estamos a meio do percurso com a brincadeira número 5.
E por falar em percursos sugerimos isso mesmo, um percurso de obstáculos.
Liberte o conquistador que há dentro do seu filho. E explorem juntos um percurso com diferentes obstáculos motores, por exemplo, poderemos colocar alguns brinquedos no chão e ajudar o bebé a contornar.
Boa!
Evitando os vilões desta história, por exemplo.
Poderemos ajudar o bebé a subir e a gatinhar, ou a andar, de acordo com o que ele consiga fazer, neste monte Everest, que são as almofadas da sala.
Poderemos colocar também um túnel, que poderá ser uma caverna escura, ou uma cadeira em que o bebé passa por baixo ou uma caixa de cartão grande destapada pelos topos e assim o bebé conseguirá passar pelo meio.
Ou até mesmo, subirem a uma árvore, que poderá ser a cama ou o sofá da sala.
E assim o bebé chegará ao seu objetivo, que é o seu brinquedo preferido.
Este género de desafios ajudam o bebé a estimular várias capacidades motoras, nomeadamente o equilíbrio, a força, a coordenação e também o conhecimento do seu corpo e do espaço.
Para a sexta dica de brincadeiras e estímulos para bebés dos 10 aos 16 meses, sugerimos um clássico e temporal.
Que é a construção e desconstrução da torre.
Este jogo pode ser feito com diferentes materiais, cubos de madeira, copos de plástico, caixas de comida de plástico, quaisquer objetos ou brinquedos que possam ser empilhados, a diversão está garantida. Assim como a estimulação da coordenação olho-mão, da motricidade fina e grossa e também da discriminação do tamanho e da forma dos objetos, mas não se esqueça, este jogo tem duas etapas. A tarefa árdua de construir a torre e a parte mais divertida, que é deita-la abaixo.
E para Isso poderá ser o bebé com suas mãozinhas a derrubar, ou então utilizando umas bolas ou uns saquinhos de feijão.
Pumba!
Divirtam-se.
Já estamos na sétima dica de brincadeiras e estímulos.
E desta vez sugerimos um baile entre o adulto e o bebé.
Claro que quantos mais participarem, mais divertido será.
Põe a música e dance com o seu filho.
Poderão colocar-se frente a frente, segurando nos dedinhos do bebé e dançar lado a lado por exemplo.
E se o seu bebé for mais crescido poderá também fazer uma roda, se for necessário de algum apoio, se não o bebé sozinho já conseguirá fazer.
Uma outra variante desta brincadeira pode ser dançar sentado.
Incentivar o bebé a imitar os gestos que o adulto faz, por exemplo, ir lado a lado mas sentado, ou rodar, ou levar os braços acima e abaixo.
Ou então, quase como o jogo do rei manda, podemos dizer vamos tocar nos pé.
Tchiki tchiki tchiki tchika!
Ou vamos abrir a boca!
Isto tudo claro ao ritmo da música.
O seu bebé já está tão crescido que já consegue perceber várias palavras ou frases, e por isso verá como ele consegue seguir uma orientação de cada vez, durante esta brincadeira e consegue organizar o seu corpo de modo a seguir essas mesmas indicações.
Que foi Gymbo? Queres brincar? Gymbo agora estou a treinar, não é para brincar!
Queres a bola de pilates? Ai! A bola de pilates é um equipamento de treino, não é um brinquedo!
Esta situação é lhe familiar?
Então deixamos com a dica número 8, brincadeiras que pode fazer com seu filho e a bola pilates, nomeadamente durante as pausas do treino.
Experimente sentar o seu bebé na bola pilates e fazê-lo saltitar. Com mais ou menos força de acordo com a vontade que o seu bebé demonstrar, poderá também fazer alguns movimentos do lado lado, para a frente, para trás ou também movimentos de roda roda.
Terá de segurar muito bem o tronco do bebé para que ele não se desequilibre e não caia.
Ao repetir esta canção, o bebé a dada altura será capaz de antecipar o momento da pausa, e aí o pai ou a mãe poderão perguntar:
Queres mais? Outra vez? Sim? Então faz tu.
E aí verão como o bebé tentará mover a bacia ou as pernas para tentar saltar na bola, mas claro terá de precisar de ajuda do adulto para o fazer corretamente.
Boa!
Com os bebés mais crescidos, depois do um ano, poderão colocar o bebé em pé, na bola pilates e terão de o ajudar a equilibrar-se por cima da bola.
Esta brincadeira estimula não só o bebé, ao nível do seu equilíbrio do sistema vestibular, também da força do tronco, mas estimula também o adulto. Que por um lado fará um treino de braços ao segurar e fazer saltitar o bebé tantas vezes. E também um treino de abdominais de tanto rir em juntos com esta brincadeira.
Estamos a chegar à reta final deste top 10 brincadeiras e estímulos para bebés dos 10 aos 16 meses.
Vamos então à brincadeira número 9.
Para isso, precisa apenas de uma lanterna ou de um candeeiro assim deste género.
Se quiser aprimorar um pouco, poderá colocar um papel de tecido ou papel de seda colorido, por cima, e assim a luz ficará de uma cor diferente.
Estando atrás do bebé, o bebé poderá estar a gatinha por exemplo, ou a andar, dependendo do que ele consegue fazer.
Ligamos a lanterna e apontamos, por exemplo, para o chão.
Neste caso, estou a colocar os dedos à frente da lanterna, para que a luz não disperse tanto.
E portanto vamos incentivar o bebé a apanhar a luz.
Podemos apontar para o chão, para os objetos, para alguma mobília em especial e o bebé terá então de percorrer todos estes passos para apanhar a luz.
Sempre que o seu bebé for bem-sucedido dê reforços positivos e divirtam-se muito.
Esta pode ser a nossa última sugestão de brincadeiras e estímulos, mas não é certamente a menos importante.
E que brincadeira é essa?
A de ler uma história!
O seu bebé pode não saber ainda falar, é capaz de produzir alguns sons para algumas palavras específicas e certamente não percebe também todas as palavras que lhe são dirigidas. Mas até os bebés mais pequeninos adoram ler livros com os seus pais ou avós. Por isso escolha um livro breve, com imagens claras de objetos que são familiares o bebé.
E à medida que vai lendo a história, vai apontando para esses mesmos objetos, para que o bebé os vá reconhecendo.
Prefira livros de plástico, de tecido ou de cartão mais grosso para que o bebé seja capaz de pouco a pouco ir folheando.
Enfatize as rimas e as palavras divertidas e verá como é um momento delicioso para passar os dois juntos.
Desta forma estará a estimular o desenvolvimento da linguagem, da escuta, da discriminação e da memória visuais do seu filho
A dada altura pode acontecer que o seu filho tenha uma história preferida e certamente irá testar a sua paciência ou a pedir-lhe que leia a mesma história vezes e vezes sem conta.
Qualquer pai pensaria: porque não vou ler um livro diferente?
Um conselho de Gymboree aplicável a esta brincadeira como todas as outras.
Nunca subestime o valor da repetição quando se trata de desenvolvimento infantil.
A verdade é que os psicólogos educacionais dizem mesmo, que é necessário que uma brincadeira seja repetida vezes e vezes sem conta, para consolidar as redes neurais. E assim melhorar a proficiência.
Mas isto quer dizer o quê?
Que ao repetir a mesma história, estará a estimular as células cerebrais do seu filho que permitem fazer associações entre as palavras e os objetos que estas palavras representam.
Por isso prefira a qualidade das brincadeiras à quantidade de brincadeiras.
E foram estas as nossas sugestões de 10 brincadeiras e estímulos para bebés entre os 10 e os 16 meses.
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Descubra as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazer com o seu bebé dos 6 aos 10 meses, com a garantia do Gymboree Play&Music! https://bit.ly/1ofertamae
Entre os 6 e os 10 meses de vida, os bebés estão muito ocupados a tentar adquirir competências que lhes permitam ter impacto no mundo.
Começam a compreender como funciona o mundo, a noção causa-efeito e relacionarem-se com os outros. As brincadeiras com exploração das rampas, túneis e escorregas, promovem o desenvolvimento de capacidades motoras como a força e o equilíbrio, tão necessários para que o bebé consiga gatinhar, pôr-se e ficar de pé e caminhar.
Gostaria de ver alguma brincadeira em particular? Clique nos links em baixo e divirtam-se muito!
Olá, o meu nome é Catarina e hoje venho-vos mostrar 10 brincadeiras para os bebés entre os seis e dois meses.
O principal objetivo nesta fase, é o fazer a conhecer, através da noção, causa e efeito.
Os bebés, nesta fase tentam explorar as rampas, os túneis, para adquirirem a força e o equilíbrio, para posteriormente conseguirem se colocar em pé e andar.
Comunicam com os adultos, através de apenas sons ou canções que vamos cantar para eles.
E estas são 10 brincadeiras para este nível.
Vamos fazer túneis para o nosso bebé explorar, se não tiver algum túnel aí em casa, pode construir com uma cadeira e com uma manta por cima vamos fazer com que o nosso bebé comece a gatinhar e a explorar o nosso túnel.
E se o seu bebé em caso de se mostrar receoso, pode colocar alguns objetos que o atraem para que consiga explorar o nosso túnel, por exemplo aqui temos algumas bolas ou pode ser um peluche ou algum instrumento que faça som para que atraia o bebé a explorar este túnel.
Nesta brincadeira, vamos precisar de um carrinho ou mais hoje, ou de algum objeto que role.
Então vamos precisar de uma caixa de sapato.
Vamos começar por recortar, as extremidades da caixa de sapatos, ou se quiser simplesmente abrir a caixa de sapatos.
E vamos rolar o carrinho por dentro deste túnel imaginário, e vamos perceber como é que a criança antecipa, a saída do carrinho pelo outro lado do túnel.
Empurre gentilmente o carrinho, para que fique dentro deste túnel e perceba como é que a criança reage, ao reparar que o carrinho ficou lá dentro e não saiu.
Será que a criança tenta alcançar e vai procurar o carrinho dentro do túnel?
Ou então, será que ela espera que ele saia.
Podemos também, rolar mais um carrinho gentilmente, e ver se ele fica também dentro do túnel.
Podemos perguntar:
Onde estão os carrinhos? Será que os consegues encontrar?
Perceba como é que reage a sua criança a esta brincadeira com a descoberta do objeto e da antecipação.
Vamos criar escorregas em casa e vamos arranjar alguma almofada e um sofá, ou então uma mesa ou uma tábua de passar a ferro e vamos apoiar de forma segura, em algum sítio, neste caso temos um banco, mas pode apoiar ou no sofá ou numa mesa.
E vamos também precisar de uma manta para que o nosso bebé consiga escorregar mais facilmente pelas nossas rampas ou pelo nosso escorrega.
Trabalhando o nosso ritmo dinâmico em movimento.
E colocamos o nosso bebé de barriga para baixo. Seguramos bem o nosso bebé e depois podemos puxar a manta, para que ele deslize. Sempre em contacto com o nosso bebé para que ele nos consiga ver.
E podemos repetir.
Pomos a manta lá pra cima e depois escorregamos devagarinho, devagarinho, para que ele ganhe confiança.
Depois pode puxar a manta mais rapidamente.
Com esta brincadeira vamos trabalhar o equilíbrio.
E apenas precisamos de uma cadeira ou de um banco.
E como é que nós podemos trabalhar o equilíbrio da criança através desta brincadeira?
Sentamos numa cadeira e colocamos nosso bebé virado para nós, nas nossas pernas e com os nossos indicadores colocamos nas mãos do bebé para que ele nos agarre.
E podemos cantar uma canção do cavalo, e balançar nas nossas pernas para cima e para baixo.
A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! Pela estrada fora eu vou!
E quando acabamos a nossa canção do cavalo, levantamos e deixamos o bebé escorregar pelas nossas pernas.
E estamos a trabalhar o equilíbrio.
Veja como é que a sua criança reage ao descer pelas suas pernas. Se tenta subir, se tenta agarrar com os braços e não apenas os nossos indicadores.
E depois podem voltar à posição centrada e continuar o vosso passeio a cavalo.
Podemos fazer o nosso passeio mais rápido e descer mais rápido pelas nossas pernas. Ou mais lentamente.
Perceba também do que é que a sua criança prefere. Se gosta de um passeio mais lento, ou se de um passeio mais rápido.
A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! A cavalo a cavalo a cavalo eu vou! A cavalo a cavalo, a cavalo eu vou, pela estrada fora eu vou!
E assim estamos a trabalhar o equilíbrio do nosso bebé.
Depois fazer o jogo da corda. Por isso, vamos precisar de uma fralda de pano ou de um cobertor.
Sente-se no chão com o seu bebé e dê a ponta da fralda de pano ou do cobertor para que ele a agarre.
Do outro lado, vai puxar ligeiramente a corda até que perceba que o seu bebé também a pare de puxar. Se ele a puxar, aumente ligeiramente a força que puxa a corda para o seu lado para aumentar a resistência.
Estes jogos suaves de força desenvolvem a parte superior do tronco do seu bebé e também a sensação de sucesso.
E por fim. Veja quem puxa mais a corda e vá dando sempre feedback positivo ao seu bebé para que ele tenha essa sensação de sucesso.
Hoje vamos trabalhar a antecipação dos sistema que estimula o nosso bebé, com o saltar. Vamos colocar o nosso bebé sentado contra o nosso peito e vamos tornar umas repetições tranquilizantes e também uma pitada de surpresa.
Vá cantando mais rápido, ou mais lento consoante o bebé para tornar estas supresas ainda mais divertidas.
E fazemos um-dois-três. Saltar!
Vamos lá bebé de novo.
Mais lento agora.
Um-dois-três. Saltar! Boa.
E dando sempre feedback positivo e também percebendo como é que o bebé reage a estas surpresas do saltar e também do saltitar com estas repetições do balançar das nossas pernas.
E também podemos fazer, mais rápido.
Um-dois-três. Saltar!
E hoje vamos trabalhar o tato e a força das mãos do nosso bebé.
E vamos espremer esponjas.
Vamos precisar de um alguidar e várias esponjas ou então mesma hora do banho pode fazer esta brincadeira.
Dê ao seu bebé, várias esponjas para que ele esprema. Ao espremer a água o bebé vai trabalhar a sensação de tato e também a força nas mãos.
E pode sempre ajudar. E salpicar o seu bebé, que também dá uma sensação muito refrescante.
E inicialmente, pode ajudar, para que ele perceba o que tem de fazer, qual é o objetivo de apertar as esponjas.
E se tiver alguma esponja de outras texturas, ainda melhor para a sensação do tato do nosso bebé e vamos espremendo as nossas esponjas no alguidar. Também podemos fazer as nossas sensações refrescantes com os salpicos. São tão fresquinhos!
Vamos gatinhar com o nosso bebé.
Muitos bebés, acham divertido seguir os pais pela casa a gatinhar.
Por isso, faça a vontade ao seu explorador e gatinhe com ele.
Pode, inicialmente também usar algum objeto que se o seu bebé, começar agora a gatinhar para que ele o consiga alcançar, ter que forçar este gatinhar.
Se o seu bebé já for muito explorador, então não precisa de nenhum objeto e basta divertir-se e gatinhar com ele.
Se tiver ajuda aí em casa, pode sempre colocar o seu bebé nas costas enquanto gatinha e fazer o som de algum animal, como um cavalo e ele certa maneira colocando em cima das suas costas, também está a trabalhar o seu equilíbrio dinâmico, equilíbrio em movimento.
Divirtam-se nesta exploração pela sua casa ou pelo seu quintal…
Vamos abanar, trabalhando a audição e a noção causa-efeito do nosso bebé. E por isso vamos precisar de rolhas de caixas de tampas.
Podemos também por colheres ou blocos de madeira.
Assim alguns objetos de dimensões grandes para apropriarmos ao nosso brr…
E por isso vamos precisar de uma caixa de plástico e de tampas ou então blocos de madeira ou colheres que tenha em casa e vamos colocar dentro da nossa caixa. Assim, objetos de dimensões apropriadas para o nosso bebé.
Vamos colocar dentro da nossa caixa, também trabalhar a coordenação hormonal, ao pedir ao bebé que coloque os objetos dentro da caixa.
Pode também ir colocando ou fazer a sua roca para crianças crescidas, uma para si e outra para a sua bebé.
E depois brincarem com esta música.
Podemos colocar… Aqui nós só temos as tampas.
E depois fechamos a nossa caixa e vamos divertir-nos com a música. Com a nossa roca.
E vamos abanar.
E parar para perceber se o bebé consegue perceber quando abana e faz um som e quando para, perceba se o seu bebé procura o som, e tenta ele abanar a sua roca.
E ao parar, estamos a trabalhar a noção-causa-efeito.
Que quando abanamos, fazemos o som. E quando paramos, há a ausência do som.
O seu bebé gosta de abanar mais rápido?
Então abane mais rápido ou então mais lentamente, como o seu bebé preferir e divirtam se com estes sons de rocas para crianças muito crescidas.
E hoje vamos explorar um túnel de pano ou de tecido.
E temos estes túneis articulados disponíveis a lojas de brinquedos especializados.
E explorar um túnel é sempre muito divertido, tanto para os bebés que começaram agora a gatinhar, como os bebés mais experientes nesta arte, que tanto gostam de explorar a casa a gatinhar.
Passar por um túnel articulado, permite ao bebé ter uma noção do espaço e se colocar uma bola ou o objeto que o seu bebé mais gosta, no fim.
Ele percebe que quando chegar ao fim deste túnel terá um prémio no fim.
Se quiser também gatinhar com ele dentro do túnel, torna esta brincadeira ainda mais divertida. E também, ao túnel ser demasiado escuro, permitirá ao bebé trabalhar o seu receio de sítios e locais mais escuros.
Será que o seu bebé gosta de passar por este túnel de pano? Ou se nem é necessário colocar diferentes objetos que gosta lá dentro, para estimular este gatinhar pelo túnel.
Divirta-se e perceba como é que o seu bebé reage a esta brincadeira de explorar um túnel de pano.
Boas brincadeiras!
Ah..fim, ah…
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E claro, divirtam-se com o seu bebé. E sempre boas brincadeiras!
Quando o bebé chora desperta a nossa vontade de o querer acalmar e essa vontade é instintiva, mas a capacidade para o fazer com sucesso é uma habilidade que pode ser aprendida.
Responder ao bebé, aparecendo quando ele chora, ensina-o que tem algum controlo sobre o seu próprio mundo, que as pessoas gostam dele, que o amam e que está seguro para confiar em quem cuida dele.
Não se preocupe, o bebé não ficará “mal habituado”! Irá assegurar-lhe que os seus interesses, as suas vontades e necessidades lhe interessam. Assim se vai construindo a relação afetiva segura entre pais e filhos.
Existe um método que ajuda a parar o choro do bebé, tornando-o mais calmo e ajudando-o a dormir melhor. Chama-se The Happiest Baby e foi criado pelo Dr. Harvey Karp, reconhecido médico pediatra americano, na tentativa de ensinar aos pais modernos, saberes que se foram perdendo ao longo dos tempos, e que uma tribo por si observada e estudada, os Kung!, continua a transmitir de geração em geração. Os seus bebés têm gases como os nossos, choram muito menos e as mães sabem o que fazer para os acalmar.
A Regra dos 3
Para percebermos se a causa do choro são cólicas, o Dr. Harvey Karp ensina a Regra dos Três. Pode-se dizer que o bebé tem cólica se chora três horas por dia, três dias por semana, durante três semanas de seguida. Segundo um estudo feito pelo Dr. Brazelton, o choro de cólica normalmente começa às 2 semanas, aumenta às 6 semanas e termina entre os 3 e os 4 meses de idade. Alguns bebés só por volta dos 6 meses, mas é raro.
A investigação tem mostrado que às 6 semanas de idade, em média, os bebés choram cerca de 3.5 horas por dia.
Quando o bebé chora pode ser por necessidades básicas do seu bebé, como a fome ou o desconforto. No entanto, no resto do tempo – na maioria dos casos a maior parte do tempo – o choro aparece sem qualquer razão aparente.
Para muitos recém pais, esta incapacidade de consolar e acalmar o seu bebé pode trazer sentimentos de insuficiência e, em muitos casos, uma preocupação verdadeira de que algo de errado se passa com a criança.
Com nova investigação nesta área, existem especialistas a acreditar que, o que era chamado de “cólica” é atualmente a falta de estimulação. O que isto significa é que um bebé recém-nascido, ao longo dos primeiros meses após o nascimento, sente a falta da vasta estimulação que experimentou durante cerca de 9 meses no ventre da mãe.
Por isso, a melhor maneira para confortar o seu bebé é recriar essa experiência anteriormente vivida no ventre materno.
Segundo o Dr. Harvey Karp, existe um 4º trimestre de gravidez em falta.
Cabe aos pais a grande missão de cuidar dos bebés e respeitar um acordo que se estabelece entre o bebé e a mãe:
Mãe, eu vou nascer 3 meses antes do esperado 4º trimestre, ajudando-te assim no parto e porque nesse período seria muito difícil me transportares dentro de ti,
e tu cuidas de mim como se eu ainda estivesse dentro da tua barriga!
Os pais aprendem que, ao imitar os sons do ventre, confortam os bebés e isso fá-los sentirem-se em “casa”.
De facto, essas experiências, incluídas num dos passos do método The Happiest Baby, ativam uma resposta neurológica profunda – o reflexo de acalmia (calming reflex). É o botão automático que acalma o choro do bebé e é verdadeiramente o melhor amigo do bebé e dos pais.
A terapeuta Constança Cordeiro Ferreira, também conhecida como Fada dos bebés, também tem estudado muito sobre o sono do bebé e lançou recentemente um novo livro onde publica finalmente o seu método para o sono, aquele que construiu de raiz a partir do trabalho direto com os bebés nos últimos doze anos. Acredito que este livro possa conduzir a mais momentos de calma em família, especialmente na hora de dormir.
Estudou Educação Física e Desporto na Faculdade de Motricidade Humana e fez Pós-Graduação em Esgrima em Semmelweis University Institute of Coaching and Sport Education – Budapeste
Autor do livro: Histórias do meu Diário e mais uns escritos.
Vamos falar da sua experiência enquanto atleta e pai de atletas de alta competição, tão bem como a sua visão sobre a educação e o desporto. Parentalidade Inteligente.
O Miguel Muñoz Duarte é Professor de Empreendedorismo na Nova SBE.
Empreendedor de longa data e Co-criador do Lemonade Festival.
O Miguel é um dos sócios da IMatch onde trabalha com dezenas de grandes empresas e promove concursos de empreendedorismo com o Big Smart Cities da Vodafone, ou grande eventos como o Building the Future.
O Miguel tem um pensamento próprio sobre o Empreendedorismo que recomendamos conhecer.
O Miguel tem 3 filhos e uma forma particular de acompanhar a sua educação.
O Empreendedorismo Infantil é uma disciplina como outra qualquer. Baseia-se no estímulo de várias competências que dão a qualquer criança a capacidade de empreender e apostar nas suas ideias.
Epah isto é um enorme privilégio ter te aqui, mas hoje vamos fazer uma coisa um bocadinho diferente, vamos falar sobre empreendedorismo. Que é o teu super poder.
E para quem nos está ouvir, eu queria apresentar o Miguel como, ele é professor de empreendedorismo da Nova SBE. É um empreendedor já muito experiente, Co-Promotor do Lemonade Festival, vamos falar sobre todas essas coisas um bocadinho. E para simplificar, quem tem seguido o podcast tem visto que eu já convidei pediatras, psicólogos, professores, pais e mães, portanto tudo relacionado com a infância. E o Miguel é o pediatra, é o psicólogo, é mãe e o pai de algumas delas e definitivamente professor de muitas destas empresas. E a nível pessoal, é um mentor de empreendorismo já há alguns anos e portanto muito me honra ter-tte aqui.
Obrigado.
Miguel, ora essa.
O que é que para ti na tua definição, o que é que dirias o empreendedorismo?
Como é que eu definiria o empreendedorismo… Uma pergunta estrutural e complexa.
Epah, quer dizer.. há muitas definições aí pela pela internet fora, na academia em tudo mais.
Por tanto eu, quase que tentar definir agora eu próprio, seria sempre minimizar todo o conhecimento que existe, mas ainda assim, eu posso dar algumas notas daquilo que para mim é o empreendedorismo.
Sendo que eu dividiria o que é empreendedorismo do que é empresarialismo, eu acho que muitas vezes é confundido.
Há muitas pessoas que pensam que o imperialismo é montar uma empresa, e não é necessariamente montar uma empresa, há muitas pessoas que acham que o empreendedorismo é toda a jornada de uma pessoa que faz uma carreira por si própria, que monta os seus próprios negócios e que faz toda essa jornada.
Eu acho que não é bem assim.
Porque na verdade na verdade, quer dizer uma pessoa pode ser empreendedora em diferentes contextos.
Uma pessoa pode ser empreendedora num contexto empresarial em que monta o seu próprio negócio, mas também pode ser num contexto social em que faz… monta um algum tipo de ONG ou projeto que tem um objetivo melhorar alguma coisa, ou resolver alguma coisa na sociedade ou nas comunidades, pronto pode ser empreendedor num contexto empresarial, ou seja, cooperativa, vamos chamar-lhe assim.
Dentro de uma empresa grande, a pessoa começa uma nova área de negócio, lança produtos, tem uma série de iniciativas, lança projetos e portanto isso também é ser empreendedor, portanto para mim empreendedor ou empreendedorismo tem a ver com a iniciativa. Tem a ver com procurar, fazer mexer o status quo, eu diria que essa é resumidamente.
A iniciativa até dentro de casa não é?
Estamos aqui num contexto mais mais de educação, com a mente empreendedora pode ser em casa fazer alguma coisa que não é… uma criança pode ser empreendedora sem montar uma empresa não é?
Claro .
E por tanto.. essa é a definição, essa é a definição de empreendedorismo.
Não tem necessariamente que ver, com o que fala nas notícias, com o mundo das start ups e com todo este, este bus, que às vezes é criada à volta, à volta de um palavrão que fica bem em qualquer discurso político e qualquer… em qualquer intervenção que faças em qualquer conferência não..
Até já se fala da Igreja Universal do Reino do empreendedorismo não é? Como o Ricardo Araújo Pereira brincou com o fato.
Mas eu acho que não é por aí, acho que o empreendedorismo para mim é mais um skill e uma competência e é mais uma mentalidade, algo que tu tens, no teu adn ou que trabalhas para ser mais, mas para ter iniciativa à comissão, a palavra chave se calhar é a iniciativa.
Muito bem.
Ou a proatividade talvez não é, ou a proatividade também é outra palavra…
Muito bem.
E em termos de pilares ou de principais conceitos, o que é que achas que é importante nutrir para se conseguir empreender?
Nós temos aqui um entendimento muito parecido, que o empreendedorismo pode ser considerada uma disciplina, e portanto podemos ensiná-lo.
Mas temos que o simplificar, temos que encontrar aqui capítulos que simplificam se calhar o bolo que é o empreendedorismo.
Do teu ponto de vista, o que é que achas, como é que achas que podemos subdividir o empreendedorismo? O que é são os conceitos principais ou as sub disciplinas de empreendedorismo?
Eu acho que um… claramente, eu julgo que mais do que se ensinar, que eu acho que não, palavra perigosa, eu acho que se pode aprender. E que é diferente não é, ensinar parte de um pressuposto que alguém, superiormente vai passar algum conhecimento.
E eu, como sabes, não defendo muito essa teoria do ensinar, do iluminado que vai mostrar o caminho aos fiéis, acho que é possível aprender sim, acho que é possível treinar sim e acho no limite o que nós chamamos de o professor, nesse caso seria mais um facilitador desse contexto de aprendizagem.
E portanto eu acredito muito em que é possível, criar um espaço, criar um contexto, onde estas competências, estas iniciativas, estas metodologias para a empreender podem ser treinadas e apreendidas.
Esta seria a minha definição, daquilo que é mais do que ensinar.
Top-down…
Eu acredito mais nesta criação deste espaço, neste contexto, para que de facto estas novas ferramentas, estas novas mentalidades vão emergindo e vão se treinando.
Agora é preciso fazê-lo num contexto mais seguro, num contexto protegido, num contexto reflexivo que muitas vezes também não é uma das coisas que mais fazemos na educação ,mas se tu tiveres oportunidade de ir experimentando, ir pensando e refletindo sobre o que está a fazer, tu vais incorporando essas mesmas características e ferramentas dentro da tua da tua bagagem normal.
E portanto este para mim seria uma nota importante, que é não se ensina, eu acho que se aprende e se facilita.
Dito isto, o que é que parece mais que são os pilares para isso acontecer…
Eu acho que há um pilar importante que é desaprender.
Ok porque isso é, seria o primeiro onde eu começaria. Porque acho que se nós não desaprendermos uma série de enviesamentos que desde muito cedo somos, vá pela educação,quer em casa, quer em social, quer formal. Que nós vamos tendo aqui mais ou menos no nosso, na nossa na nossa matriz.
Não é?…
Podes nos dar uns exemplos?
Claro que sim, claro que sim e tou a falar isto não é só em Portugal, eu acho que esta educação, neste aspecto, é muito comum, salvo algumas excessões que é muito e boas, mas a educação tradicional tipicamente e até em casa, treinamos não para ter iniciativa, mas para obedecer, mas para cumprir, mas para seguir.
E por tanto quer dizer desde cedo e vamos educação e tão longe disclaimer, tão longe de também eu próprio a não cometer estas mesmas falácias dentro da minha própria casa, mas desde cedo, tu dizes é assim que se faz, não é assim.
Não é?
Tu dizes. isto podes, isto não podes.
Tu dizes para a direita não é para a esquerda. Pois isto cá em casa não é?
Depois vais às escolas não é? E nas escolas dizes olha resposta certa, resposta errada, maneira certa de fazer as coisas, maneira errada, vais seguir aqui esta agenda, vais fazer este planeamento vais fazer estas coisas.
Portanto nós claramente estamos aqui a fazer.. a formatar as pessoas para um determinado o tipo de pensamento e de ação.
Portanto o empreendedorismo primeira coisa que tens de fazer é desaprender muitas destas coisas e dou exemplo no meu contexto se calhar é mais fácil também incorporar, falo em uma universidade de gestão, onde se ensina a gerir as realidades, não é, empresariais, mas também de outros contextos, mas sobretudo gestão.
E na gestão há muito esta coisa de ok um planejamento e análise de uma determinada realidade, um conjunto definição de estratégias, de objetivos, de planos, de ação e depois a execução monitorização e medição e depois voltamos à casa de partida e isto é um ciclo da gestão do ciclo da gestão que pode ser anual e tem outros ciclos mais pequenos eventualmente durante um qualquer um ciclo da operação.
Ora bem, tu quando chegas ao empreendedorismo, se não desaprendes claramente..
E desaprender não é tirar a…apagar completamente o teu cérebro se não percebes que a diferença entre esse tipo de sistema de ação versos o que tu precisas de fazer numa realidade diferente que é o empreendedorismo. Não percebes estas diferenças dificilmente tu conseguirás explorar o máximo do potencial do empreendedorismo.
E porquê?
Epah, porque estas, este ferramental e este mindset que estamos aqui a falar, esta forma de pensar e de fazer da gestão aplica-se as habilidades que são conhecidas, a mercados que são conhecidos a empresa que têm tipicamente já a sua lods operandi, os seus modelos de negócio, as suas formas de operar muito definidas não é?
E que certo não é? Vamos lá otimizar, maximizar, afinar a máquina que já está em movimento.
No empreendedorismo não é assim. Não há máquina, não há movimento, pelo contrário, há inércia e pah a realidade os carris não existem, não estão à tua frente e portanto mais do que uma locomotiva em andamento, que tu vais afinando aqui como maquinista ou como passageiro, ou como contribuinte desta marca esta máquina, tu aqui não tens que carruagem sequer, não tens carrinhos, não tens nada não é? Uma tábua tens uma um conjunto de intenções, tens energia e pouco mais.
E portanto tens de desaprender um bocadinho do maquinismo, tens que desaprender do comboio não é? Para dizer assim, agora vamos lá criar aqui um novo meio de transporte de para me levar a B e vamos ter que explorar, a palavra pilar para mim seria desaprender, desaprendizagem.
E a seguir?
Num podcast de aprendizagem fica sempre bem, a seguir eu diria que as pessoas muitas vezes, tendência natural e epah, eu vejo isto muito na minha faculdade, malta inteligente não é? Que tem todo este maquinismo dos comboios, já vem bem absorvido, o que era e é terem uma ideia.
Ok já percebi.
Então agora vou focar-me na ideia.
Ah, tive uma ideia!
A ideia é que é importante não é?
Eu acho que é preciso reconhecer que a ideia não vale nada, a ideia vale muito pouco, a ideia, repara a ideia com uma má equipa, com a equipa errada vale zero ou próximo de zero ou vale negativo.
Uma ideia no contexto errado vale muito pouco, uma ideia sem sorte, sem ter um pingo de sorte, vale nada, uma ideia sem de alguma maneira, sem execução não é?
Sem fazermos alguma coisa para implementarmos também não vale nada, porque eu costumo dizer que o cemitério está cheio de boas ideias e portanto mais do que olharmos para as ideias que é outro fator que também temos de travar um pouco.
Acho que vale muito mais a pena olhar para o problemas não é? Vamos tentar encontrar aqui problemas que valham a pena resolver.
E portanto tipicamente, eu gostava, gosto muito mais de fazer mais, do que ediação eu posto na exploração, portanto desaprendizagem, depois exploração mais do que depois por o Bob the Builder do que chapéu do Bob the builder vale mais a pena por o chapéu do.. ou do Indiana Jones à procura da arca perdida, porque é aí que nós temos que focar o segundo esforço, pois a partir daí quando encontrarmos um realmente, um problema que valha a pena resolver, num setor específico, numa coisa muito concreta, tipicamente é preferível ser específico do que ser que se genérico.
Aí sim, depois vamos ter de pôr a nossa criatividade ao serviço desse problema que encontramos para o resolver criar uma solução e este seria o meu terceiro pilar, a criatividade e o engenho, se quisermos, vamos dizer desenha aí em português, rasca aí é muito útil, mas se não for estrategicamente em curado destes dois outros pilares não funciona nada.
E depois para mim a seguir a isso, também vai uma parte essencial, que é a execução.
Muitas pessoas pensam, ok, já tive e já encontrei o problema, já tive uma ideia dos diabos de uma solução.
Então agora vou implementar.
Fazer um plano de negócios e implementar.
Antes disso, vem outro pilar essencial e que é a validação, a experimentação, onde vamos vamos ter que, porque não temos os recursos infinitos e porque não conhecemos o suficiente sobre aquela realidade.
Nós vamos ter que tentar mitigar o risco, diminuir esse risco, experimentando, tentando fazer algumas experiências que nos permitam ir buscar dados ao evidências ao mercado.
Portanto conseguimos de alguma maneira de diminuir o risco e aumentar as hipóteses de termos sucesso com isso mesmo.
Por isso eu diria que estes são os pilares.
E não sei se realmente são demais, mas mas na verdade eles são quase também cronologicamente progressivos e portanto acabam por funcionar bem.
Ok, sabes que sempre vai haver gente que acha que está uma questão inata, não é?
Esta pessoa nasceu para ser empreendedora, olha para ele, lá vai ele com o seu enésimo negócio, correm muita bem. Nasceu com perseverança, tem uma grande capacidade de trabalho, tem um perfil de risco muito favorável, consegue arriscar, é muito dinâmica, muito criativo, é muito inovador, tem muita autoconfiança, tem muito sentido de oportunidade.
E pronto eu percebo.
Realmente eu também me consigo inspirar com pessoas assim, parece que pronto, não vem ali do estudos.
Mas depois há outras, pronto.. eu olhei para trás de ti e vejo um monte de livros, é obvio que está aí muita coisa que ajuda não é?
Portanto eu queria era um bocadinho, reforçar… ou não, pronto alguns são ruído mas pronto eu queria reforçar um bocadinho que realmente há muito conhecimento escrito e sistematizado.
E abre boas fontes de inspiração, pronto. Umas mais científicas outras um bocadinho mais emocionais.
Sim, mas deixa-me só contradizer já isso.
É verdade, pode haver claro, mas se fosse assim tu irias para uma aldeia remota em África ou perdido na Ásia e temos aqui maus empreendedores.
Tu ias para famílias menos privilegiadas não é?
Como dizem os americanos, underserved não é?
E dirias que “underserved community” não têm e pode-se dizer empreendedores.
E não eu não acredito nisso tipo, portanto eu acho que de facto pode te ajudar a ter mais ferramentas, menos ferramentas, mas não acho que nasce com nós, não acho que seja proporcional ao conhecimento, pelo contrário. Tipicamente onde há muito conhecimento de até há mais ou menos, se quiseres a parte empresarial do empreendedorismo montar a empresa, mais à frente, as universidades nem sempre são os sítios também onde os próprios… a própria academia é relativamente aversa à mudança do status comum.
Mas portanto eu não acho que seja assim, eu acho há outras matrizes importantes isso já foi estudado e debatido N e N vezes, mas eu não vejo assim, não vejo que seja inato, não vejo que seja também adquirido por tu pores um USB e fazeres download de conhecimento.
Acho sim mais os contextos de ação, os contextos em que te inseres, as oportunidades que tu tens para realmente treinares e a praticares isso.
E a necessidade não é? Que o que tens também de o fazer, porque num contexto que te obriga ou que te permite treinar isso, normalmente emerge naturalmente o ser humano não é?
Desde o tempo das cavernas, como é que se caça? Com calhaus não estamos a conseguir caçar o mamute.
Então isso vamos afinando, vamos por cima e portanto assim dando inventividade humana já está..
Essa sim é inata e portanto eu acredito mais neste… na criação de ambientes e contextos pro-iniciativa não é?
Do que… epah, do que a administração de doses de mágicas de empreendedorismo.
Não há vacinas, meu caro, para isto no caso.
Para a pandemia do status comum não há vacinas e portanto há mais ginásios.
Concordo. Olha, da tua experiência achas que o empreendedor é feliz?
É eu sei que esta é dura.
Não, acho que um empreendedor é um ser humano.
Portanto acho que sim, acho que é feliz alguns outros, alguns que não são, acho que passa felizes como diria o poeta Manuel da Fonseca, felizes são os estúpidos, porque a felicidade não é um objetivo nem é um estado eterno.
E portanto é um empreendedor como outros seres humanos, procura sempre a sua felicidade, mas não é o estado que.. porque eu agora já sou feliz, não, não é assim que funciona e portanto..
Epah sim há muitos muitos duros, há altos e baixos, há alturas difíceis, portanto tenho a iniciativa e o contexto rejeita a minha iniciativa não é?
A professora não deixa, o meu pai não quer, a minha mãe protesta porque eu desarrumo e portanto, está aqui um contexto que não me está ajudar.
E eu vou ser infeliz com isso.
Sempre que eu tenho uma ideia, corta-me a ideia.
Sempre que eu quero fazer alguma iniciativa a minha comunidade rejeita e diz mal e até tenho alguns tipos que vão estragar.
Portanto tu vais ter sempre momentos altos e bons.
Agora pensemos em um não empreendedor, uma pessoa de estabilidade, não é?
E a estabilidade também passa por altos momentos e baixo momentos, não é?
Uma pessoa está na empresa e diz: epah, estou aqui à tecnicamente há 20 anos e não me reconhecem, também não é feliz.
Epah, estava muito bem e mas agora mudaram aqui.. mudou a chefia e eu agora, repente já estou a ser questionado, querem mudar tudo. Já não sou feliz.
Epah tinha emprego e estava feliz, mas agora de repente já não tenho emprego porque temos uma crise brutal, porque a empresa foi não é.. apareceu alguma coisa que o mercado estragou completamente o meu contexto.
Tinha aqui o meu táxi, estava feliz, nenhum me chateava, mas agora apareceu o Uber a estragar isto tudo, não é?
E portanto há altos e baixos em todos os contextos em todo o tipo de escolhas que fazemos na vida e portanto no empreendedor não é exceção.
Oh Nuno eu acho que é igual.
Não acredito naquela coisa, vais para empreendedor para seres mais feliz. Vai para uma carreira mais tradicional para ser mais feliz, epah vais trabalhar para o estado para seres mais feliz.
Epah não trabalhes para seres mais feliz.
Mesmo não trabalhando, mesmo estando na tua praia a beber um suco de frutas tropicais.
Pah tu vais ter altos e baixos.
Tu espetas uma coisa no pé não é?
Estás na praia e espetas um ouriço no pé e dizes porra!
Não podia ser, não consigo ser feliz, ficou com uma infecção brutal, tens de ir para o Hospital.
Já não és feliz, de repente naquele paraíso, não é?
Sabes que estava a perguntar também no contexto… epah nós conhecemos isto à nossa volta até muito próximos, epah sendo empreendedorismo o músculo que se desenvolve, às vezes ele fica hiper-desenvolvido e tu quando começas a ter algum sucesso ou quando começas a aprender melhor o algoritmo, não é?
Do empreendedorismo, após as ideias brotam e a tua capacidade de implementar não desaparece, portanto tu tens novas ideias e sabes como implementá-las, mas não tens é tempo ou não tens paciência e depois aquilo causa-te ansiedade.
Deixei cair aquela coisa ou gostava de ajudar a quais.
Este é um projeto tão giro e eu não posso e tu crias uma espécie de uma responsabilidade, se calhar é tão complexo de super-homem, não é?
Tem aqueles superpoderes que podia ajudar tanta gente, mas não pode estar em dois sítios ao mesmo tempo.
Não sentes isso?
Epah, mais ou menos, não é, mais ou menos…
Se por um lado podemos dizer que sim, não é? Epah sim, a pessoa gostava sempre de fazer mais, não é? Mas por outro lado, também temos que ser autocríticos, não é?
E dizer que se calhar não estamos a fazer bem, porque só gostamos de uma parte da iniciativa, não é?
Vamos pensar aqui num contexto de educação e temos o contexto em casa para os miúdos terem iniciativas e não se quê.
Depois começam a ter uma iniciativa, mas não cavam, não é?
Não fecham círculos, nunca chegam a realmente a ver se aquilo funciona ou não funciona, fazem só pequenas.. têm só a ideia, não é?
E disparam a pequena iniciativa, mas depois cansam-se e começámos isto com tecnologia, com tantos estímulos.
As crianças estão cada vez mais… de não é?
De um attention, uma atenção muito mais reduzida.
Epah agora quero fazer isto!
Boa boa, vamos embora, então vamos lá, não é?
E depois: ah eu estou cansado.
Começou a ficar difícil.
Swipe! Como dizem não é? Como dizem na linguagem…
Epah, tá aí claramente… Ele tem muitas ideias, ele tem muita iniciativa, mas não as fecha não as executa, portanto será isso é ser realmente empreendedor?
Ou é ser apenas um idiota?
No sentido que tem muitas ideias e tem muita… eu acho que esse é um ponto claramente onde temos também melhorar.
Há pouco falávamos naqueles quatro pilares ou cinco.
Agora já não me recordo bem quantos é que falava há pouco, mas epah o outro pilar final é a capacidade de execução e a resiliência para levar até ao fim, para levar até ao fim.
E eu costumo dizer vai até ao fim e não costumo dizer vai até o sucesso.
Pode ser até o limite da tentativa.
Para dizer, não funciona, mas eu fiz tudo o que estava ao meu alcance e fui até ao limite e portanto não consigo mesmo.
E saber desistir quando as coisas não funcionam também é um mérito.
E portanto para mim eu digo que ia já claramente, que é preciso também treinar esse músculo. O músculo de foco e fechar ciclos.
Porque nós, pois claramente muitas vezes o que fazemos é.. epah não fecharmos os ciclos e já queres abrir outro.
Mas porquê?
Ainda estás à procura de outros brinquedos e não brincaste com este.
E o empreendedor muitas vezes também é assim, mas eu diria que esses são os empreendedores metralhadora, os empreendedores bazuca, não é?
Agora está na moda falar muito bazuca, embora pronto, na educação falar de armas não é coisa melhor.
Bom, mas eu acho que temos que deixar de ser não é… de fazer cócegas em muitos instrumentos e fechar.
Fecha ciclo e depois sim.
Tu reparas, a gente depois…
Eu oiço sempre as comparações.
Epah está bem, mas o Jazz Bass e a Amazon têm milhares de negócios.
Têm, pois têm.
Mas cada um deles, tem a densidade e a dimensão suficiente para conseguirem ser considerados um negócio. E para além disso, ele não o fez logo todos ao mesmo tempo.
Ele foi fazendo e foi criando a máquina e a estrutura para os conseguir fazer.
Epah, mas a Nestlé tem muitas marcas, a Prot Gamble tem muitas marcas..
Por tanto eles também começaram com o… certo.
Mas só depois de terem o negócio, eles dizem assim: agora podemos tentar agora aqui testar e abrir o outro, não é?
Porque se não abres muito, não fechas nenhum, dispersas e pelo contrário, quer dizer, o que podias fazer, não o fazes, porque está disperso.
E portanto atenção, e estou aqui assumido comum como um idiota destes, ou seja, como uma pessoa que abre muitas projetos e muitas oportunidades e que depois…vê se mal como muitos, digo eu, da nossa cultura mais Latina também tem.
Se vais para os anglo-saxónicos, tu ou mesmo pronto,países mais a norte da Europa, tu vês o contrário.
Tu vês um hiperfoco, muito grande.
Tu ves que perdem mais tempo no início, na exploração para encontrar realmente à vida que querem seguir e depois a partir daí, um hiperfoco muito dedicado, e portanto acho que temos que aprender com isto também.
Claro, olha lá.
Exemplos para ti de empreendedores bem-sucedidos, três ou quatro que te inspira, tais como, curioso.
Interessante eu não sei se vou dizer nomes, mas vou te seguramente tentar ser contra-intuitivo, tipicamente se fores fazer esta pergunta muitos de nós vamos dizer: olhar para cima, vamos olhar para o Silicon Valley, olhar para as oportunidades, aquilo que se vê, que se aspira, as aspirações… o lado aspiracional da coisa.
E o que me interessa mais, acho mais interessante olharmos para baixo com esse olharmos para o lado e aí é onde eu acho que é interessante encontrar os bons exemplos e tou te dizer isto, porque me inspira mais num país ou numa comunidade como à pouco falávamos menos membros com menos condições.
Mais sofisticavel.
Sofisticada se quiseres, emergente assim mais sofisticada e tu dizeres assim como é que esta malta conseguiu fazer este este caminho. Como é que se aqui se está a fazer tanto impacto, tão significativo na vida humana.
Acho isto mais interessante, há quem lhe chame “Reverse Innovation”, não é?
Que é veres os países emergentes, o que é que está acontecer nos países emergentes e depois até, porque antigamente não era dos países sofisticados e desenvolvidos e depois fazias o drill down, levavas importação dessa inovação para os países emergentes.
E o que estamos agora assistir, também muito é que há muitas inovações que vêm dos países emergentes e que depois podem ser aplicados nas comunidades também nas sociedades mais sofisticadas.
Eu gosto desse reverse innovation, e portanto sou mais, sou mais inspirado muitas vezes por coisas que se descobrem na Índia, na Ásia, em África, no Brasil, na América Latina ou.. não é?
Que aqui os nossos pares ao lado estão a fazer coisas realmente diferentes e importantes.
Portanto sou mais sensível a este tipo de referências, do que às referências ditas clichê das notícias, quer dos Silicon Valley, quer das europas sofisticadas, quero mesmo que aqui do nosso Burgo, Portugal e Brasil, não é?
Que nós tendemos sempre a ver estes exemplos que estão nas notícias, como os exemplos, mas eu acho que faremos um serviço público em descobrir os pequenos empreendedores que fazem, geramento diferente, não é?
Para fazer ligeiramente, impactos que duram.
E se eu te pergunta se exemplos de empreendedores mal sucedidos?
Eu diria todo bom empreendedor foi mal sucedido no seu percurso, portanto eu diria que todos eles, quiser há gente que fala, só para dar o exemplo agora mais clichê, Steve Jobs, epah é um Deus, não é? Na terra.
Não sei pronto, o Steve Jobs sempre muitos e rotundos e caros fracassos.
Agora falamos do chefe Jeff Bezos, Jeff Bezos lançou N iniciativas dentro do seu ecossistema, grupo Amazon, que não foram a lado nenhum e que gastaram muito dinheiro. E o Jeff Bezos era até há pouco era uma espécie de perdedor, porque a Amazon continuava a perder dinheiro sem parar, claro que o Andy Gamer era forte, tinha ali um.. tinha uma lógica.
Mas claramente, houve muitos outros que também fizeram esse caminho que não foram bem sucedidos, mas no próprio Jeff Bezos que foi bem sucedido nesse noutro…
Mal sucedida é não tentar, sabes?
E para mim esse é o ponto, se tu tentaste e fizeste tudo o que conseguiste e aprendeste com isto, para mim és bem sucedido.
Portanto eu acho que é mais o retorno da aprendizagem, do que o retorno do sucesso ou dinheiro ou da fama, com fama Fortuna e não sei mais o quê.
Porque de facto, na vida não é o que é sucesso uma pessoa de sucesso, é o mesmo conceito, epah tens sucesso, porque tens dinheiro no banco.
Será? E vais para o cemitério e pronto, na mesma não é? Meto uma uma caixa melhor.
Epah, está bem, porreiro.
E depois ficam os teus descendentes a discutir todos, não é?
Começar com partilhas, são sempre uma… esse aí é igual em qualquer país não é?
Dos mais ricos aos mais pobres.
Partilhas é sempre uma desgraça.
Por isso não sei se isso realmente é ser bem sucedido, não sou fundamentalista.
Porque é que acha que alguém se torna empreendedor ou… já deves ter feito esta pergunta muitas vezes, talvez até nos questionários das aulas, quais são os os porquês das pessoas escolherem este caminho, tipicamente quais são?
Está estudado isso também não é?
Há N estudos sobre essas razões para empreender.
Obviamente que há muitas que são muito ligadas à vontade, quero fazer.
Há muitas outras ligadas à necessidade, epah fiquei sem chão, preciso de fazer, não é?
E há pouco estávamos a dizer as comunidades menos bem servidas, não há empregos aqui na… portanto temos que fazer pela vida e não estou só a dizer, a falar dos países emergentes.
Se fores, por exemplo, a um excelente Cassidy de empreendedorismo em Detroit, quando as fábricas de automóveis e toda o ecossistema da cadeia de valores começou a fechar começaram a surgir N iniciativas de novas, porque as pessoas não tinham emprego, tinham que procurar claramente emprego
Há também nos Estados Unidos direito, por exemplo, em Israel não é?
Os veteranos da guerra ou os ex militares, depois vão montar o seu próprio negócio.
Portanto só para dizer que não é só nos países de… a necessidade não existe só nos países com menos, digamos condições.
Portanto, vontade, necessidade e eu diria que a terceira é a oportunidade.
E acho que a oportunidade é também muito importante, quando alguém identifica uma oportunidade mesmo não sendo ela própria, digamos que um empreendedor nato pode dizer assim: Epah, espera aí, que há aqui uma oportunidade interessante, um caminho alternativo e também se ficar.. para mim seriam essas três grandes razões para empreender.
Há um quarto, há um quarto, mas eu não gosto de falar dele, não é?
Que é vaidade.
OK
Que é vaidade, porque tem a ver com um bocadinho com, não é?
Dinheiro, status e razões menos positivas, mas são as má razões para se empreender, eu acho que as boas razões são estas, não é?
Vontade de criar impacto, de acrescentar o valor ou de mudar alguma coisa.
Ter uma necessidade de criar valor para capturar o valor, não é?
Ou tenho uma oportunidade para criar valor e realmente acrescentar aqui alguma coisa.
Para mim está muito mais na criação de valor, do que noutras razões menos positivas.
Ora, esta pergunta é um bocadinho mais longa, e basicamente desafiava-te a pegar na parte ou nas partes que te interessarem mais, porque realmente são muitos
temas e nós precisávamos de dias para debater isto..
Mas passa um bocadinho pelos mitos associados ao empreendedorismo, o empreendedor trabalho muitas horas por dia, há muitas vezes a perguntar como é que é o teu dia normal enquanto empreendedor.
E depois à todas as coisas mais práticas, que é como é que se conjuga com a vida familiar? O que é que te motiva?
como é que tu geras as novas ideias?
Como é que tu geres o medo ou a falta dele?
Os obstáculos e depois no fundo quais são os teus ideiais enquanto empreendedor.
Portanto estas coisas todas seguramente que alguma te abriu o apetite pacaio.
Sim, se calhar tu, a perguntar um pouco como é que isto se encaixa na tua vida normal não é?
Ser empreendedor e como é que isso também se eventualmente se treina, se educa, para estarmos mais prontos para isso no futuro não é?
Epah, mais uma vez eu sou uma pessoa pouco sofisticada, os teus convidados têm teorias um pouco mais profundas sobre o tema e eu sou mais básico.
Epah,eu não sei muito bem não é?
Eu acho que há coisas importantes, mas são importantes não é por serem empreendedoras, são importantes na vida no geral.
Se tens uma família que não te apoia ou que não entende ou que não gosta do quer que seja que tu fazes.
Tu vais ter obviamente uma vida mais difícil.
Tu vais ter mais dificuldades encaixar as coisas não é?
Se tu queres jogar futebol e a família quer que tu sejas médico, tu vais ter mais dificuldades.
Não há aqui dúvidas não é?
Se queres montar alguma coisa, queres ter a iniciativa para criar uma organização social no teu bairro ou queres fazer montar um negócio na tua garagem não é?
Epah e a tua família diz te nem pensar, filho estuda e não sejas…
Por muito que digas, precisas de ir lá agora à noite ou vais um fim de semana fazer, a família não vai entender.
Isto é válido enquanto pais, educadores não é?
Mas também é válido enquanto casal e portanto o pilar da família tem que ser um pilar importante, quer na carreira mais tradicional, quer carreiras menos convencionais. Como é o empreendedorismo não é?
E portanto, para mim esse é um pilar fundamental para tu conseguires conciliar tudo.
Atendo esse caminho, essa base essencial, tudo se consegue.
Como é mesmo, com as relações, com o amor, tudo se consegue.
E portanto para mim, depois é uma questão de julgar, de julgar com prioridades, com tarefas, não é?
E aí é como qualquer projeto, como é que tu geres uma… tens muito.
Eu não acho que tenhas muito mais, eu vou te dizer, eu como sabes tenho uma uma carreira que tem três grandes blocos, não é?
Eu trabalhei como executivo nas multinacionais de grande consumo multinacionais, etc Portugal e fora.
E portanto tive uma carreira mais tradicional, desde 2004 em que regressei a Portugal, para casar com a minha mulher portuguesa, e que desde então sou empreendedor.
E 2005 quando comecei a dar aulas e que também tenho a academia, também academia tenho empreendedor e tenho a carreira mais tradicional e corporativa.
Bem vou te dizer, que em todas elas, eu tenho os mesmos desafios.
Tenho falta de tempo, tenho coisas a mais para fazer, tenho as dificuldades que tu estavas a mencionar não é?
E portanto se não tiver o pilar fundamental que é a família e essa base, se não tiver outro pilar fundamental que é a minha própria saúde, física, emocional e psíquica bem fundamentada, quer dizer eu vou andar sempre em desequilíbrio.
Para mim essa é a condição para tudo, mas é válida como te disse nos três cenários, no contexto em que eu vivi se for válido, porque mo início da minha carreira corporativa eu fazia noitadas, não é?
No meu primeiro trabalho cheguei a fazer duas e três noitadas por semana.
E portanto tinha aí tinha e quando nós estavam… bem as coisas na altura, não tinha a minha família também ainda constituída, posso dizer que até tinha mais liberdade no sentido, mas era pior que eu não estava tão completo como agora estou.
E portanto isso acaba por desequilibrar muito mais.
Agora muito mais equilibrado, muito mais fácil de gerir isso, porque tenho felizmente os pilares familiares muito sólidos
Isso é a ponte certa para a minha próxima pergunta.
Tu és pai de três filhos, dois rapazes e uma menina.
Como pai que a ansiedades é que tu te identificas e que ambições é que tu tens para os seus filhos?
E tu tens uma resposta ótima que eu já conheço, mas que eu quero tornar universal.
Epah, eu não tenho muitas ansiedades.
Eu ao contrário do que… não sei se era isso que estavas à espera que eu respondesse, mas eu quero é que eles façam o caminho deles e que aprendam e sejam felizes sobretudo, ou claro que há uns fundamentos, coisas fundamentais que me geram um bocadinho mais de preocupação.
Mas de resto eu não estou no pai otimizador, não é?
O pai que quer sejam os melhores do bairro, as melhores do mundo.
Se eles quiserem ser os melhores do mundo, eles que lutem por isso. Se eles quiserem ser os melhores do bairro, epah, eles que treinem.
Eles que ponham esse objetivo e que façam.
Eu nesse aspecto sou um bocadinho mais, menos estressado. Nesse aspecto preocupa-me mais valores, esses sim são mais uma coisa que me preocupa, acho que o mundo já está cheio de bandidagem, quando eu fui tomando as decisões de ter mais filhos, até no meu círculo de amigos eu sou capaz de ser dos que têm mais filhos.
Como é que é possível, pah o mundo está não sei, tá mal.
E eu disse: epah, por isso mesmo. Vou por pessoas do bem do lado certo da força com o coração do lado certo, para tentarem mudar um bocadinho mais este mundo.
E portanto, esse é uma preocupação que tenho, os valores.
E depois algumas coisas mais simples e básicas que podem ajudar e que têm a ver não com conhecimento, não têm a ver com competência A ou B, mas tem a ver com métodos de trabalho, métodos de tentar quase que organizar as próprias vidas deles, não é?
Para conseguirem atingir qualquer objetivo que queiram, se eles não tiverem método de trabalho, vai ser mais difícil vão ter que fazer o seu caminho, mas vai ser mais difícil.
Se eles não tiverem valores, epah vai ser menos positivo e portanto são essas duas coisas que eu acho mais importantes.
Educação, valores, métodos de trabalho e disciplina e essa resiliência para aguentar os impactos que aí vêm.
Emocional sobretudo, mas etc.
E o resto, não me estressa nada.
Epah, outra coisa que também… não te preocupa não deixares nada para os teus filhos e de…pois não me preocupa nada pah.
O dinheiro que está a ganhar sou eu não sou eles.
Gosto imenso de… não fizeram nada para merecer isto, pah.
Há um comediante que é o C.K Louis, se pesquisarem no Google eu sei que depois podes meter aí nas notas.
C.K Louis a falar sobre os filhos, ele é um comediante, é isso mesmo.
É o Louis C.K que tu queres dizer.
Talvez, pois é capaz e ele diz isso claramente.
Quem faz o show sou eu, eles não ganharam nada, são filhos da mãe, que só bebem biberão
Com humor, eu acho que é um pouco isso.
Não tenho grandes ansiedades, o caminho é deles, a vida é deles, eles que se amanhem, um pouco assim.
Claro que estou a dizer isto, mas tentarei sempre criar mais o contexto e o espaço para que eles possam emergir, esse para mim seria o ponto principal.
Eu não estou com isto a dizer que sou totalmente hippie e não sei que, simplicidade e naturalidade não tem que estar nas melhores escolas, não.
Para quê? Para serem felizes?
Eles tem que ter uma escola que seja um bom espaço para eles irem acrescentando os seus legos à sua vida, não têm que ter todo o tempo ocupado a estudar e a fazer coisas.
Epah, porque também é importante desenvolver outras… a brincar e a terem tempo ocioso e terem paciência para muitas vezes para o que seja, não é?
E portanto não sou estressado, zero nesse aspecto, pronto são essas as duas coisas.
Outra ponte, excelente para… a minha pergunta seguinte era até como é que nós podemos melhorar a escola?
Mas também tenho aqui um ponto, e eu sei que esta é difícil.
Mas eu também queria falar do lemonade por isso se calhar casamos estas duas perguntas porque são ótimas.
Pah, nós trabalhámos juntos no projeto chamado Lemonade Festival do qual tu és o pai e a mãe.
Eu sou tipo um tio afastado.
Não, de todo.
E não me esqueço daquela reunião, onde tu desenhaste num guardanapo a estrutura do Lemonade e pronto eu fiquei a tremer de excitação e de inspiração.
E o festival Lemonade evoluiu muito, porque a tua equipa também contribuiu muito para o assunto.
E depois tivemos muitos parceiros e muitos convidados que acabaram por enriquecer muita a ideia.
Mas pronto, o objetivo do Lemonade era sensibilizar a sociedade para a importância de se ensinar em competências mais soft e competências empreendedoras às crianças desde pequeninas.
E portanto tu de certa forma também formatar a escola ou educação para focarmos um bocadinho mais calhar se calhar na responsabilidade, comunicação, na empatia, em alguns princípios fundadores da empreendedorismo.
O que é que foi para ti o Lemonade?
Cada um de nós tirou se calhar a sua parte.
De onde é que aquilo?
Aquilo estava te a queimar na mente, porque aquilo pareceu ser tão naturalmente não sei, fala me um bocadinho sobre isso.
Não, eu continua me a queimar.
Acho que aliás como estamos aqui a conversar essas coisas, são também são coisas que estão na minha… pelo menos no meu radar ou na minha lista de preocupações e intenções.
E portanto, eu continuo a acreditar na missão e continuo a achar que o projeto tem um espaço para isso.
Acho que não fomos consequentes e há pouco falávamos disso, nos empreendedores podíamos ter, devíamos ter continuado.
Aliás estamos agora com essa conversa também para recuperar isso, não é?
Como tu também já disseste que.. e acho que não fomos totalmente bem sucedidos, embora o evento tenha sido um sucesso, num contexto giro, acho que foi ótimo e foi uma primeira semente que para mim funcionou como uma experiência ou na validação do que fizemos.
No entanto sendo autocríticos, eu acho que ficámos a uma fração daquilo que poderíamos fazer.
A missão continua lá, a necessidade e oportunidade continua lá.
Acho que temos de trabalhar mais e melhor para fazer disso uma coisa realmente com mais impacto e com mais tração no mercado, e não estou a falar de negócio, porque tem um fim.
Sobretudo de criação de agenda não é? Como tu estavas a dizer.
Para mim a importância do que está ali desenhado como missão é de facto nós curarmos e estruturarmos iniciativas que estão perdidas.
Formas diferentes de passar de facto uma nova forma de aprender mais do que educar, de aprender e treinar estas competências, esta forma de mais empreendedora das pessoas, das crianças, para se transformarem em pessoas.
E eu acho que essa missão continua muito viva, porque continua a ser necessário a forma de implementarmos essa missão, acho que está apenas a começar.
Acho que o festival é uma coisa, não é?
Mas acho que tem muita coisa para ser feita ainda com muito potencial para ser feito e acho que esse é o desafio do grupo empreendedor que está por trás disto, que é dar corpo, criar um veículo que permita realmente a chegar a atingir essa missão e escalar essa missão para até onde pode ir.
Mas para mim, foi um orgulho foi espetacular.
Foi uma validação de que existe de facto, iniciativas, pessoas, formas de criar aprendizagem em competências não standard. Suficientes, existe matéria suficiente para nós levarmos isto para o novo patamar em termos de generalização.
No entanto, mais uma vez, não sei se o veículo foi suficiente, não sei se a abrangência foi a suficiência, a cobertura foi suficiente e portanto o desafio para mim é:
Como é que a gente vai refazer realmente esta escala de impacto?
Como é que a gente vai transformar isto num rolo compressor e não apenas só num fugaz e acho que esse aqui é o desafio também do empreendedor não é?
O último pilar que eu falava não é?
Nós fizemos a parte preparatória, nós fizemos a parte criativa, nós fizemos a parte de validação com a primeira edição da iniciativa. Mas agora temos que começar a criar a parte da execução, a parte da digamos que da expansão desse impacto, desse valor criado.
Para mim a missão mantém-se, para mim a frustração por não termos ainda feita essa continuidade mantém-se, para mim a esperança ou a vontade de o fazer e de arregaçar as mangas quanto antes, mantém-se.
Só que é como tudo, temos de fechar ciclos outros ciclos para abrir um ciclo totalmente consciente e dedicado para fazer acontecer.
Porque se não, é apenas para por mais uma coisa no to do list, no carro e depois só nos gera ansiedade.
Então tem que ser bem consciente e bem pensado.
Antes de voltar a esse assunto que eu ainda queria rebuscar uma pergunta.
Dizer que pronto, nós tivemos… que a autoria também é da Marta Gonzaga que eu não à bocado, porque estava lançado na pergunta, que foi também autora do Tarex Kids.
E portanto ajudou imenso na parte também da escolha dos convidados e mediação do projeto.
Miguel, da parte do Lemonade, originalmente aquilo foi um festival e portanto nós na segunda edição que iniciamos, mas depois não terminamos, tínhamos a ideia de tornar aquilo num projeto se calhar mais distribuído no tempo e com outras iniciativas.
Tu achas que vale mais por esta parte dos eventos, porque nós possamos canalizar muito mais atenção e muito mais pessoas e meios de comunicação social quando a gente diz…
Há ali um ponto do tempo onde vai acontecer esta coisa e nós podemos sensibilizar as coisas e é um bocadinho como o dia da criança ou o natal pronto.
Vamos ser família no natal uma vez por ano e portanto conseguimos canalizar para ali toda a nossa paciência e esforço.
Ou é uma coisa que a gente tem que colocar na escola ou na web, temos que ter conteúdos semanais ou diários sobre o assunto.
Como é que achas, o que achas que tem mais impacto na eficácia?
Estás me a perguntar, para fazer aqui agora rapidamente aqui uma discussão sobre o que é que pode ser o futuro dessa missão, a forma de fazer.
Eu acho pode ser tudo isso que tu acabaste de dizer.
Hoje em dia, eu diria aconteceu há 3 há três anos.
Eu acho que hoje em dia, existem outras e mais iniciativas com missões parecidas e com pelo menos com potencial de nós olharmos para a forma como estão a fazer impacto em emissões parecidas.
Sei lá.
Se tu olhares para um exemplo, se olhares para o que está a ser feito na parte de competências digitais, acho que há muitos bons exemplos de inovação na educação. Ou para criar agenda. Ou para criar contextos de aprendizagem. Ou para escalar e levarem esse impacto a mais pessoas e a mais comunidades.
E portanto eu diria que tem cinco anos muito intensos na área da inovação da educação.
Acho que estamos apenas no começo, porque cada vez mais a sociedade está mais consciente para isso.
E portanto eu acho que claramente, hoje em dia olhando para que o que é esta oportunidade, chamar-lhe assim, desta missão de levar outro tipo de competências não é?
E perceber o que é que se faz e o que é que as boas práticas de treino e aprendizagem de outro tipo de competências é assim que eu sumarizava esta missão.
Será para isto, eu diria que podes claramente evoluir muito num track de notoriedade de pôr na agenda.
Acho que tem muita coisa para ser feita.
Acho que tens muita coisa para fazer na área de curadoria de escolher as melhores práticas e também disponibilizá-la quase como um open source para quem quiser agarrar e levar.
Acho que há muita coisa para ser feita aqui.
E acho que há muita coisa para ser feita também para escalar impacto.
Eu vejo esses três grandes pilares, como avenidas de desenvolvimento da próxima fase desta missão.
Claro que eu já tenho para cada uma delas… eu consigo ver N estratégias e ações possíveis, mas acho que é precipitado sem falarmos sem aqui ao vivo e a cores sem se discutir isto.
E sobretudo sem ver depois que parte que me indefesa, não é?
Que é a consequência, ser consequente não é?
Uma coisa é desenharmos um guardanapo outra coisa depois é implementarmos e para não ser um fogás e pouco consequente, eu acho que temos que ter essa seriedade, não é?
E criar algo que seja repetível, escalável e pronto e obviamente sustentável também em termos de modelo. Porque se não, acaba por não ajudar.
Eu acho que isso é essencial.
Se quiseres o que te estou a definir o que te estou aqui a dar minha opinião sobre isto, acontece com as iniciativas voluntariosas
Ok, não estou a falar de voluntariado estou a falar de voluntariosas.
Voluntariosas são quase como.. há aqui um problema no bairro, vamos montar alguma coisa para resolver o problema no baixo.
Neste momento estamos todos muito entusiasmados com isso, neste momento vamos todos meter aqui umas horas extra, mas depois de fazermos alguma coisa não é?
Há muitas delas depois morrem logo aí pelas discussões.
Começa logo aí a remoer e a coisa parece uma reunião de condomínio e a coisa perde-se.
Depois outros, que me aguenta, porque há ali realmente vontades e as vontades unem se, criasse uma espécie de movimento ou algum projeto.
Mas depois tu ves que faz um bocadinho, mas não faz tudo. Ou faz uma vez, mas não faz mais.
E eu acho que isso acontece muito no empreendedorismo mais social, não é?
Isso acontece muito no empreendedorismo, alguns amigos que se juntam que trabalham à noite, etc. Fazem um bocadinho não é?
Ou mesmo assim, quando montam e fazem um primeiro ciclo etc.
Mas depois a travessia do deserto não é? Cada um destes três momentos tem aqui uns abismos terríveis.
E ultrapassar abismos eu acho que é o grande segredo da sustentabilidade e da continuidade do que é o empreendimento, porque é um projeto qualquer não é?
E eu acho que precisamos precisamente também de ultrapassar o abismo.
E eu acho que nós nesta missão, só fizemos uma parte e não continuamos, não ultrapassarmos o abismo que tinhamos à frente.
E portanto para mim um dos segredos também do empreendedorismo é ultrapassar os abismos e há quem a ultrapasse a voar por cima, outros fazem uma ponte, outros vão lá abaixo e depois escalão para cima outra vez, com sangue nas mãos e tudo mais.
Outros conseguem fazer não é?
Não é voar, eles vão à lua rapidamente para passar o abismo, depois já ficam na estratosfera e consegue fazê-lo.
Esse abismo existe e nós temos um abismo.
Nós também nesta missão temos um abismo da dificuldade da implementação e portanto cabe-nos a nós ultrapassá-lo ou não.
Fizemos uma avaliação, o contributo para o fogás.
E como diz o outro: foi bom enquanto durou..
Efetivamente foi glorioso, foi um prazer absolutamente enorme e as memórias ficarão para sempre.
Portanto se fosse só aquilo eu vou te dizer…
Podias por o vídeo para as pessoas verem.
E vou por depois o link, como vou por uma série de links dos teus projetos que estão vivos.
Foi glorioso e valeu por si próprio, portanto nunca me esquecerei das memórias e das aprendizagens e dos contatos.
O que está por fazer, eu acho que será feito nós somos novos e temos tudo ao nosso alcance.
Eu acho que esse abismo que tu identificas muito bem, devesse a nós tinhamos o prato cheio com outras coisas e não podíamos deixá-las cair, portanto nós fomos encurtar os abismos.
Mas o mérito foi ultrapassarmos outros abismo.
Ah temos muita vontade, mas não fazemos nada,
Abismo ultrapassado, fizemos.
Ah fazemos alguma coisa, mas não lançámos!
Ultrapassámos esse abismo, lançámos.
Ah fizemos um bocadinho, agora podiamos fazer outros e mais e corrigir o que não funcionou.
Esse é que nos falta fazer.
É uma questão de ordenar prioridades e voltar a colocar isso lá no topo, portanto será feito. Quando estivermos prontos para esse passo.
Eu aí eu estou tentando ser gentil connosco próprios, porque nós podemos culpabilizar aqui até o infinito e realmente eu também considero que é um objetivo urgente.
Aí normalmente também somos diferentes não é?
Eu sou mais alta punitivo, eu sou, eu gosto de dizer assim: não foi bem efeito.
Se doer, então agora vamos fazer bem feito
Tu és um pouco mais mais gentil, epah não foi, ainda vai ser.
E acho que no meio estará a virtude como sempre não é?
Nem ser auto fustigar de uma maneira de facto de que nascem livres e que nos que deixa imobilizados.
Nem passar panos quentes que nos desculpabiliza e que não nos faz ser uncountable, mas eu acho que… quer dizer os americanos, bom agora é um bom exemplo, porque até não estou a conseguir fazer, levar isso…
Temos com esta coisa do Donald Trump, mas os americanos são muito bons neste lado de eles, para eles uma palavra muito forte é countability, se quisermos responsabilidade eles, quer dizer no contexto empresarial e eu sei que trabalhei muito nos Estados Unidos.
Epah, no contexto empresarial, no contexto da escola, no contexto pessoal tu tens que ser “held accountable” como eles dizem, que é ser responsabilizado e eu acho que isso também no contexto do empreendedorismo é essencial.
Nós assumimos as coisas também como nossas, eu não estou a dizer com isto seja imobilizador.
Estou a dizer com isto que seja consciente e também num contexto de educação não é?
Quer dizer, eu lembro-me de partir candeeiros em minha casa.
O meu pai perguntava: quem é que partiu candeeiro?
E nós dizíamos: partiu-se! Estragou-se!
Não fui eu é claro e eu acho que temos que dar também uma nota importante que é ser empreendedor também é isto é nós também próprio sermos uncountable, sermos responsáveis pelas coisas boas e más.
Então vá, chamar a mim essa responsabilidade, agora quando acabar aqui o confinamento, vamos marcar um encontro e vou levar um monte de guardanapos para escrevermos os nossos próximos projetos.
Vamos embora, Nuno, quando quiseres.
E eu acho que para melhorar este lado do empreendedorismo não empresarialismo, mas do empreendedorismo eu acho que há muito good wheel, há muita vontade porque sabemos que isso é um contributo que nós podemos dar.
Para uma mulher, portanto para mim já sabes que contas comigo.
Estamos alinhados.
Mestre, muito obrigado, um grande abraço e até breve.
Obrigado eu.
Um abraço e para toda a gente que nos está a ouvir, muito obrigado por estarem aí e por continuarem a acreditar numa melhor educação.
Gracinha, eu acho que dispensa apresentações, uma das designers e arquitetas mais conceituados portuguesas.
Eu hoje queria falar um bocadinho consigo não só sobre design que é seguramente um dos seus superpoderes, mas também sobre a educação, a parentalidade positiva que também é fortíssimo, mas temos muitas coisas em comum eu ia-lhe perguntar: acordou que horas hoje?
Eu acordo muito cedo.
Eu sei.
Eu só queria chocar a nossa audiência.
Eu vou dizer que acordo sei lá eu facilmente acordo as 05:30 da manhã, 06:00, mas eu acordo por mim, obviamente que os meus filhos já são bocadinho maiores, mas por acaso sempre fui uma pessoa de dia, de manhã.
E gosto muito de acordar cedo também por mim própria, para ter o meu tempo, antes da casa acordar e os meus filhos também se habituaram a acordar cedo.
É uma ótima prática.
Também recomendo.
Gracinha eu ia começar pela criatividade, porque eu vi recentemente um vídeo seu no Facebook, em que falava da criatividade e fiquei super impressionado com a sua visão e decidi perguntar-lhe, como é que é o seu processo? O que é que pode falar sobre criatividade?
Porque realmente é uma palavra que tem muita profundidade.
É uma palavra muito forte e realmente é um valor, um bocadinho posto à margem, como se fosse menor e que é tão importante como a matemática, que é essencial disciplinas como a matemática, a ciência, os grandes grandes nomes que nós conhecemos de pessoas que na história se destacaram, eram sobretudo criativos.
Sejam eles cientistas, matemáticos, historiadores, políticos, todos eles tinham uma coisa comum que era a criatividade.
Por isso eu acho que a criatividade é um bem necessário e um valor que devia ser mais focado na escola.
Como é que é o seu processo?
Como é que desenvolveu a criatividade?
E como é que é no dia a dia?
Eu acho que uma das regras base da criatividade, é não ter medo de errar.
E eu tive a sorte de crescer numa família que focou muito nisso.
E os meus pais não se importavam, isto é um bocadinho clichê, mas é mesmo verdade que eu pinta-se fora das linhas.
E eu lembro-me de pintar as coisas de cores diferentes e não havia a tendência de dizer: o sol é amarelo e o mar é azul.
Não.
Se eu via o sol de outra cor, a minha mãe deixava-me pintar de outra cor e dava-me tanta segurança nas minhas ideias que eu mesmo que tivesse no ensino tradicional que tive, na escola, eu tinha sempre aquilo na minha cabeça, de que eu podia se quisesse sonhar e ver de outra maneira.
E depois quando tinha que estar alinhada no ensino tradicional adaptava-me, mas eu acho que é muito importante os pais ensinarem que o erro não é um problema, não é?
É uma lição.
E isso é o princípio da criatividade, é o não ter medo de errar.
Muito bem.
Como é que é ser designer de interiores?
O que é que mais lhe apela e o que é que é mais desafiante?
Eu acho que o que mais me apela na minha profissão é realmente interpretar vidas através de espaços.
E aliás é realmente, está tudo interligado com os meus domingos positivos e com a minha forma positiva de ver a vida, porque eu muito cedo eu faço à 20 anos a minha profissão exerço à 20 anos a minha profissão e muito cedo percebi que não era só sobre coisas bonitas.
Ai agora vou pintar a parede uma cor, aí agora vou fazer isto…
Não!
Isso é mesma coisa que comprar uns sapato e não se pode confundir a parte material que não nos preenche, não é?
Muitas pessoas se enganam e acham que o ir comprar coisas, o dar brinquedos às crianças nos preenche e rapidamente depois se fartam.
E não percebem porquê?
Eu então virei isso um bocadinho ao contrário, na minha profissão e tento ir à essência da pessoa à sua identidade e acho que se ela tiver projetada na sua casa, no seu norte, ela vai empoderada, vai se sentir enraizada e mais feliz.
E é o que eu mais gosto da minha profissão.
Muito bem.
Nós agora, neste momento toda a gente está em contacto permanente com a sua casa, portanto há aqui desafios próprios, acha que podemos passar algumas dicas de organização interior?
Qual é o alfabeto da decoração para um leigo? Por onde é que podem começar?
Estamos a falar da luz, dos móveis, estamos a falar do quê, exatamente.
Qual é o alfabeto mais básico?
Eu acho que a primeira coisa que eu vou dizer é tentarem não seguir tendências, nem copiar uma imagem de algo que gostam, porque obviamente isso é uma direção, nós começarmos a tentar perceber o que é que nos identificamos, não é?
E ver imagens tudo bem, mas o replicar não preenche uma pessoa dentro do seu espaço.
Por isso cuidado com o replicar imagens de um pinterest ou de onde seja, porque não se está a expressar a si próprio, não é?
Às vezes, são coisas tão fáceis como ir ao nosso armário e ver o que é que vestimos.
Quais são as cores com as quais mais nos gostamos de ver.
Porque se calhar são as cores com que quais mais gostamos de viver.
Ou então as não cores, porque há quem não goste de cores e goste mais de um ambiente neutro, e de um ambiente mais, todo ele com menos cor, não é?
E isso é o que nos vai identificar, por exemplo a nível de cor é uma boa maneira de vermos é irmos ao nosso armário ou cor que nós não nos gostamos de ver também, pensar como é que vivemos, há crianças não há crianças, há animais não há animais, há algum problema de saúde ou de costas ou até para poder escolher, por exemplo a altura de um sofá ou de uma cama ou rigidez.
Tudo isso são as primeiras coisas, é fazer uma lista do que existe.
Quem são as pessoas que vivem na casa, qual é a personalidade dessas pessoas, tentar também um bocadinho interligar, porque não é só um que conduz, quando é em comunidade quando é uma família tem que se pensar em todos, nas crianças, nos pais.
E depois tentar eu acho que pensar em cada lugar como um momento, como um cenário das memórias que vão fazer então agora que nós estamos sobretudo mais em casa e então se calhar haver o cantinho da leitura e que pode ser relaxado, não tem de estar tudo certinho, não faz mal se as almofadas se misturarem todas, não vamos fazer um problema à volta de um momento que pode ser ótimo.
E com isso a pensar nas outras zonas da mesma maneira que são cenários das nossas memórias em casa.
Top.
Na sua sensibilidade aproximava-se mais de manter tudo como está ou mudar tudo, uma vez que vamos estar confinados pelo menos 15 dias?
O que é que acha que é mais proveitoso e animador ou menos estressante?
Diga diga, desculpe não percebi.
A minha pergunta era mais tipo para evitar estresse, o ideal é vivermos na casa onde sempre vivemos ou tentamos criar uma casa nova neste tempo de confinamento…
Eu acho que vai depender das personalidades, eu por exemplo sou gêmeos e por mim mudo sempre qualquer coisa todos os dias em minha casa, porque gosto de estar sempre a mudar qualquer coisa, eu preciso dessa movimento de energia e de mudança e os meus filhos já são um bocadinho assim também.
Mas sei que há pessoas que precisam imenso da segurança da continuidade.
Eu acho que isso não há uma regra geral, eu acho que vamos então ouvirmo-nos a nós próprios, o que é que nós precisamos?
Estamos estressados, estamos ansiosos, vamos tentar não mudar muita coisa se calhar, se tivermos bem, não é?
Dentro do que estamos ou então ver qual é que é a zona da casa onde nos sentimos melhor e ir mais depressa para essa zona da casa, se há uma zona da casa que apanha mais luz natural, eu por exemplo gosto de estar ao pé da janelas, eu preciso de luz natural.
Às vezes mesmo naqueles dias que uma pessoa está mais esgotada, eu gosto de estar a tomar um chá ou um café e sentir a luz na minha cara, é uma coisa que me faz bem.
Eu acho que quando estamos muito tempo em casa, é descobrir estes recantos que nos fazem bem e vivê-los mais do que os outros.
Muito bem.
Gracinha, as pessoas que têm crianças pequenas e que têm este problema dos brinquedos espalhados pela casa.
O que é que recomenda?
Acha que os brinquedos devem estar confinadas a uma divisão ou devem estar livres pela casa?
O que é que acha mais proveitoso, para a sociedade?
Acho que a partir dos três anos, podem perguntar às crianças.
Acho que é a primeira coisa, acho que não devem ser os pais a decidir, acho que desde dessa idade as crianças já podem dar ideias de como é que vão arrumar os seus próprios brinquedos, é a melhor maneira de, eu às vezes quando tenho famílias com crianças eu pergunto às crianças e como é que elas gostam de arrumar mais as coisas e como é que vamos pensar na forma que elas vão entender e fazer parte da arrumação da casa.
Eu acho que isso não é um sonho.
É possível.
E se incluirmos mais as crianças dentro destas ações, as coisas aparecem mais vezes arrumadas.
Não é perfeito, mas aparecem.
E sobretudo, porque elas têm uma imaginação muito mais fluida e vamos dar se calhar ideias que há certos pais que já não praticaram tanto a criatividade e que se calhar estão ali, tem que ser sempre da mesma maneira.
Eu sou um bocadinho um elemento disruptivo quando venho dizer estas coisas, mas é verdade.
E depois é tentar ter a arrumação ao nível das crianças.
Também acho que é uma coisa importante, porque se arrumação está pensada para o adulto, vai ser sempre o adulto a arrumar e a partir do momento em que nós incluímos as crianças também na altura em que pomos as caixas ou as coisas que elas têm de arrumar e nos sítios mais improváveis haver um bocadinho quando eles são muito pequenos, eu acho que é importante haver num bocadinho em toda a casa algum sítio onde eles possam arrumar.
Na sala, na cozinha, eu lembro-me que tinha uma das portas debaixo da cozinha, tirei as panelas e pus brinquedos e sabia que era, e eles voltavam arrumar lá dentro e claro que eu abria e aquilo ao princípio estava muito desarrumado, depois à medida que eles foram crescendo tinham as coisas mais arrumadas, porque comecei a brincar com eles e a separar em categorias a brincar.
Eles gostavam de também separar as categorias, porque fica um jogo e tudo que ficam jogo eles fazem.
E eu acho que se pudermos então separar um bocadinho nas zonas onde eles brincam, que não seja do outro lado da casa onde se vai arrumar, já ajuda muito.
Uau.
Isso é uma ótima dica, eu acho que estou a fazer tudo mal.
Eu tenho uma bebé agora com um omnipcx, está sempre a pegar, adora os meus livros, desarruma-os todos, acha que é divertido tirar tipo 30 livros.
Ela vai adorar ler se continuar ainda a…
Eu espero que sim.
Mas pronto, mas eu depois tenho que arrumar todos de volta e basicamente é a minha profissão agora, é arrumar os livros que ela desarruma.
Gracinha ainda no campo da decoração como é que descreveria os seus melhores clientes e quais são os mais desafiantes?
Como é que podemos ser bom clientes de um design anterior?
Eu acho que um bom cliente é o cliente que percebe que nós estamos ali para ajudar e que não estamos, um projeto não é uma discussão, é uma evolução, é um progresso.
E eu acho que é suposto ser um momento memorável, um momento de crescimento, um momento de partilha, como muitas coisas na vida, não é?
Eu também acho isso do trabalho, também acho isso da educação, mas é verdade que o projeto, eu estou a entrar na vida de outra pessoa, estou a tentar entendê-la para criar para ela e isso é a maneira que eu trabalho.
Eu não trabalho, porque o amarelo é giro e o azul é giro e tem que ser assim.
Não.
Eu quero perceber a pessoa e quero potencializar o espaço onde ela vive, de modo a ser mais feliz lá dentro, ela e as pessoas que lá vivem.
E eu acho que é muito importante o cliente perceber que nós estamos ali para fazer parte dessa, fazer um veículo, ser uma ponte para que ele possa viver melhor a partir daí nesse espaço.
E o cliente que percebe isso, é um cliente que tem um projeto com muito mais sucesso, entre aspas no resultado final, do que o cliente que resiste.
Muito bem.
Eu sei que a Gracinha fala uma série de línguas de muitas partes do mundo.
Como é que foi viver fora de Portugal?
Tanto sozinha como em familia, como é que foi a sua experiência?
Eu adoro viajar, adoro ter o desafio de me adaptar a um lugar que não conheço, a uma língua que não conheço, a uma comida que não conheço e perder-me para me encontrar outra vez.
Eu acho que são patamares, cada viagem e cada momento que eu vivi fora, foram patamares de crescimento na minha vida.
E fiquei um bocadinho viciada nisso.
E foram experiências de alturas muito diferentes da minha vida.
A primeira vez que vivi fora, tinha acabado de fazer 18 anos e fiquei fora até aos 21. Comecei a trabalhar a minha carreira primeiro trabalho foi fora.
E foi um momento, obviamente que eu era mais nova, que havia uma descoberta, uma série de coisas, mas eu ainda estava a crescer noutra série de coisas, por isso era tudo, era uma descoberta, mas eu também sempre fui muito curiosa e muito independente.
Portanto aquele sentimento de saudade não me fazia não aproveitar onde eu estava.
Eu sempre aproveitei o momento da vida no lugar onde eu estava.
Sem arrependimentos de: ai eu tenho saudades e eu quero estar ali.
Não.
Eu acho que se estamos neste momento ali, vamos aproveitar este momento da vida e tirar o melhor dele.
E todos os momentos que vivi fora acabei por ter essa essa mentalidade, portanto na altura da universidade e do primeiro trabalho eu estava em Londres.
Depois voltei para Portugal e depois fui para a Ásia.
E no intermédio sempre viajei muito na minha profissão, por isso pelo menos quatro meses do ano fora em viagem.
Não de seguida, mas sempre em viagem, por isso bastante grande durante o ano, antes do covid, por razões de trabalho, mas em que acabamos por ir para países às vezes que não conhecemos, outro conhecermos melhor.
Agora a ida à Ásia foi também espetacular, porque fui com os meus filhos bastante pequenos dos 3 aos 9.
E aliás foi lá que eu conheci o Gymboree.
Eles iam todos ao Gymboree.
Ai que giro.
E pronto e foi realmente eu acho ai crescimento em conjunto enorme por todos os lados, porque a trabalhar a tempo inteiro com crianças pequeninas, elas não sabiam falar inglês quando foram, nem chinês.
E aprenderam ambas as línguas.
E é uma aprendizagem que eu recomendo que é difícil, mas é extraordinária.
Gracinha, percebo que essa passagem por Singapura, vos marcou imenso em família e também quer dizer a matemática é simples.
Ainda assim ter cinco ou seis anos, não é?
Como é que foi essa experiência?
E o que é que trouxe de lá?
Eu, a experiência, já tinham vindo conosco em algumas ocasiões, porque nós já estávamos a trabalhar lá desde uns anos antes.
E realmente uma das razões porque fomos, foi porque estavamos cada vez mais a trabalhar lá na altura e eu comecei a sentir que não estava a fazer bem à família, eu estar tanto tempo fora obviamente e como mãe, também não conseguia, se bem que tenho um marido presente, um pai espetacular e sempre que eu ia, eu sentia que eles iam crescer de outra forma.
E acho que na vida os casais organizam-se, sejam porque estão divorciados ou porque cada um trabalha numa certa forma, acho que as crianças se adaptam e os casais organizam-se.
Por isso nós construímos na altura uma fórmula que funcionava para nós.
Mas chegou a um ponto onde achamos que fazia mais sentido irmos todos juntos e estarmos lá uns anos e depois voltarmos.
E a experiência lá, foi realmente extraordinária, a nível de todos os níveis, humano, como mãe, como profissional, mas sobretudo a nível da educação e a nível da ligação que os adultos lá em geral têm com as crianças, eu comecei a sentir logo desde o início, a forma que falavam, a forma que diziam, é sempre a maravilha do mundo da criança e o que é que nós adultos quase que podemos aprender com eles, porque nós já nos esquecemos.
E há um respeito pela criança como humano, que é igual a estar a falar com um adulto praticamente e isso foi uma coisa que eu tive que reaprender estando lá, porque eu realizei que ele não tinha isso, não tinha essas ferramentas comigo e quis aprender.
Por isso essa foi a maior eu acho, a lição de estar lá, a parte da língua, da comida e da parte toda cultural.
Foi realmente abrir o mindset a outra maneira de educar.
Foi o país que te deixou mais saudades, Singapura?
Não, todos os países têm assim qualquer coisa que me deixou muita saudade, que me deixa muitas saudades.
Ali tivemos realmente um momento muito marcante, porque foi quase um sentimento do momento certo, no lugar certo para a idade deles certa.
E para a família foi uma viragem enorme, porque mudamos de mentalidade, mudamos de um mindset fixo para um mindset crescimento, que eu falo imenso que é o growth mindset.
E é uma maneira de ver as coisas ao contrário do que se vê cá na educação.
E foi uma coisa que nos transformou, transformou literalmente como mãe, como mulher, como humana e é tão fácil e é tão difícil ao mesmo tempo, mas nós pensamos são coisas tão pequeninas, mas que realmente transformam a confiança deles, a linguagem deles é uma coisa que é realmente quase difícil de explicar.
Por isso é que eu tenho muitos domingos para falar sobre isso.
Vamos falar sobre isso agora mesmo.
A Gracinha é uma produtora e uma praticante de educação positiva.
E tem o seu vlog de chamado números positivos, que eu desde já recomendado, aliás eu quero fazer aqui uma pausa e deixar uma nota pessoal.
Passei os últimos dias a preparar este podcast e tive a oportunidade de ver algum materiais que eu já conhecia e outros que conheci de novo.
O seu vlog é precioso, portanto queria exprimir a minha gratidão.
A forma gentil que apresenta uma série de missões.
Gentil consigo mesma, porque pronto foi um processo, não nasceu com aqueles conhecimentos, mas isto para quem nos está a ouvir, porque é natural que a gente sinta necessidade, culpa, medo de falhar.
E a forma como a Gracinha apresenta aqui é super lógico, superior. super gentil e fica.
Portanto as lições ficam, não só se calhar a parte mais técnica e teórica, como a parte prática e os conselhos práticos que dá.
Portanto eu há bocado em off, estava a pedir por favor de por aquilo em formato podcast, para poder ouvir enquanto estou a correr.
É já muita gente, eu vou trabalhar nisso.
Estou aqui à procura da melhor solução.
Muito bem.
O que é que é para si a educação positiva?
E qual foi sua maior influência original o que é que a fez prestar atenção a esta forma de educar?
Eu quando soube que estava à espera do meu primeiro filho, Santiago, em 2004.
A certa altura um mês ou dois depois o Miguel vê chegar, eu não vou mentir, deviam ser 150 livros de educação.
Eu não sabia nada, zero.
Era mais nova de três, não temos nem irmãos mais novos, nem primos mais novos, sou a prima mais nova da minha família, tanto de um lado como do outro, eu não tive o contacto com crianças na minha adolescência, a não ser os meus amigos na escola.
Por isso eu vejo a minha filha, a minha filha tem imensas, contacto com crianças muito mais novas que ela, bebés e tudo, tem um jeito enorme, pega neles, já sabe tudo.
Estou sempre dizer que ela vai ser uma mãe espetacular, à parte de ser uma profissional que quiser ser o que ela quiser ser espetacular também.
E então eu não tinha aquele reflexo de saber, eu não sabia trocar uma fralda, eu tive que pedir a uma amiga da minha irmã para me ensinar a trocar de fraldas, porque eu não sabia trocar, depois tive de aprender tudo do zero.
E tinha um receio enorme, uma sociedade muito grande de: será que estou a fazer as coisas bem, será que não estou, lia tudo.
E a única coisa que eu lia, eu tive uma mãe muito liberal, mas liberal com direção, que já na altura eu via bastante diferença entre como é que a minha mãe nos educava e como é que muitos outros pais que eu via educavam os meus amigos ou tias com os primos.
E eu já sentia que havia ali uma diferença.
Ouvia a nossa opinião, falava muito conosco e não havia, não me lembro de haver berros em casa, havia sobretudo elogios, se a minha mãe um bocadinho sem saber falava-me sempre de um psicólogo que era o Doctor Spock, que era muito americano, que era na altura muito diferente e muito radical e depois houve muito prós e contras na nossa geração do Doctor Spock.
Eu ainda fui comprar um livro do Doctor Spock, porque tinha sempre ouvido falar dele quando nasceu o meu primeiro filho.
Mas esse livros, os tais 50 livros que eu comprei, não me identificava muito com as coisas, porque a minha própria educação não tinha sido assim, era uma coisa muito mais tradicional muito mais e era muito pesada, era muito…
E eu lia aquilo e dizia: está bem, olha eu é que não percebo, isto tem que ser assim e isto é que faz bem às crianças e eu sei dizer que não e eu sabia dizer não e eles têm que saber ouvir não e regras e uma série de coisas que eu comecei a praticar.
Mas não sentia nada bem com isso.
Queria que o meu filho come-se bem à mesa com 18 meses, quer dizer, quando ele queria era brincar.
E tudo aquilo não jogava comigo e à noite quando me levantava às três da manhã e a meio da noite por causa de lhes dar leite, abria a televisão e estava a dar uma coisa que era o Doctor Field, na altura.
E só dava às três da manhã na televisão, em 2004, pelo menos.
E ele tinha uma versão e uma atitude para com os problemas de família que estavam a dar que eu comecei a ouvir, eu não sei porquê, passava ali parava a meio da noite e começava a ouvir, isto quer dizer é tão diferente, mas eu não conseguia, eu ouvi a fazia-me sentido, mas eu não conseguia processar a informação de modo a usá-la, também na altura o meu filho era muito pequeno, era bebé, por isso eu fiquei sempre mais agarrada ao lago das coisas tradicionais que eu tinha tido na escola e que tinha lido e com sempre aparecer-me muito muito negativo e eu com peso enorme de ir dormir a pensar: há aqui qualquer coisa que não está certo.
Por isso eu acho que comecei aí e depois já só foi, quer dizer durante, eles cá ainda antes de ir para Singapura, eu tentava fazer as coisas um bocadinho diferentes e tinha muitas pessoas um bocadinho a olhar, que eu senti: esta aqui não sabe, ou seja, não cumpre bem e houve uma pessoa uma vez que veio ter comigo e disse: a senhora não é boa mãe.
Ainda me lembro onde é que foi, foi aqui ao pé de onde eu vivia e a olhar, porque eu estava com os três, estava-me a rir estava, não era sobre ensinar naquela altura, eu queria era ter um bom momento e além de ficar olhar para essa senhora que conheço e pensar, ter pena dela, porque ela não estava a perceber a minha linguagem, mas eu também segui em frente.
E depois foi uma coisa natural, eu tinha sempre em mim um lado mais positivo.
Via a maneira que os professores, por exemplo falavam do meu filho Santiago que é que um desportista nato, precisa de espaço, precisa de se mexer, precisa de para aprender, ele precisa de espaço, porque eu não na altura não percebia, só percebi depois porquê.
E a maneira negativa quando olhavam para um reflexo muito natural dele, não revoltava-me, mas eu tinha pena de professoras que vinham ter comigo e que me diziam coisas que eu olhava para elas e dizia, eu pensava assim: não, a senhora é que só sabe ver dessa maneira, eu já sabia que deveria haver ali outra maneira.
Até que encontrei uma pessoa que para mim é a pessoa que mais percebe de educação positiva em Portugal, que se chama Gill Edwards, em Carcavelos.
E a Gil onde eu pus a minha filha Alice durante os tempos, é uma pessoa extraordinária e foi a pessoa que me abriu a porta da educação positiva e me mostrou Howard Gardner, que fala das inteligências diferentes.
E fui ouvir em Lisboa na altura, ele estava nos Estados Unidos, mas houve uma conferência com ele, ainda fui ouvir a Lisboa uma conferência com ele.
E comecei a ler, sobretudo as inteligências diferentes e no fundo isto do meu filho Santiago, não era défice de atenção, não era nada disso.
É um miúdo com inteligência espacial, que pode ir desde um neurocirurgião até um atleta de alta competição, foi um spam enorme de capacidades, mas que forçosamente não gostam de estar sentados numa secretária a fazer durante 6 horas do dia as coisas de uma maneira, quer dizer comecei a perceber que o ensino estava antiquado, que ainda praticamos um ensino da revolução industrial, por exemplo em Singapura já não há a campainha que chama, é quase um insulto para as crianças chamá-los com uma campainha.
Como se fossem gado ou como se fossem quer dizer, tudo isso são coisas que no mundo já estão a mudar, que em Portugal ainda estão muito atrasadas e que uma segue de pessoas e de passos na minha vida, me mostraram que há altos caminhos que abre as portas e daí eu querer passar essa informação.
Mas foram estas pessoas, o Doctor Field, a Gill e depois Singapura, que me abriram as portas aqui para a educação positiva.
E nós não vamos conseguir no tempo que temos falar sobre tudo, porque é realmente…
Claro claro claro.
Mas a Gracinha já fez um trabalho espetacular, porque apenas nos primeiros dezesseis episódios já temos alí imenso, com que entreter.
Claro.
Sente que os portugueses estão muito longe deste ideal, da educação positiva?
Eu já senti mais por acaso, acho que há uma vontade enorme, mas não há ferramentas, não há, eu vou ao Amazon ou vou a uma livraria quando estou em algum sítio e tenho muito mais, tenho aqui o meu cão que também quer participar, mas sinto que há o material em português falta.
E eu acho que não é por vontade, por exemplo os próprios professores também têm uma vontade enorme de mudar, eu tenho imensos professores a mandar-me mensagens que estão a aplicar algumas coisas nas salas de aula dele, eu acho que não há ferramentas para a formação.
E tem que haver mais ferramentas, tem que haver mais livros, tem que haver mais ferramentas na internet, em português, que passem esta mensagem da educação positiva de forma coerente, não como um método alternativo e a permissivo, que é uma coisa completamente errada sobre este método.
Não é um método, não é uma educação permissiva e então não vamos pensar na educação positiva como um método de meio permissivo, nem completamente anarquia total.
As crianças podem fazer o que quiserem, um dia temos que ver uma mensagem a perguntar se as crianças não ficam selvagens.
Não, não ficam.
Ficam felizes e os pais também e as salas de aulas também e encontram-se capacidades e percebe-se que há um progresso e não é, não é uma ditadura, não é?
A Gracinha costuma dizer imensas vezes e muito bem, que educar não é mandar, educar é guiar.
Nesta altura do confinamento como é que nós temos guiar estes pais a eles próprios começar a se calhar a praticar um bocadinho atualmente as vogais da educação positiva?
Tem alguma dica, ou primeira acha mais importante…
É respirar, é respirar.
Aprender a respirar, porque nós não respiramos, nós reagimos.
Então a nossa educação é baseada no reflexo animal.
É o eu dizer o não, logo, como se fosse autoridade e como se isso nos fizesse ser bons educadores não estamos a ensinar absolutamente nada com um não.
Então vamos, em vez de dizer: não comas de boca aberta, dizer podes te engasgar.
E deixar que a criança perceba o que é que tem que fazer e nós ensinarmos qualquer coisa.
Uma coisa que acontece, que é espetacular, com a educação positiva, é que as crianças a nível de co-eficiência, nem falo da emocional, obviamente porque essa é óbvia, mas a nível de co-eficiência inteligência tem muito mais alto com a educação positiva, do que com a educação tradicional, porque ouvem, porque raciocinam, porque há uma conexão de neurônios muito maior na interação entre adulto e criança, do que cortar ali as vasas e acabou, não faz, nah nah nah.
Então ficam robôs, que depois mesmo na vida, vão ser pessoas com muito menos iniciativa com muito menos poder de raciocínio, porque estão habituadas a que alguém lhes diga não, sim, sai.
E depois de repente chegam aos trinta e aos quarenta e são adultos insatisfeitos, que não percebem porquê, mas no fundo não são eles próprios, porque isto depois vai em crescendo e é uma coisa gravíssima, que hoje em dia sabemos a importância da saúde mental, não é?
Agora, eu acho que aqui a importância do respirar, que é muito simples e eu até disse no outro dia numa conversa, não foi a brincar e se tiver dificuldade em respirar, encha a boca de água e deixe o sentimento das explosão passar. E só depois é que engole, se for preciso é um primeiro, é um primeiro exercício, porque é difícil.
O nosso reflexo está a dizer que não, porque foi o que nós ouvimos.
E os pais queixam-se das crianças dizerem que não de volta ou responderem ou não fazerem, mas elas estão a ouvir isso o dia todo dos pais e dos professores.
Por isso eles estão a imitar, eles não conhecem também outra forma de comunicar, por isso o respirar, o voltar a nós, o ver a situação de fora, o perguntar porque é que eles fizeram isto: porque é que fizeste isso? Qual foi a tua ideia quando fizeste isto? Deixa-me eu perceber o que se passou pela cabeça.
Eu às vezes mudo de ideia depois dos meus filhos me explicarem porque é que fizeram alguma coisa que eu achei que estava errada, que eu digo: olha, realmente isso não foi má ideia, mas…
E depois digo o que é que eu tinha para dizer.
Ver se calhar da próxima vez tenta desta maneira, porque é que tem que ser de uma forma agressiva?
Porque é que tem que ser de uma forma negativa?
Nós se estivéssemos no trabalho e alguém estivesse a berrar connosco o dia todo e a dizer que estamos a fazer tudo mal o dia todo, que é o que a maior parte das pessoas faz com as crianças, nós fechavamos-nos, a dizer não quero estar aqui, eu não sou feliz no meu trabalho, quero me ir embora,
Eles não têm essa hipótese.
Eu vou reforçar tudo o que a Gracinha disse, eu concordo com tudo.
Se calhar dar uma outra imagem para os pais e para as mães mesmo um bocadinho mais técnicos, nós somos um conjunto de hardware e software.
O nosso hardware é a nossa biologia, a nossa genética, nós não conseguimos fazer muito em relação a isso.
O nosso software é a nossa educação, não só intelectual como emocional.
E há bom software e há mau software, nós podemos receber maus modelos e portanto ficamos contaminados com esses exemplos.
E é difícil às vezes sair deles e requer muito trabalho.
Ou podemos ter um bom software e tudo fica mais fácil, não é?
E eu acho que a Gracinha explicou isso muito, muito bem.
Agora com os seus quatro passos filhos, que estão entre os seus 10 e os 16 anos se não me engano.
Quais são os seus planos para as próximas semanas?
Tem uma agenda para o confinamento?
Tenho, tenho uma agenda para o confinamento e eles não deixarem de aprender e não deixarem de, educação é um direito humano.
E nós não vamos tirar a educação aos nossos filhos, portanto os nossos filhos vão continuar a estudar em casa, com coisas que eu lhes vou dar e com conteúdos que está na internet e vão continuar a explorar o que gostam e vão continuar a sua aprendizagem, não vai haver aqui momentos a nível das horas de escola,
Nós cá em casa vamos continuar a dar valor à aprendizagem, à educação e a explicar-lhes o importante e a sorte que eles têm de viver numa democracia e de poder continuar a aprender e a sorte que eles têm de estar em casa seguros e não estarem num hospital e aproveitar ao máximo para que um dia, se for preciso, a geração deles salvar a humanidade como os médicos e os enfermeiros estão na frente, não é?
A fazer agora, se de repente as crianças deixam de estudar e não há médicos, não há enfermeiros e vem uma pandemia na geração deles e não há pessoas com as competências com as que temos agora, para poder salvar a humanidade.
Por isso é uma coisa que vai acontecer.
E depois é o lado criativo e da brincadeira que vai ser importante manter também, porque é o que as crianças precisam, elas gostam de brincar, precisam de brincar.
E eu acho que é muito importante nós pais percebermos que eles também estão em tensão, eles também estão fora da sua normalidade e nós temos que perceber que se eles estão nervosos ou ansiosos, eles não sabem dizê-lo.
Eles vão mostrar no seu comportamento.
Por isso podem mostrar desorientação às vezes a fazer a coisa que nós achamos errada ou a chamar a atenção de uma forma mais negativa, porque não sabem verbalizar de outra forma.
Por isso é importante, se calhar em vez de dar logo um berro e eu sei que estamos todos um bocadinho nervosos e ansiosos, mas procurar mesmo ferramentas de evitar o berro, porque depois é uma coisa continua e que não ajuda ninguém, nem os pais nem os filhos.
Isso às vezes, dizer o que é que se vê.
Eu também disse isso numa conversa, é eu vejo que partiste qualquer coisa ou eu vejo que pintaste na uma coisa, pintaste na parede, eu vejo que pintaste na parede.
Está te apetecer desenhar?
Tenho ali, vamos aqui já fazer.
Em vez de zangar, já se vai já vai falar sobre o assunto.
Mas ele não está a pintar na parede, porque o quer magoar o pai ou a mãe, é interesse das crianças não é serem desobedientes, não é?
É ele estarem orientados, vamos orientá-los.
Está te a apetecer desenhar?
Estamos aqui, o que é que te apetecia desenhar? Vamos começar a desenhar.
Ah eu queria desenhar o foguetão.
Então vamos.
Vamos investir naquele momento que ele quer, que é de atenção e criatividade e depois vamos falar sobre: olha, se calhar. Eu chamo a isto a técnica da sanduíche.
É primeiro abrir a porta, é que giro, está te apetecer desenhar.
E eles olham para nós, já temos a atenção dele.
Sabe se calhar em vez de pintares na parede vamos antes pintar numa folha que eu essa posso guardar para sempre comigo.
Então e depois vais me ajudar a limpar a parede.
Isto é ensinar, é criar uma conexão, é depois também ensinar a limpar.
Mas não é atacar.
Claro.
Eu vou aproveitar para agradecer os comentários, estamos a receber imensos comentários aqui nas plataformas do Facebook e no YouTube.
Inclusive o Nuno Pinto Martins, que também é uma referência aqui na educação positiva, também nos está a ver, deixou aqui uns comentários muito valiosos.
Gracinha num dos seus primeiros vlogs, contou uma história super comovente, que eu me lembrei, sobre um filho seu partiu um conjunto de pratos e que a Gracinha explodiu e
depois ficou toda uma história por trás.
Portanto eu convidava a recontar, porque eu acho que é um exemplo.
Não prometo não chorar.
Histórias bonitas, não é?
Eu acho que ou podem ficar traumas às crianças para sempre ou podem ficar memórias bonitas de aprendizagem para os pais e para os filhos e essa realmente é muito bonita.
Quer que eu conte?
Por favor.
Então, mãe trabalhadora, mas eu respeito imenso as mães que ficam em casa, porque eu acho que é um trabalho duplamente difícil.
Mas cheguei a casa cansada depois de um dia estressante de trabalho, o meu filho tinha partido uma série de pratos na cozinha, a minha primeira reação foi zangar-me, vou chorar.
Era zangar-me com ele, porque eu sinto me naquela altura que era uma bruxa, que já não é quem eu sou hoje em dia.
Zangar-me com ele e agora de repente já não me lembro os detalhes que eu contei na outra, mas com uma reação percebi, houve ali um momento em que eu percebi, que o estava a magoar com o meu ralhar com ele e ele depois veio ter comigo ou quando eu fui deitar, já não me lembro bem e ele no fundo que queria lavar os pratos antes de eu chegar a casa para ajudar.
Por isso, pensem duas vezes antes de gritar com os vossos filhos, porque eu acho que a maior parte das vezes eles só querem ajudar.
Sim.
Então essa história comoveu-me a mim também, tenho umas parecidas também e aliás eu tive que parar de correr e passar a andar, porque estava a precisar de focar a minha atenção nesse momento e eu não sei a palavra, era mesmo mergulhar daquela sabedoria, aquela conexão que nós conseguimos naquele segundo.
E eu acho que é uma história que nos pode inspirar realmente e taparmos, não é?
Nesse sentido às vezes mais negativos e são totalmente humanos, mas que às vezes são totalmente injusto também, não é?
É verdade.
Eu acho é que há aqui uma herança que vem de uma época completamente desatualizada, anos 50 anos, que nós temos que mostrar que sabemos tudo como educadores e nós é que sabemos e ao dizer um não nós estamos, eu digo sempre nas minhas nos meus domingos positivos, nas minhas conversas é: saiam da vossa torre de autoridade, que não existe e vamos educar humanos, vamos aprender com eles, vamos conversar, vamos aprender a dialogar, porque o que nós estamos ensinar é a discutir, é estamos a ensinar para a vida, o que é que é uma relação?
É a discutir?
É a minha opinião e a tua opinião e onde é que está a diplomacia?
Onde é que está o ouvir o outro?
Ouve-se tanto as pessoas a dizerem, mas depois não praticam com os próprios filhos.
Portanto eu acho que vamos quebrar com uma herança desatualizada, uma educação desatualizada e obsoleta e vamos criar humanos, vamos guiá-los a ser o adulto que nós gostávamos que os nossos filhos fossem, não é?
Totalmente.
Há um livro que me marcou imenso que se chama os Fours Agreements do Miguel Ruiz e dois dos agreements tem muito haver com esta história que aconteceu.
Um deles é não levar as coisas a peito.
Pronto.
Os pratos não foram partidos para nos ofender.
Outra coisa é não assumir nada, saber perguntar.
Claramente que se perguntássemos, se calhar não nos tinhamos zangado e pratos são pratos, não é?
Mesmo que sejam os pratos preferidos, que tenham custado uma fortuna.
A intenção era totalmente boa e aconteceu pronto.
Eu vou só aqui dar uma dica, que ao princípio me ajudou imenso que eu parecia a mãe maluca, mas é, uma pessoa tem realmente a reação do berro, não é?
Ou de zangar e eu começava a cantar, às vezes os meus filhos eles eram pequeninos, achavam que eu tinha…
Faz de conta que eram os pratos, agora não foi, porque eu não fiz isso nesse dia, mas partir os pratos.
Eu queria era gritar, mas queria era, não vamos repor o berro para trás e começar a cantar e fazer disto uma brincadeira.
Mas é um bom truque também começar a cantar e a dançar e ao mesmo tempo aquilo fica o tal jogo.
Eu acho que quando há associação positiva com as crianças, há aprendizagem.
E as pessoas não percebem quando há associação negativa, corta-se, não se está a ensinar nada.
Por isso, se nós conseguirmos que aquele momento onde nós iamos-nos zangar, se torna uma associação positiva a qualquer coisa, estamos a ensinar muito mais do que se nos zangasse-mos com eles.
Claro.
Gracinha, há pessoas incrivelmente estressadas agora com a questão do confinamento.
O que é que nós podemos, qual é o bright side desta história para si?
Eu acho que se conseguirem criar conexão com os filhos em casa, não é?
Eu acho que mais cedo do que nós achamos, quer dizer numa vida inteira, isto vão ser eventualmente um ano e meio dois anos, não é?
E da nossa vida completamente com uma mudança imposta que foi esta pandemia, mas se podermos pensar em alguma coisa, nós nunca mais vamos poder recuperar o tempo que temos a ter com os nossos filhos em casa, nunca mais.
E eles estão a ver os pais deles em casa, por isso eles vêm ter connosco.
Eu ontem estava a ter uma reunião de Zoom com uma colaboradora minha e o filho dela pequenino, dois anos, sempre a querer chamar a atenção, às vezes ela conseguir distrair.
Eu como líder da equipa, falo com outros com a maior paciência, quer dizer se é preciso parar, para ele está a precisar de atenção, ele está em casa com a mãe e ela a pedir-me desculpa.
E eu disse: não é preciso pedir desculpa, está aí, ele está a ver a mãe, ele quer brincar com a mãe.
Por isso quando ele precisava e eu disse a certa altura: olhe, vamos parar a reunião 10 minutos, eu já volto a ligar.
Que era para ela dar a atenção que ele precisava e depois porque eles têm a necessidade de atenção, não é?
E se não a tem, vão começar a chamar de formas que eles puderem e tem a necessidade de ter poder de decisão desde que nascem.
Por isso é que as crianças fazem birras.
Quando não têm o poder de decisão necessário em casa, nem que seja coisinhas pequeninas, desde que têm 2, 3 anos, eles vão começar a fingir.
Por isso eu acho que é importante agora que estão em casa, pensar que nunca mais vão ter a oportunidade, nem que seja, podemos chamar assim mesmo que seja dentro de um momento difícil mundial e nacional, de criar conexão com os vossos filhos e isso é a coisa mais importante na vida de um educador de um pai e de uma mãe, é o quanto a conexão que conseguirem fazer nos anos em que estão com eles em casa.
Exatamente.
Concordo a cem por cento.
Gracinha, gostaria de recomendar algum livro, algum filme, algum conteúdo que a tenha marcado recentemente?
Sim.
Há vários.
Eu acho que há um livro fantástico que é, eu não sei se há em português, mas que é o “How talk so kids will listen and listen so kids will talk”.
Como falar para as crianças ouvirem, como ouvir para as crianças falarem.
Isto foi uma coisa que eu li num livro que já tem várias edições, que eu li logo ao princípio e que ainda hoje pratico coisas que aprendi nesse livro, é extraordinário, é realmente já formas de educação positiva, vem em bandas desenhada.
Como é que as pessoas normalmente dizem e como é que podem dizer de forma positiva à mesma coisa.
Acho que é um livro fantástico, acho que o mindset que há em português, da Carol Dweck.
A Carol Dweck é extraordinária também para se perceber a mudança do mindset fixo da educação tradicional para o mindset vivo.
E acho que há uma plataforma muito muito boa, que também já aconselhei que é o The Big Life General, que ensina para pais e para filhos. É para filhos mas acho que os pais também aprendem e adolescentes também, também estratégias do tal mindset de crescimento que é também uma das bases da educação positiva e de ver a vida de uma forma mais positiva.
Ok.
Se tivesse um cartaz gigante que toda a gente pudesse ver.
Qual era a mensagem que escolheu lá colocar?
Qualquer coisa ligada com o erro, como eu estava a dizer.
Ou seja, ou punha uma mente negativa nunca vai ter um dia positivo.
Ou punha não é?
É mesmo, porque a pessoa mesmo que é o não não não, não vai e a pessoa que só vê o problema dos outros e não começa a ver o que é que ela faz para influenciar ir à volta dela.
É uma pessoa que que ainda não percebeu que tem que ver as coisas de outra perspectiva.
Mas acho que o mais importante é não tenha medo de errar, o erro é uma lição.
E aquela coisa que eu costumo sempre dizer, não existem crianças desobedientes, só existem crianças desorientadas e nós estamos cá para as guiar.
Muito bem.
Que más recomendações é que costuma ouvir relacionadas com sua profissão ou com a parentalidade?
Que mais quê?
Desculpe.
Más recomendações, ouviu e não concorde com isto.
Mas em relação ao quê? À educação?
Ou?
E também à decoração, se encontrar porque se calhar as duas são importantes e ninguém sabe mais que a Gracinha.
A educação, na decoração acho que duas coisas.
Acho que as pessoas às vezes têm um bocadinho, se calhar porque a vida corre e não temos muito tempo para parar e pensar, olhem nós próprios, quem somos mesmo, o que é gostamos, quase fazermos um questionário, desafio as pessoas que estão ouvir, a fazerem um questionário em casa para se conhecerem melhor.
Será que estão a ouvir a música que gostam mesmo, será que estão a comer a comida que gostam mesmo, será que estão a viver não é?
Como as cores que gostam mesmo.
E isso, fazerem um questionário para se auto conhecerem e depois também ajuda na educação.
Mas eu acho que um dos erros que as pessoas acham na decoração, é que acham que uma sala com pouca luz natural, tem que ser branca ou de cor ou sem cor quero eu dizer.
Quando que uma sala com pouca luz natural usufrui muito mais com a cor e torna-se muito mais confortável com um certo tipo de cor do que se ficar branca, porque achamos que o branco é uma cor clara, por isso a sala fica mais clara por estar branca.
E não é verdade.
Fica uma uma sala às vezes um bocadinho, os ingleses dizem “Lumy”.
Assim um bocadinho, não é carne nem é peixe, só por a pessoa ter medo de perder luz.
E se pusesse uma luz e arriscasse uma cor e arriscasse se calhar já tinha uma sala com mais personalidade onde gostaria de estar, isso é uma dica.
E em relação à parentalidade?
A parentalidade…
Más recomendações que costuma ouvir.
Más recomendações, ai são tantas.
Pode não haver, às vezes é difícil, às vezes é sensível o tema mas…
Não.
Eu digo-lhe uma coisa.
Noutro dia estava a ter, esta semana tive aqui um desentendimento com um dos meus filhos e porque tinhamos os dois opiniões diferentes.
E a certa altura ele virou-se para mim e disse: oh mãe.
Ele tem 14.
Oh mãe, os adultos têm a mania de, como é ele disse?
Eu até mandei a mensagem ao meu marido por WhatsApp para não me esquecer, mas estava tão certo.
Os adultos tratam as não…
Ah os adultos querem que os adolescentes hajam já como adultos, mas não nos deixam decidir como adultos.
Foi assim qualquer coisa desse género.
E eu fiquei a olhar, ele desarma-me sempre com essas coisas e depois de eu estar ali a defender a minha opinião, eu olhei para ele,dei-lhe um abraço e disse: oh Guilherme, tens toda a razão, desculpe desculpe.
Eu peço imensa desculpa e tenho imenso orgulho de ser uma mãe que pede desculpa e que eles saibam que os pais estão a crescer como eles e erram como eles, falamos muito disto cá em casa.
Mas isto de nós exigirmos até aos pequeninos, que façam coisas que nós não fazíamos com a idade deles, às vezes esquecemos que já tivemos a idade deles.
E depois nós não fazermos ou nós não nos deixarmos fazer, não é?
É típico e é uma coisa que podiamos todos melhorar isso.
Muito bem.
Eu tenho aqui uma última questão.
Gracinha, quando se sente assoberbada, perdida ou sem foco.
O que é que faz?
Tiro os sapatos, ponho os pés no chão.
“Keep Ground” de enraizada ponho os pés no chão e respiro.
Eu acho que o respiração é, há duas coisas que são fatores enormes a olhar nos.
É o cansaço e isso obviamente estamos todos, então agora com o trabalho em casa, com os filhos, com escolas não escolas, a tentar arranjar um equilíbrio, muito rapidamente a ebulição sob, não é?
Para a panela de pressão arrebentar.
Mas eu acho que vamos realinhar, vamos parar, vamos ter aqueles momentos para mim, houve, nem que seja escondidos, mas é verdade houve umas conversa qualquer, que eu disse: não, tenham o vosso ritual.
Eles desde muito pequeninos, eu agora já não bebo café, mas eu bebi café durante muito tempo e aquele momento do café para mim era o realinhar e a pensar que podemos ter vários por dia, não cafés, mas momento de realinhamento e não sei como se diz em português.
É realinhamento que se diz?
Sim, sim.
E como eles estudarem, eles não conseguem estudar durante horas, os meus filhos de x em x tempo param, nem que seja 10 minutos.
Vão dar uma voltinha, correm, brincam com qualquer coisa durante 15, 10 minutos e voltam.
Porque o cérebro precisa.
Portanto o cansaço extremo, temos que estar atentos a isso, então eu de vez em quando várias vezes durante o dia, gosto de tirar os sapatos, gosto de fechar os olhos e respirar.
E respirar oxigênio ao cérebro, darmos espaço para pensarmos em soluções rápidas, às vezes problemas diários aqui em casa, onde seja, com as crianças.
Respostas rápidas e é muito importante respirar.
Eu até pus no meu Instagram, respire fundo, tape o nariz de um lago.
Expliquei aí mesmo.
Faça as vezes que for preciso, de olhos fechados, porque e as pessoas realmente deram-me um feedback espetacular, porque realmente sabe bem respirar durante x minutos e voltar a fazer várias vezes durante o dia.
Uau.
E é uma excelente dica também de parentalidade.
Pronto.
Quando nós damos esse exemplo, se calhar as crianças aprendem muito mais facilmente do que se nós tentássemos impor respirar, dizer às vezes não adianta nada, mas praticar adiante totalmente, não é?
Sim.
Portanto eu acho que isso é precioso.
E é uma forma também de cuidarmos de nós próprios e se não estivermos bem, não vamos conseguir ser bons pais.
Claro.
Gracinha, muito obrigado por este tempo.
Nuno muito obrigado também.
Desculpe.
Mas foi precioso e enfim.
Espero poder repetir isto outro dia, quando tiver tempo para nós.
Obrigado pelo sábado e qualquer coisa que precise por favor dispunha está bem?
Conheça as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazer com o seu bebé desde o nascimento até aos 6 meses, com a garantia do Gymboree Play&Music!
Neste início de vida está a desenvolver-se a calma, o interesse e a curiosidade do seu bebé pelo mundo ao seu redor; são meses de muita descoberta do próprio, do outro e do envolvimento. Estas são brincadeiras simples, divertidas e muito estimulantes, que poderão fazer juntos e que ajudarão estreitar os laços afetivos do adulto e do bebé.
Então este vídeo é para si, eu sou a Carolina e vou apresentar de top 10 brincadeiras e estímulos para bebés até aos 6 meses.
Nestes primeiros meses de vida do bebé o que ele mais precisa é de si, e tem em si tudo o que seu bebé precisa para estar bem nestes primeiros dias em que se estão a conhecer, descobrir se a vós próprios, o bebé que conhece melhor o adulto que cuida dele e o próprio adulto que se descobre a si num novo papel.
Nestes primeiros meses está a desenvolver-se a calma, o interesse e a curiosidade do bebé pelo mundo à sua volta, enquanto brincam vão poder estreitar o vosso laço efetivo e isso servirá de base para as novas descobertas e conquistas que aí vêm.
Vamos então ver as 10 melhores brincadeiras para o seu bebé até aos 6 meses.
Bom, é a primeira dica de brincadeira, a sugestão que vos faço é que dancem juntos, com o seu bebé ao colo, procurem um momento em que está tudo calmo e que possam aproveitar para se embalar um ao outro para relaxar, para descontrair e para saborearem este momento. Que pode demorar o tempo que o bebé deixar e quiser, que pode observar algumas respostas por parte do seu bebé.
Mesmo muito pequenino, pois ele abrirá mais os olhos ou poderá mexer um pouco a sua mão quando ouve sua voz, quando sente o seu cheiro e quando é embalado.
Ponha uma música que goste, ou cante para o seu bebé uma música que até se pode recordar ainda da sua infância. O importante é que desfrutem deste momento, que embale o seu bebé, que lhe permita também sentir movimentos diferentes que estará a estimular assim o seu sistema vestibular, o equilíbrio do seu bebé.
Quando se desloca e por tanto através do movimento do bebé, desenvolve também a sua motricidade.
E esta é a nossa dica número 2 para brincar com seu bebê até os seis meses.
Não vai precisar de mais nada, a não ser de si, das suas expressões faciais divertidas, da sua voz que pode ir variando o volume e assim despertar a curiosidade e o interesse do seu beber e desenvolver a sua comunicação, aos poucos e poucos o bebé vai começando a prestar mais atenção às palavras que lhe fala e vai começar a memorizar pequeno sons, que depois poderá devolver-lhe e vai ficar surpreendido de ver como o bebé já consegue pronunciar pequenas sílabas. Coisas simples como lhe dizer “bruuuuu, é um carro!” enquanto olham pela janela do quarto repetitivos e repetir o som várias vezes “brrrrrr”, o carro, o carro a apitar. Como faz? “Pipiiiii”, é um carro!
Converse bem com seu bebé, use as palavras adequadas, faça sons divertidos e vai ver como o seu bebé se entusiasma nestas comunicações. Ou de manhã, dizer-lhe um olá divertido a cantar.
Olá como estás? E como é que vais? É tão bom ver te hoje!
Olá como estás?
Olá meu bebé! Olá olá olá!
A repetição é também uma chave para o sucesso.
E vamos à dica número 3.
Desta vez para estimular o equilíbrio do bebé.
A acompanhar também. Ohh enganei-me! Então vamos repetir!
Ao mesmo tempo que o bebé vai ao fazer esta brincadeira desenvolver o seu equilíbrio, estará também a fortalecer as suas costas e força no pescoço.
E o que é que vamos precisar?
De uma bola de praia, ligeiramente vazia.
Vamos colocar o bebé por cima da bola. Com a sua barriga e peito apoiados, os braços colocados para a frente. E vamos manter contacto visual com o nosso bebê para que ele esteja confiante na brincadeira e ligeiramente vamos fazendo movimentos lado a lado, para a frente e para trás. E convém manter esta atenção aos sinais que o bebê dá. Como está o bebé a reagir à brincadeira.
Se notarem desconforto, basta então segurar novamente o bebé no colo e deixar o bebé descansar um pouco, para depois retomar à atividade.
E aqui vamos nós para a quarta dica de brincadeira para os bebés até aos seis meses. Continuamos a usar a bola de praia ou uma outra bola que tenham por casa.
Desta vez para estimular a coordenação hormonal do seu bebé.
Com esta ou com outra bola poderão jogar a bola um para o outro, estando o bebé apoiado e colocando a bola ao seu alcance.
Poderão fazê-lo como o disse, com o bebé apoiado no seu colo ou então deitado à sua frente, vamos mostrar a bola ao bebé e estimular, incentivar o bebé a alcançar a bola, colocamo-la a uma distância de 20 centímetros para reconhecer o objeto.
E colocando-a próxima das suas mãos, vamos estimular o bebé a agarrar a bola e assim coordenar o movimento da sua mão, com o que os seus olhos vêem, neste caso a bola.
Poderão também, suspender umas bolas com uns fios e assim incentivar o seu bebé a agarrar a bola, a querer tocar-lhe.
Os bebés adoram brincar com bolas!
Dá cá mais 5 Gymbo!
Vamos à quinta brincadeira.
Vamos precisar de um espelho que possam colocar no chão e com ajuda da manta enrolada, colocar o bebé deitado de barriga para baixo assim a fortalecer músculos do tronco, pescoço e dos seus braços e vamos juntar umas bolas ou outro brinquedo que o bebé goste especialmente, estamos a desenvolver também o laço afetivo, uma vez que mantém o contacto visual através do espelho, será muito divertido também observar como o bebé acompanha a bola em movimento pelo espelho. Podem ainda juntar alguns sons. Fazer “cú cú!”
Onde está o bebé? Cú cú
É a mamã e o bebé no espelho!
E esta é a dica número 6!
Vamos usar a lanterna para estimular a visão do bebé, com a lanterna ilumine a palma da sua mão. Desloque-a de um lado para o outro.
Assim estamos estimular a visão do bebé, uma vez que existe aqui o contraste da luz numa zona não iluminada. E desta forma o bebé está a desenvolver a sua capacidade de focar cada vez melhor, de conseguir distinguir cada vez mais cores.
Este é um processo lento até mais ou menos perto de um ano, a visão do bebé a desenvolver passo a passo, poderá iluminar também o seu rosto mas por poucos segundos, que é para o bebé não estranhar a diferença que é no rosto da mãe ou do pai. E continuar a conversar com o bebé para não fazer então tanta confusão.
E vamos à brincadeira número de sete.
Desta vez, para estimular a consciência corporal e também para ajudar o bebé recém-nascido, muitas vezes a libertar-se da sua posição fetal, por tanto vamos ajudar o bebé a esticar os seus braços as suas pernas, no fundo a ajudá-lo a tomar por mais conhecimento sobre o seu corpo.
Do princípio e do fim. Pois agora fora da barriga da mamã, é um ser separado de outro e o bebé vai ganhando esta consciência aos poucos e poucos através das brincadeiras do toque que lhe fazemos, neste caso a esticar e vamos acompanhar a brincadeira com uma música.
Esta brincadeira será para estimular o sorriso do seu bebé. Ali perto dos dois meses, é muito comum observar o bebé a sorrir.
Usei uma cartolina preta e com um lápis branco desenhei um sorriso. Desta forma, com o papel preto e o desenho a branco, é fácil do bebé desde logo muito cedo conseguir observar e distinguir bem a imagem.
Visto que o bebé nos primeiros dias tem preferência por tanto por cores branco, pelo preto e pelo contraste entre estas duas cores. E também gosta muito de formas redondas e assim mostrar ao bebé, à distância de cerca de 30 centímetros, para o bebé conseguir ver bem, sabemos que os bebés reagem de forma mais positiva às caras sorridentes e a dica é que, riu muito, que se divirtam a brincar com os sorrisos.
E vamos à brincadeira número 9, para estímulos aos bebés até aos 6 meses.
Pode se divertir com o seu bebé, também com brincadeiras sonoras para estimular a audição do bebé.
Este é um dos sentidos que já está bem desenvolvido à nascença, uma vez que o bebé dentro da barriga da mãe já ouve vários sons e é capaz de os reconhecer cá fora, por isso vale a pena cantar músicas e reproduzir alguns dos sons também do ventre materno para acalmar o seu bebé.
Para esta brincadeira vai precisar de uma garrafa de água vazia e depois colocar algumas miçangas coloridas, garantir que na zona da tampa da garrafa ela está bem selada com uma fita cola por exemplo, e ainda usar algumas fitas para decorar também esta garrafa e tornar assim o objeto mais atrativo. Pois esta brincadeira é um estímulo auditivo mas também visual, em termos da audição vai estar a desenvolver a capacidade de o bebé, identificar a origem do som e neste caso brincamos com o bebé, hora de um lado e hora do outro.
E realmente até deslocamos o objeto, fora da visão do bebé, porque o bebé realmente procure o som da garrafa, pode juntar ainda uma música à brincadeira, por exemplo sobre a chuva.
E chegámos à brincadeira número 10.
Esta brincadeira vai ao encontro da estimulação tátil.
Assoprar.
Uma brisa suave.
Enquanto brincam dentro de casa, é também uma maneira de se imaginarem num passeio na rua.
E vamos soprar várias partes do corpo do bebé, pois assim também ajuda à consciência corporal.
O bebé vai tomando conhecimento acerca do seu corpo. Neste contacto com o meio envolvente e com quem cuida do bebé e poderão ainda usar uma fraldinha do bebé para fazer um movimento como se o vento estivesse aqui.
E é também um estímulo visual para o bebê acompanhar a fraldinha em movimento, como o vento.
Os cabelos do bebé, a orelha e ainda no pé.
E o que é ainda mais divertido é poderem soprar em zonas que são menos expostas, como por exemplo os espaços entre os dedos dos pés, das mãos e soprar cada pedacinho do corpo do bebé, que vos ajuda também a manter esta relação de proximidade e permite vos, conhecer coisas novas no bebé que nós não conseguimos ver logo à primeira vista. E portanto o laço afetivo também se fortalece.
E foi este o nosso top 10 brincadeira e estímulos para os bebés até aos seis meses.
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No que ao universo das famílias diz respeito, o tempo dos ponteiros do relógio é o que mais conta.
São muitas as famílias que veem o tempo não chegar para tudo o que gostariam de fazer ao longo do seu dia, vivendo num malabarismo constante entre as tarefas do trabalho, da casa e os filhos. O tempo parece escapar das mãos e andamos sempre a corre atrás dele.
Isso também é verdade quando constatamos o quanto os filhos cresceram! Ouvimos muitas vezes os pais dizerem “O tempo voa!” , “Ó tempo vai mais devagar!”. Isto deve soar-lhe familiar não é?
Os pais desejam tempo de qualidade com os seus filhos, para se poderem demorar em longas brincadeiras e refeições calmas e sem horas, e tendem a esperar pelo tempo das férias ou daquele fim-de-semana prolongado, para o poderem fazer e desfrutar de um bom tempo com os seus filhos.
Sabia que não tem de esperar mais? Pode começar já hoje a aproveitar ao máximo os minutos que tem com o seu filho.
Oiça aqui a opinião da Psicóloga Inês Afonso Marques da importância de 15 minutos de brincadeira por dia com o seu filho e como esse tempo especial tem impacto na vossa relação, no autoconhecimento da criança, no seu autocontrolo e regulação das suas emoções, como lhe permite a si, pai, conhecer mais o seu filho, os seus gostos e preferências, descobrir a palavra nova que ele já sabe dizer e poder ensinar-lhe outras novas, sem dar pelo tempo passar…
E até mesmo um momento rotineiro do dia pode ser especial e a criança pode tornar-se mais cooperante na realização dessas tarefas quando lhes adicionamos uma boa dose de diversão.
Sabe como tornar uma rotina divertida?
Como envolver as crianças nas tarefas domésticas?
A participação das crianças nas tarefas da casa é algo que lhes dá prazer, pois gostam de imitar os adultos. Esta é uma forma de juntar o útil ao agradável.
Veja aqui as nossas dicas em vídeo sobre o envolvimento das crianças nessas tarefas, como limpar, aspirar, arrumar e cozinhar.
Aproveitem bem os dias para muitas brincadeiras com as crianças. Contem-nos como tornam o vosso dia-a-dia especial!
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