A infância é tempo de inocência, curiosidade, descobertas e aprendizagens. E o desenvolvimento da língua a par com o conhecimento do Mundo, da vida, e tudo o que isso implica trazem situações engraçadas no dia a dia. Palavras trocadas, expressões inventadas, constatações e histórias para serem levadas “muito a sério”. A criançada está a crescer e os solavancos fazem parte. As frases insólitas que saem da boca dos miúdos exigem um bom sentido de humor. Atenção aos miúdos sem filtro, que falam tudo aquilo que lhes vai no pensamento. Deixam os adultos sem resposta, às vezes em brasa, mas principalmente a rir muito!
Contadas pelos pais:
Sentei-me na casa da bonecas da minha filha de 3 anos e perguntei que boneca poderia eu ser. Ela respondeu que poderia ser aquela que lava a loiça!
A minha filha de 2 anos diz que é adulta. Eu digo-lhe que ainda é bebé, ao que ela responde – “sou adulta vou brincar com facas”.
O meu filho gritou num restaurante “quero uma cerveja gelada”, atenção ele tem 3 anos!
– Mãe, podemos ter um gatinho? – Não, eu sou alérgica. Não podemos estar na mesma casa… Então, mãe, podes ficar na rua.
Estava a pôr a minha filha na cama e esta perguntou se poderia dormir com ela, respondi que não, que ia dormir com o Pai. Ela perguntou porquê. Respondi que a mamã e o papá são casados e que gostam de dormir juntos. Ela vira-se e diz: “Posso casar contigo, mamã?”
– Mãe, gosto muito de ser humana mas há dias em que gostaria mesmo de ser uma fada!
– Mamã, adoro a tua barriga! É mesmo molinha como uma almofada…
– Pai porque é que tens barba? – Simplesmente tenho, e onde está a tua? – Eu não tenho barba, as meninas não têm barba!… hummm, espera, algumas têm!
– Mãe, gostava que tivesses a minha idade para seres minha filha!
Fui ao banco com o meu filho de 7 anos. Sentamos para ser atendidos e ele vira-se para o funcionário e diz: -Eu não sou o marido dela!
Entramos no WC e está o meu marido. A nossa filha de 3 anos diz: – Pai, põe isso nas calças!
– Pai, posso comer um twik? – Queres dizer um Twix? – Não, pai. Eu só quero um.
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Carolina Canto, psicóloga e Professora Sénior Gymboree, explica tudo sobre o uso de tablets e smartphones nos primeiros anos de vida das crianças
Tablet, telemóvel, TV…ecrãs para todos os gostos e tamanhos. A nossa vida, atualmente, está praticamente dependente de dispositivos digitais e é quase impossível que o dia a dia das crianças não seja também. Apesar de ser quase banal ver bebés e crianças entretidas a ver vídeos enquanto almoçam ou antes de adormecerem, é necessário ter em conta que a exposição a estes objetos deve ser pensada e doseada.
introdução às tecnologias: estando nós numa era digital faz sentido que a criança conheça esses meios de informação e comunicação e também as entenda como ferramentas de estudo e trabalho.
são uma forma de entretenimento e diversão.
são um estímulo para o desenvolvimento da atenção e concentração: ao usarmos jogos ou actividades que exigem planeamento e organização, com objectivos a alcançar, estimulamos a capacidade da criança manter o foco, a ser persistente e a encontrar formas criativas de resolução de problemas. Todas essas são competências importantes para a vida académica e profissional. São competências transversais, consideradas fundamentais para a criança se tornar um adulto bem sucedido e feliz.
Quais são as desvantagens?
O uso excessivo destes meios tecnológicos tem várias consequências negativas
desenvolvimento social: isolamento, a criança torna-se refém do ecrã em vez de brincar ou estar com os amigos.
desenvolvimento físico e motor: o sedentarismo faz com que a criança não desenvolva as suas habilidades motoras de equilíbrio, pontaria, coordenação, entre outras. Pode também trazer consequências negativas ao nível da visão e da postura da coluna.
comportamento: jogos/ vídeos de cariz violento podem incitar comportamentos violentos. A criança/ jovem pode revelar maior agressividade no comportamento e no discurso como resultado da frustração sentida face ao erro/ falha num jogo digital.
Quando se deve colocar uma criança à frente de um ecrã?
Bebés
Nos primeiros meses de vida de um bebé o mais importante é o vínculo afetivo seguro com os adultos de referência. Os estímulos mais adequados são as brincadeiras com os adultos, cantar, tocar, dançar, com recurso também a brinquedos adequados a cada idade.
Não faz mal se o bebé olhar para um ecrã e vir algumas imagens coloridas e tranquilas, mas que seja por poucos períodos de tempo. Se o adulto precisar de se ausentar por uns minutos, a criança fica entretida a olhar para o ecrã.
Mas esse ecrã pode ser substituído por outros objectos igualmente atrativos como livros, fotografias penduradas num móbil, as tradicionais caixinhas de música…
Um a 2 anos de idade
O adulto deve controlar o telemóvel ou tablet, gerindo o que a criança vê e ouve. Deve escolher bonecos simples e simpáticos, divertidos e adequados à idade. O visionamento deve ser feito por períodos curtos de tempo, entre 30 a 45 minutos num dia.
Os pais devem estar a par do que dá na televisão e saber que conteúdos a criança pode ver. Devem ver juntos para o adulto poder escolher o que é adequado e supervisionar o uso do equipamento.
Sobretudo nos smartphones, a criança facilmente toca no ecrã e escolhe outro conteúdo que pode ser desajustado à sua compreensão e desadequado para o seu desenvolvimento saudável.
3 a 5 anos de idade
A criança pode escolher dentro do leque de jogos/ bonecos animados que o adulto considera adequados. E o adulto deve manter a supervisão nesse período de tempo, que não deve ultrapassar os 30 minutos de cada vez, até ao máximo de 1 hora por dia.
Idade escolar
Os interesse da criança alteram-se. Passa a gostar de outro tipo de desenhos animados e jogos. Por isso, convém que os adultos acompanhem este desenvolvimento e ajudem a criança a fazer escolhas adequadas e conscientes.
continua a ser importante a supervisão do uso do telemóvel/ tablet/ pc/ tv para controlar o que a criança vê e por quanto tempo.
Nota final: os pais / educadores devem estabelecer limites de tempo de uso desses equipamentos, combinando com a criança em que alturas do dia o pode fazer e por quanto tempo.
Todos gostamos de um dia de Verão em cheio, com muito sol e calor. Desde miúdos que sabemos, por instinto, que apanhar sol e estar ao ar livre faz bem à saúde. Sabemos também que nos devemos expor ao sol com moderação, para evitar danos futuros.
Tal como os adultos, as crianças também adoram brincar ao sol, correr na areia e passar tardes inteiras no parque infantil. No entanto, o calor extremo pode fazer com que os mais pequenos adoeçam. Por isso, é extremamente importante proteger as crianças das temperaturas elevadas e, assim, evitar o perigo de insolação.
Procure um local com ar condicionado
Se a sua casa não tem ar condicionado, procure um local próximo que tenha. As bibliotecas, os museus ou mesmo os centros comerciais podem ser excelentes locais para se refugiar com as crianças nas horas de maior calor.
Mantenha-as hidratadas
Encoraje os seus filhos a beber água de forma regular e tenha-a disponível em quantidade suficiente – mesmo antes de eles ficarem com sede. Em dias quentes, os bebés que ainda são amamentados podem receber uma dose extra de leite materno em biberão.
No entanto, não devem beber água, especialmente nos primeiros seis meses de vida. Os bebés que são alimentados com fórmula (leite em pó) podem beber uma quantidade maior.
Vista-lhes roupas leves
Em dias quentes, os miúdos devem usar roupas claras e leves. Os tecidos devem ser respiráveis, de forma a potenciar a evaporação do suor, uma vez que a capacidade de sudação das crianças é muito menor do que a dos adultos.
Descansem em família
Planeie o seu dia de forma a deixar mais horas extra para relaxar. O calor faz com que tanto as crianças como os adultos se sintam mais cansados.
‘Refrescar’ é a palavra de ordem
Quando o seu filho se sentir com calor, dê-lhe um banho com água fresca ou use um spray de água termal para o ajudar a refrescar. Nadar é também uma ótima forma de baixar a temperatura corporal enquanto se faz uma atividade física.
Previna os danos provocados pelo sol
Todos sabemos que devemos usar protetor solar, reforçar a aplicação amiúde e não estar exposto ao sol nas horas de maior calor. Esses cuidados devem ser reforçados quando há crianças. Pense duas vezes se vale mesmo a pena sujeitar as crianças a estar na praia debaixo de sol escaldante… por muito agradável que lhe pareça a ideia.
Se vai deixar o seu filho com um babysitter ou num campo de férias, informe-se sobre os cuidados relativos à exposição ao sol e ao calor. Isto é particularmente importante se houver atividades ao ar livre ou exercício físico.
Sinais de alerta
Se o seu filho apresentar algum destes sintomas, deve entrar imediatamente em contacto com o pediatra
tonturas
cansaço extremo
dores de cabeça
febre
sede intensa
um período demasiado longo sem urinar
náuseas
vómitos
respiração mais acelerada do que o normal
dormência ou ‘formigueiro’ na pele
dores musculares
espasmos musculares
Nota final: o calor pode ter também efeitos nefastos na saúde psicológica dos mais pequenos. As crianças podem ficar ansiosas ou inquietas quando as temperaturas estão mais elevadas e estão confinadas a espaços fechados.
Planeie antecipadamente atividades e jogos dentro de casa e reduza ao máximo o tempo de exposição à TV/tablet/telemóvel.
Um abraço não cura tudo mas ajuda a apaziguar, a acalmar. O ato de abraçar ajuda a fortalecer os laços entre uma criança e o seu educador. E se, nos adultos, um abraço vale mais do que mil palavras, nas crianças abraçar é, possivelmente, um dos maiores gestos de amor e carinho.
Além de serem bons para consolar nos momentos tristes e celebrar nos momentos alegres, os abraços têm benefícios cientificamente provados.
7 RAZÕES PARA ABRAÇAR, COMPROVADAS PELA CIÊNCIA!
1 – os abraços tornam as crianças mais inteligentes
As crianças precisam de muita estimulação sensorial para se desenvolverem de forma saudável. O contacto com a pele e o toque físico que o abraço oferece é uma das mais importantes formas de estimulação que promove o crescimento de um cérebro saudável e um corpo forte.
Nos orfanatos da Europa de Leste, os bebés raramente são embalados ou tocados. Chegam a passar 22 a 23 horas nos berços. Os biberões são-lhes deixados na hora de comer e os cuidados fazem parte de uma rotina com o mínimo de interação humana.
Estas crianças têm, muitas vezes, atrasos no desenvolvimento cognitivo.
Investigadores descobriram que crianças institucionalizadas que recebem, pelo menos, 20 minutos por dia de estimulação táctil (toque) demonstram resultados mais elevados em testes de desenvolvimento infantil.
No entanto, estudos também demonstram que nem todos os tipos de toque são benéficos. Só um toque carinhoso, como um abraço suave, pode fornecer o estímulo que um cérebro em desenvolvimento necessita para crescer de forma saudável.
2 – os abraços ajudam as crianças a crescer
Quando as crianças são privadas de contacto físico, os seus corpos deixam de crescer ao ritmo expectável, mesmo que façam uma alimentação normal. Estas crianças sofrem deMÁ EVOLUÇÃO PONDERAL ( distúrbio caracterizado por um aumento de peso inferior ao esperado em crianças com menos de 2-3 anos de idade). Esta deficiência no desenvolvimento pode ser melhorada com o toque e com abraços.
Abraçar provoca a libertação de ocitocina, também conhecida como a molécula do amor. Esta hormona provoca um bem estar que tem os mais variados efeitos no nosso corpo. Um deles é estimular o crescimento.
3 – abraçar torna os miúdos mais saudáveis
Os abraços são bons para a saúde. O aumento do nível de ocitocina ajuda fortalecer o sistema imunitário e baixa os níveis de plamas da hormona da tiróide, o que acelera o processo de cura.
4 – o abraço ajuda a amenizar uma birra
Os abraços são bons para a saúde emocional das crianças. Nada ajuda mais a acalmar uma birra do que um abraço da mãe ou do pai.
Há pais que podem achar que abraçar uma criança que está a portar-se mal é uma recompensa pelo mau comportamento. Mas não é. Quando a criança está a fazer uma birra está num estado de descontrolo emocional, não está a ser teimosa. Está a perder o controlo das suas emoções porque ainda não as consegue regular.
O equilíbrio emocional é um como um carro: o estímulo é o acelerador e a calma o travão. Os dois funcionam em separado no controlo das emoções. Quando uma criança faz uma birra, é como um carro descontrolado. Está sobre-estimulado e o mecanismo de calma está desativado.
O que fazer, então? Travar o carro primeiro, dar o sermão depois. O abraço funciona exactamente assim: evita um descontrolo emocional.
O abraço espoleta a libertação de ocitocina, o que faz com que os níveis de stress baixem, bem como os efeitos da ansiedade. Abraçar é libertar o acelerador emocional enquanto se carrega no travão.
5 – abraçar faz com que as crianças se tornem mais resilientes
O sistema nervoso dos recém-nascidos não é suficientemente desenvolvido para que consigam regular as próprias emoções. Por isso é que os bebés, quando têm emoções fortes, não as conseguem controlar.
Num momento de sofrimento, os níveis de cortisol a circular no organismo sobem. Quando estes níveis se mantêm durante muito tempo, devido à incapacidade da criança de se reequilibrar, têm efeitos tóxicos que terão impacto na saúde, tanto física como mental, da criança.
Estudos provam que a exposição excessiva a esta hormona pode comprometer o sistema imunitário da criança, afetando, mais tarde, a memória e a fala. Pode também conduzir, mais tarde, a estados depressivos.
O abraço provoca a libertação de ocitocina, o que baixa os níveis de cortisol e, assim, previne efeitos nefastos. Abraçar ajuda a criança a regular as suas próprias emoções e, assim, a tornar-se mais resiliente.
Os abraços promovem o otimismo e contribuem para o aumento da auto-estima. A ocitocina faz com que a criança se sinta amada.
7. Os abraços reforçam os laços entre pais e crianças
Ao abraçar o seu filho«o está a transmitir-lhe confiança, a reduzir o medo e a melhorar a vossa ligação. O abraço ajuda a fortalecer os laços emocionais entre pais e filhos.
Por isso, já sabe. Dê um grande e carinhoso abraço aos seus filhos!
Casamentos, festas, férias… Há inúmeras ocasiões em que as celebrações se estendem além da hora em que as crianças costumam ir para a cama.
Muitos pais debatem-se com o dilema de aceitar ou não convites por causa dos horários de sono das crianças. Por isso, o Gymboree deixa-lhe alguns conselhos úteis sobre como quebrar a rotina (e voltar a introduzi-la) nestes dias especiais.
Em primeiro lugar, é preciso salientar que a quebra do horário de dormir deve ser excecional. «A rotina é muito importante para a criança, pois dá-lhe segurança e ajuda na sua autonomia. As excepções à regra podem existir para quebrar a rotina de vez em quando, como em dias de festa. Até mesmo ao fim de semana os pais podem aproveitar para estender um pouco mais o seu dia, agora que os dias estão maiores, e aproveitar para brincarem em família», começa por explicar Carolina Canto, Psicóloga e Professora Sénior Gymboree.
O sono a seu dono
Cada criança é única e tem o seu próprio ritmo. Por isso, para compensar as horas de sono, impõe-se uma sesta à tarde, «não só para as crianças até aos quatro anos, mas mesmo depois disso». «Importa estar atento aos sinais que a criança nos dá para não ‘esticar demais a corda’», salienta Carolina Canto.
Se a criança se deitar mais tarde pode, assim, acordar um pouco mais tarde no dia seguinte. Mas vamos a um exemplo prático:
«Um bebé de 18 meses, que normalmente está na cama às 21h00, se os pais forem jantar fora, mais vale fazer um jantar mais cedo e conseguir que a criança esteja em casa mais ou menos por volta dessa hora. Ou então o bebé dorme um pouco no carrinho de passeio, se possível, até chegarem a casa», explica a Professora Sénior Gymboree.
Horas de sono recomendadas para as crianças e jovens *
Lactentes dos 4 aos 12 meses
12 a 16 horas por 24 horas (incluindo sestas)
Crianças de 1 a 2 anos
11 a 14 horas por 24 horas (incluindo sestas)
Crianças de 3 a 5 anos
10 a 13 horas por 24 horas (incluindo sestas)
Crianças de 6 a 12 anos
9 a 12 horas sono noturno por 24 horas
Adolescentes de 13 a 18 anos
8 a 10 horas sono noturno por 24 horas
Como voltar à rotina? Jogar na antecipação
Para restabelecer o horário normal de sono é necessário antecipar a rotina.
«Se quebram a rotina na sexta e sábado à noite, então no domingo deitam-se mais cedo para antecipar a semana que vai começar. Dessa forma, estamos a praticar também uma rotina», explica Carolina Canto. Quando se tratam de períodos mais extensos, como o regresso às aulas após as férias, é recomendável antecipar o regresso à rotina escolar «com uma semana ou duas de antecedência».
«Assim, as crianças vão-se habituando aos poucos aos horários mais certos em período de aulas», explica a psicóloga.
Os dias de festa, as exceções à regra, são importantes para que as crianças percebam que existe na vida um momento para tudo. No entanto, é fundamental que os mais pequenos percebam o significado desses dois momentos.
«Para que a criança se sinta segura e para que ela possa antecipar e reconhecer os momentos do seu dia, a rotina é muito importante. Ou seja, é essencial, desde cedo, criar um sequência quotidiana que satisfaz as necessidades de cada um e da família como um todo», salienta Carolina Canto.
Explicar os dias especiais às crianças
Cada idade tem uma percepção diferente dos dias de festa e das alterações à rotina.
«O bebé de 1 ano não entenderá o significado da festa, mas os balões, o bolo. a vela e cantar os ‘Parabéns’ são evidências de um dia especial. O bebé passa a associar esses sinais a um dia de festa e alegria. Na sua memória ele consegue fazer esse registo», explica Carolina Canto.
São líderes, heróis, admirados por milhões. Inspiram jovens e adultos um pouco por todo o mundo. Hoje são admirados e, tal como todos nós, também já foram crianças. Para assinalar o Dia Mundial da Criança, data que celebra a assinatura da Declaração Universal dos Direitos da Criança, recordamos os primeiros passos daqueles que, no século XXI, são os ídolos e os líderes de uma geração.
Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo
Aos 33 anos, Cristiano Ronaldo chegou onde poucos sonharam. É o melhor futebolista do mundo (conquistou o título pela quarta vez no final de 2017), acumula dezenas de títulos individuais e colectivos ao serviço dos clubes por onde já passou e também pela Seleção Nacional.
O início de vida do craque do Real Madrid não foi fácil. Nasceu na ilha da Madeira, no seio de uma família humilde e, como conta a mãe, Dolores Aveiro, era um filho que não estava destinado a vir ao mundo. Quis o destino que a mãe de CR7 decidisse ter a criança que, três décadas mais tarde, viria a ser o ídolo e inspiração de milhões.
O futebol está-lhe no sangue desde tenra idade e nem um problema cardíaco, diagnosticado aos 15 anos, o fez desistir dos relvados. Viajou sozinho para o continente e, apesar das saudades da família, manteve a mesma teimosia e perseverança que fazem dele, em 2018, o nome português mais conhecido no Mundo.
Oprah Winfrey
Oprah Winfrey
Uma infância marcada pela pobreza, pelos abusos e pela instabilidade familiar. Os primeiros anos de vida da apresentadora de televisão Oprah Winfrey tinham tudo para se concretizarem numa vida trágica. Mas, apesar das adversidades, Oprah, atualmente com 64 anos, soube lutar para conseguir escapar a um destino incerto. Com apenas 19 anos, já apresentava noticiários numa rádio local e depressa chegou à televisão.
O seu estilo intimista e emocional de entrevistar pessoas é, ainda hoje, replicado em talk shows. O «The Oprah Winfrey Show», que foi emitido entre 1986 e 2011, continua a ser dos programas de maior sucesso da televisão norte-americana.
Filantropa, solidária, ativista, Oprah Winfrey já doou milhões e milhões de dólares para causas tão variadas como a educação, a cultura, a saúde. Depois da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, em 2016, muitos desejam que, em 2020, Oprah Winfrey se candidate à liderança da Casa Branca. Uma possibilidade que – para já – não passa disso. Mas ainda faltam dois anos…
Barack Obama
Barack Obama
Nascido no Hawai, filho de mãe norte-americana e branca e de pai queniano e negro, aquele que viria a ser o 44º presidente dos Estados Unidos da América viveu a difícil, muitas vezes discriminatória realidade de ser uma criança multirracial. Barack Obama viria a admitir, anos mais tarde, que lhe foi difícil aceitar e reconciliar-se com a sua herança cultural e racial. A infância foi dividida entre o Hawai e a Indonésia, para onde se mudou com a mãe e o padrasto depois do divórcio dos pais.
A carreira de advogado, em paralelo com as atividades estudantis e o ativismo, surgiram logo no início da idade adulta. Em 2008, foi eleito presidente dos Estados Unidos com apenas 47 anos, tendo cumprido dois mandatos com recordes de aprovação, tanto nas urnas como nas sondagens. Foi o primeiro (e único) negro a chegar à Casa Branca.
Após 2016 criou, juntamente com a mulher, Michelle Obama, a Obama Foundation, uma organização sem fins lucrativos que tem – entre outros objetivos – como missão dar bolsas de estudo a jovens universitários com dificuldades financeiras.
Cristina Ferreira
Cristina Ferreira
Aos 40 anos é, incontestavelmente, a rainha da televisão portuguesa e uma das mulheres mais poderosas do país. Apresentadora, influenciadora, aquela que se autoapelida de «saloia da Malveira» fez o caminho até ao pequeno ecrã sozinha, a pulso, em busca de um sonho.
Em criança, ajudava os pais a servir às mesas e os tios a vender atoalhados na feira. Foi professora e, ao decidir fazer um curso de apresentação, o seu destino cruzou-se com Júlia Pinheiro, que haveria de ser a sua mentora televisiva. Quando é chamada, em 2004, para fazer dupla com Manuel Luís Goucha nas manhãs da TVI, era uma ilustre desconhecida.
Catorze anos depois, é ela quem dita tendências, dentro e fora do ecrã: foi das primeiras celebridades portuguesas a criar uma plataforma online rentável, a lançar produtos em nome próprio, a fazer do bilhete de identidade uma marca. Adorada por milhares, criticada e invejada por muitos, Cristina é o exemplo acabado de que, mesmo em Portugal, todos podem – independentemente das origens – concretizar os sonhos. Até os que parecem inatingíveis.
A ciência é um mundo fascinante para todas as idades, em particular para as crianças! Se os seus filhos têm uma paixão particular pelos pormenores da natureza, das pedras, das cores, da luz, façam experiências científicas em casa!
Através das experiências, as crianças podem desenvolver-se de forma global. Deixamos-lhe uma sugestão divertida… e surpreendente!
Solução Camaleão
Precisa de…
três tigelas ou frascos
sumo de limão
água destilada
líquido tira-gorduras
água da cozedura de couve roxa
Vamos começar!
Comece por deitar um pouco da solução de cozimento da couve roxa nas três tigelas. Em seguida, deite sumo de limão na primeira tigela e observe em conjunto com o seu filho o que acontece.
Na segunda tigela, deite água destilada e volte a observar. Por fim, verta um pouco de líquido na terceira tigela e, mais uma vez, observe e discuta os resultados com o seu filho.
Desta forma estará a contribuir para o desenvolvimento da linguagem e da observação de situações concretas.Poderá ainda convidar a criança a verbalizar de forma sequencial o procedimento da experiência, bem como a cor que resultou ao juntarem os diferentes líquidos à cozedura da couve roxa.
Conte-nos depois quais os resultados da experiência e como se divertiram!
À medida que as crianças alcançam a maturidade – física, cognitiva e emocional – procuram libertar-se da dependência funcional em relação aos adultos cuidadores.
A criança toma consciência da sua individualidade, do controlo que tem sobre o mundo e das novas e espectaculares capacidades que possui. As crianças procuram experimentar as suas próprias ideias, executar as suas preferências e tomar decisões.
Os pais e agentes educativos que vêem estas (novas) tentativas como um esforço saudável no sentido da autonomia, podem ajudá-las a alcançar o auto-controlo, contribuindo para um crescente sentido de competência e evitando conflitos (Papalia & Olds, 1998)*.
Prioridade: desenvolver a autonomia
Uma das características a desenvolver nos anos pré-escolares é, pois, a autonomia. Assim como a maioria das capacidades, a autonomia, e a consequente responsabilidade, não surgem sem mais nem menos com o passar do tempo sendo, por isso, necessário programá-las e estimulá-las. E os pequenotes contarão com os crescidos, em quem confiam, para os ajudar neste importante processo.
As crianças precisam de um modelo para saberem como devem utilizar a sua autonomia e, muitas vezes, procuram uma figura autoritária em quem confiem para ser o seu ponto de partida.
I.M.
*Papalia, D., Olds, S. (1998). Human Development. McGraw-Hill.