Desenvolvimento Infantil

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“(In)Consistências” por Inês Afonso Marques

“Não!” (Inconsistências)

 

Compreensivelmente, “é de partir o coração” ver uma criança choramingar, barafustar, refilar, insurgir-se quando se depara com a confirmação daquilo que previamente já tinha sido informada.

“Para irmos brincar no parque é preciso que antes arrumes os brinquedos que estão espalhados pelo chão do quarto dentro da caixa dos brinquedos.”

Face a uma possível resistência inicial por parte da criança, a tendência será para repetir “as regras do jogo”. A criança poderá querer continuar a testar até onde pode ir. Irá repetir as regras mas, desta vez, provavelmente, o tom da sua voz terá aumentando ligeiramente de intensidade e as regras já serão formuladas pela negativa.

“Se não arrumares já os brinquedos, não vamos ao parque.” Sem muito esforço ainda se acrescenta um “Não vais ao parque hoje, nem nos próximos dias!”

Contudo, como já está cansado daquela “disputa” e porque não quer ver o quarto desarrumado, tenta de novo.

“A mãe ajuda. Anda, trás lá essa peça.”

“Não. Já disse que não.”

Usa os seus últimos “pozinhos” de tolerância…

“Vamos arrumar o quarto e depois o pai leva-te ao parque.”

“Não. Arruma tu. És má”.

E vislumbra-se a cara de uma criança, de quatro anos, doce mas tristonha, inundada por um mar de lágrimas e salpicada com alguns soluços difíceis de controlar. E acaba por ceder…

“Pronto. Eu arrumo e vamos para o parque. Mas é só desta vez. Não chores mais”.

Resultado: mãe ou pai vencido e sem forças e criança que aprendeu que consegue dar a volta ao crescido. Certamente, tentará fazê-lo outra, outra e outra vez. Quantas mais vezes o adulto ceder, mais argumentos a criança terá para apresentar… Embora seja obviamente um caso caricaturado, ele espelha uma mensagem importante sobre uma forma de (in)consistência. Mesmo neste tipo de situação, aparentemente mais “simples”, é importante não voltar atrás. Qualquer criança precisa de previsibilidade nas suas vidas, para se sentir segura e confiante. Em última análise, a criança numa situação como esta, aprende que não pode confiar naqueles crescidos.

“Agora diz-me uma coisa e depois diz outra.” Por muito que faça sofrer… A criança sofre no imediato porque não faz o que quer e os pais sofrem porque desesperam ao ver o seu rebento desesperado.

A criança irá no futuro agradecer-lhe a sua coragem, a sua determinação e a sua consistência nos primeiros momentos de teste. Caso contrário, o mais provável será encontrarmos personagens “destes filmes” com 2, 3, 4, 5, 6,7,8 anos…

Adolescentes que não conhecem limites. Adultos com grande dificuldade em saber lidar com tropeções.

Um dos “segredos” na educação de crianças, felizes, chama-se consistência. Particularmente, consistência das práticas parentais.

Por Inês Afonso Marques, Psicóloga

 

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bebés bebé

“Bebés na Praia” por Mário Cordeiro

Um bebé pode ir à praia no 1º ano de vida?

Pode, claro que pode.

Desde que com as devidas precauções. O pediatra Mário Cordeiro, num artigo da Pais & Filhos e que de forma original escreve dirigido aos Bebés, defende que sim mas deixa alguns avisos que abordam diferentes receios e dúvidas dos Pais. Um excelente artigo intemporal, do qual recolhemos vários conselhos e dicas que esperamos ajude os Pais e Mães a prepararem umas férias de praia e Verão inesquecíveis com os vossos bebés.

Gostaria de conhecer as brincadeiras que recomendamos na praia?

PODERÁ UM BEBÉ IR À PRAIA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA?

“… Dependendo muito do bebé, dos pais, da praia e das condições globais de clima, um bebé pode começar a «fazer praia» desde muito cedo, claro está que com certas regras, para que as coisas corram bem e não venham a sofrer com isso:

– devem evitar-se as horas de maior radiação, ou seja, entre as 11h e as 17h, pois é quando os raios ultravioletas têm maior intensidade. É também quando geralmente faz mais calor (embora convenha diferenciar as duas coisas);

– no entanto, há praias onde antes da uma está um nevoeiro «de cortar à faca» e onde, depois das seis, a nortada não deixa ninguém sossegado. Nesse caso há que ponderar muito bem a situação;

– deve-se, pois, avaliar cada dia e cada praia por si, tendo como regra geral aquele horário mas adaptando-o às circunstâncias;

– além do calor, também a luz pode incomodar – recomenda-se o uso de óculos escuros para todos os bebés (ver caixa) e um chapéu de abas largas;

– já que o que está em causa são vocês, bebés, convém que os vossos pais vejam como estão a reagir à praia: se estão afogueados, encarnados, irritados, impacientes, ou seja, a «pedir» para ir para casa, ou se, pelo contrário, adormecem calmamente à sombra ou estão simplesmente a olhar para as vistas, «a ver quem passa»;

– não deve ser o relógio a mandar na família mas o «estado geral das coisas». Estando atentos à vossa pequenina, mas douta opinião, os pais perceberão se vale a pena continuar na praia ou se mais vale ir para casa.”

COMER AREIA

“Muitos pais queixam-se que vocês comem areia aos quilos. Isso faz-se? Faz-se, pois claro. A areia em si não faz mal a ninguém e se comerem, paciência, deitá-la- ão fora na primeira ocasião. O único problema é se, misturados com a areia, vão detritos, lixos e outras coisas indesejáveis. Ou pontas de cigarro, que gente desleixada enterra na areia para vocês depois as descobrirem e comerem…”

“…Alguns de vós têm medo (quase nojo) da areia, chorando, infelicíssimos, quando têm que a tocar com os pés. Pois é, será difícil ir a uma praia que não tenha areia. Aqui, meus amigos, a razão está do lado deles.

Peçam para não vos forçarem, mas o melhor é habituarem-se, e cedo verão como é bom sentir a areia, sobretudo se já gatinham ou dão passos.”

DORMIR NA PRAIA

“A praia tem um efeito imprevisível nos bebés – alguns, que no dia-a- dia até são mauzitos para dormir, chegam à praia e «ronc!», é «Deus com os Anjos».

Outros, pelo contrário, ficam excitados e não pregam olho. Uma sestazinha a meio do dia é muito salutar e sempre dá uns minutos aos pais para respirarem.”

SEGURANÇA

“Há muitos aldeamentos turísticos cujas casas têm piscina. Partindo do princípio que são limpas e asseadas, e que o cloro contrabalança todos os chichis que a criançada faz, o maior problema são os afogamentos. Todos os anos afogam-se várias crianças em piscinas, muitas vezes à frente dos olhos dos adultos. Para não ter que estar sempre em grande ansiedade, mais vale andarem com braçadeiras. Relativamente às piscinas para bebés, muito cuidado: relembrem os vossos pais que vocês se podem afogar em menos de um palmo de água.”

CREME PROTECTOR

“Já viram, caros bebés, algum filme passado em praias paradisíacas em que o galã não encha de creme as costas da actriz principal debaixo dos olhos invejosos da actriz secundária? Vocês não são menos do que eles; exijam creme, de qualquer marca, mas factor 50, e para aplicar na cara e em todo o corpo, que vocês fazem topless, bottomless e a vossa pele ainda não está «endurecida pelos azares da vida». De qualquer forma, não convém que os pais vos exponham ao sol directo, pelo menos até começarem a gatinhar e serem vocês mesmos a tomarem esse «comportamento de risco». Um bebé à sombra (salvo quando vai tomar um banho) é um bebé mais feliz.”

ÁGUA

“Outra regra – a água. A presença do mar, com os ventos que sopram salgados, mais o calor, a areia e tudo o mais, faz sede, mesmo que não esteja um dia de fornalha. Chamem a atenção dos vossos pais antes de sair de casa, para ter a certeza de que eles levam o biberão de água. A água não precisa de ser fervida mas cuidado, em algumas praias a água é pouco própria para bebés – na dúvida mais vale comprar uma garrafa de água mineral. Quanto a esta questão – a da água – poderá haver diferenças de opinião entre os vossos pais e os pais do bebé do toldo ao lado. Cada cabeça sua sentença, e depois metem-se os familiares ao barulho… ponham ordem na companhia e digam às avós que vocês são bons cientistas, e expliquem que os bebés precisam de água, especialmente se as perdas estiverem aumentadas (calor, febre, diarreia, respiração acelerada por febre ou por infecções respiratórias, vómitos). Por outro lado, quanto mais pequenos vocês são, mais sensíveis são e mais rapidamente se desidratam.”

COMIDA

“Quanto às refeições, já viram que os adultos se contentam com qualquer coisa, comem a «desoras», e alguns querem obrigar-vos a ter o mesmo apetite todos os dias, comer a mesma quantidade, o mesmo inefável «puré de legumes» com a carne triturada mais a papa de fruta, mais não sei o quê? Ensinem aos vossos pais um verbo muito bonito: «Sim-pli-fi-car». Defendam a qualidade dos produtos que vos dão, mas exijam respeito pelas férias, que vos desejo muito boas, calmas e tranquilas. E sejam generosos e gratos: se eles fizerem tudo isto, deixem-nos dormir sem os acordar a meio da noite ou às sete da manhã!”

BANHO DE MAR

“A água do mar é água e sal… teoricamente, porque há que juntar tudo o que o homem lhe adicionou e a que globalmente se chama poluição. Segundo aspecto, a temperatura: há praias de água mais fria e praias de água mais quente. Quanto a vocês, bebés, uns detestam, outros adoram, uns choram quando entram, outros choram porque têm de sair. É bom tomar um banho de vez em quando, mas digam aos vossos pais para esses banhos não serem muito prolongados e para eles vos enxugarem logo que saírem da água porque a vossa capacidade de secar ao sol é muito limitada. Por outro lado, se tiverem frio, chorem e gritem. Até pode ser que as ondas vos assustem…”

ÓCULOS DE SOL

“Tal como acontece nas células da pele, o efeito dos ultravioletas (que deveriam ser apelidados de «ultraviolentos»), são dependentes da dose e cumulativos. Os primeiros 15 anos de vida são essenciais. Na Austrália, onde primeiro se fizeram sentir os efeitos do «buraco do ozono», o número de adolescentes com queimaduras irreversíveis da retina é muito grande. É fundamental incrementar o uso de óculos escuros desde os dois meses de vida. Dois meses! Começar cedo leva a que os bebés se habituem mais facilmente e também que o nível de radiação, ao fim de uns anos, seja muito menor. Pode não ser fácil, requer persistência, força de vontade, admitir que este é um problema grave, e estar-se «nas tintas» para os comentários de alguns palermas que não querem perceber o perigo que vocês, bebés, correm.”

Citando Mário Cordeiro, Pediatra

Conheça um dos nossos artigos mais populares sobre o relaxamento das crianças

Aos olhos de um bebé…

Sobre a visão do bebé

Ao nascer o bebé abre os olhos para o mundo e tudo é novidade!

Através da visão o bebé capta imensa informação acerca de tudo o que o rodeia. Isso estimula o desenvolvimento neuronal e futuramente conduz à aquisição de capacidades físicas, como sentar, rolar, gatinhar e andar. A visão do bebé desenvolve-se gradualmente até aos 6/8 meses, altura em que já consegue ver quase tão bem como um adulto.
Nos primeiros momentos de vida do bebé, a sua visão é algo difusa, embora ele consiga perceber a luz, as formas e o movimento. Ele só consegue distinguir um objecto que esteja a uma distância aproximada de 20 a 30 cm de si – a distância suficiente para distinguir claramente a cara de quem lhe dá colo!
A cara da mãe, é nesta altura o mais interessante aos seus olhos, seguida de objectos com padrões muito contrastantes, como um xadrez branco e preto.
Com 1 mês já é capaz de usar os seus dois olhos em conjunto, focando-os e sendo capaz de acompanhar um objecto em movimento.
A partir dos 2 meses e até aos 4, a diferenciação das cores torna-se cada vez mais clara e provavelmente, surgirá uma preferência por cores primárias brilhantes e por formas mais detalhadas e complicadas. Sugerimos que encoraje essa sua capacidade, mostrando-lhe livros, fotografias e imagens brilhantes.
Por volta dos 4 meses começa a desenvolver-se a capacidade de percepção da profundidade. Nesta altura também já há um maior controlo dos braços, que aliado a essa nova capacidade visual, permitirá alcançar e agarrar os objectos com maior facilidade, como por exemplo, os cabelos e os brincos da mãe 🙂
Aos 5 meses o bebé poderá demonstrar a capacidade de reconhecer um objecto, que esteja apenas parcialmente visível. Este é um bom indício para as brincadeiras de cu-cu, usando um pequeno lenço ou a sua mantinha!
Com 8 meses a visão estará suficientemente desenvolvida para a capacidade de reconhecimento de diferentes pessoas e objectos ao longo de uma sala. Por volta desta idade a cor dos olhos do bebé também estará próxima da definitiva, apesar de poder notar ainda algumas ligeiras mudanças. C.A.
Ao nascer o bebé abre os olhos para o mundo e tudo é novidade!
Ao nascer o bebé abre os olhos para o mundo e tudo é novidade!

Brincadeiras Gymboree

Crianças Felizes

As crianças adoram brincar em interacção com a natureza. E o bom tempo faz o convite:
pequenos e crescidos venham partir à descoberta, brincando e aprendendo em conjunto!
As actividades que propomos destinam-se a crianças entre os 2 e os 4 anos, embora com
algumas adaptações possam ser realizadas quer com crianças mais pequenas, quer com mais
crescidas.
A criança irá adorar a sua companhia e o seu encorajamento será essencial para que a criança
se sinta competente e confiante nas suas descobertas.

Bolinhas numa colher

Inspirada na tradicional corrida do ovo e da colher, esta brincadeira promove o
desenvolvimento da coordenação e da auto-confiança da criança.
Defina um percurso – um ponto de partida e um ponto de chegada que poderá marcar no chão
com um círculo de papel ou desenhar no chão com giz – e dê à criança uma colher de plástico para
segurar na mão. Encha o ambiente de bolinhas de sabão (Nota: As bubles oodles do Gymboree são
feitas com base numa solução açucarada que não é tóxica para a criança, mesmo em contacto com
a boca ou os olhos). A criança deverá apanhar uma bolinha com sua colher e, com passos
cuidadosos, chegar ao ponto de chegada. A bolinha ainda está na colher? Boa! Conseguiste! Quer
aumentar o desafio? Experimente dar à criança duas colheres, uma em cada mão. Acrescente
alguns obstáculos ao percurso.

Hora do banho

Por volta dos 24 meses as crianças adoram fazer brincadeiras faz de conta. Provavelmente o seu
filhote já brinca às “mamãs” e aos “papás” com as seus bonecos, embalando-os, alimentando-os e
deitando-os.
A criança irá adorar dar banho ao seu boneco preferido, podendo assumir o papel de pai/mãe,
o crescido que cuida dos mais pequenos. É uma excelente forma para a criança se sentir um
cuidador especial, aprender a manter o corpo limpo e dar “banhos de amor” aos seus bonecos
preferidos. Além disso, trata-se de uma excelente oportunidade para praticar competências sociais
e desenvolver a sua capacidade imaginativa. Segurar no sabonete ou lavar as pequenas partes do
corpo do boneco, permite que a criança desenvolva a motricidade fina. E as crianças adoram
brincadeiras com água!
– Prepare a banheira da bonecada! Encha uma banheira de bebé ou um grande alguidar com
água e gel de banho para fazer espuma. Disponibilize uma toalha, uma esponja, um sabonete e
patinhos de borracha para tornar a brincadeira ainda mais realista.
– Encoraje a criança a testar a temperatura da água antes de molhar o boneco. Está muito
fria, para ele? Está quente a água? Estimule-a, também, a ser carinhosa enquanto lava o filhote
(boneco).
– Nomeie as várias partes do corpo do boneco. Estará a facilitar a nomeação de partes do
próprio corpo.
– Finja que o boneco está muito sujo e incentive a criança a lavar melhor partes específicas
(atrás das orelhas, entre os dedos dos pés…).
– No final do banho, deixe a criança secar o bebé. E, depois, pentear, pôr creme, vestir…
Incentive a criança a decidir os passos a tomar. E agora o que é preciso fazer?

Roteiro dos Sentidos

O convite do bom tempo para passeios ao ar livre é, também, um convite à estimulação
sensorial. A que cheiram as flores? Que som fazem os pássaros nos seus ninhos? Que cores têm as
joaninhas? Como é sentir a relva molhada nos pés? E a areia da praia nas mãos? Que forma têm as
rodas de um carro? São doces as cerejas? Enquanto passeiam façam um roteiro dos cinco sentidos.
Poderão ter uma folha de papel para cada sentido, associando-lhe uma imagem da parte do corpo
a que corresponde cada um dos sentidos. O roteiro dos sentidos poderá ser completado com
desenhos, fotografias, anotações… Novas imagens e sensações tácteis. Novos sons, odores e
sabores. Querem explorá-los?

Flutua?

Uma brincadeira de verdadeiros cientistas.
Encha um alguidar com água. Num outro recipiente disponibilize diferentes materiais: um bola
de ténis de mesa, uma pequena pedra, uma pena, uma esponja, grão, uma palhinha, uma folha de
uma árvore, uma bola de ténis, um lenço, uma bola de algodão…
Investiguem! Conversem sobre as características dos diferentes objectos. Incentive a criança a
tentar adivinhar se determinado objecto flutua ou vai ao fundo. Deixe que a criança sugira outros
objectos para explorar. Muitas surpresas?

Oiço a chuva

Lembra-se como nos primeiros meses de vida do seu bebé o som de uma roca poderia ser um
verdadeiro espectáculo auditivo? Agora que está mais crescido o seu filhote poderá construir um
verdadeiro pau de chuva, tocá-lo e cantar músicas acompanhadas pelo som da “chuva”.
Pau de Chuva
Para construir este instrumento musical poderá usar uma garrafa de água de plástico vazia, uma
colher de plástico e um recipiente com arroz. Mostre-lhe como segurar na garrafa com uma mão e
com a outra encher a colher de arroz e depois deitá-lo dentro da garrafa. Esta tarefa exigirá uma
grande coordenação motora. Veja e elogie o progresso da criança à medida que vai enchendo a
garrafa. Bastará que preencha cerca de 1/3 do volume da garrafa. Para ajudar a criança poderá
mesmo fazer uma marca em torno da garrafa indicando até onde a criança deverá deitar o arroz.
Por uma questão de segurança cole a tampa à garrafa – ponha cola no interior da tampa (na zona
lateral) e depois feche a garrafa. O pau de chuva poderá, depois, ser pintado com tintas de
diferentes cores. Experimente apresentar à criança um pequena esponja como “pincel”. E depois
de seco, vamos cantar e tocar?
Oiço a chuva
(Melodia: Frére Jaques)
Oiço a chuva. Oiço a chuva.
Barulhenta. Barulhenta.
Umas gotas de água. Umas gotas de água.
Suavemente. Suavemente.

Puzzles de Papel

Crie um puzzle simples para promover a compreensão e organização espacial do seu filho.
Seleccione uma imagem atractiva e colorida de alguma coisa que o seu filho goste – um animal,
um autocarro, um bebé ou um alimento, por exemplo. Depois, cole a imagem num cartão. Corte
em seguida a imagem em diferentes peças. Para uma criança de dois anos, comece por pequenos
puzzles com 4-6 peças. Para crianças mais velhas adeque o desafio, aumentando o número de
partes em que corta a imagem, quando cria o puzzle. Ajude a criança a organizar as peças de modo
a construir a imagem pretendida. Criar e recriar uma imagem que a criança gosta transmitir-lhe-á
confiança para experimentar puzzles mais complicados e para, de uma forma mais abrangente,
resolver outros problemas de forma eficaz.

As letras do meu nome

Para cada letra do nome do seu filho, destine uma folha de papel. Na parte da frente de cada
folha escreva de forma clara uma letra e no verso anote sucintamente um desafio físico: saltar com
os pés juntos 3 vezes, atirar uma bola ao ar e apanhá-la antes que caia ao chão… Coloque as folhas
no chão e deixe o seu filho escolher uma letra. Ele já reconhece a letra? Sabe como pronunciá-la?
Vire a folha escolhida e leia o desafio. O seu filho consegue fazê-lo? Boa filho! Vamos escolher
outra letra do teu nome? Poderão depois alargar o leque de letras a usar neste jogo. Brincadeiras
como esta encorajam a coordenação, assim como competências literárias precoces, constituindo
um incentivo ao interesse pela leitura e escrita.

Areia Mágica

Encha um alguidar com areia. Coloque uma bola de golfe ou de ténis de mesa dentro do
alguidar. Demonstre à criança como poderá rodar o alguidar de forma a criar padrões/desenhos na
areia. Incentive o uso da imaginação e de competências de motricidade fina na criação de
múltiplos desenhos na areia. Este parece mesmo um caracol!

Inês Marques

Brincadeiras Gymboree 1

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Bolinhas de Sabão para bebés

A magia das Bolinhas de Sabão

(Aceda à nossa oferta aqui)

O valor da herança associada ao brincar, atividade intrínseca ao crescer, é incalculável. Desde o simples “cu-cu”, passando pelas lenga-lengas acompanhadas de gestos, até ao mundo do faz de conta onde reina o pensamento simbólico, brincar é algo que flui naturalmente desde o nascimento, como uma forma privilegiada de comunicação entre o bebé e o mundo que o rodeia. E dessa comunicação surge o auto-conhecimento, bem como a construção de outros importantes pilares do desenvolvimento motor, cognitivo,
social e emocional do ser humano.

As bolinhas de “sabão” do Gymboree são especiais por vários motivos. A sua fórmula única cria centenas e centenas de bolinhas que flutuam no ar – e por lá ficam! Quando “aterram”, não rebentam facilmente e quando isso acontece as bolinhas dissolvem-se, não deixando as superfícies “ensaboadas”. Outra característica que as torna um ótimo parceiro de inúmeras brincadeiras é o facto de serem totalmente livres de químicos. Isto significa que são seguras quando em contacto com a pele ou mesmo com a boca dos mais pequenos. Usando a máquina num sentido e com sopros suaves faz bolinhas grandes, usando-a no outro sentido e com sopros rápidos e fortes faz imensas bolinhas pequenas.
Aperfeiçoe a Arte das Bolinhas com o seu filhote e divirtam-se durante horas. Numa primeira abordagem, e independentemente da idade da criança, ela necessitará de si enquanto modelo para a guiar no manuseio da máquina e do líquido, bem como na forma de conduzir algumas animadas brincadeiras.
Mesmo antes da criança ser capaz de brincar de forma autónoma com estas bolinhas, a partir dos 3 meses, o bebé está pronto para assistir ao espetáculo das pequenas esferas fascinantes e com elas aprender alguns conceitos – como a noção de causa e efeito.
Por volta dos 18 meses uma criança já possui algumas competências de motricidade fina e capacidade de coordenação olho-mão, possibilitando-lhe experimentar o seu talento nesta Arte.
E como para fazer bolinhas é necessário soprar…

Vamos começar por treinar o sopro?

Enquanto troca a fralda ao seu bebé, sopre gentilmente sobre o seu corpo. Nas mãos, na barriga, nos pés, no pescoço… Desta forma, ajudará o bebé a desenvolver consciência corporal. Conte ainda com o despoletar de alguns sorrisos!

Para crianças mais crescidas, poderá ajudá-las a tomar consciência do sopro, incentivando-as a fazê-lo contra as suas próprias mãos: sopros fortes e sopros fracos.
Depois deste treino inicial, preparados para a animação? “POP, POP, POP”

Cortina de bolinhas (a partir dos primeiros meses)

Na infância, para muito bebés e crianças estar simplesmente no meio de uma cortina de
bolinhas brilhantes, leves e esvoaçantes é algo que lhes dá imensa alegria. Observar bolinhas a voar pelo ar fortalece competências visuais como a capacidade para seguir com o olhar um objecto ou a noção de profundidade e, quando tentam alcançá-las, treinam competências de coordenação olho-mão, que mais tarde serão importantes para aperfeiçoar a motricidade fina. Ao conseguir rebentar as bolinhas, o bebé começa a compreender que os seus gestos têm impacto no mundo que o rodeia, e inicia a aprendizagem da noção de causa e efeito – quando toca um objecto aparentemente sólido ele pode rebentar. São as suas primeiras lições de Física.

Música
(Ritmo: Pouring, pouring)
Bolinhas, bolinhas.
Estão a chover bolinhas.
Com o meu dedo vou rebentar
E continuar a brincar!

Chuva de Bolinhas (a partir dos 2 anos)

Faça muitas e pequenas bolinhas sobre a cabeça do seu pequenote. São gotas de chuva! Sugira-lhe que tente apanhar ou rebentar as bolinhas enquanto estão no ar. Com a mão. Depois só com um dedo. Que tal o dedo mindinho? E com o cotovelo? A bater palmas ou com os pés? Estes exercícios desenvolvem o equilíbrio e a coordenação. Estimulando as competências linguísticas da criança, conversem sobre a experiência. O que acontece quando tocamos uma bolinha? Quais são mais fáceis de apanhar? Grandes ou pequenas? No chão ou a voar? Qual a sensação de tocá-las? Parecem cócegas ou beijinhos?
Poderão também usar um copo de papel para recolher as gotas de chuva (bolinhas) que “caem” e em seguida usar esse copo cheio de “água” para regar as flores de um jardim imaginário. Ou as bolinhas poderão transformar-se numa praga de mosquitos que é necessário afastar. O que sugere o seu filhote?
Este tipo de brincadeira, que apela à imaginação, é fundamental para o desenvolvimento do pensamento simbólico, para a auto-regulação e para a criatividade. Ao experimentarem uma variedade de símbolos, ideias e relações, através da brincadeira, a criança está a desenvolver ferramentas que lhe serão muito úteis para encarar desafios futuros. E a descoberta do mundo faz de conta é um verdadeiro ensaio para o mundo real!

Nuvem de Bolinhas (a partir dos 3 anos)

O que é mais divertido do que uma bolinha de sabão? Uma irresistível nuvem de bolinhas cintilantes! Ajude o seu filho a fazer o máximo de bolinhas que conseguir durante 15 segundos. Ao fim desse período de tempo, troque a máquina Bubble Oodles por uma palhinha e peça à criança que use a palhinha para soprar mantendo-as bem alto, “perto o céu”, e sem rebentarem. A concentração tem de ser elevada. Ao fim de algumas tentativas a tarefa tornar-se-á mais fácil para a criança. Reforce cada conquista. A criança irá sentir-se competente e confiante para abraçar novos desafios. E se alargar o convite a alguns amigos do seu filho? Encoraje a cooperação, estimulando-os a tentarem manter a nuvem de bolinhas bem alta, usando para isso, cada criança, uma palhinha. Prepare-se para ouvir muitas expressões de contentamento à medida que as competências sociais das crianças se vão fortalecendo com esta alegre brincadeira.

(Ritmo: Frère Jaques)
Pequenas bolas, pequenas bolas.
A voar, pelo ar.
Olha as bolinhas
Leves e redondas
A voar, pelo ar.

Voilá! Uma obra prima! (a partir dos 4 anos)

As crianças divertem-se imenso com bolinhas de sabão gigantes. É possível criá-las
substituindo a máquina das Bubble Oodles por um grande cone construído a partir de cartão resistente ou de folhas plastificadas. Depois de deitar uma pequena quantidade de liquido num prato de plástico, mergulhe nele a ponta mais larga do cone e retire o excesso. Em seguida, será necessário um sopro forte e, com um rápido movimento de rotação do pulso, surgirá a flutuar uma incrível bola gigante. Poderá depois permitir que a criança experimente e vá aperfeiçoando a sua técnica.

Independentemente da brincadeira, os pais são para as crianças os seus mentores de
eleição. Por isso, deixamos aqui algumas ideias para se inspirar. Depois, deixe a criança
acrescentar alguns ingredientes mágicos do seu imaginário. Mostre à criança que o que ela tem a dizer é importante. A animação será garantida!

Por Inês Afonso Marques, Psicóloga

Relações

Relações

O Gymboree nasce também do interesse de fazer crescer a relação que liga pais a filhos (e outros familiares próximos) e filhos a pais e é muito interessante acompanhar o quanto crescem estas relações, quando estamos todos à espera de começar mais uma “aventura” no Gymboree e cá fora se ouve cantar aquela canção, que marca o início de todas as aulas, como que a dizer: “está na hora da porta abrir!” e quando chegamos à porta para convidar todos a entrar cruzamo-nos com olhares radiantes e com aquela animação de quem diz “boa! vai começar!”. E depois são os pequenos grandes acontecimentos de dia-a-dia que vamos partilhando nas nossas relações:
“já lhe nasceu um dente!” – Boa!
“mostra lá a novidade!… começou a gatinhar!” – Que máximo!
“já está a dar os primeiros passos!” – Fantástico!
e até já acompanha algums movimentos que a música diz para fazer …
Estão mesmo a crescer todos os dias, que grande aventura !!…
Cr. A.

Relações
Relações
Pais Orgulhosos 2

Pais Orgulhosos

O papel dos Pais

Durante bastante tempo prevaleceu a ideia de que a natureza teria dado à mulher as ferramentas essenciais para ser a única pessoa responsável pelo bem-estar físico, emocional e social dos filhos. A educação, bem como o cuidado dos filhos, eram encarados como responsabilidades exclusivas das mães. O papel do pai na educação das crianças parecia ser absolutamente secundário. Era visto como o “ganha-pão” da casa e, como tal, era encarado como uma figura ausente, de autoridade e disciplina.
Contrariando esta tendência, nos últimos anos, o pai começou a ganhar destaque na educação e desenvolvimento dos filhos, podendo e envolvendo-se mais e estando mais presente. E, felizmente, algumas medidas governamentais (como a licença parental) têm apoiado os pais neste processo.
Atualmente, e como consequência de várias metamorfoses sociais, ambas as figuras parentais tentam conciliar uma vida profissional e uma vida familiar com filhos. A mãe deseja um pai atento e envolvido e o pai deseja-se dedicado, afetuoso e disponível. O pai deixou, então, de ser periférico e passou a ser central na família. O homem encontrou outra forma de se envolver na vida familiar, ao mesmo tempo que a mãe se voltou para o mundo exterior, não deixando de estar presente na família. Presentemente, os homens já têm consciência da necessidade de participarem na educação dos filhos e a perceção de que a paternidade responsável faz deles seres mais felizes e completos. A capacidade de envolvimento do pai no cuidado dos filhos parece estar menos dependente das expectativas sociais e mais relacionada com as expectativas que o próprio tem sobre essa tarefa.
No Gymboree, é um prazer termos uma aula cheia de pais, animados, acompanhando os seus rebentos. Orgulhosos do seu papel. É muito engraçado ver as negociações entre mãe e pai sobre a estratégia a adoptar na participação nas aulas. “Eu faço Gymboree e tu Música. Para a semana trocamos. Combinado?”
I.M.
Baby girl (3-6 months) grasping father's thumb, close-up of hands
Pai
Hoje quero ser... 3

Hoje quero ser…

Sugira novos papéis para as vossas brincadeiras. O que vamos ser?

Estão a brincar aos bombeiros? Então, lembre a criança que poderá ser, para além do bombeiro que apaga o fogo, o comandante (tomando decisões importantes), o condutor do carro dos bombeiros, a pessoa que faz a chamada para pedir socorro ou a pessoa que é acudida.
Vão tratar do jardim? Quem é o jardineiro? E o grande pinheiro? Então e a borboleta e a abelha? Sugira à criança que finja ser a própria relva que vai ser regada. Como é estar molhado?
Incluam objetos “não realistas” (flor com cheiro a chocolate, máquina que faz nuvens, chuva com sabor a morango, etc). Surpreenda-se com a imaginação da criança… A criatividade, o pensamento simbólico e a linguagem são algumas competências que serão estimuladas.
Valorize as respostas da criança e tome nota de como pensa e reage aos diferentes desafios da sua função. Se achar que está muito fácil, lance um novo desafio. Terão horas de diversão muito ricas!
Bom fim-de-semana e ótimas brincadeiras!
Inês Marques
Hoje vou ser bailarina
Hoje sou bailarina
Brincar e o desenvolvimento humano. (R) 4

Brincar e o desenvolvimento humano. (R)

Brincar. Um ramo da árvore do desenvolvimento humano.

As opiniões divergem sobre a importância desta actividade, intrínseca ao crescer. Mas o valor da herança associada ao brincar é incalculável!
Em Novembro de 1993, a USA Today Magazine publicou um interessante artigo sobre esta temática, “Children at play are learning, too”. Judith Myers-Walls, especialista em desenvolvimento infantil, sublinhou que ao brincar a criança está a aprender e a preparar-se para a vida. A autora acredita que brincar é o trabalho mais importante que uma criança em idade pré-escolar pode fazer para conhecer o mundo, permitindo-lhe alcançar competências, tais como a noção de causa e efeito, a cooperação, a resolução de problemas e o funcionamento do seu corpo. Como para nós, adultos, estas capacidades são um dado adquirido, corremos o risco de ignorar oportunidades únicas das crianças as adquirirem e praticarem.
Acredito que as crianças precisam de dedicar mais tempo, não menos, a brincar – especialmente brincar ao faz de conta. Este tipo de brincadeira, mais ou menos livre, é fundamental para o desenvolvimento do pensamento simbólico, para a auto-regulação e para a criatividade. Ao experimentarem uma variedade de símbolos, ideias e relações, através da brincadeira, a criança está a desenvolver ferramentas que lhe serão muito úteis para encarar os desafios futuros, nomeadamente a entrada para a escola. E, claro, os pais têm um papel fundamental nesta descoberta do mundo faz de conta! Um verdadeiro ensaio para o mundo real!
Os pais poderão ser verdadeiros mentores das brincadeiras, encorajando novas e divertidas brincadeiras. Incentive a criança a escolher o cenário da brincadeira, a negociar os papéis e as especificidades de cada “actor”, a definir os objetos e as regras a serem seguidas. Mostre à criança que o que ela tem a dizer é importante! Os temas surgirão do quotidiano ou decorrerão de um mundo imaginado. Frequentemente os pais relatam episódios em que, espontaneamente em casa, os filhotes reproduzem os temas e as brincadeiras das suas aulas Gymboree.
Vou ser a professora que fica doente e vai ao hospital. Tu vais ser o doutor e vais ouvir o meu coração. A capacidade de planeamento e de resolução de problemas é desenvolvida quer na preparação da brincadeira, quer na própria brincadeira. Como estou doente e dói-me a barriga vou fazer uma cara triste. Ao representar diversos personagens a criança vai ensaiar várias relações e assumir diferentes estados emocionais. Esta consciência é fundamental para o desenvolvimento emocional e social. Tens de vestir uma bata branca. Dás-me um remédio? E, como as brincadeiras têm regras para serem seguidas, a criança começa a compreender que, por vezes, tem de adiar preferências e gratificações. Ora se ficou acordado que ela seria o paciente, não poderá usar o estetoscópio do médico, aquele objeto fascinante que tanta curiosidade lhe desperta.
O seu filhote irá admirá-lo por lhe proporcionar momentos de brincadeira tão especiais e únicos. O laço que vos une será fortalecido…
Inês Marques
toddler_brincar
Desenvolvimento de competências sociais, emocionais, físicas e intelectuais. Brincar é o trabalho da criança.