A vida não é uma comédia romântica e, por vezes, as relações não dão certo. No entanto, os filhos continuam a ser a principal prioridade dos pais que têm de se adaptar a uma nova forma de parentalidade.
Deixamos-lhe 10 conselhos simples para que possa continuar a ser um bom pai/mãe/educador mesmo depois de uma separação.
1.Demonstre amor
Elogie a criança. Mostre-lhe que pode contar com o seu amor e apoio incondicionais. Guarde um momento, nem que sejam uns minutos por dia, para brincar, ler ou apenas estar ao lado do seu filho.
2. Crie uma rotina
Ter uma estrutura pré-definida – como refeições e horas de dormir bem determinadas – ajuda a criança a saber com o que pode contar
3. Procure uma rede de cuidados infantis de qualidade
Explique as regras de funcionamento da casa e o que se espera da criança – por exemplo, falar com bons modos. Reforce periodicamente essas regras.
5. Dialogue com o pai/mãe da criança
Conversar com o ex-parceiro(a) é essencial para haver consistência na disciplina que a criança recebe. A reavaliação de determinadas regras – como, por exemplo, o tempo limite para ver televisão – deve sempre ser feita em conjunto e mantida pelas duas parte.
6. Não se sinta culpado
Não se culpe ou castigue nem mime em demasiada a criança como forma de compensação por ser pai solteiro.
7. Cuide de si
Tome conta de si, física e emocionalmente. Faça uma dieta equilibrada e mantenha uma rotina de sono saudável. Arranje tempo para fazer atividades que lhe dão prazer, quer seja sozinho ou com amigos. Ofereça-se uma pausa. Não de ser mãe/pai mas para ser melhor mãe/pai. Se puder, deixe a criança umas horas ao cuidado de uma pessoa de confiança e mime-se com o que mais gostar.
8. Crie uma rede de apoio
Arranje um sistema de boleias com outros pais solteiros. Junte-se a um grupo de apoio para famílias monoparentais. Nas redes sociais há grupos para pais solteiros trocarem experiências e dúvidas. Telefone a familiares, amigos ou vizinhos a quem possa pedir ajuda.
9. Mantenha-se positivo
Se está a passar por uma fase complicada, seja honesto com a criança. No entanto, relembre-lhe que as coisas vão melhorar. A criança deve ter um grau de responsabilidade adequado à sua idade e não «portar-se como um adulto». Mantenha o sentido de humor perante os desafios do dia a dia.
10. Simplifique a sua rotina
Rituais como preparar e congelar refeições durante o fim-de-semana para os dias de trabalho, instruir as crianças para arrumarem as mochilas e disporem as roupas para o dia seguinte são extremamente úteis. A cada desafio que encontrar, questione-se: «Qual é a forma mais simples de fazer isto?».
Siga os interesses do seu filho, independentemente se esses interesses se focam num arco-íris ou nos golfinhos, comboios ou castelos.
Dediquem dias a essas paixões, transformando-os em dias especiais.
Visite uma biblioteca e escolha algumas estórias relacionadas com os interesses descobertos.
Façam um projecto de arte que reflicta as paixões do seu filho – um castelo em “caixa de sapatos” ou um comboio feito de barro modelado.
Com a ajuda de livros ou da internet, façam um poster com fotografias e as informações básicas. O que é que os golfinhos comem? Onde vivem? Como comunicam? Verá o que os dois aprendem quando estimulam a curiosidade juntos.
Competências em destaque:
Curiosidade
Cultura Geral
Vocabulário
Sentido Estético
Dos 3 aos 5 anos
A criança a partir dos 3 anos é capaz de compreender o “porquê” das coisas e consegue fazer relações lógicas entre as ideias. Já demonstra grande autonomia, tal como fazer a sua higiene, vestir-se e comer sozinha. A sua curiosidade motiva-a a explorar para aprender mais sobre o funcionamento do mundo, agora duma forma mais complexa. Entre os 3 e os 5 anos de idade, as crianças exploram avidamente o mundo que os rodeia, gostando de participar em atividades estimulantes e originais, de explorar novas atividades e de demonstrar novas capacidades. Nesta fase desenvolvem-se importantes competências, fundamentais para o seu crescimento. As suas competências motoras, bem como intelectuais, sociais, emocionais e linguisticas continuam em desenvolvimento. As novas competências cognitivas para agrupar e categorizar ajudam a criança a compreender as semelhanças e as diferenças entre as pessoas, aprendendo a respeitar e a estar com os outros. A melhor forma de promover o desenvolvimento saudável de uma criança desta idade é incentivá-la a explorar. Assim o pensamento crítico sobre os objectos, as pessoas e a forma como o mundo funciona estará a ser estimulado.
Pieter Cornelis Mondriaan, geralmente conhecido por Piet Mondrian foi um pintor Holandês modernista, sendo largamente conhecido por ter participado no movimento artístico Neoplasticismo.
Essa fase da sua obra, a mais popularmente difundida, caracteriza-se por pinturas cujas estruturas são definidas por linhas pretas ortogonais (o uso de diagonais induziria a percepção a ver profundidade na tela).
Essas linhas definem espaços que se relacionam de diferentes modos com os limites da pintura, e que podem ser preenchidos com uma cor primária: amarelo, azul e vermelho, decisão que mostra sua estreita relação com as teorias estéticas da Bauhaus e da Escola de Ulm, e que definem pesos visuais diferentes para esses espaços.
Os blocos de cor, pintados de modo fosco e distribuídos assimetricamente, reforçam a ideia de um movimento superficial que se estende perpetuamente, indicando que o pintor investia na percepção da sua obra como uma abstracção materialista e sem profundidade, criticando a pintura histórica enquanto produzia uma abstracção racionalista, espiritualista e sobretudo concreta do mundo. A sua obra continua a inspirar a arte, o design, a moda e a publicidade.
No Museu Colecção Berardo é possível admirar um óleo sobre tela do pintor holandês – Composition with Yellow, Black, Blue and Grey, 1923.
Uma das actividades realizadas na aula de Artes III da Gymboree – uma janela muito especial – teve como inspiração um quadro deste pintor.
O resultado: umas janelas, ou quadros, ao estilo neoplastico de Mondrian.
Em exclusivo no blog do Gymboree admiram-se as fascinantes obras de Arte dos nossos Artistas Ricardo e Diana.
Compreensivelmente, “é de partir o coração” ver uma criança choramingar, barafustar, refilar, insurgir-se quando se depara com a confirmação daquilo que previamente já tinha sido informada.
“Para irmos brincar no parque é preciso que antes arrumes os brinquedos que estão espalhados pelo chão do quarto dentro da caixa dos brinquedos.”
Face a uma possível resistência inicial por parte da criança, a tendência será para repetir “as regras do jogo”. A criança poderá querer continuar a testar até onde pode ir. Irá repetir as regras mas, desta vez, provavelmente, o tom da sua voz terá aumentando ligeiramente de intensidade e as regras já serão formuladas pela negativa.
“Se não arrumares já os brinquedos, não vamos ao parque.” Sem muito esforço ainda se acrescenta um “Não vais ao parque hoje, nem nos próximos dias!”
Contudo, como já está cansado daquela “disputa” e porque não quer ver o quarto desarrumado, tenta de novo.
“A mãe ajuda. Anda, trás lá essa peça.”
“Não. Já disse que não.”
Usa os seus últimos “pozinhos” de tolerância…
“Vamos arrumar o quarto e depois o pai leva-te ao parque.”
“Não. Arruma tu. És má”.
E vislumbra-se a cara de uma criança, de quatro anos, doce mas tristonha, inundada por um mar de lágrimas e salpicada com alguns soluços difíceis de controlar. E acaba por ceder…
“Pronto. Eu arrumo e vamos para o parque. Mas é só desta vez. Não chores mais”.
Resultado: mãe ou pai vencido e sem forças e criança que aprendeu que consegue dar a volta ao crescido. Certamente, tentará fazê-lo outra, outra e outra vez. Quantas mais vezes o adulto ceder, mais argumentos a criança terá para apresentar… Embora seja obviamente um caso caricaturado, ele espelha uma mensagem importante sobre uma forma de (in)consistência. Mesmo neste tipo de situação, aparentemente mais “simples”, é importante não voltar atrás. Qualquer criança precisa de previsibilidade nas suas vidas, para se sentir segura e confiante. Em última análise, a criança numa situação como esta, aprende que não pode confiar naqueles crescidos.
“Agora diz-me uma coisa e depois diz outra.” Por muito que faça sofrer… A criança sofre no imediato porque não faz o que quer e os pais sofrem porque desesperam ao ver o seu rebento desesperado.
A criança irá no futuro agradecer-lhe a sua coragem, a sua determinação e a sua consistência nos primeiros momentos de teste. Caso contrário, o mais provável será encontrarmos personagens “destes filmes” com 2, 3, 4, 5, 6,7,8 anos…
Adolescentes que não conhecem limites. Adultos com grande dificuldade em saber lidar com tropeções.
Um dos “segredos” na educação de crianças, felizes, chama-se consistência. Particularmente, consistência das práticas parentais.
As crianças adoram brincar em interacção com a natureza. E o bom tempo faz o convite:
pequenos e crescidos venham partir à descoberta, brincando e aprendendo em conjunto!
As actividades que propomos destinam-se a crianças entre os 2 e os 4 anos, embora com
algumas adaptações possam ser realizadas quer com crianças mais pequenas, quer com mais
crescidas.
A criança irá adorar a sua companhia e o seu encorajamento será essencial para que a criança
se sinta competente e confiante nas suas descobertas.
Bolinhas numa colher
Inspirada na tradicional corrida do ovo e da colher, esta brincadeira promove o
desenvolvimento da coordenação e da auto-confiança da criança.
Defina um percurso – um ponto de partida e um ponto de chegada que poderá marcar no chão
com um círculo de papel ou desenhar no chão com giz – e dê à criança uma colher de plástico para
segurar na mão. Encha o ambiente de bolinhas de sabão (Nota: As bubles oodles do Gymboree são
feitas com base numa solução açucarada que não é tóxica para a criança, mesmo em contacto com
a boca ou os olhos). A criança deverá apanhar uma bolinha com sua colher e, com passos
cuidadosos, chegar ao ponto de chegada. A bolinha ainda está na colher? Boa! Conseguiste! Quer
aumentar o desafio? Experimente dar à criança duas colheres, uma em cada mão. Acrescente
alguns obstáculos ao percurso.
Hora do banho
Por volta dos 24 meses as crianças adoram fazer brincadeiras faz de conta. Provavelmente o seu
filhote já brinca às “mamãs” e aos “papás” com as seus bonecos, embalando-os, alimentando-os e
deitando-os.
A criança irá adorar dar banho ao seu boneco preferido, podendo assumir o papel de pai/mãe,
o crescido que cuida dos mais pequenos. É uma excelente forma para a criança se sentir um
cuidador especial, aprender a manter o corpo limpo e dar “banhos de amor” aos seus bonecos
preferidos. Além disso, trata-se de uma excelente oportunidade para praticar competências sociais
e desenvolver a sua capacidade imaginativa. Segurar no sabonete ou lavar as pequenas partes do
corpo do boneco, permite que a criança desenvolva a motricidade fina. E as crianças adoram
brincadeiras com água!
– Prepare a banheira da bonecada! Encha uma banheira de bebé ou um grande alguidar com
água e gel de banho para fazer espuma. Disponibilize uma toalha, uma esponja, um sabonete e
patinhos de borracha para tornar a brincadeira ainda mais realista.
– Encoraje a criança a testar a temperatura da água antes de molhar o boneco. Está muito
fria, para ele? Está quente a água? Estimule-a, também, a ser carinhosa enquanto lava o filhote
(boneco).
– Nomeie as várias partes do corpo do boneco. Estará a facilitar a nomeação de partes do
próprio corpo.
– Finja que o boneco está muito sujo e incentive a criança a lavar melhor partes específicas
(atrás das orelhas, entre os dedos dos pés…).
– No final do banho, deixe a criança secar o bebé. E, depois, pentear, pôr creme, vestir…
Incentive a criança a decidir os passos a tomar. E agora o que é preciso fazer?
Roteiro dos Sentidos
O convite do bom tempo para passeios ao ar livre é, também, um convite à estimulação
sensorial. A que cheiram as flores? Que som fazem os pássaros nos seus ninhos? Que cores têm as
joaninhas? Como é sentir a relva molhada nos pés? E a areia da praia nas mãos? Que forma têm as
rodas de um carro? São doces as cerejas? Enquanto passeiam façam um roteiro dos cinco sentidos.
Poderão ter uma folha de papel para cada sentido, associando-lhe uma imagem da parte do corpo
a que corresponde cada um dos sentidos. O roteiro dos sentidos poderá ser completado com
desenhos, fotografias, anotações… Novas imagens e sensações tácteis. Novos sons, odores e
sabores. Querem explorá-los?
Flutua?
Uma brincadeira de verdadeiros cientistas.
Encha um alguidar com água. Num outro recipiente disponibilize diferentes materiais: um bola
de ténis de mesa, uma pequena pedra, uma pena, uma esponja, grão, uma palhinha, uma folha de
uma árvore, uma bola de ténis, um lenço, uma bola de algodão…
Investiguem! Conversem sobre as características dos diferentes objectos. Incentive a criança a
tentar adivinhar se determinado objecto flutua ou vai ao fundo. Deixe que a criança sugira outros
objectos para explorar. Muitas surpresas?
Oiço a chuva
Lembra-se como nos primeiros meses de vida do seu bebé o som de uma roca poderia ser um
verdadeiro espectáculo auditivo? Agora que está mais crescido o seu filhote poderá construir um
verdadeiro pau de chuva, tocá-lo e cantar músicas acompanhadas pelo som da “chuva”.
Pau de Chuva
Para construir este instrumento musical poderá usar uma garrafa de água de plástico vazia, uma
colher de plástico e um recipiente com arroz. Mostre-lhe como segurar na garrafa com uma mão e
com a outra encher a colher de arroz e depois deitá-lo dentro da garrafa. Esta tarefa exigirá uma
grande coordenação motora. Veja e elogie o progresso da criança à medida que vai enchendo a
garrafa. Bastará que preencha cerca de 1/3 do volume da garrafa. Para ajudar a criança poderá
mesmo fazer uma marca em torno da garrafa indicando até onde a criança deverá deitar o arroz.
Por uma questão de segurança cole a tampa à garrafa – ponha cola no interior da tampa (na zona
lateral) e depois feche a garrafa. O pau de chuva poderá, depois, ser pintado com tintas de
diferentes cores. Experimente apresentar à criança um pequena esponja como “pincel”. E depois
de seco, vamos cantar e tocar? Oiço a chuva
(Melodia: Frére Jaques)
Oiço a chuva. Oiço a chuva.
Barulhenta. Barulhenta.
Umas gotas de água. Umas gotas de água.
Suavemente. Suavemente.
Puzzles de Papel
Crie um puzzle simples para promover a compreensão e organização espacial do seu filho.
Seleccione uma imagem atractiva e colorida de alguma coisa que o seu filho goste – um animal,
um autocarro, um bebé ou um alimento, por exemplo. Depois, cole a imagem num cartão. Corte
em seguida a imagem em diferentes peças. Para uma criança de dois anos, comece por pequenos
puzzles com 4-6 peças. Para crianças mais velhas adeque o desafio, aumentando o número de
partes em que corta a imagem, quando cria o puzzle. Ajude a criança a organizar as peças de modo
a construir a imagem pretendida. Criar e recriar uma imagem que a criança gosta transmitir-lhe-á
confiança para experimentar puzzles mais complicados e para, de uma forma mais abrangente,
resolver outros problemas de forma eficaz.
As letras do meu nome
Para cada letra do nome do seu filho, destine uma folha de papel. Na parte da frente de cada
folha escreva de forma clara uma letra e no verso anote sucintamente um desafio físico: saltar com
os pés juntos 3 vezes, atirar uma bola ao ar e apanhá-la antes que caia ao chão… Coloque as folhas
no chão e deixe o seu filho escolher uma letra. Ele já reconhece a letra? Sabe como pronunciá-la?
Vire a folha escolhida e leia o desafio. O seu filho consegue fazê-lo? Boa filho! Vamos escolher
outra letra do teu nome? Poderão depois alargar o leque de letras a usar neste jogo. Brincadeiras
como esta encorajam a coordenação, assim como competências literárias precoces, constituindo
um incentivo ao interesse pela leitura e escrita.
Areia Mágica
Encha um alguidar com areia. Coloque uma bola de golfe ou de ténis de mesa dentro do
alguidar. Demonstre à criança como poderá rodar o alguidar de forma a criar padrões/desenhos na
areia. Incentive o uso da imaginação e de competências de motricidade fina na criação de
múltiplos desenhos na areia. Este parece mesmo um caracol!
O valor da herança associada ao brincar, atividade intrínseca ao crescer, é incalculável. Desde o simples “cu-cu”, passando pelas lenga-lengas acompanhadas de gestos, até ao mundo do faz de conta onde reina o pensamento simbólico, brincar é algo que flui naturalmente desde o nascimento, como uma forma privilegiada de comunicação entre o bebé e o mundo que o rodeia. E dessa comunicação surge o auto-conhecimento, bem como a construção de outros importantes pilares do desenvolvimento motor, cognitivo,
social e emocional do ser humano.
As bolinhas de “sabão” do Gymboree são especiais por vários motivos. A sua fórmula única cria centenas e centenas de bolinhas que flutuam no ar – e por lá ficam! Quando “aterram”, não rebentam facilmente e quando isso acontece as bolinhas dissolvem-se, não deixando as superfícies “ensaboadas”. Outra característica que as torna um ótimo parceiro de inúmeras brincadeiras é o facto de serem totalmente livres de químicos. Isto significa que são seguras quando em contacto com a pele ou mesmo com a boca dos mais pequenos. Usando a máquina num sentido e com sopros suaves faz bolinhas grandes, usando-a no outro sentido e com sopros rápidos e fortes faz imensas bolinhas pequenas.
Aperfeiçoe a Arte das Bolinhas com o seu filhote e divirtam-se durante horas. Numa primeira abordagem, e independentemente da idade da criança, ela necessitará de si enquanto modelo para a guiar no manuseio da máquina e do líquido, bem como na forma de conduzir algumas animadas brincadeiras.
Mesmo antes da criança ser capaz de brincar de forma autónoma com estas bolinhas, a partir dos 3 meses, o bebé está pronto para assistir ao espetáculo das pequenas esferas fascinantes e com elas aprender alguns conceitos – como a noção de causa e efeito.
Por volta dos 18 meses uma criança já possui algumas competências de motricidade fina e capacidade de coordenação olho-mão, possibilitando-lhe experimentar o seu talento nesta Arte.
E como para fazer bolinhas é necessário soprar…
Vamos começar por treinar o sopro?
Enquanto troca a fralda ao seu bebé, sopre gentilmente sobre o seu corpo. Nas mãos, na barriga, nos pés, no pescoço… Desta forma, ajudará o bebé a desenvolver consciência corporal. Conte ainda com o despoletar de alguns sorrisos!
Para crianças mais crescidas, poderá ajudá-las a tomar consciência do sopro, incentivando-as a fazê-lo contra as suas próprias mãos: sopros fortes e sopros fracos.
Depois deste treino inicial, preparados para a animação? “POP, POP, POP”
Cortina de bolinhas (a partir dos primeiros meses)
Na infância, para muito bebés e crianças estar simplesmente no meio de uma cortina de
bolinhas brilhantes, leves e esvoaçantes é algo que lhes dá imensa alegria. Observar bolinhas a voar pelo ar fortalece competências visuais como a capacidade para seguir com o olhar um objecto ou a noção de profundidade e, quando tentam alcançá-las, treinam competências de coordenação olho-mão, que mais tarde serão importantes para aperfeiçoar a motricidade fina. Ao conseguir rebentar as bolinhas, o bebé começa a compreender que os seus gestos têm impacto no mundo que o rodeia, e inicia a aprendizagem da noção de causa e efeito – quando toca um objecto aparentemente sólido ele pode rebentar. São as suas primeiras lições de Física.
Música
(Ritmo: Pouring, pouring)
Bolinhas, bolinhas.
Estão a chover bolinhas.
Com o meu dedo vou rebentar
E continuar a brincar!
Chuva de Bolinhas (a partir dos 2 anos)
Faça muitas e pequenas bolinhas sobre a cabeça do seu pequenote. São gotas de chuva! Sugira-lhe que tente apanhar ou rebentar as bolinhas enquanto estão no ar. Com a mão. Depois só com um dedo. Que tal o dedo mindinho? E com o cotovelo? A bater palmas ou com os pés? Estes exercícios desenvolvem o equilíbrio e a coordenação. Estimulando as competências linguísticas da criança, conversem sobre a experiência. O que acontece quando tocamos uma bolinha? Quais são mais fáceis de apanhar? Grandes ou pequenas? No chão ou a voar? Qual a sensação de tocá-las? Parecem cócegas ou beijinhos?
Poderão também usar um copo de papel para recolher as gotas de chuva (bolinhas) que “caem” e em seguida usar esse copo cheio de “água” para regar as flores de um jardim imaginário. Ou as bolinhas poderão transformar-se numa praga de mosquitos que é necessário afastar. O que sugere o seu filhote?
Este tipo de brincadeira, que apela à imaginação, é fundamental para o desenvolvimento do pensamento simbólico, para a auto-regulação e para a criatividade. Ao experimentarem uma variedade de símbolos, ideias e relações, através da brincadeira, a criança está a desenvolver ferramentas que lhe serão muito úteis para encarar desafios futuros. E a descoberta do mundo faz de conta é um verdadeiro ensaio para o mundo real!
Nuvem de Bolinhas (a partir dos 3 anos)
O que é mais divertido do que uma bolinha de sabão? Uma irresistível nuvem de bolinhas cintilantes! Ajude o seu filho a fazer o máximo de bolinhas que conseguir durante 15 segundos. Ao fim desse período de tempo, troque a máquina Bubble Oodles por uma palhinha e peça à criança que use a palhinha para soprar mantendo-as bem alto, “perto o céu”, e sem rebentarem. A concentração tem de ser elevada. Ao fim de algumas tentativas a tarefa tornar-se-á mais fácil para a criança. Reforce cada conquista. A criança irá sentir-se competente e confiante para abraçar novos desafios. E se alargar o convite a alguns amigos do seu filho? Encoraje a cooperação, estimulando-os a tentarem manter a nuvem de bolinhas bem alta, usando para isso, cada criança, uma palhinha. Prepare-se para ouvir muitas expressões de contentamento à medida que as competências sociais das crianças se vão fortalecendo com esta alegre brincadeira.
(Ritmo: Frère Jaques)
Pequenas bolas, pequenas bolas.
A voar, pelo ar.
Olha as bolinhas
Leves e redondas
A voar, pelo ar.
Voilá! Uma obra prima! (a partir dos 4 anos)
As crianças divertem-se imenso com bolinhas de sabão gigantes. É possível criá-las
substituindo a máquina das Bubble Oodles por um grande cone construído a partir de cartão resistente ou de folhas plastificadas. Depois de deitar uma pequena quantidade de liquido num prato de plástico, mergulhe nele a ponta mais larga do cone e retire o excesso. Em seguida, será necessário um sopro forte e, com um rápido movimento de rotação do pulso, surgirá a flutuar uma incrível bola gigante. Poderá depois permitir que a criança experimente e vá aperfeiçoando a sua técnica.
Independentemente da brincadeira, os pais são para as crianças os seus mentores de
eleição. Por isso, deixamos aqui algumas ideias para se inspirar. Depois, deixe a criança
acrescentar alguns ingredientes mágicos do seu imaginário. Mostre à criança que o que ela tem a dizer é importante. A animação será garantida!
Durante bastante tempo prevaleceu a ideia de que a natureza teria dado à mulher as ferramentas essenciais para ser a única pessoa responsável pelo bem-estar físico, emocional e social dos filhos. A educação, bem como o cuidado dos filhos, eram encarados como responsabilidades exclusivas das mães. O papel do pai na educação das crianças parecia ser absolutamente secundário. Era visto como o “ganha-pão” da casa e, como tal, era encarado como uma figura ausente, de autoridade e disciplina.
Contrariando esta tendência, nos últimos anos, o pai começou a ganhar destaque na educação e desenvolvimento dos filhos, podendo e envolvendo-se mais e estando mais presente. E, felizmente, algumas medidas governamentais (como a licença parental) têm apoiado os pais neste processo.
Atualmente, e como consequência de várias metamorfoses sociais, ambas as figuras parentais tentam conciliar uma vida profissional e uma vida familiar com filhos. A mãe deseja um pai atento e envolvido e o pai deseja-se dedicado, afetuoso e disponível. O pai deixou, então, de ser periférico e passou a ser central na família. O homem encontrou outra forma de se envolver na vida familiar, ao mesmo tempo que a mãe se voltou para o mundo exterior, não deixando de estar presente na família. Presentemente, os homens já têm consciência da necessidade de participarem na educação dos filhos e a perceção de que a paternidade responsável faz deles seres mais felizes e completos. A capacidade de envolvimento do pai no cuidado dos filhos parece estar menos dependente das expectativas sociais e mais relacionada com as expectativas que o próprio tem sobre essa tarefa.
No Gymboree, é um prazer termos uma aula cheia de pais, animados, acompanhando os seus rebentos. Orgulhosos do seu papel. É muito engraçado ver as negociações entre mãe e pai sobre a estratégia a adoptar na participação nas aulas. “Eu faço Gymboree e tu Música. Para a semana trocamos. Combinado?”
I.M.
Pai
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