Desenvolvimento Infantil

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Em cada criança, um cientista! Vamos fazer experiências?

A ciência é um mundo fascinante para todas as idades, em particular para as crianças! Se os seus filhos têm uma paixão particular pelos pormenores da natureza, das pedras, das cores, da luz, façam experiências científicas em casa!

Veja mais: 5 truques infalíveis para não ouvir ‘mas eu não quero ir à escola!’

Através das experiências, as crianças podem desenvolver-se de forma global. Deixamos-lhe uma sugestão divertida… e surpreendente!

Solução Camaleão

Precisa de…

  • três tigelas ou frascos
  • sumo de limão
  • água destilada
  • líquido tira-gorduras
  • água da cozedura de couve roxa

Vamos começar!

Comece por deitar um pouco da solução de cozimento da couve roxa nas três tigelas. Em seguida, deite sumo de limão na primeira tigela e observe em conjunto com o seu filho o que acontece.

Na segunda tigela, deite água destilada e volte a observar. Por fim, verta um pouco de líquido na terceira tigela e, mais uma vez, observe e discuta os resultados com o seu filho.

Desta forma estará a contribuir para o desenvolvimento da linguagem e da observação de situações concretas.Poderá ainda convidar a criança a verbalizar de forma sequencial o procedimento da experiência, bem como a cor que resultou ao juntarem os diferentes líquidos à cozedura da couve roxa.

Conte-nos depois quais os resultados da experiência e como se divertiram!

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Maturidade: «Preciso de ti para ser crescido!»

À medida que as crianças alcançam a maturidade – física, cognitiva e emocional – procuram libertar-se da dependência funcional em relação aos adultos cuidadores.

Leia também: «Estou sem paciência para os miúdos!»

A criança toma consciência da sua individualidade, do controlo que tem sobre o mundo e das novas e espectaculares capacidades que possui. As crianças procuram experimentar as suas próprias ideias, executar as suas preferências e tomar decisões.
Os pais e agentes educativos que vêem estas (novas) tentativas como um esforço saudável no sentido da autonomia, podem ajudá-las a alcançar o auto-controlo, contribuindo para um crescente sentido de competência e evitando conflitos (Papalia & Olds, 1998)*.

Prioridade: desenvolver a autonomia

Uma das características a desenvolver nos anos pré-escolares é, pois, a autonomia. Assim como a maioria das capacidades, a autonomia, e a consequente responsabilidade, não surgem sem mais nem menos com o passar do tempo sendo, por isso, necessário programá-las e estimulá-las. E os pequenotes contarão com os crescidos, em quem confiam, para os ajudar neste importante processo.
As crianças precisam de um modelo para saberem como devem utilizar a sua autonomia e, muitas vezes, procuram uma figura autoritária em quem confiem para ser o seu ponto de partida.
I.M.
*Papalia, D., Olds, S. (1998). Human Development. McGraw-Hill.

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Dicas de criatividade e brincadeiras artísticas

Crianças criativas e mais cooperantes

Os pequeninos agradecem sempre que se passe mais tempo de qualidade com eles e de preferência com criatividade!

Reserve alguns minutos do dia para mimar o seu filho e o fazer sentir ainda mais especial com algumas brincadeiras.

Ele vai adorar e você também! Pois para além da alegria que simplesmente sente em brincar com ele, a criança ainda lhe retribui em dobro! A criança vai ficar mais feliz, mais bem disposta, mais cooperante e o vosso dia vai ser muito mais fácil!

Então que tal umas brincadeiras artísticas e com criatividade para colorir os vossos momentos especiais?

Os benefícios das brincadeiras artísticas e criativas

  • A criança desenvolve as suas capacidades físicas, sociais e cognitivas;
  • A criança torna-se mais tolerante em relação às ideias dos outros;
  • Proporcionam às crianças mais do que uma perspetiva ou resposta;
  • A arte dá às crianças uma maneira divertida e visual de processar a informação e as suas experiências;
  • Permitem transferir habilidades para outras áreas de aprendizagem como a matemática, a linguagem, a ciência e a interação social;
  • A arte permite às crianças arriscar intelectualmente e tentar novas experiências, e ainda atribuir-lhes um significado;
  • Através da arte as crianças dizem-nos quem são, do que gostam, quem são as pessoas importantes nas suas vidas, como se sentem em relação a si mesmas e o que conhecem sobre o seu mundo.

Dicas para Promover a Criatividade da Criança

  • Não modifique ou corrija o trabalho da criança.
  • Permita que a criança seja criativa. Aceite o facto de que o gato que a criança pintou tenha três rabos e cinco olhos!
  • Incentive a criança a falar acerca das cores e formas que coloca na sua obra de arte.
  • Deixe que a criança lhe conte o que pintou antes de tentar adivinhar.
  • Lembre-se que a arte não tem de representar algo concreto para ter valor ou um significado.

Sugestões de Brincadeiras:

  • Pintura livre com o papel de cenário colado no chão ou na parede;
  • Plasticina – amassar, cortar, rolar, esticar. Pode acrescentar um tema à brincadeira para estimular a imaginação.
  • Construções com blocos / legos. Adicione um tema de uma história que a criança goste muito para desenvolver a brincadeira.
  • Usar adereços como lenços e chapéus para encenar algum momento especial do dia, algum acontecimento familiar divertido, ou uma parte da sua história preferida.

As gargalhadas são garantidas e a cumplicidade e o amor ainda mais fortalecidos assim como a qualidade da relação que constrói com o seu filho é cada vez mais positiva!

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A linguagem desenvolve-se na barriga da mãe?

A fala nasce na barriga da mãe

O desenvolvimento da linguagem inicia-se logo dentro da barriga da mãe. Os bebés ouvem os batimentos cardíacos da mãe e todos os sons que o seu corpo produz e reagem, também, a sons exteriores. Em geral, todas as mães conseguem identificar uma ou outra situação em que o seu bebé reagiu a sons exteriores, mais ou menos fortes, movimentando-se dentro da sua barriga.

Logo após o nascimento, num período que vai até aos três primeiros meses de vida, os nossos bebés já são capazes de, imaginem, realizar tarefas como distinguir sons, línguas diferentes e a voz da mãe de outras vozes!

Todas estas competências revelam que a linguagem acontece desde muito cedo, devendo ser vista de forma holística, não só na sua vertente expressiva (fala), mas também compreensiva. Por outras palavras, embora ainda não fale, um bebé já compreende muito material linguístico à sua volta.

O ser humano tem a capacidade inata para desenvolver linguagem, comunicando através de um sistema linguístico verbal e/ou não-verbal.

Veja também: o foco e a concentração na infância

Pelo seu cariz inato e aparentemente simples, temos tendência a não observar a fala com a devida atenção nas nossas crianças. No entanto, esta competência tem tanto de fascinante como de complexo, devendo por isso ser valorizada logo desde as etapas mais precoces.

A importância do choro e as primeiras palavras

Encontramos outra forma de manifestação precoce da competência linguística em algo aparentemente simples: o choro. O choro e os seus diferentes tipos constituem uma forma de comunicar. É através do choro e, um pouco mais tarde, do sorriso, que os bebés mostram ao adulto as suas necessidades mais básicas (fome, irritação, sono…).

Saiba mais: crianças e tecnologia – devemos por-lhes o tablet à frente?

 

Segue-se a fase do balbucio, entre os 4 e os 8 meses, em que os pais afirmam que os seus bebés já dizem “mamã” ou “papá”. Importa identificar o contexto em que um bebé faz “mamamamama” e, de acordo com o mesmo, perceber se esta produção tem um significado linguístico ou é apenas aleatório.

Ao longo desta etapa os pais podem ainda, por exemplo, verificar se a criança balbucia mais na presença de um adulto ou quando está sozinha, permitindo-lhes atribuir ou não um significado linguístico à produção sonora do bebé. Nesta fase os bebés já são capazes de reconhecer o seu próprio nome, algumas palavras inseridas em frases e associar significados a algumas palavras.

O início da fala

Por volta dos 12 meses inicia-se a chamada linguagem expressiva (fala): o bebé produz as suas primeiras palavras (cerca de 10)! Mais uma vez, é importante o adulto identificar o contexto em que cada palavra acontece, de forma a entender se tem um significado linguístico ou é aleatório.

Além disso, os 12 meses são apenas uma referência. Se o seu filho não diz uma palavra com essa idade e até aos 18 meses, ou se já o diz com 10 meses, nenhuma dessas situações deverá ser motivo de preocupação.

Entre os 12 e os 18 meses, o seu vocabulário produzido cresce até cerca de 50 palavras relacionadas com necessidades básicas e rotinas da criança (ex. pão, papa, água, bola, mamã, papá…).

Por volta dos 24 meses, acontece uma explosão de vocabulário produzido, em que a velocidade de produção de palavras novas aumenta significativamente, o que torna ainda mais fascinante a observação por par te dos pais deste processo tão inato e ao mesmo tempo tão complexo. Simultaneamente, inicia-se a construção de frases, inicialmente muito simples e gradualmente mais complexas.

Por volta dos 3 anos, as frases produzidas pela criança já apresentam estruturas mais completas do ponto de vista gramatical. Por volta dos 4 anos de idade, são capazes de produzir cerca de 5 mil palavras. Em todas as fases é importante evitar a linguagem abebezada do adulto com a criança, de forma a poder transmitir-lhe o modelo mais correcto possível em termos da articulação dos sons da fala.

Como vimos, muito do que ocorre mesmo antes do nascimento até aos 6 anos é espontâneo, decorrendo do funcionamento da nossa mente.

No entanto, o desenvolvimento pode ser estimulado pelo adulto, rodeando a criança de um ambiente rico e propício.

Se o desenvolvimento linguístico da sua criança fica aquém do que foi explicado, ou se tem dúvidas relativamente ao que é ou não esperado para a sua idade, não hesite em contactar o Terapeuta da Fala.  Em todas as etapas/ idades é possível realizar-se um trabalho de estimulação profissional, seja no trabalho directo com a criança, seja sob a forma de orientação aos pais (terapia indirecta). A intervenção precoce fará toda a diferença e evitará complicações futuras quer a nível da linguagem oral, quer a nível da linguagem escrita!

Joana Assunção,Terapeuta da Fala Pós-Graduada em Neurodesenvolvimento em Pediatria
Telemóvel: 93 766 61 79   |    Email: [email protected]
Gabinete Amoreiras: Rua Marquês da Subserra 17 r/c dto 1070-012 Lisboa Clínica
Pontofisio: Rua da Indústria Corticeira 59 r/ c esq 2870 – 281 Montijo

Iniciação nas ciências a fazer de detective

Seja um pequeno detective! Coloque sobre a mesa várias lupas e diferentes objectos para observarem, como por exemplo, tecidos, pequenos ramos de árvores, insectos, folhas e flores.

“E como são as lupas? Parecem-se com o quê?”

Sugira ao seu filho que mova o dedo de um lado para o outro, observando-o através da lupa. Reparem que as lentes são transparentes e não são rasas, mas de certa forma são curvas. Aproximem e afastem ao máximo a lupa dos vossos olhos. Coloquem-na tão próximo dos vossos olhos que a imagem fica desfocada, como que nebulosa.

 “E como será observar folhas e flores?

Mostre ao seu filho um conjunto de folhas e flores. Convide-o a observar e a descrever cada uma delas.

“De que cor são? As pétalas são todas da mesma cor e tamanho? O que tem cada um dos lados da folha? É rugoso ou macio? É duro ou mole? É húmido ou seco?”

Peguem numa lupa, observem e descrevam as folhas e as flores. Escolha duas folhas ou duas flores e faça uma tabela simples para comparar e descrever as semelhanças e diferenças entre elas.

Vá anotando as respostas do seu filho, assinalando com um X as semelhanças entre a Flor A e a Flor B, por exemplo. Inclua categorias como: tamanho, cor; onde vivem, se têm folhas, se são rosas ou margaridas. Se os itens são diferentes nas duas flores, deixe esse espaço em branco. No final contem quantas categorias têm em comum para concluir se são flores diferentes ou se são a mesma flor.

E os insectos, como são?

Observem a fotografia de um insecto e vá perguntando ao seu filho:

“Quantas pernas tem? Consegues ver os seus olhos, orelhas e boca? Vês alguma parte do corpo que as pessoas não têm? (Aponte para as antenas e para as 6 patas, por exemplo)

“Onde é que já viste este insecto? Aonde é que eles vivem? O que é que comem? Que barulho fazem?”

Os gafanhotos-macho fazem barulho batendo as suas asas ao mesmo tempo. Essas pequenas vibrações fazem um barulho característico.

Em 3 diferentes caixas devidamente preparadas coloque um grilo, um caracol e uma minhoca, assegurando que os animais não saem da caixa. Observem os insectos e como eles saltam e comem.

“Eles mexem as antenas? E para que servem as antenas?”

E um verdadeio detective analisa impressões digitais!

Comecem por olhar para as próprias mãos sem ainda usar a lupa. E pergunte ao seu filho:

“O que é que vês nas tuas mãos?”

Conversem sobre como cada pessoa é única e tem linhas em cada um dos dedos, e que são diferentes entre si. Disponibilize-lhe várias folhas de papel branco e almofadas de carimbo (de preferência com diferentes cores) para que se possam divertir a fazer as vossas impressões digitais. Aproveite a ocasião para falarem sobre as diferenças existentes, tanto na forma como no tamanho das vossas impressões digitais.

Por Carolina Canto, Psicóloga, Professora Sénior Gymboree

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«Coping»: como ajudar as crianças a lidarem com os sentimentos

As crianças não têm as ferramentas necessárias para lidarem com os próprios sentimentos e frustrações. Mas, nos primeiros anos de vida, o papel dos pais e e educadores é fundamental para fornecer estratégias e mecanismos para construir uma fortaleza em que os sentimentos são aliados e não inimigos.

O coping – que se pode resumir como uma estratégia de regulação das emoções – serve exatamente para isso.

A criança a partir dos 3 anos é capaz de compreender o ‘porquê’ das coisas e consegue fazer relações lógicas entre as ideias. Já demonstra grande autonomia, tal como fazer a sua higiene, vestir-se e comer sozinha. A sua curiosidade motiva-a a explorar para aprender mais sobre o funcionamento do mundo, agora duma forma mais complexa.

Veja também: 7 razões cientificamente provadas para abraçar o seu filho

Entre os 3 e os 5 anos de idade, as crianças exploram avidamente o mundo que os rodeia, gostando de participar em atividades estimulantes e originais, de explorar novas atividades e de demonstrar novas capacidades.

Nesta fase, desenvolvem-se importantes competências, fundamentais para o seu crescimento. As suas competências motoras, bem como intelectuais, sociais, emocionais e linguísticas continuam em desenvolvimento.

As novas competências cognitivas para agrupar e categorizar ajudam a criança a compreender as semelhanças e as diferenças entre as pessoas, aprendendo a respeitar e a estar com os outros. A melhor forma de promover o desenvolvimento saudável de uma criança desta idade é incentivá-la a explorar. Assim o pensamento crítico sobre os objectos, as pessoas e a forma como o mundo funciona estará a ser estimulado.

Aprenda ferramentas de coping:

– Faça uns cartões com imagens felizes, tristes e zangadas.
– Dê ao seu filho lápis, marcadores ou tintas e peça-lhe para desenhar uma imagem feliz. Não necessita de ser nada em particular, apenas uma que signifique felicidade para ele.
– De seguida, peça-lhe para desenhar uma imagem triste e zangada. Enquanto ele desenha, converse com ele sobre o que ele fez para se sentir melhor naquela situação e o que ele fez para se sentir feliz.
Competências em destaque nesta atividade:
  • Capacidade para estabelecer relações
  • Inteligência emocional
  • Socialização

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bebé mãe 25 mitos pediatria

25 mitos da pediatria… Desmistificados por especialistas!

25 mitos da pediatria

 

As orientações da pediatria moderna são conhecidas em Portugal e estão adoptadas por muitos especialistas. Este artigo é baseado numa partilha de informação do Expresso, que ouviu alguns pediatras com trabalhos publicados nesta área e com funções em hospitais públicos de referência.

Música na gravidez

Não é preciso nascer para ouvir. Hoje admite-se que o feto tem capacidades auditivas a partir das 12 semanas e guarda memória dos sons após o nascimento. Recomenda-se a audição de sons graves porque têm um efeito calmante e a música clássica está entre os estilos adequados.

Os ritmos binários têm a vantagem acrescida de se assemelharem ao batimento do coração da mãe. Uma curiosidade: a cadência com que as mães embalam é igual ao seu ritmo cardíaco e é por isso que o bebé adormece mais facilmente.

Aleitamento

Evitar alimentos como laranjas, cebolas, leguminosas ou chocolates não diminui as cólicas no bebé. A alimentação da mulher deve ser variada desde a gestação porque está provado que o feto inicia o desenvolvimento das células sensíveis ao sabor às 14 semanas.

Todos são unânimes sobre os benefícios da amamentação exclusiva até aos seis meses de vida do bebé e provou-se que estão erradas as teorias sobre a fraca qualidade do leite muito líquido ou que não escorre quando é deitado num copo. O aleitamento é prioritário e deve começar ainda na sala de partos.

Esterilização

Ferver ou esterilizar biberões e tetinas não é necessário se os pais lavarem frequentemente, e bem, as mãos. As doenças infecciosas são menos frequentes e em condições normais de habitabilidade e de higiene. Basta uma lavagem que elimine os resíduos.

Alimentos

É um erro excluir alimentos como peixe, gema de ovo, carne de porco e frutas nos primeiros tempos de vida. A selecção visava prevenir alergias, mas as organizações internacionais defendem que atrasar a diversificação alimentar, mesmo em alérgicos, não traz benefícios.

Outro erro antigo: não se deve obrigar a comer nem negociar alimentos por alimentos – por exemplo, dar uma bolacha para compensar ter comido sopa – e os legumes e frutas devem estar sempre na mesa porque a sua presença influenciará a alimentação na vida adulta. No passado, os alimentos eram introduzidos com o aparecimento dos dentes e agora são recomendados aos quatro meses, quando não há amamentação.

Suplementos alimentares

Vitaminas para quê? A sociedade moderna caracteriza-se pela abundância e uma dieta equilibrada é suficiente. A excepção, sobretudo no primeiro ano de vida, é a vitamina D, que gerações reforçaram com ‘colheradas’ de óleo de fígado de bacalhau.

A tradição tem sido recuperada sob outras formas: os ácidos gordos são decisivos na formação das membranas cerebrais e estão a ser redescobertos em óleos de peixes de profundidade.

Peso

Gordura não é formosura. Cada bebé tem o seu ritmo e as variações nem sempre são sinal de doença. Os pediatras afirmam que os pais modernos se preocupam em excesso com o crescimento e recomendam que pesagem e medição só sejam feitas nas consultas de rotina.

Sono

Não tem fundamento o medo de que os bebés deitados de costas podem sufocar no caso de bolçarem. Em situações normais, o corpo humano está preparado para evitar estas situações. O medo levou muitos pais a deitarem os recém-nascidos de barriga para baixo, mas hoje é reprovável e perigoso.

É mandatório deitar os bebés de barriga para cima, pelo menos, até aos seis meses. Depois, é o próprio bebé que escolhe a posição mais confortável. O sono solitário foi estimulado por se acreditar que promovia a autonomia, mas não está provado.

Morte súbita

‘Abafar’ os bebés não é o perigo principal. A morte de crianças saudáveis por razões inexplicáveis continua a registar-se e estudos recentes têm evidenciado que é mais comum quando os pais são fumadores, em famílias monoparentais e quando o bebé é deitado de barriga para baixo.

Choro

As lágrimas são mais do que fome ou fralda molhada. Descobriu-se que os bebés são muito sensíveis a estímulos e também precisam de aliviar a tensão. Ou seja, às vezes basta deixar chorar um bocadinho para perceber a mensagem.

Banho

Esperar pela digestão para dar banho é um mito. A água utilizada está morna e não existe choque térmico, responsável pela congestão. Além disso, o leite é de fácil digestão. O banho deve ser um prazer e a regra é ‘água quanto baste e pouco produto de limpeza’, sobretudo com glicerina, porque seca e irrita a pele em demasia.

Pele

Pó de talco fora da lista. A limpeza exagerada é inimiga da pele e um banho seguido de uma loção hidratante é suficiente. Na zona da fralda é necessária parcimónia no uso de toalhetes, pois limpam a sujidade, mas também podem arrastar a camada superficial da pele.

Quando a fralda só está molhada e não existe irritação não é necessário usar creme ou pastas sob risco de provocar uma sensibilização excessiva. E o pó de talco está fora de moda porque as partículas podem ser inaladas pelo bebé.

Fralda

O uso precoce do bacio está fora de questão. Os pediatras estão a recuperar a tradição de retirar a fralda só aos dois anos porque o controlo precoce do esfíncter pode, afinal, trazer problemas.

Botas ortopédicas

 Não vale a pena olhar para os pés antes dos dois anos. A ortopedia moderna respeita as regras de crescimento do pé e da marcha das crianças e qualquer calçado que faça alguma contenção interfere com a evolução normal.

É ponto assente que é o exercício e não o calçado ortopédico ou formativo que cumpre a missão fisiológica. Sempre que possível, as crianças devem andar descalças e usar sapatos que protejam apenas o tornozelo e o calcanhar.

Creche

A socialização, afinal, só começa aos três anos. Na sociedade actual mães e avós trabalham e os bebés vão para a creche cada vez mais cedo. Contudo, a maioria dos pediatras regressou ao passado para recomendar os cuidados dos avós até aos três anos. Argumentam que os ganhos de afecto compensam.

Febre

A temperatura não é doença. A maioria das crianças faz quatro dias de febre e não é preciso baixar a temperatura de imediato como querem os pais dos nossos dias.

Os médicos alertam que a febre é muitas vezes é um mecanismo de defesa do organismo e que um sinal de serenidade é a criança continuar a brincar.

Leia também: ‘Estou sem paciência para os miúdos!’

Tosse

Adeus ao xarope. Tossir é uma forma de o corpo para eliminar secreções e melhorar a respiração. Trata-se de um sintoma e não de uma doença e nos primeiros anos de vida não são recomendados inibidores.

Aerossóis

São os grandes terapeutas do século XXI. Ajudam a respirar melhor, contudo, os médicos têm dúvidas sobre o que os próximos avanços podem revelar sobre a sua utilização.

Ginástica respiratória

Comum na década de 90, revelou-se desnecessária. Era usada para bronquiolites e hoje sabe-se que aumentam o cansaço e as dificuldades de respiração.

Remédios caseiros

Vivem-se tempos de medicação excessiva. As precauções sobre o uso de remédios estão na ordem do dia e a regra é recuperar remédios caseiros como o xarope de cenoura e os preparados com mel.

Vacinas

O calendário mudou. As crianças dos nossos dias são mais vacinadas – e dizem os pediatras, estão mais protegidas – e já não é preciso recomeçar do zero quando há atrasos muito grandes.

Flúor

As gotas outrora comuns foram trocadas pelos dentífricos. Actualmente, é promovida a lavagem cada vez mais precoce dos dentes, aliás, logo que a dentição aparece na vida do bebé.

Brinquedos

Quantos mais, pior. As crianças precisam de estimular a imaginação e para isso não podem ter muitos brinquedos para poderem explorá-los ao máximo, dando-lhe várias utilizações. Os pais devem guardar os presentes, optando pela distribuição ao longo do ano.

Animais

Os eternos amigos estão de volta. Após várias teorias sobre o risco acrescido de alergias, cães, gatos, pássaros e outros animais são desejáveis para o desenvolvimento da criança.

Leia também: Vamos de férias… e os bichos também vão!

Desporto

O cloro não faz alergia. A prática desportiva é defendida para o desenvolvimento psicomotor e a natação volta a liderar as preferências. A qualidade da água das piscinas melhorou e os bebés podem nadar a partir do sexto mês de vida. Só é preciso limpar o cloro com um banho abundante e dar bastante água para minimizar a sua presença no estômago.

Regras

O ónus dos pais sobre a personalidade dos filhos está mitigado. Passou a ser admitido que há crianças difíceis que complicam a vida das famílias e que as regras são, por isso, indispensáveis. A negociação deve existir, mas sem rendição, em especial, dos pais.

Pediatras referenciados

o chefe do Serviço de Pediatria do Hospital de Cascais, Luís Pinheiro; o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, Anselmo da Costa; o neonatologista do Hospital de Santa Maria, António Simões de Azevedo; o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Luís Januário, e o director da Pediatria Médica do Hospital de Dona Estefânia, Gonçalo Cordeiro Ferreira.

Fonte:  Expresso 

 

O que diz a Pediatra Mónica Pinto sobre a linguagem

Eduardo Sá Pré-Escolar Jardim de infância Jardim infantil escola

O que pensa Eduardo Sá da educação na idade pré-escolar?

O que pensa Eduardo Sá da educação na idade pré-escolar?

 

“Devia ser proibido ensinar a ler e a escrever no Jardim de Infância.”

Esta ideia que nos deixa meio intrigados e com vontade de ler mais, foi defendida por Eduardo Sá no encontro “Vale a Pena ir à Pré”, uma iniciativa conjunta da  Carlucci American International School of Lisbon (CAISL) e da revista Pais&filhos destinada a debater e esclarecer  o valor do ensino pré-escolar na educação de uma criança.

Eduardo Sá, psicólogo clínico com grande parte da sua carreira dedicada à psicologia infantil, defendeu que o jardim de infância deve antes ser um local onde a criança exerça atividade física pois, justificou, “as crianças aprendem a pensar com o corpo” e se souberem mexer o corpo “mais expressivas serão em termos verbais”.
“O jardim de infância não é para aprender a ler nem a escrever”, criticou, lembrando que “as crianças antes de aprender a ler, aprendem a interpretar “ e que “não é por tornarmos uma criança um macaquinho de imitação que ela vai ser mais inteligente”.
Além disso, prosseguiu, o jardim de infância deve ser um local para a criança receber educação musical (“a música torna-os mais fluentes na língua materna”) e educação visual (“quanto mais educação visual tiverem, menos dificuldades têm de ortografia”).
Por outro lado, disse ainda, as crianças precisam de “contar e ouvir histórias” no jardim de infância, sublinhando que “as histórias ajudam a pensar” e a “linguagem simbólica a arrumar os pensamentos”.

Mas, mais que tudo isso, o jardim de infância deve ser um espaço para a criança brincar. A brincadeira é um “património da humanidade” que a ajuda “a pensar em tempo real e a resolver dificuldades”, salientou o psicólogo, sublinhando que “brincar não pode ser uma atividade de fim de semana” nem os espaços para brincar podem estar confinados a pátios fechados. “É obrigatório que as crianças brinquem na rua”, defendeu.

Em suma, concluiu, “o jardim de infância faz bem à saúde” e é urgente que seja “acarinhado” e discutida a educação pré-escolar. Sob pena de virmos a pagar no futuro “custos exorbitantes” por tal esquecimento.

Está comprovado que as relações, as experiências e aprendizagens que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança. De facto, o cérebro está mais ativo nos primeiros três anos de vida, nos quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto.

É, assim, fundamental que os pais, os cuidadores e os educadores promovam o desenvolvimento da criança durante esta fase centrando-se na criança como um todo, com o objetivo de ajudar as crianças a adquirir as competências chave – capacidades motoras, sociais e de auto-estima – de que irão necessitar para se tornarem adultos confiantes, felizes e bem sucedidos.

Que mais podemos nós (como Pais, Educadores e Profissionais do Ensino) pedir do que isso, um futuro feliz para as crianças do presente?

E é a nossa experiência de 40 anos em Desenvolvimento Infantil que nos dá a confiança de que o programa de aprendizagem do Gymboree é um meio por excelência para apoiar este desenvolvimento e que faz com que os nossos programas apresentem resultados. Seja em modelo Local nos Centros ou seja em modelo Gymboree On The Go / Nas Escolas, onde oferecemos os mesmos princípios e componentes que nos nossos espaços físicos, devidamente adaptados para cada grupo de idade, espaço disponível e número de crianças nos estabelecimentos Pré-Escolar com que temos parcerias.

As nossas aulas são:

  • Apropriadas para a maturidade e desenvolvimento de cada grupo
  • Prestadas por professoras entusiásticas, experientes e treinadas nos nossos programas
  • Enriquecidas pelo nosso currículo Gymboree, produtos e equipamentos
  • Flexíveis no horário e local

Benefícios:

  • Aprendizagem pela brincadeira, música, arte e movimento
  • Adaptadas para as crianças em ambiente escolar quando em modelo OnTheGo/Nas Escolas
  • Oferta diferenciadora entre escolas
  • Aulas em Português ou Inglês
  • Suporte de uma rede internacional com 1000 centros físicos, em 55 países, com programas colaborativos e altamente sofisticados
  • Oferta de uma aula de demonstração antes de se comprometer com o nosso programa

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Gostaria de conhecer o nosso programa PlayLab Academy?

Saiba mais em www.gymboreeclasses.pt/programas/gymboree-nas-escolas 

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Inspiração neo-plástica e Cor

Pieter Cornelis Mondriaan, geralmente conhecido por Piet Mondrian foi um pintor Holandês modernista, sendo largamente conhecido por ter participado no movimento artístico Neoplasticismo.

 

Essa fase da sua obra, a mais popularmente difundida, caracteriza-se por pinturas cujas estruturas são definidas por linhas pretas ortogonais (o uso de diagonais induziria a percepção a ver profundidade na tela).

Essas linhas definem espaços que se relacionam de diferentes modos com os limites da pintura, e que podem ser preenchidos com uma cor primária: amarelo, azul e vermelho, decisão que mostra sua estreita relação com as teorias estéticas da Bauhaus e da Escola de Ulm, e que definem pesos visuais diferentes para esses espaços.

Os blocos de cor, pintados de modo fosco e distribuídos assimetricamente, reforçam a ideia de um movimento superficial que se estende perpetuamente, indicando que o pintor investia na percepção da sua obra como uma abstracção materialista e sem profundidade, criticando a pintura histórica enquanto produzia uma abstracção racionalista, espiritualista e sobretudo concreta do mundo. A sua obra continua a inspirar a arte, o design, a moda e a publicidade.

No Museu Colecção Berardo é possível admirar um óleo sobre tela do pintor holandês – Composition with Yellow, Black, Blue and Grey, 1923.

Uma das actividades realizadas na aula de Artes III da Gymboree – uma janela muito especial – teve como inspiração um quadro deste pintor.

O resultado: umas janelas, ou quadros, ao estilo neoplastico de Mondrian.

Em exclusivo no blog do Gymboree admiram-se as fascinantes obras de Arte dos nossos Artistas Ricardo e Diana.

 

Por Inês Afonso Marques, Psicóloga

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