parentalidade

educar com limites

Estamos de férias! Deixamos os miúdos acordados até mais tarde?

Sobre o Sono

Casamentos, festas, férias… Há inúmeras ocasiões em que as celebrações se estendem além da hora em que as crianças costumam ir para a cama.

Muitos pais debatem-se com o dilema de aceitar ou não convites por causa dos horários de sono das crianças. Por isso, o Gymboree deixa-lhe alguns conselhos úteis sobre como quebrar a rotina (e voltar a introduzi-la) nestes dias especiais.

Em primeiro lugar, é preciso salientar que a quebra do horário de dormir deve ser excecional. «A rotina é muito importante para a criança, pois dá-lhe segurança e ajuda na sua autonomia. As excepções à regra podem existir para quebrar a rotina de vez em quando, como em dias de festa. Até mesmo ao fim de semana os pais podem aproveitar para estender um pouco mais o seu dia, agora que os dias estão maiores, e aproveitar para brincarem em família», começa por explicar Carolina Canto, Psicóloga e Professora Sénior Gymboree.

O sono a seu dono

Cada criança é única e tem o seu próprio ritmo. Por isso, para compensar as horas de sono, impõe-se uma sesta à tarde, «não só para as crianças até aos quatro anos, mas mesmo depois disso». «Importa estar atento aos sinais que a criança nos dá para não ‘esticar demais a corda’», salienta Carolina Canto.

Se a criança se deitar mais tarde pode, assim, acordar um pouco mais tarde no dia seguinte. Mas vamos a um exemplo prático:

«Um bebé de 18 meses, que normalmente está na cama às 21h00, se os pais forem jantar fora, mais vale fazer um jantar mais cedo e conseguir que a criança esteja em casa mais ou menos por volta dessa hora. Ou então o bebé dorme um pouco no carrinho de passeio, se possível, até chegarem a casa», explica a Professora Sénior Gymboree.

Horas de sono recomendadas para as crianças e jovens *

Lactentes dos 4 aos 12 meses

12 a 16 horas por 24 horas (incluindo sestas)

Crianças de 1 a 2 anos

11 a 14 horas por 24 horas (incluindo sestas)

Crianças de 3 a 5 anos

10 a 13 horas por 24 horas (incluindo sestas)

Crianças de 6 a 12 anos

9 a 12 horas sono noturno por 24 horas

Adolescentes de 13 a 18 anos

8 a 10 horas sono noturno por 24 horas

Como voltar à rotina? Jogar na antecipação

Para restabelecer o horário normal de sono é necessário antecipar a rotina.

«Se quebram a rotina na sexta e sábado à noite, então no domingo deitam-se mais cedo para antecipar a semana que vai começar. Dessa forma, estamos a praticar também uma rotina», explica Carolina Canto. Quando se tratam de períodos mais extensos, como o regresso às aulas após as férias, é recomendável antecipar o regresso à rotina escolar «com uma semana ou duas de antecedência».

«Assim, as crianças vão-se habituando aos poucos aos horários mais certos em período de aulas», explica a psicóloga.

Os dias de festa, as exceções à regra, são importantes para que as crianças percebam que existe na vida um momento para tudo. No entanto, é fundamental que os mais pequenos percebam o significado desses dois momentos.

«Para que a criança se sinta segura e para que ela possa antecipar e reconhecer os momentos do seu dia, a rotina é muito importante. Ou seja, é essencial, desde cedo, criar um sequência quotidiana que satisfaz as necessidades de cada um e da família como um todo», salienta Carolina Canto.

Explicar os dias especiais às crianças

Cada idade tem uma percepção diferente dos dias de festa e das alterações à rotina.

«O bebé de 1 ano não entenderá o significado da festa, mas os balões, o bolo. a vela e cantar os ‘Parabéns’ são evidências de um dia especial. O bebé passa a associar esses sinais a um dia de festa e alegria. Na sua memória ele consegue fazer esse registo», explica Carolina Canto.

Maturidade: «Preciso de ti para ser crescido!»

À medida que as crianças alcançam a maturidade – física, cognitiva e emocional – procuram libertar-se da dependência funcional em relação aos adultos cuidadores.

Leia também: «Estou sem paciência para os miúdos!»

A criança toma consciência da sua individualidade, do controlo que tem sobre o mundo e das novas e espectaculares capacidades que possui. As crianças procuram experimentar as suas próprias ideias, executar as suas preferências e tomar decisões.
Os pais e agentes educativos que vêem estas (novas) tentativas como um esforço saudável no sentido da autonomia, podem ajudá-las a alcançar o auto-controlo, contribuindo para um crescente sentido de competência e evitando conflitos (Papalia & Olds, 1998)*.

Prioridade: desenvolver a autonomia

Uma das características a desenvolver nos anos pré-escolares é, pois, a autonomia. Assim como a maioria das capacidades, a autonomia, e a consequente responsabilidade, não surgem sem mais nem menos com o passar do tempo sendo, por isso, necessário programá-las e estimulá-las. E os pequenotes contarão com os crescidos, em quem confiam, para os ajudar neste importante processo.
As crianças precisam de um modelo para saberem como devem utilizar a sua autonomia e, muitas vezes, procuram uma figura autoritária em quem confiem para ser o seu ponto de partida.
I.M.
*Papalia, D., Olds, S. (1998). Human Development. McGraw-Hill.

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coping crianças 3 5 anos abraço

«Coping»: como ajudar as crianças a lidarem com os sentimentos

As crianças não têm as ferramentas necessárias para lidarem com os próprios sentimentos e frustrações. Mas, nos primeiros anos de vida, o papel dos pais e e educadores é fundamental para fornecer estratégias e mecanismos para construir uma fortaleza em que os sentimentos são aliados e não inimigos.

O coping – que se pode resumir como uma estratégia de regulação das emoções – serve exatamente para isso.

A criança a partir dos 3 anos é capaz de compreender o ‘porquê’ das coisas e consegue fazer relações lógicas entre as ideias. Já demonstra grande autonomia, tal como fazer a sua higiene, vestir-se e comer sozinha. A sua curiosidade motiva-a a explorar para aprender mais sobre o funcionamento do mundo, agora duma forma mais complexa.

Veja também: 7 razões cientificamente provadas para abraçar o seu filho

Entre os 3 e os 5 anos de idade, as crianças exploram avidamente o mundo que os rodeia, gostando de participar em atividades estimulantes e originais, de explorar novas atividades e de demonstrar novas capacidades.

Nesta fase, desenvolvem-se importantes competências, fundamentais para o seu crescimento. As suas competências motoras, bem como intelectuais, sociais, emocionais e linguísticas continuam em desenvolvimento.

As novas competências cognitivas para agrupar e categorizar ajudam a criança a compreender as semelhanças e as diferenças entre as pessoas, aprendendo a respeitar e a estar com os outros. A melhor forma de promover o desenvolvimento saudável de uma criança desta idade é incentivá-la a explorar. Assim o pensamento crítico sobre os objectos, as pessoas e a forma como o mundo funciona estará a ser estimulado.

Aprenda ferramentas de coping:

– Faça uns cartões com imagens felizes, tristes e zangadas.
– Dê ao seu filho lápis, marcadores ou tintas e peça-lhe para desenhar uma imagem feliz. Não necessita de ser nada em particular, apenas uma que signifique felicidade para ele.
– De seguida, peça-lhe para desenhar uma imagem triste e zangada. Enquanto ele desenha, converse com ele sobre o que ele fez para se sentir melhor naquela situação e o que ele fez para se sentir feliz.
Competências em destaque nesta atividade:
  • Capacidade para estabelecer relações
  • Inteligência emocional
  • Socialização

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feridas emocionais

Feridas emocionais na infância: como identificá-las… e evitá-las

Desde o início da vida de uma criança que se podem, mesmo sem querer, causar traumas emocionais que persistem até à idade adulta.

Veja mais: Como explicar às crianças que os pais se vão separar?

Os problemas, conflitos e emoções negativas vividas no início de desenvolvimento pode influenciar a forma como as crianças irão enfrentar as adversidades na vida adulta.

5 experiências dolorosas A IDENTIFICAR

É importante reconhecer quais são as 5 experiências dolorosas da infância mais comuns para, assim, podermos evitá-las ou agir de acordo com elas, mesmo quando são situações alheias aos pais ou educadores.

Este processo de atenção a potenciais situações causadoras de traumas podem também estimular pais e educadores a um processo de autodescoberta e de melhor compreensão de limitações e falhas.

1- O medo do abandono

solidão é o pior inimigo de quem viveu algum tipo de negligência na infância. Há, na idade adulta, uma vigilância constante em relação a este tema, que faz com que a pessoa que a sofreu abandone os seus parceiros e seus projetos mais cedo, com medo de que eles a abandonem.

As pessoas que tiveram experiências de negligência na infância terão que trabalhar a forma como lidam com a solidão, o medo da rejeição e as barreiras ao contato físico.

As feridas emocionais causadas pelo abandono não são fáceis de curar. Quando estas feridas começarem a doer, devem ser tratadas assim que o medo e os momentos de solidão começarem a surgir.

2- O medo da rejeição

Esta é uma ferida profunda, pois implica uma rejeição do nosso interior, das nossas experiências, pensamentos e  sentimentos. Há muitos fatores que podem contribuir para o medo da rejeição, como ser rejeitado pelos pais, familiares ou colegas.

Estes actos geram pensamentos de rejeição, de não ser querido e de não ter valor.

A criança (ou o adulto) que tem receio de ser rejeitado não se sente digna de afecto ou compreensão. Isola-se no seu interior com medo de ser rejeitada. Se um adulto sentiu algum tipo de rejeição na infância, a probabilidade de ser uma pessoa fechada é enorme.

Ver mais: Crianças e tecnologia – devemos por-lhes o tablet à frente? 

Se este for o seu caso, cuide do seu interior. Corra riscos, tome decisões por si e para si. Assim, começará a relativizar a opinião alheia e a deixar de a ver como um ataque pessoal.

3- A humilhação

Esta ferida é gerada no momento em que sentimos que os outros nos desaprovam e nos criticam. Um pai ou educador pode causar esses problemas numa criança, dizendo-lhe que é estúpido, burra, um estorvo ou feia. Esse tipo de atitudes vai minar a auto-estima da criança.

O tipo de personalidade que muitas vezes a humilhação gera é uma personalidade dependente. Além disso, aprendemos a ser tiranos e egoístas como um mecanismo de defesa e até mesmo a humilhar os outros como um escudo.

Ter sofrido este tipo de experiência leva-nos a ter de trabalhar a nossa independência, a nossa liberdade, o entendimento das nossas necessidades e medos bem como as nossas prioridades.

4- O medo da traição e problemas de confiança

Neste caso, a criança pode ter-se sentido traída, em algum momento, por um de seus pais que pode não ter cumprido alguma promessa. Isso gera uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e outros sentimentos negativos, que levam a pessoa não se sentir digna das promessas que os outros fazem a ela.

Quem sofreu estes problemas na infância torna-se uma pessoa controladora e que tem de estar ao comando de tudo. Se sofreu estes problemas na infância, tende a sentir a necessidade de exercer controlo sobre os outros, o que muitas vezes é apelidado de ‘personalidade forte’.

A mudança requer paciência, tolerância e um autoconhecimento para viver e aprender a ficar só, e a delegar responsabilidades.

5- Injustiça

O sentimento de injustiça surge num ambiente no qual os cuidadores primários são frios e autoritários. Na infância, uma exigência exagerada pode gerar um sentimento de impotência e inutilidade, tanto quando somos crianças quanto na idade adulta.

A consequência direta sobre o comportamento daqueles que sofrem essa rigidez é o desenvolvimento de uma personalidade que busca ser muito importante e que quer adquirir grande poder. Além disso, é provável que seja criado um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo, bem como a incapacidade de tomar decisões com confiança.

Neste caso, é preciso trabalhar a confiança e a rigidez mental, aumentar a flexibilidade e a capacidade de confiar nos outros.

Baseado em artigo da Pais e Filhos Brasil e com Fonte da ideia: Bourbeau, L. (2003). As cinco chagas que te impedem de ser você mesmo. OB Stare.
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bebé mãe 25 mitos pediatria

25 mitos da pediatria… Desmistificados por especialistas!

25 mitos da pediatria

 

As orientações da pediatria moderna são conhecidas em Portugal e estão adoptadas por muitos especialistas. Este artigo é baseado numa partilha de informação do Expresso, que ouviu alguns pediatras com trabalhos publicados nesta área e com funções em hospitais públicos de referência.

Música na gravidez

Não é preciso nascer para ouvir. Hoje admite-se que o feto tem capacidades auditivas a partir das 12 semanas e guarda memória dos sons após o nascimento. Recomenda-se a audição de sons graves porque têm um efeito calmante e a música clássica está entre os estilos adequados.

Os ritmos binários têm a vantagem acrescida de se assemelharem ao batimento do coração da mãe. Uma curiosidade: a cadência com que as mães embalam é igual ao seu ritmo cardíaco e é por isso que o bebé adormece mais facilmente.

Aleitamento

Evitar alimentos como laranjas, cebolas, leguminosas ou chocolates não diminui as cólicas no bebé. A alimentação da mulher deve ser variada desde a gestação porque está provado que o feto inicia o desenvolvimento das células sensíveis ao sabor às 14 semanas.

Todos são unânimes sobre os benefícios da amamentação exclusiva até aos seis meses de vida do bebé e provou-se que estão erradas as teorias sobre a fraca qualidade do leite muito líquido ou que não escorre quando é deitado num copo. O aleitamento é prioritário e deve começar ainda na sala de partos.

Esterilização

Ferver ou esterilizar biberões e tetinas não é necessário se os pais lavarem frequentemente, e bem, as mãos. As doenças infecciosas são menos frequentes e em condições normais de habitabilidade e de higiene. Basta uma lavagem que elimine os resíduos.

Alimentos

É um erro excluir alimentos como peixe, gema de ovo, carne de porco e frutas nos primeiros tempos de vida. A selecção visava prevenir alergias, mas as organizações internacionais defendem que atrasar a diversificação alimentar, mesmo em alérgicos, não traz benefícios.

Outro erro antigo: não se deve obrigar a comer nem negociar alimentos por alimentos – por exemplo, dar uma bolacha para compensar ter comido sopa – e os legumes e frutas devem estar sempre na mesa porque a sua presença influenciará a alimentação na vida adulta. No passado, os alimentos eram introduzidos com o aparecimento dos dentes e agora são recomendados aos quatro meses, quando não há amamentação.

Suplementos alimentares

Vitaminas para quê? A sociedade moderna caracteriza-se pela abundância e uma dieta equilibrada é suficiente. A excepção, sobretudo no primeiro ano de vida, é a vitamina D, que gerações reforçaram com ‘colheradas’ de óleo de fígado de bacalhau.

A tradição tem sido recuperada sob outras formas: os ácidos gordos são decisivos na formação das membranas cerebrais e estão a ser redescobertos em óleos de peixes de profundidade.

Peso

Gordura não é formosura. Cada bebé tem o seu ritmo e as variações nem sempre são sinal de doença. Os pediatras afirmam que os pais modernos se preocupam em excesso com o crescimento e recomendam que pesagem e medição só sejam feitas nas consultas de rotina.

Sono

Não tem fundamento o medo de que os bebés deitados de costas podem sufocar no caso de bolçarem. Em situações normais, o corpo humano está preparado para evitar estas situações. O medo levou muitos pais a deitarem os recém-nascidos de barriga para baixo, mas hoje é reprovável e perigoso.

É mandatório deitar os bebés de barriga para cima, pelo menos, até aos seis meses. Depois, é o próprio bebé que escolhe a posição mais confortável. O sono solitário foi estimulado por se acreditar que promovia a autonomia, mas não está provado.

Morte súbita

‘Abafar’ os bebés não é o perigo principal. A morte de crianças saudáveis por razões inexplicáveis continua a registar-se e estudos recentes têm evidenciado que é mais comum quando os pais são fumadores, em famílias monoparentais e quando o bebé é deitado de barriga para baixo.

Choro

As lágrimas são mais do que fome ou fralda molhada. Descobriu-se que os bebés são muito sensíveis a estímulos e também precisam de aliviar a tensão. Ou seja, às vezes basta deixar chorar um bocadinho para perceber a mensagem.

Banho

Esperar pela digestão para dar banho é um mito. A água utilizada está morna e não existe choque térmico, responsável pela congestão. Além disso, o leite é de fácil digestão. O banho deve ser um prazer e a regra é ‘água quanto baste e pouco produto de limpeza’, sobretudo com glicerina, porque seca e irrita a pele em demasia.

Pele

Pó de talco fora da lista. A limpeza exagerada é inimiga da pele e um banho seguido de uma loção hidratante é suficiente. Na zona da fralda é necessária parcimónia no uso de toalhetes, pois limpam a sujidade, mas também podem arrastar a camada superficial da pele.

Quando a fralda só está molhada e não existe irritação não é necessário usar creme ou pastas sob risco de provocar uma sensibilização excessiva. E o pó de talco está fora de moda porque as partículas podem ser inaladas pelo bebé.

Fralda

O uso precoce do bacio está fora de questão. Os pediatras estão a recuperar a tradição de retirar a fralda só aos dois anos porque o controlo precoce do esfíncter pode, afinal, trazer problemas.

Botas ortopédicas

 Não vale a pena olhar para os pés antes dos dois anos. A ortopedia moderna respeita as regras de crescimento do pé e da marcha das crianças e qualquer calçado que faça alguma contenção interfere com a evolução normal.

É ponto assente que é o exercício e não o calçado ortopédico ou formativo que cumpre a missão fisiológica. Sempre que possível, as crianças devem andar descalças e usar sapatos que protejam apenas o tornozelo e o calcanhar.

Creche

A socialização, afinal, só começa aos três anos. Na sociedade actual mães e avós trabalham e os bebés vão para a creche cada vez mais cedo. Contudo, a maioria dos pediatras regressou ao passado para recomendar os cuidados dos avós até aos três anos. Argumentam que os ganhos de afecto compensam.

Febre

A temperatura não é doença. A maioria das crianças faz quatro dias de febre e não é preciso baixar a temperatura de imediato como querem os pais dos nossos dias.

Os médicos alertam que a febre é muitas vezes é um mecanismo de defesa do organismo e que um sinal de serenidade é a criança continuar a brincar.

Leia também: ‘Estou sem paciência para os miúdos!’

Tosse

Adeus ao xarope. Tossir é uma forma de o corpo para eliminar secreções e melhorar a respiração. Trata-se de um sintoma e não de uma doença e nos primeiros anos de vida não são recomendados inibidores.

Aerossóis

São os grandes terapeutas do século XXI. Ajudam a respirar melhor, contudo, os médicos têm dúvidas sobre o que os próximos avanços podem revelar sobre a sua utilização.

Ginástica respiratória

Comum na década de 90, revelou-se desnecessária. Era usada para bronquiolites e hoje sabe-se que aumentam o cansaço e as dificuldades de respiração.

Remédios caseiros

Vivem-se tempos de medicação excessiva. As precauções sobre o uso de remédios estão na ordem do dia e a regra é recuperar remédios caseiros como o xarope de cenoura e os preparados com mel.

Vacinas

O calendário mudou. As crianças dos nossos dias são mais vacinadas – e dizem os pediatras, estão mais protegidas – e já não é preciso recomeçar do zero quando há atrasos muito grandes.

Flúor

As gotas outrora comuns foram trocadas pelos dentífricos. Actualmente, é promovida a lavagem cada vez mais precoce dos dentes, aliás, logo que a dentição aparece na vida do bebé.

Brinquedos

Quantos mais, pior. As crianças precisam de estimular a imaginação e para isso não podem ter muitos brinquedos para poderem explorá-los ao máximo, dando-lhe várias utilizações. Os pais devem guardar os presentes, optando pela distribuição ao longo do ano.

Animais

Os eternos amigos estão de volta. Após várias teorias sobre o risco acrescido de alergias, cães, gatos, pássaros e outros animais são desejáveis para o desenvolvimento da criança.

Leia também: Vamos de férias… e os bichos também vão!

Desporto

O cloro não faz alergia. A prática desportiva é defendida para o desenvolvimento psicomotor e a natação volta a liderar as preferências. A qualidade da água das piscinas melhorou e os bebés podem nadar a partir do sexto mês de vida. Só é preciso limpar o cloro com um banho abundante e dar bastante água para minimizar a sua presença no estômago.

Regras

O ónus dos pais sobre a personalidade dos filhos está mitigado. Passou a ser admitido que há crianças difíceis que complicam a vida das famílias e que as regras são, por isso, indispensáveis. A negociação deve existir, mas sem rendição, em especial, dos pais.

Pediatras referenciados

o chefe do Serviço de Pediatria do Hospital de Cascais, Luís Pinheiro; o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, Anselmo da Costa; o neonatologista do Hospital de Santa Maria, António Simões de Azevedo; o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Luís Januário, e o director da Pediatria Médica do Hospital de Dona Estefânia, Gonçalo Cordeiro Ferreira.

Fonte:  Expresso 

 

O que diz a Pediatra Mónica Pinto sobre a linguagem

Transforme o Negativo no Positivo (2 aos 3 anos)

Provavelmente a palavra preferida do seu pequenote nesta fase é o “Não”.

Talvez por ainda não conseguir associar a palavra à sua causa. Trata-se de um sinal da crescente consciência da sua criança e do desejo de causar impacto no mundo.
Permita que a criança sinta o poder do “Não” fazendo-lhe questões absurdas, tais como “Estamos sentados no meio do oceano?”.
Desta forma a criança aprenderá outras aplicações e sonoridades da palavra “Não”.

Competências em destaque:

  • Socialização
  • Linguagem
  • Noção de limites

Dos 2 aos 3 anos

A partir dos dois anos a personalidade da criança afirma-se a cada dia que passa. As crianças desta idade reconhecem os seus pensamentos e não se inibem de partilhar opiniões e vontades. Contudo, os adultos significativos continuam a ser as lentes através das quais a criança vê o universo. O grande desafio desta fase do desenvolvimento é a criança conhecer-se a si própria participando no mundo de uma forma mais completa. O entusiasmo da sua criança pela música continua! Está a falar cada vez melhor e a conseguir falar com frases simples. O desenvolvimento da linguagem acompanha o brincar ao faz de conta, tornando-o mais rico com o seu reportório cada vez maior. Gosta cada vez mais de atividades que desenvolvam as suas habilidades físicas, demonstrando cada vez mais força e perfeição na execução.
"Alimentação infantil: como escolher ao comprar alimentos" por Gisele Câmara 1

“Alimentação infantil: como escolher ao comprar alimentos” por Gisele Câmara

O que se pretende com este artigo é fornecer algumas dicas acerca da alimentação infantil, permitindo fazer escolhas mais informadas e saudáveis, sem que isso signifique mais angústia e perda de tempo.

A vasta oferta de produtos alimentares industrializados disponível no mercado é, na hora da compra, motivo de angústia para muitas pessoas.
É difícil observar os produtos no meio de tanta diversidade. Com a pressa e a falta de informação, os critérios de escolha são, muitas vezes, as marcas, os preços ou, mesmo que inconscientemente, a forma de exposição dos produtos, que podem ser verdadeiras armadilhas para atrair o consumidor desinformado ou desinteressado. É uma pena saber que as nossas crianças também são alvo destas “armadilhas” e nem sempre têm a alimentação mais saudável.

O que nos dizem os rótulos?

Nem tudo aquilo que parece é igual e com a ajuda de algumas informações simples podemos diferenciar e escolher um alimento saudável entre outros que são apenas parecidos. As excepções a algumas destas regras gerais podem ser casos de alergias, intolerâncias e necessidades especiais de saúde que deverão sempre ser orientadas pelo pediatra. Comecemos pela apresentação dos alimentos, ou seja, o rótulo, onde constam, entre outras informações importantes, como o “nome”, a sua lista de ingredientes e a sua informação nutricional. Conhece bem os alimentos que compra? Então preste atenção às informações e aos exemplos que seguem.

O Nome ou Denominação de venda é a designação do produto pelo seu nome comum ou uma descrição compreensiva do alimento.
Exemplo: IOGURTE MEIO GORDO AROMATIZADO DE MORANGO ou IOGURTE MEIO GORDO DE MORANGO ou LEITE FERMENTADO COM AROMA DE MORANGO

Aspectos importantes a observar neste campo: produtos diferentes estão disponíveis em embalagens semelhantes. Um exemplo disso são os iogurtes e as sobremesas lácteas, normalmente mais ricas em açúcar e menos ricas em proteínas e cálcio. É importante estar atento para saber se leva mesmo aquilo que pretende.

Na Lista de ingredientes de um produto podemos encontrar todos os seus ingredientes em ordem ponderal decrescente, o que quer dizer que quanto mais abundante um ingrediente, mais à frente da lista ele aparecerá.
Exemplo: Ingredientes: Farinhas 88% (trigo e trigo hidrolisada, cevada, centeio, milho, arroz, milho painço, sorgo, aveia), mel (8,5%), cultura de Bifidobactérias, aromatizante (vanilina).
Aspectos importantes a observar neste campo: Através deste campo podemos comparar alimentos semelhantes e escolher aqueles que têm mais dos ingredientes desejados, por exemplo, cereais, frutas, legumes e leite e menos de ingredientes, regra geral, pouco ou nada desejados, por exemplo, açúcar (sacarose), mel, sal, conservantes (designados pela letra E), aromatizantes artificiais, gordura vegetal hidrogenada, adoçantes (edulcorantes) entre outras substâncias. Para tal, é importante saber o que significa cada um dos nomes ali presentes. Muitas vezes a indústria utiliza sinónimos ou substâncias com efeitos semelhantes àquelas que sabemos ser menos saudáveis.

Não será possível abordá-las todas aqui mas um exemplo disso é o sumo concentrado de uva, utilizado em vez do açúcar para adoçar alimentos e bebidas e cujo efeito acaba por ser semelhante, quer na manutenção do mau hábito do consumo de substâncias doces, quer no excesso calórico que pode representar. Em caso de dúvida, procure informações em livros, em linhas de atendimento ao consumidor ou em sítios de confiança da internet, que podem ser os sítios dos próprios fabricantes.

Mas não é necessário entrar em pânico. É claro que, quanto menos conservantes e aromatizantes tiver um produto, melhor ele pode ser em relação aos demais, mas todas estas substâncias estão regulamentadas e muitas delas são naturais ou semi-naturais e/ou inofensivas, como é o caso da vanilina, citada no exemplo, que é o aroma da baunilha, e do ácido ascórbico, utilizado em muitos sumos, que é a designação para a vitamina C.

Por fim, o campo da Informação Nutricional parece assustar muitos consumidores.
O desconhecimento do público e a grande quantidade de informações presente neste campo podem ser os grandes culpados por esta atitude. Aqui ficamos a conhecer a composição nutricional dos alimentos, ou seja, o seu valor energético e a quantidade de determinados nutrientes nele presente.

Pode ser simples, mencionando apenas o valor energético e o conteúdo em proteínas, hidratos de carbono (ou glícidos) e lípidos (ou gorduras) do alimento, ou pode ser mais completo, mencionando, para além destes dados, por exemplo, os teores de açúcares, lípidos (gorduras) saturados, monoinsaturados, polinsaturados e trans, colesterol, fibras, sódio e outros minerais e algumas vitaminas. Toda esta informação deve vir expressa por 100g ou 100ml do alimento, podendo ainda ser mencionada por dose, quantificada no rótulo, ou porção. Muitos fabricantes fazem ainda menção às percentagens dos Valores Diários de Referência (VDR) e das Doses Diárias Recomendadas (DDR), o que serve para fornecer uma noção de qual a quantidade daquele alimento que pode ser incluída na dieta, sem nunca se esquecer, é claro, da importância de uma dieta variada.

 

Aspectos importantes a observar neste campo: Também através deste campo podemos comparar alimentos e escolher aqueles com a composição nutricional mais saudável, tendo sempre em conta se os dados estão representados por 100 g, por dose ou por porção. Para isso é necessário saber, de uma forma simples, quais os nutrientes mais e menos desejados e em que quantidades aproximadas.

Que quantidade de energia a criança necessita?

Relativamente à quantidade de energia necessária às crianças, esta é uma questão muito variável, que depende do sexo, da idade, estatura, peso, grau de actividade física, etapa do desenvolvimento, entre outros factores. O certo é que a criança tem uma capacidade nata de controlar o seu apetite, desde que lhe sejam oferecidos os alimentos qualitativamente adequados. Os pediatras fornecem linhas de orientação bastante adequadas para as refeições e cabe aos cuidadores apenas a escolha e a disponibilização dos alimentos, bem como a criação de um ambiente propício à alimentação, sem interferências e distracções, para que a criança possa desenvolver e usufruir deste seu potencial.

Quanto aos principais nutrientes listados, as proteínas, os hidratos de carbono (glícidos) complexos, as fibras, alguns minerais como o cálcio e as vitaminas são, regra geral, desejáveis e valores superiores podem servir de base para a escolha dos alimentos. Entretanto, é preciso ter algum cuidado com os alimentos ditos enriquecidos.

"Alimentação infantil: como escolher ao comprar alimentos" por Gisele Câmara 2

As principais fontes de vitaminas e minerais devem ser os alimentos in natura, ou seja, o leite, as frutas, os legumes, as leguminosas, a carne, o peixe, os ovos, etc. Salvo algumas excepções, a escolha de produtos industrializados como bolachas, pães, tostas, cereais, iogurtes, papas, queijos, boiões (quando necessários), e até mesmo o leite, não se deve associar a estes nutrientes. Já os hidratos de carbono simples (açúcares), os lípidos (gorduras), o colesterol e alguns minerais como o sódio são, regra geral, menos desejáveis e devemos escolher alimentos com menores quantidades destes nutrientes.

No caso dos lípidos, não devemos privar as crianças destes nutrientes, uma vez que os mesmos transportam as vitaminas A, D, E e K. É por isso que, no que se refere aos lacticínios, os pediatras aconselham os produtos gordos ou meio- gordos, conforme o desenvolvimento da criança. Além disso, ao contrário dos lípidos (gorduras) saturados, que devem ter o seu consumo limitado devido ao aumento do colesterol LDL, e dos lípidos (gorduras) trans, que são completamente indesejáveis, os lípidos (gorduras) polinsaturadas e monoinsaturadas são essenciais para o organismo e são preferíveis aos demais, ainda que em quantidades não muito elevadas devido ao seu alto valor energético.

Parece uma missão impossível, mas com o tempo já terá escolhido os seus produtos de preferência e as novidades serão muito mais facilmente avaliadas. Somente a informação, o bom senso e a prática podem ajudá-lo a ter escolhas diariamente mais responsáveis e acertadas, com benefícios claros e duradouros para a saúde de toda a família.

Gisele Câmara, Nutricionista

Façam um livro (12 aos 24 meses)

Algumas crianças manifestam desde cedo os seus gostos.
Umas gostam de carros, outras são fascinadas por todo o tipo de animais, outras deliram com tudo o que se relaciona com comida…
Celebre estes gostos e crie um livro que a criança adorará rever e completar quando crescer. Faça dois furos em algumas folhas de cartolina coloridas (já existem folhas de cartolina em formato A4), prenda-as com um fio e recolha elementos de revistas, recortando-as e colando-as nas folhas do livro.
As imagens podem também ser desenhos feitos por si.
Para além de uma óptima recordação, este livro demonstra que uma mesma coisa pode ser vista de diferentes formas.

Competências em destaque:

  • Expressão criativa
  • Linguagem
  • Discriminação visual

Dos 12 aos 24 meses

Nesta fase de vida dos pequenotes assistem-se a enormes conquistas. É um período mágico que poderá ser enriquecido com gargalhadas, conversas, canções e descobertas emocionantes nos momentos do quotidiano. A brincadeira continua a ser, por excelência, a melhor maneira de ensinar novas competências aos mais pequenos, estimular a imaginação e desenvolver a auto-estima. Nesta fase as crianças adoram mostrar a sua autonomia através de objectivos simples – como abrir ou fechar uma caixa, ou limpar uma mesa. Quer esteja a rastejar, a gatinhar ou a andar, o seu bebé gosta da recém descoberta mobilidade que acompanha a sua enorme curiosidade pelo mundo que o rodeia. O desenvolvimento da motricidade fina permite-o manusear os objetos mais pequenos com maior domínio e já começa a empilhar caixas ou blocos. A determinação da criança em explorar tudo, fá-la manusear, provar, agitar e rolar o que estiver ao seu alcance. A sua motricidade cada vez mais sofisticada permite-lhe andar, correr e até trepar! E também já consegue comer sozinha com uma colher. Inicialmente o gosto pela voz dos crescidos torna-o atento e entusiasmado com o momento das canções ou das histórias, e por começar a perceber muitas palavras começa a responder a algumas delas. A partir dos 18 meses, as palavras que consegue verbalizar já são muitas e consegue formar frases simples com duas ou três palavras! Grandes conquistas que acompanham o seu gosto por brincadeiras que envolvam os sentidos e que permitem expressar como aprecia a música por exemplo.
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Inspiração neo-plástica e Cor

Pieter Cornelis Mondriaan, geralmente conhecido por Piet Mondrian foi um pintor Holandês modernista, sendo largamente conhecido por ter participado no movimento artístico Neoplasticismo.

 

Essa fase da sua obra, a mais popularmente difundida, caracteriza-se por pinturas cujas estruturas são definidas por linhas pretas ortogonais (o uso de diagonais induziria a percepção a ver profundidade na tela).

Essas linhas definem espaços que se relacionam de diferentes modos com os limites da pintura, e que podem ser preenchidos com uma cor primária: amarelo, azul e vermelho, decisão que mostra sua estreita relação com as teorias estéticas da Bauhaus e da Escola de Ulm, e que definem pesos visuais diferentes para esses espaços.

Os blocos de cor, pintados de modo fosco e distribuídos assimetricamente, reforçam a ideia de um movimento superficial que se estende perpetuamente, indicando que o pintor investia na percepção da sua obra como uma abstracção materialista e sem profundidade, criticando a pintura histórica enquanto produzia uma abstracção racionalista, espiritualista e sobretudo concreta do mundo. A sua obra continua a inspirar a arte, o design, a moda e a publicidade.

No Museu Colecção Berardo é possível admirar um óleo sobre tela do pintor holandês – Composition with Yellow, Black, Blue and Grey, 1923.

Uma das actividades realizadas na aula de Artes III da Gymboree – uma janela muito especial – teve como inspiração um quadro deste pintor.

O resultado: umas janelas, ou quadros, ao estilo neoplastico de Mondrian.

Em exclusivo no blog do Gymboree admiram-se as fascinantes obras de Arte dos nossos Artistas Ricardo e Diana.

 

Por Inês Afonso Marques, Psicóloga

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