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Top 10 Brincadeiras Crianças – 22 a 28 meses

Top 10 Brincadeiras Crianças – 22 a 28 meses

 

 

Programa Play Lab Academy para fazer em casa!

Tem um bebé entre os 22 e os 28 meses?

Assista a este vídeo e descubra as 10 melhores brincadeiras e estímulos para fazerem juntos, com a garantia do Gymboree Play&Music!

Parabéns! A sua criança chegou à fase em que começa a pensar de forma criativa; aos poucos irá aprender a usar palavras, imagens e objetos (símbolos) para comunicar e desenvolver as suas próprias ideias. Poderá observar isto enquanto brincam por exemplo aos jogos faz-de-conta. A brincadeira continua a ser um bem essencial do seu filho. É a forma que tem de aprender sobre o si próprio, sobre o mundo e as pessoas que o rodeiam. Por isso, incentive-o a brincar sempre (sozinho ou acompanhado, dentro ou fora de casa, em todo o tempo, lugar e circunstância).

Gostaria de ver alguma brincadeira em particular?

Clique nos links em baixo e divirtam-se muito!

Brincadeira #1: Brincadeiras faz-de-conta 01:16

Brincadeira #2: Dança da luz 03:02

Brincadeira #3: Esconderijo secreto 03:55

Brincadeira #4: Vou-te papar 05:02

Brincadeira #5: Parar e avançar 05:51

Brincadeira #6: Mãos à obra 07:28

Brincadeira #7: Atira a bola 08:53

Brincadeira #8: Passeios a cavalo 10:50

Brincadeira #9: Da cabeça aos pés 12:28

Brincadeira #10: Copos mágicos 13:35

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Olá, eu sou a Patrícia professora Gymboree, bem-vindos a mais um top 10 brincadeiras e estímulos.

Desta vez para crianças entre os 22 e os 28 meses.

Está pronto para brincadeiras super divertidas e benéficas para si e para o seu filho?

Então assista a este vídeo e subscreva o nosso canal para estar a par das novidades!

 

Nesta fase as crianças aprendem a pensar de forma criativa.

Elas utilizam os símbolos, como as palavras, as imagens, os objetos para comunicar e desenvolver as suas próprias ideias.

Muitas vezes nos jogos faz de conta.

Se observarmos uma criança a brincar, podemos ver a concentração a examinar cada objeto, o entusiasmo a cada esforço, a alegria que a radiam, quando conseguem atingir um determinado objetivo.

E isto demonstra que para eles brincar é um assunto sério. É a forma que eles têm para conhecer mais sobre si mesmos, sobre o mundo e os outros que os rodeiam.

Também para testar e puxar os limites das suas capacidades. Por isso enquanto brincam sigam os interesses da sua criança, dê reforços positivos e divirtam-se muito.

Estas são as nossas dez sessões.

 

Começamos este top 10 brincadeiras e estímulos com as brincadeiras faz-de-conta.

E aqui cabem infinitas brincadeiras e jogos que podem fazer juntos.

A exploração de temas imaginários e as brincadeiras faz-de-conta promovem o pensamento simbólico, que é a verdadeira chave para a inteligência, porque permite que a criança formule as suas próprias ideias e usem a imaginação.

Estas brincadeiras também estimulam a linguagem e a interação com os pares.

Encoraje o interesse do seu filho por estas brincadeiras, disponibilizando-lhe diferentes materiais do cotidiano, por exemplo, aqui temos alguns objetos da cozinha como copos, tigelas, colheres, colher de pau, uma vassourinha adequada ao tamanho da criança, temos também uma mochila.

Tudo o que tiver por causa e que a sua criança possa explorar em segurança.

Deixe-a explorar à vontade e deixe-a guiar a brincadeira.

Em alternativa podem sempre brincar vestindo-se.

Aqui temos umas gravatas, um lenço, sapatos diferentes, uma mala, um chapéu e por casa abra um baú e tirem esses tesourinhas, que podem ser tão divertidos para a criança explorar e vesti mesmo que ela não seja capaz ainda de criar uma história com a roupa que escolheu.

Vai sempre gostar de se vestir e de se sentir diferente.

Uma outra brincadeira faz-de-conta, é brincarem aos animais, por exemplo, poderá fazer uma visita ao Jardim Zoológico com o seu filho.

Como?

Peça-lhe que estique o pescoço o mais possível como uma girafa, ou que corra mais rápido como uma chita ou que trepe por exemplo o sofá da sala como um macaco a trepar uma árvore. Ou então que nada no fundo do oceano, que é o chão da sala ou do quarto e divirtam-se.

 

Avançamos agora para a dica número 2 com a dança da luz.

Arranje uma lanterna com um botão de ligar e desligar fácil de manusear.

Depois escureça a divisão da casa onde se encontram.

Inicialmente, dirija a luz da lanterna para o teto, para os móveis, para si próprio, também para as diferentes partes do corpo da criança.

Depois deixe ser a criança a fazer esta dança da luz.

Poderá colocar uma música calma e assim deixar a criança expressar-se à vontade. Passado pouco tempo a criança irá sentir um enorme prazer, ao perceber que consegue controlar o movimento da luz. E assim estará a estimular não só movimento expressivo, mas também o seu sentido de competência.

 

E esta é a nossa dica número 3.

Construa um esconderijo secreto.

Poderão fazê-lo com uma caixa de cartão.

Por exemplo, recortando uma porta num dos topos, fazendo também alguns buracos que poderão ser as janelas e assim a criança será capaz de estar lá dentro da caixa e conseguir ver o que se passa cá fora.

Poderão fazer também este esconderijo secreto com uma tenda, utilizando duas cadeiras e um lençol.

À semelhança do que já fizemos num dos nossos vídeos anteriores, que deixamos aqui o link.

Encoraja o seu filho a encher este esconderijo com os seus brinquedos e livros preferidos.

E pergunte-lhe mesmo: o que é que vamos fazer nesta cave secreta?

E deixe o seu filho brincar e explorar à vontade, mas é importante que o adulto assumam um papel nesta história.

Rapidamente se vai a perceber que a criança vai transformar este esconderijo num ninho, num castelo, num avião, num carro, naquilo que ela conseguir imaginar. O que demonstra de facto a sua capacidade imaginativa e o seu pensamento simbólico.

 

Para a quarta dica de brincadeiras e estímulos para crianças dos 22 a 28 meses, sugerimos transformar o seu filho num alimento.

Poderá ser uma banana, um cachorro-quente ou qualquer outro alimento.

Para isso precisa apenas de um lençol ou de um cobertor.

Primeiro, envolva a sua criança no lençol ou no cobertor, sempre com a cara destapada.

E depois faça um grande espetáculo a descascá-la, basta puxar gentilmente do outro lado do lençol para a desenrolar, em seguida coma-a.

Nham nham nham nham nham nham nham!

Com muitos beijinhos, abraços, cócegas e mordidelas.

Depois podem trocar de papéis.

Quantos alimentos conseguem fingir que são?

Puxe pela criatividade da sua criança e divirta-se muito.

 

Já estamos na dica de brincadeira número 5.

Crie uma banda, pára e avança.

Convide o seu filho a bater em algum objeto de plástico ou metal que tenha em casa.

Poderá ser um alguidar, ou um outro brinquedo, por exemplo aqui temos um pequeno tambor.

Vá dando pistas ao seu filho de quando é que é para tocar. E quando é que é para parar.

Poderá associar uma canção.

Por exemplo, vamos?

Toca toca toca, toca toca toca, toca toca toca toca toca até parar!

Paramos? Conseguimos parar?

É importante que o adulto demonstre a brincadeira e a repita várias vezes para que a criança consiga perceber, a dada altura até já vai antecipar o momento de pausa.

Deixamos também uma alternativa muito divertida que é a dança do Freeze.

Fica aqui em cima o link para vocês visitarem também.

Esta brincadeira pode parecer de fato muito simples, mas ajuda a criança a desenvolver a sua memória, atenção e concentração e também a sua linguagem.

Numa segunda fase, quando a criança já dominar este procedimento do pará e do avança, poderá dar pistas de uma outra forma, por exemplo utilizando sons ou então mostrando alguns sinais, por exemplo, o verde para tocar e o vermelho para parar.

Isto ajudará a criança a associar o símbolo, neste caso a cor, a um conceito, do avança e do pára.

O que constitui um marco muito importante para a preparação de leitura.

 

Nesta dica de brincadeiras e estímulos números 6, sugerimos colocar as mãos à obra.

Poderá fazê-lo através de brincadeiras do foro mais artístico, como pinturas de água, numa tarde quente, poderá dar à criança uns pincéis baratos, um baldinho de água e deixá-la pintar ou o passeio da rua ou uma parede colorida que tenha em casa.

A vantagem é que a água seca, e não há qualquer risco de sujar nada.

Uma outra opção, é dar à criança uma tina ou um pratinho com espuma de barbear. E deixar a criança explorar a sua textura, ou até mesmo fazer desenhos com ela, numa superfície que não a tenha qualquer problema.

Nesta fase, também pode dar início aos dotes culinários do seu pequeno, fazendo em conjunto com ele uma receita simples de pão. E deixando-o explorar a massa, enrolando a maçã, espalmando, cortando com peças de plástico não cortantes, verá como o seu filho está tão crescido que já é capaz de seguir uma a duas indicações que lhe sejam dadas e ajudar em algumas tarefas simples.

Todas estas atividades são muito valiosas para estimular a motricidade fina, a linguagem e a imaginação da sua criança.

 

Esta é a sétima dica de brincadeira.

O simples jogo de atirar e apanhar a bola.

A maioria das crianças consegue atirar a bola muito antes de a conseguir agarrar, de qualquer forma elas adoram envolver os seus bracinhos em bolas de árvore, por exemplo, as bolas de praia ou até mesmo os balões.

E com uma certa dose de prática e de paciência da parte do adulto ela será bem sucedida em atirar e agarrar a bola.

Poderão sentar-se frente a frente ou o adulto agachado e a criança de pé, para que estejam mais ou menos ao mesmo nível.

E inicialmente, o adulto pede à criança que ela atire a bola e assim o adulto demonstrará como se agarra.

Depois o adulto atira a bola à criança, e a criança irá tentar agarrá-la.

Isto vai demorar algum tempo, serão necessárias várias repetições para que ela consiga fazer.

Quando ela já for bem sucedida, poderão aumentar a distância que vos separa.

Se observarmos à lupa esta brincadeira tão simples, poderemos encontrar inúmeros benefícios, desde a socialização à promoção da motricidade global e da coordenação olho-mão.

Boa!

Apanhar a bola requer reflexos rápidos e um bom conhecimento espacial, o que demora ainda algum tempo a adquirir.

Esta brincadeira normalmente prende as crianças por algum tempo, o que demonstra também duas coisas muito importantes, a capacidade de resiliência que a criança tem e que vai desenvolvendo ao longo do tempo, isto de tentar e voltar a tentar até ser bem sucedido e por outro também a capacidade de manter o foco na tarefa, de facto poderá verificar que em algumas brincadeiras, a criança já consegue manter-se focada e concentrada durante mais de 30 minutos.

O que reflete também o desenvolvimento intelectual que é tão notório nesta fase.

 

Já chegamos à oitava sugestão deste top 10 brincadeiras e estímulos para crianças dos 22 aos 28 meses.

A sua criança faxina se com imagens de cavalos, então dê-lhe a oportunidade de fazer um passeio a cavalo.

O adulto fará de cavalo apoiando-se com as suas mãos e os joelhos no chão.

A criança ficará sentada nas suas costas ou nos seus ombros, certifique-se que ela está segura e esteja sempre pronto a agarrá-la, caso ela se desequilibre.

Poderá começar por ficar nesta posição durante algum tempo para que a criança se sinta confortável também com a brincadeira, depois poderá baixar e subir a parte superior do seu corpo. Ou então balançar lado a lado para desafiar o equilíbrio da criança.

Por fim poderá então fazer mesmo um passeio pela divisão da casa onde se encontram.

Ihhh!

Vamos sair? Boa

Nesta fase a sua criança já caminha muito bem, mas isso não significa que eu sou equilíbrio esteja completamente desenvolvido enquanto gatinha ou balança lado a lado com a criança nas suas costas ou nos seus ombros, estimulam a ajustarem e a manterem o centro de gravidade a cada momento.

Para além de que, alarga a sua imaginação ao fingir que é um cavalo montado num cavaleiro.

Ao fingir que é um cavaleiro montado no cavalo.

Que disparate!

 

Estamos na reta final deste top 10 com a nona brincadeira.

Certamente que se recorda da música cabeça, ombros, joelhos e pés do original em inglês, head, shoulder, knees and toes.

Se não se recorda, não se preocupe.

Deixamos aqui também, a versão do nosso canal Gymbo for kids.

Esta é uma brincadeira muito simples em que terá apenas de cantar a canção e apontar com as duas mãos para as partes do corpo nomeadas.

Incentive a criança a fazer o mesmo, por isso será importante fazerem frente a frente.

Repita várias vezes a canção e vá aumentando o ritmo.

Será que a criança consegue fazer autonomamente a coreografia ou baralha-se?

Se for necessário, segure então nas suas mãozinhas e acompanhe ao longo da coreografia.

A música e a dança são de facto ferramentas muito simples e divertidas que estimulam fortemente o desenvolvimento infantil.

Por exemplo com esta canção e coreografia apenas, a criança trabalha a sua consciência corporal, a sua motricidade global, a sua memória, a sua audição e também a exploração do ritmo.

 

Vamos então à última sugestão de brincadeiras e estímulos deste top 10 para crianças dos 22 aos 28 meses.

A sua criança está tão crescida que certamente já reparou, que ela é capaz de procurar o seu brinquedo preferido exatamente no local onde deixou no dia anterior. E isto é resultado do desenvolvimento do conceito da permanência do objeto e também da sua memória. Portanto vamos continuar a estimular estes dois aspectos com o jogo dos copos mágicos, que é um autêntico desafio da memória.

Precisa então de dois ou mais copos.

Aqui temos três, com cores bastante distintas e um objeto que possa ser escondido por baixo dos copos, aqui temos umas castanholas.

É importante que a criança esteja a ver todo este processo.

Poderão estar lado a lado ou frente a frente.

Vamos colocar então as castanholas por baixo de um copo, pode ser do copo azul e vamos mover.

Olha, Gymbo onde estão as castanholas?

Independentemente da criança acertar ou não, é sempre importante que dê reforços positivos, por exemplo, se ela apontar para o copo laranja, podemos dizer: olha não está aqui! As castanholas onde estão? Vamos tentar outra vez? Ah! Estam aqui, muito bem! Vamos fazer de novo?

Repita várias vezes este jogo, porque certamente a sua criança irá gostar muito.

Tenha só em atenção que, enquanto mexe os copos não deverá mover nem muitas vezes nem demasiado rápido.

Porque este é um jogo que pode baralhar também os adultos, divirtam-se muito com esta brincadeira, enquanto estimulam a resolução de problemas e a memória do seu pequeno, mas também do adulto.

 

Terminámos por hoje o nosso top 10 brincadeiras e estímulos para crianças entre os 22 e os 28 meses.

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Vemos no próximo vídeo, divirtam-se!

 

Mamã, tenho medo do escuro! [10 dicas para afastar o medo] 1

Mamã, tenho medo do escuro! [10 dicas para afastar o medo]

O seu filho, sempre tão corajoso durante o dia, queixa-se com medo do escuro à noite? Como afastar este medo do seu coraçãozinho assustado?

Sabemos que, eventualmente, já tenha sido há muito tempo… mas também deve ter sentido medo do escuro. Este medo é perfeitamente normal mas é preciso distingui-lo, consoante a idade das crianças.

Nas crianças entre 1 ano e meio e os 3 anos é um medo primário, arcaico e visceral. Nas crianças entre os 4 anos e os 10 anos, o medo já é um pouco mais complexo. Entendamos as diferenças!

Nas crianças entre 1 ano e meio e os 3 anos

O medo do escuro está muito associado a medos muito específicos. Temos o exemplo do Lobo Mau. Nesta idade, a criança tem um medo real de ser devorada. Está mesmo convencida que animais ferozes se escondem atrás das cortinas. Este seu medo está muito associado ao medo do vazio debaixo da cama e à sua cama.

Por isso, nem sequer se atreve a colocar um braço a pender fora da cama. Só de imaginar que tem de percorrer um caminho longo e escuro até à casa de banho, pode chegar a fazer xixi na cama.

Nas crianças entre os 4 anos e os 10 anos

Nesta idade, descortinar o medo do escuro já é mais complexo. Eis algumas razões pelas quais esse medo ainda persiste:

  • Há um medo perante o desconhecido (Com luz, nada se vê. Sem luz, podem aparecer feiticeiras, ladrões e até velhas esquisitas!)
  • Angústia a nível escolar (Não sentir que está à altura dos desafios apresentados diariamente, por exemplo. Ou a presença de colegas mais fortes durante o recreio)
  • Questões existenciais angustiantes (O que se passa depois de adormecermos? E se não voltar a acordar?)

Como ajudar o seu filho?

1 – Peça para partilhar consigo o seu medo. Se ele não conseguir, peça para lhe fazer um desenho.

2 – Pode comprar uma luz de presença, para que a criança se sinta “acompanhada”.

3 – Compre um ou mais livros sobre esta temática. Com a leitura, a criança vai aperceber-se que é um medo amplamente partilhado. E assim, ela ficará muito mais tranquila.

A Fnac sugere estes 7 livros.

4 –  Ter um companheiro de peluche pode ajudar a criança a sentir-se mais calma. Ou um objeto mais defensivo, ao estilo cavaleiro, como por exemplo, uma régua ou uma espada de plástico. 

Mamã, tenho medo do escuro! [10 dicas para afastar o medo] 2

5 – Dar um longo e sentido abraço.

6 – Fazer uma última ronda ao quarto antes de se deitar para garantir que não há nada de estranho ou assustador debaixo da cama, dentro dos armários ou atrás dos cortinados.

7- Usar uma lanterna para fazer uma caça ao tesouro no quarto escurecido. Esconda alguns brinquedos da criança para juntos os encontrarem.

8- Fazer jogos de sombras com as mãos na parede do quarto.

Mamã, tenho medo do escuro! [10 dicas para afastar o medo] 3

9 – Fazer uma mini-discoteca no quarto escurecido com umas luzes coloridas e música do gosto da criança. Dancem muito e espantem os medos!

10 – Porque o medo se veste de preto, vamos dar-lhe cor. Fazer um desenho num papel preto, dando cor ao que era escuro, transformando o medo do escuro em algo mais luminoso, colorido e quem sabe divertido. A criança tem medo de animais grandes, monstruosos e assustadores? Por que não desenhá-los com roupas às riscas, bolinhas e muitos folhos, com uns óculos e um chapéu de festa, pendurados nuns  balões a voar para muito muito longe?!

Sem desvalorizar esse medo sentido pela criança pode introduzir alguma piada e elementos divertidos para se rirem dessa causa do medo, por exemplo, os monstros. O objetivo é torná-los mais pequenos aos olhos da criança e fazê-la sentir no controlo, como se pudesse mandar nesses monstros, e assim a criança sente-se mais segura.

Para além do medo do escuro, existem outros que surgem à medida que a criança cresce. Quando as crianças têm medos, o melhor é ajudá-las a compreender esses medos.

Aqui pode ver mais formas de ajudar a criança a superar os seus medos: https://uptokids.pt/opiniao/medos-na-infancia-o-que-podemos-fazer-para-ajudar/

Aí por casa, os pequenos sentem medo?  Como os têm ajudado a lidar com isso?

 

Como educar uma criança? 4

Como educar uma criança?

EDUCAR

“É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.”
Provérbio Africano

Serão pai e mãe igualmente capazes de responder de forma adequada a todas as necessidades de uma criança? De facto, pai e mãe são igualmente capazes de o fazer, sendo a personalidade e o comportamento educativo dos pais determinantes para o desenvolvimento cognitivo, social e afectivo e, em última instância, para o bem‐estar pessoal e o sucesso dos filhos.

A Família como centro da educação

As relações entre pais e filhos são espaços privilegiados para as crianças aprenderem os primeiros passos em domínios como a comunicação, relacionamento interpessoal, linguagem, relacionamento afectivo, atitudes e crenças.
Das interações pais‐filhos surgem diferentes formas de educar e diferentes formas de ser. Em 1971, Baumerind identificou três estilos parentais, que refletem distintas considerações sobre áreas centrais da educação, como a comunicação, o controlo, a afetividade e as exigências relativas à autonomia. Assim, cada estilo parental traduz diferentes atitudes, crenças e comportamentos dos pais perante a educação dos filhos sendo possível encontrar, mesmo no seio do próprio casal, diferenças nas práticas educativas.

Estilos Parentais

Alguns pais optam por controlar os filhos através do poder e do medo, impondo regras rígidas e recorrendo frequentemente à força e à ameaça para as fazer cumprir. São pouco afetuosos e pouco atentos face às necessidades da criança, podendo por vezes delegar‐lhe responsabilidades que não se adequam ao seu nível de desenvolvimento. Estes pais enquadram‐se num estilo parental autoritário.
Outros há que, apesar de estabelecerem uma relação razoavelmente afetuosa com os filhos, não definem regras, limites ou estrutura, abdicando totalmente do poder. Estes pais parecem ausentes ou pouco interessados nos filhos, considerando não ter um papel ativo, nem responsabilidade, no comportamento dos mesmos. Estamos, neste caso, perante um estilo parental permissivo.
A investigação tem demonstrado que o estilo de educação mais eficaz é o estilo democrático ou autoritativo, porque embora a mãe e o pai sejam detentores de poder, partilham‐no com os filhos. Este estilo conjuga a autonomia com o afeto. Estes pais valorizam a disciplina, impondo limites razoáveis, apresentados de forma consistente. Além disso, proporcionam um ambiente estimulante, tendo expectativas apropriadas relativamente ao comportamento da criança.

educar com limites

Os estilos parentais e as competências que a criança desenvolve

Os estilos parentais parecem influenciar a maneira de ser e estar das crianças e as suas competências para lidar com o mundo que as rodeia. Uma criança educada segundo um estilo autoritário pode não se sentir amada nem merecedora de confiança. A insegurança, dependência, baixa auto‐estima e insatisfação estarão, muito provavelmente, presentes na sua vida. Quando adulta poderá revelar falta de responsabilidade pessoal, sentir‐se inferior, só e desconfiada.
Se for educada segundo um estilo parental permissivo, a criança para além de não se sentir amada nem merecedora de confiança e com baixa auto‐estima, pode sentir‐se ainda confusa, desencorajada, dependente, rejeitada e insegura. Em adulta poderá ter dificuldade em respeitar os sentimentos dos outros, pensar que pode fazer o que lhe apetece e ter pouca consciência de responsabilidade social.
Uma criança educada através de um estilo democrático tende a sentir‐se amada, merecedora de confiança, respeitada, segura, feliz e com elevada auto‐estima. Em adulta tenderá a ser responsável, respeitadora, amiga, disciplinada e determinada.
As diferenças entre pai e mãe na forma de educar os filhos podem levar a que a criança aprenda estratégias diferentes para lidar com cada pai, manipulando o que pode ou não fazer com um ou com outro. A inconsistência das práticas parentais é perturbadora para o desenvolvimento harmonioso da criança, podendo gerar sentimentos de insegurança. A consistência na prática parental é, de facto, fundamental para o bem‐estar de todos.

Ideias que podem contribuir para a harmonia e equilíbrio familiares:
•  Evite conflitos à frente do seu filho originados pelas diferenças entre estilos educativos.
•  Para evitar conflitos, converse antecipadamente com o/a pai/mãe do seu filho sobre os aspetos que considera importantes de forma a delinearem formas de agir em conjunto.
•  Não dispute o poder sobre a educação do seu filho, lembre‐se que ambos os pais podem desempenhar um papel determinante em diferentes situações.
•  Compreenda que algumas situações requerem cedências ou mudanças da sua parte ou da parte do/a pai/mãe do seu filho ou de ambos.
•  Seja flexível.

Educar é um desafio…

Perante o desafio da educação, Harvey Karp, conceituado pediatra americano, salienta, numa das suas obras, cinco razões pelas quais até os “pais perfeitos” (se eles existissem!) sentem dificuldades no seu papel de educadores.
‐ Sentimentos de frustração. Alguns comportamentos da criança frustram e zangam o adulto.
‐ Sentimentos de fracasso. As “batalhas” do dia‐a‐dia poderão fazê‐lo sentir‐se incapaz.
‐ Sussurros do passado. Alguns sentimentos relativos à sua infância poderão estar de volta.
Temperamento. As personalidades de alguns pais e alguns filhos podem entrar em choque.
‐ Estilo de vida moderno. O estilo de vida contemporâneo não foi feito para nos ajudar com os nossos filhos.

Limites… apertados ou soltos?

O estabelecimento de limites é uma forma de guiar a criança pelo labirinto da vida. As paredes poderão ser construídas muito próximas umas das outras e a criança irá deparar‐se com limites rígidos e com bastantes regras para cumprir, ou poderão ser construídas paredes afastadas umas das outras e aí a criança irá encontrar bastante espaço de ação e flexibilidade. Ao crescer a criança ganha maior mobilidade e curiosidade pelo mundo envolvente, empurrando algumas paredes, testando a sua robustez. Consequência? Pais e educadores sentem‐se obrigados a ceder, abrindo algumas portas, facilitando algumas passagens pelo labirinto. Importa não esquecer que os limites ajudam a criança a saber o que esperar de si própria, dos outros e do mundo, transmitem segurança e noção de controlo. Por isso, em resposta às tentativas de derrubar paredes e criar novas portas, a criança ganhará se perceber a melhor forma de seguir o labirinto, ladeada pelas paredes orientadoras, construídas pelos seus pais.

Sabia que pode elogiar sem falar?

Quando se pensa em educação, pensa‐se necessariamente em comportamentos adequados e comportamentos desajustados, ou bons e maus comportamentos, sendo estes os que atormentam os educadores. Mantendo o foco no positivo, naquilo que corre como desejado, pais e educadores poderão reforçar o “bom comportamento”. Ao fazê‐lo, de forma adequada, aumenta‐se a probabilidade de ver esses comportamentos serem repetidos. Existem inúmeras formas de recompensar positivamente um comportamento desejado. Alguns gestos simples e genuínos possuem um poder incomensurável.

O Dr. Karp revela algumas formas de elogiar e recompensar uma criança, sem que seja verbalizada uma única palavra:
‐ Olhar interessado
‐ Sorriso
‐ Festa na cabeça
‐ Abraço
‐ Um sopro no cabelo
‐ Uma “palmadinha” nas costas
‐ Erguer as sobrancelhas como sinal de surpresa agradável
‐ Sinal positivo com o polegar erguido
‐ Hmmmmm e Uau e Uh‐huh…
‐ Piscar o olho
‐ Abanar as mãos ou pedir “mais cinco”
‐ Colar os desenhos da criança na parede

Ao tomar consciência destas questões muitos são os pais que ao olhar para trás se sentem responsáveis ou até desiludidos pela forma como educam os seus filhos. Sendo certo que o princípio que norteia os estilos educativos da generalidade dos pais é o do “melhor para”, nem sempre as coisas resultam no que foi ambicionado, uma vez que, a cada momento, cada criança é uma criança, cada pai é um pai, cada família é uma família e cada sociedade é uma sociedade. Ainda assim, importa salientar que nada é definitivo e, do mesmo modo, a cada momento é possível e desejável que se adquira a consciência e a coragem necessárias para romper com crenças desajustadas, pondo em prática mudanças passíveis de fomentar na criança auto‐estima, confiança e autonomia e, nos pais, um sentimento de competência e segurança, condições fundamentais para o bem‐estar de todos.

Inês Marques

 

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Os benefícios dos Jogos de Tabuleiro nas crianças

Jogos de tabuleiro para crianças

 

A vida frenética,  o stress do trabalho são apenas algumas das coisas que acontecem aos Pais diariamente. Isto acaba por limitar o tempo que se passa com os filhos. Por isso, é importante resgatar as clássicas brincadeiras dos jogos de tabuleiro em família.

Leia aqui quais são os benefícios dos jogos de tabuleiro para crianças.

 

Melhoram as relações sociais

Os jogos geram, tanto em crianças como nos Pais, alguma competitividade mas também espírito de equipa. Apesar de poder existir apenas um vencedor, se se focar na diversão e nas aprendizagens do jogo, ninguém perde no final das contas.

Essa socialização será capaz de gerar comportamentos e noções de cooperação, autocontrolo e honestidade. Transferindo isto para o ambiente escolar, gera facilidade na compreensão de conteúdos e no processo comunicativo das crianças.

É muito positivo para o cérebro

De acordo com a neurociência, atividades de lazer como os jogos de tabuleiro estimulam as conexões cerebrais e podem retardar o surgimento de doenças degenerativas como o Alzheimer.

Esses jogos moldam a forma de raciocínio devido ao poder de concentração que exerce em quem joga.

O xadrez, por exemplo, tem a capacidade de construir um pensamento crítico, disciplina, paciência e análise das consequências. Para além de exercitar a memória e competências de tomadas de decisão.

Estimula a aprendizagem

Os jogos de tabuleiros podem-se tornar fundamentais no desenvolvimento e na formação das crianças pelas suas características lúdicas e pela sua importância pedagógica.

O famoso Monopoly pode proporcionar o gosto pela matemática, por exemplo, pelo simples facto de ensinar como lidar com o dinheiro e com orçamento.

Uma interação que transcende o virtual

Nos dias de hoje e com o excesso de tecnologia tão presente, é importante controlar o risco de se perder o contato com os outros.

Os jogos de tabuleiro servem de estímulo psicológico para as crianças, ao mesmo tempo que permitem reconhecer e enfrentar certas emoções. Por serem jogos que envolvem outras pessoas, contribuem para a sua relação com os outros. Tudo isto misturado com muitas risadas e um bom ambiente.

É preciso lembrar que os jogos dependem da idade das crianças, e existem jogos feito para todas elas. Apesar de qualquer diferença de idade, todos têm em comum a finalidade de todos se divertirem de maneira saudável.

Entre eles estão os mais clássicos como o xadrez, as damas e também o dominó, que ensinam as crianças a pensar e estabelecer estratégias e procedimentos para atingir determinados objetivos.

Outro clássico trata-se das Palavras Cruzadas ou Scrabble. Esse jogo contribui para ampliar o vocabulário e ajuda a descobrir novas palavras e os seus significados.

Boas Brincadeiras!

Saiba mais sobre o foco e a concentração das crianças

O que faz um pediatra?

Como conseguir mais gargalhadas dos nossos filhos? 5

Como conseguir mais gargalhadas dos nossos filhos?

Nada enche mais os nossos corações do que as gargalhadas dos nossos filhos.

Sabia que rir juntamente com o seu filho desempenha um papel muito importante no desenvolvimento da sua auto-estima? Outro benefício é que ficará mais apto a resolver problemas e conseguirá aprimorar as suas competências sociais.

Para desenvolvermos o sentido de humor dos nossos filhos, também temos de ter um bom sentido de humor! E como o desenvolver?

Coisas tão simples como rir de si mesmo quando entorna a sua caneca de leite envia uma mensagem ao seu filho de que não há nenhum problema em cometer erros. Tal como não há problema em rir desses mesmos erros.

Se consegue rir quando comete um erro, está a demonstrar-lhe que consegue aceitar a sua imperfeição. Isso faz com que a ideia de se levantar e tentar novamente, quando cai, seja menos intimidante para o seu filho, e é mais provável que continue tentando, quando cai. Como bem sabe, também devemos encorajar o fracasso porque desperta novas aprendizagens!

As crianças oferecem-nos muitas oportunidades para um riso fácil (às vezes inconscientemente!).

É importante encorajar o riso e sermos o melhor público possível respondendo à sua tentativa de humor. Pode não achar que é engraçado bater na parede mas, se isso os faz rir, continue a bater!

Então, vamos encorajar os risos dos nossos filhos  fazendo caretas e sons engraçados. Reconheçamos: os nossos filhos só vão pensar que somos engraçados por um período de tempo bastante limitado!

Eis algumas das nossas formas preferidas de conseguir risadas dos nossos pequeninos:

Infantil

  • Caretas engraçadas: Abra bem os olhos, puxe as bochechas e deite a sua língua para fora. Com esta atividade, o mais importante é provocar o riso do seu filho, que deverá obter em resposta ao que está a fazer. Ele eventualmente tentará copiá-lo.
  • Jogo da surpresa: Mude a sua expressão facial toda vez que disser “Buuu!”. Depois dos 4 meses, os bebés adoram o elemento surpresa!
  • Sons engraçados: crie os seus próprios sons ou copie os ruídos do seu filho enquanto sorri e ri para reforçar que o comportamento é engraçado.

Criança

  • Rimas engraçadas: “Vem para aqui, Javali!”, “Dá-me um beijinho, golfinho!” ou “Fora da porta, sua orca!”
  • O inesperado engraçado: Pegue no seu pé e finja fazer um telefonema idiota. Coloque uma tigela na sua cabeça e diga que é um chapéu.

Pré escola

  • Vozes diferentes: Ao ler para o seu filho, altere as vozes de cada personagem. Quanto mais tola a voz, melhor!
  • Vestir-se mal: Incentive o seu filho a vestir as suas roupas e finja que veste as dele. Eles vão achar engraçado só o facto de tentar vestir as roupas dele.
  • Comida engraçada: torne a comida do seu filho engraçada, fazendo um sorriso na sua omelete ou panqueca. Ou transforme a sua sandes numa boca falante!
A melhor festa de anos é no Gymboree!!! 6

A melhor festa de anos é no Gymboree!!!

Chegámos ao último mês de 2018, e já só se pensa e só se fala em Natal, mas nós sabemos que há por aí muita criançada a fazer anos em Dezembro. 

Ora, se cada aniversário é a conclusão de uma etapa e o início de outra nova e diferente, porém, igualmente importante. Todas as fases do crescimento de uma criança são fundamentais! E, nada melhor do que comemorar mais um aniversário em grande. Crianças que brincam são mais felizes, e serão adultos bem sucedidos do futuro!

Que tal uma festa de anos no Gymboree?

Escolha o tema favorito do seu filho e nós criamos uma festa de anos privada, personalizada e apaixonante. Garantimos uma experiência 100% divertida e inesquecível para o aniversariante e os seus convidados. A limpeza, contudo, fica por nossa conta! As festas de aniversário Gymboree estão disponíveis para membros e não membros.

Alguns temas que propomos:

Deixe o seu filho contagiar-se pela adrenalina de um… Safari na selva ou, igualmente, numa Aventura no oceano! Que tal uma divertida Festa de música? Ou uma arrepiante Aventura com dinossauros? Também podemos lançar os mais pequenos numa exploratória Volta ao Mundo. Que tal?

A escolha é sua!

Para mais informações contacte-nos através de: https://gymboreeclasses.pt/contactar/

fim de semana novembro

Pai, mãe… o que vamos fazer este fim-de-semana?

O Halloween já passou, o Dia de Todos os Santos também. Para as famílias que ‘saltaram’ a sexta-feira de trabalho e optaram por um fim-de-semana de quatro dias ou para os que vão ter apenas o sábado e o domingo para descansar, eis algumas atividades divertidas para fazer com os mais pequenos.

1 – Mercado de São Martinho

O Palácio Baldaya, em Benfica, veste-se das cores de outono para celebrar o São Martinho. Este ano há Sopas, Castanhas, Vinhos e Petiscos. Neste mercado gastronómico e de artesanato regional também vai haver música ao vivo, insufláveis e animação para toda a família.

Onde: Palácio Baldaya, Lisboa

Quando: de 31 de outubro a 4 de novembro e de 8 a 11 de novembro

Custo: entrada gratuita

Mais informações aqui

2 – Rapunzel, O Musical

Filipe La Féria leva ao palco do Politeama o conto dos irmãos Grimm Rapunzel. A história da princesa das longas tranças douradas que vive presa na torre de um castelo é, agora, interpretada ao vivo. O musical está em cena no Politeama, em Lisboa, até 18 de novembro.

Onde: Politeama, Lisboa

Quando: Até 18 de novembro (sessões aos sábados e domingos às 15h00 e às 16h00)

Custo: entre 7,50 euros e 15 euros

Saiba mais aqui

3 – Bebés que Voam

São saxofones, clarinetes e berimbaus. Também cavaquinhos e outros sons da terra. Muitas chupetas, sorrisos e olhos de espanto. Viagens por Mozart, Bach e Monteverdi, que embalam avós ao colo dos netos. Um acordeão espreita uma bailarina atrevida. Os cantos não têm palavras, mas estas contam muito pouco das emoções partilhadas entre intérpretes e bebés. Bebés que Voam é um concerto didático e interativo criado por Paulo Lameiro para bebés com idades compreendidas entre os 0 e os 3 anos.

Onde: Convento de São Francisco, Coimbra

Quando: 4 de novembro (sessões às 10h30 e às 11h45)

Custo:  1 criança até 36 meses e dois adultos: 6€. Menos de 12 anos, maiores de 65 anos: 2€

Mais informações aqui

4 – Wizarding Workshop

Atenção fãs de Harry Potter, este evento é para vocês. No próximo domingo, 4 de novembro, o ator Chris Rankin, o Percy Weasley dos filmes Harry Potter, vai estar na Invicta para um convívio exclusivo com os fãs da saga. O ator britânico vai contar toda a sua experiência durante as filmagens, os bastidores, pormenores nunca antes revelados.

Os participantes vão ter a oportunidade de interpretar algumas das cenas do filme com Chris Rankin e aprender a usar a varinha de bruxo corretamente.

Onde: Hotel Cristal, Porto

Quando: 4 de novembro (das 10h00 às 18h00)

Custo: 40 euros

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5 – Festival Sorriso – Fogacheiros e artes circenses

O Festival Sorriso Encantado é uma iniciativa mensal do TAL, Associação de Teatro Amador do Livramento. Tem por objectivo a promoção do “sorriso” através do teatro infantil, das artes circenses, do teatro humorístico, bem como da promoção de ateliers de formação não formal.

Quando: 4 de novembro (a partir das 16h00)

Onde: Jardim de Santa Luzia, Funchal

Custo: entrada livre

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«Um adulto genuinamente atento consegue mais facilmente ‘descodificar’ e conhecer o seu filho»

Crescemos Juntos, de Inês Afonso Marques

 

Inês Afonso Marques, psicóloga clínica e psicoterapeuta infantojuvenil, lançou Crescemos Juntos, um livro que tem por objetivo inspirar pais e educadores para uma «parentalidade feliz».

Conversámos com a piscóloga sobre os desafios atuais da parentalidade e da importância da felicidade individual no papel da educação.

O que a impeliu a escrever o livro Crescemos Juntos?

Sou uma apaixonada pelos temas da parentalidade e, claro, a minha experiência clínica e o contacto diário com as famílias e com as suas necessidades, fez-me perceber que este livro poderia ser útil e fazer sentido a muitos pais.

https://www.instagram.com/p/BovyjMdnJNe/?taken-by=inesafonsomarques

No consultório recebo frequentemente pais cansados, desorientados, desesperançados; pais que se sentem pressionados pela velocidade dos dias, das exigências variadas e constantes, da dispersão da atenção e do tempo, das pressões sociais…

Pais que precisam de algumas orientações e “colo”, pais que, para além das orientações práticas enquadradas no desenvolvimento infantil, na psicologia e na pedagogia, manifestam alguma necessidade de “calibrar a bússola” da parentalidade, reenquadrar os valores em que acreditam e fortalecer a sua confiança.

Decidi neste livro recorrer a uma linguagem simples mas potencialmente impactante, com conteúdos tocam temas transversais a todos os pais: gestão emocional, brincar, desenvolvimento infantil, aprendizagem, bem-estar, valores, autonomia, autoestima e que resultam daquilo que a ciência, a investigação na área da Psicologia e da Educação nos diz, daquilo que as famílias com quem me cruzo me têm ensinado, assim como daquilo que a minha Família me tem ajudado a descobrir.

Porque é que este livro vai ajudar os pais / educadores?

Neste livro os leitores vão encontrar inspirações, ideias, exemplos, exercícios e algumas provocações que os convidarão à reflexão sobre a intensa e extraordinária missão que é a parentalidade. É um livro prático, para ser vivido diariamente e onde se pode ir escrevendo, tomando notas, registando reflexões, guardando outras preciosidades…

O livro possibilita que os pais se (re)foquem naquilo que mais valorizam na parentalidade, compreendam melhor os filhos e sintonizem emocionalmente com eles, fortalecendo laços emocionais que servem de base a um crescimento harmonioso e feliz.

Acompanhando o crescimento dos filhos de forma mais consciente desafio também os pais a uma viagem de autodescoberta e, logo, também de crescimento pessoal.

O tempo (ou a falta dele) é a aparente grande questão dos nossos dias, no que toca à disponibilidade para educar. Concorda?

Conhecendo as mais diversas realidades, há situações em que se almejaria efetivamente mais tempo passado entre pais e filhos. Nalguns casos é possível realizar alguns ajustes simples para que pais e filhos possam usufruir de mais tempo na companhia uns dos outros.

Em todo o caso, considero que o grande tema não é o da “quantidade” de tempo, é o da qualidade do tempo que é vivido pelas famílias. É evidente que vivemos grande parte dos dias em piloto automático, desconectados da realidade presente e desconectados uns dos outros, mas é possível abrandar e é possível que o tempo em família seja vivido com qualidade, em verdadeira relação…

Refeições com a televisão ligada, passeios de telemóvel na mão, pequenos-almoços no carro a caminho da escola não convidam aos laços afetivos.

Leia também: Como explicar o divórcio às crianças

Inversamente, colocar o despertador para 15 minutos mais cedo evitando correrias e possibilitando uma refeição mesmo que rápida em conjunto, alocar 15 minutos antes da hora de dormir a um momento de brincadeira ou conversa, em que não são válidas distrações (como loiça para lavar, emails por responder, mochilas para preparar, notícias para ver), deixar o telemóvel em casa ou no carro, numa ida ao parque ou ao restaurante, acrescentam imenso à satisfação da família.

A disponibilidade para se ser pai vai muito além da disponibilidade de tempo. Em grande medida a disponibilidade emocional é tão ou mais importante do que outra formas de disponibilidade.

O que é que é, em 2018, um bom pai/mãe?

“Não há pais perfeitos mas há pais que diariamente dão o melhor de si”. Esta é a inspiração número 1 do livro. Compreender esta dimensão é um excelente ponto de partida para qualquer pai/mãe.

E os pais que diariamente dão o melhor de si são pais que estão disponíveis, que genuinamente escutam os filhos, que estão atentos às necessidades dos filhos, que respeitam e valorizam as suas idiossincrasias, que dão espaço de segurança para que a expressão emocional e de pensamento ocorra, que usam o bom senso, que cuidam de si próprio. E que mimam muito!

Como é que as crianças ajudam os adultos a serem melhores pais?

As crianças são intrinsecamente genuínas e, nesse sentido, as mensagens que transmitem são puras. Apesar de, nas idades precoces, existir alguma limitação na capacidade linguística e na gestão emocional, as crianças conseguem de forma genial, recorrendo àquilo que lhe é mais fácil, nomeadamente o seu comportamento, transmitir aos adultos aquilo que pensam, sentem e necessitam.

Um adulto focado no momento presente, genuinamente atento, consegue mais facilmente “descodificar” e conhecer o seu filho, dando-lhe respostas que vão ao encontro das suas necessidades.

Os filhos desafiam os pais a pisarem “territórios” internos desconhecidos, a explorar limites pessoais e interpessoais, a conhecer novos estados emocionais e a descobrir novos mundos… E mesmo nos momentos desafiantes, de “crise”, há espaço para novas descobertas e para o crescimento pessoal. É precisamente para isso que remete o nome do livro. Crescemos Juntos relembra os pais da necessidade de reajustamento permanente que a parentalidade exige e para a consciência de que, ao ajudarem os filhos a crescer, também eles estão a crescer…

Quais são os principais desafios da parentalidade? E como podem ser ultrapassados?

Um dos grandes desafios têm a ver com o ritmo / agenda dos dias das famílias, como pouco espaço para encontros com significado emocional (embora eles estejam potencialmente sempre presentes, mesmo nos momentos de rotina como um banho, uma viagem de carro ou uma refeição).

O outro relaciona-se com a pressão externa e interna para “se ser o melhor”, pressão essa tantas vezes absorvida pelos miúdos. Há no livro também várias inspirações que convidam a reflexão sobre este tema.

Que peso tem a realização pessoal do adulto na felicidade da criança?

Um adulto realizado é um adulto tendencialmente mais apto e disponível para os outros e, naturalmente, para as crianças.

Considera que muitos pais ainda acham que é preciso abdicarem de si mesmos para poderem proporcionar bem-estar aos filhos?

Sim, observo muitas pessoas que acreditam ser necessário colocarem-se de lado, a si e aos seus projetos, para proporcionarem bem-estar aos filhos. Um pai pode ter que fazer alguns (ou muitos) reajustamentos mas não tem de deixar de ser a pessoa que é, nem de fazer aquilo que o satisfaz. Aliás o autocuidado é um dos ingredientes fundamentais para o equilíbrio emocional de qualquer pessoa. Um pai que descuida o seu autocuidado é um pai que estará em maior risco de burnout parental.

Leia também: Crianças e tecnologia – devemos por-lhes o tablet à frente?
De que forma é que se pode contornar isso?

Os pais não podem abdicar de si mesmos para proporcionar bem estar aos filhos.

Se pudesse dar conselhos a quem está a pensar ter um filho, quais seriam?

  1. Leia (e viva) o Crescemos Juntos.
  2. Cuide de si.
  3. Esteja disponível, com amor e curiosidade; fomente em si a flexibilidade e capacidade de adaptação a novos desafios.
  4. Delicie-se com o que aí vem e confie em si.
«Um adulto genuinamente atento consegue mais facilmente 'descodificar' e conhecer o seu filho» 7
Inês Afonso Marques, psicóloga clínica e psicoterapeuta infantojuvenil
criatividade

Criatividade: ensine os seus filhos a pensar ‘fora da caixa’!

Todos nascemos criativos, com capacidade para criar estratégias imaginativas, desenvolver conceitos artísticos, fazer tarefas de forma espontânea. No entanto, com o crescimento, acabamos por conter a nossa criatividade.

Leia mais: As coisas mais estranhas que os miúdos dizem!

Há formas de, em cada idade, e desde o berço, estimular a criatividade nas crianças. Tal como explicar a especialista em parentalidade Judy Arnall no livro Unschooling to University, «a criatividade ajuda as crianças a resolver problemas, dá-lhes uma forma de se expressarem artisticamente e torna a vida mais divertida».

Aprenda como é que, em cada idade, pode ajudar a desenvolver a criatividade da sua criança!

Dos 0 aos 5 anos

Nestas idades, as crianças adoram brincar com tudo. Têm tendência a reconfigurar e combinar os brinquedos para brincarem da forma que lhes apetece e não daquela que está inicialmente designada. Os pais e educadores devem dar total liberdade às crianças para fazerem isso… e deixar a arrumação e organização dos brinquedos para segundo plano.

  • use materiais sem estrutura e cuja finalidade esteja totalmente em aberto. Uma folha de papel em branco e marcadores, mais do que um livro de colorir, estimula a criatividade porque não impõe numa ideia pré-concebida ou finalidade. Um balde com peças de Lego, ao invés de um brinquedo para montar com uma estrutura pré-determinada, também estimula mais a imaginação da criança.

Dos 6 aos 12 anos

Nestas idades, as crianças continuam a brincar de forma criativa, seja às casinhas, aos piratas, extraterrestres, com fantoches ou bonecos. Também brincam com o que encontrarem em casa, desde utensílios de cozinha ao aspirador, passando pelo secador do cabelo às cadeiras da sala de jantar.

Muitas vezes, os pais e educadores deitam fora coisas como roupas velhas, baús com objetos que já não usam porque acham que as crianças dispõem de materiais melhores para brincar… o que nem sempre acontece. É importante manter à disposição das crianças objetos que estimulem a criatividade e que os façam criar as suas próprias brincadeiras.

Também é muito importante que os pais deixem que as crianças se aborreçam. Se permitirem que eles se entediem e, depois, lhes derem materiais básicos, eles irão criar a sua própria diversão.

Acima de tudo, é essencial não tentar compor nem arranjar aquilo que as crianças criam. É necessário fazer uma casa de papel para a escola? Deixe que seja a criança a fazer e resista à tentação de fazer para que fique perfeito. O objetivo não é o resultado final. É o processo. E as crianças sentem quando estão a ser corrigidas.

Adolescentes

Manter os ecrãs longe dos adolescentes é saudável… mas ter medo deles não. Os jogos electrónicos e as plataformas digitais, quando usados com bom senso, são uma ótima forma de estimular a criatividade.

Jogos como The Sims e Minecraft contêm muitos elementos que estimulam a criatividade. Mesmo fora do jogo, há adolescentes que criam blogues, vlogs, música, memes e videos baseados nesses jogos.

A maioria dos adolescente usa a internet para criar conteúdo e não apenas para ver conteúdo de forma passiva. A tecnologia é, para os miúdos, uma forma de fazer criações sobre os temas de que gostam e a internet uma forma rápida e eficaz de partilhar o que fazem. Promova essa criatividade, não se exclua dela.

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