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“O Desenvolvimento da linguagem e identificação de sons” pela Pediatra Mónica Pinto

O desenvolvimento da Linguagem, a capacidade de produzir e compreender os conceitos usados na comunicação que se sabe ser visual, corporal, expressiva e até invisível, é um processo de uma enorme complexidade, que só se encontra bem desenvolvida nos humanos.

Desde o primeiro dia que o bebé se tenta expressar através da comunicação verbal, mesmo para lá do choro. E desde antes de nascer que o bebé ouve esta estranhíssima coisa que é a voz humana e as palavras dos vários idiomas. Ouve tons e sons, timbres e melodias, o canto dos pais.

O bebé recém-nascido ouve os sons que o circundam (que até já ouvia na barriga da sua mãe) e vai começando a aprender a emitir sons. Primeiro apenas sons guturais, aos poucos passa a dissílabos e por volta dos 8-9 meses já consegue dizer fiadas de sílabas.

Entre os 9 e os 12 meses frequentemente diz a primeira palavra e compreende ordens e aos 18 meses tem entre 6 e 26 palavras e percebe muitas mais.

Aos 2 anos junta duas palavras para formar frases e começa a interagir mais com o outro e a linguagem tem um surto de expansão ficando a sua língua mãe consolidada por volta dos 3 anos.

A aprendizagem da linguagem necessita no entanto de treino interactivo. A simples exposição passiva, como a obtida pela exposição à televisão, permite a integração de mapas de sons mas não estimulam a sua utilização ou produção. Seria como dar um livro a uma criança de 3 anos e esperar que do simples acto de o folhear aprendesse espontaneamente a ler.
Estudos recentes mostraram que por cada hora de exposição das crianças à televisão (sobretudo crianças abaixo dos 4 anos), essa criança ouve menos 770 palavras e há uma redução de 15% de episódios de interacção e de estimulação da linguagem causando uma redução proporcional da produção de sons pela criança.
A interacção é fundamental na estimulação da fala e conversar com a criança, partilhar leituras de livros, estimulá-la a comunicar é a melhor forma de optimizar o seu potencial linguístico. Não se esqueça que o tempo que dedica ao seu filho nunca é um tempo perdido e por isso dedique-se sempre que possível a brincar com ele, a conversar e a interagir!

Por Drª Mónica Pinto, Pediatra de Desenvolvimento

Férias é Aprender, a brincar!

É Verão, não há aulas e estamos em pleno período de férias! Bom tempo, boa disposição e dias grandes, são a combinação perfeita para a brincadeira.

As férias são por excelência, o tempo para os nossos pequeninos descansarem do ritmo muitas vezes acelerado da rotina da escola e do trabalho dos pais. É aquela altura do ano em que podemos ficar a brincar no parque até mais tarde, ir à praia, fazer piqueniques no campo, fazer novos amigos, brincar com os amigos com quem não estamos habitualmente e até viajar.

E embora a escola e as aulas sejam formalmente o espaço e o tempo de aprendizagem e de trabalho, não significa que as férias sejam o tempo de não trabalho e de não aprendizagem.

Também nas férias, pode ajudar o seu filho a fazer novas aprendizagens, a adquirir e melhorar competências e a não esquecer o que aprendeu durante o ano, proporcionando-lhe experiências únicas e cheias de significado, que ele certamente nunca mais irá esquecer.

Aproveite as férias, para educar e ensinar os seus filhos de uma forma descontraída  e não formal.

A não formalidade da educação, ou melhor dizendo a Educação Não Formal, é aliás um tema que ganha cada vez mais destaque e importância, sendo debatido pelo Comité de Ministros do Conselho da Europa, que afirma que a educação e a aprendizagem não-formal é uma área essencial à aprendizagem.

Mas o que é a Educação não formal?

A Educação não formal, é centrada na criança, nos seus gostos e motivações. Não tem horário, nem espaço específico para acontecer, não tendo um currículo ou avaliação formal. É assim, uma forma de educação voluntária, que parte das oportunidades que a própria curiosidade e vontade de aprender da criança nos dá.

Mas e como é que nós pais, pomos em prática a Educação não Formal durante as férias?

Tem um número infinito de possibilidades!

  • Levo o seu filho a um workshop, ao teatro, ao cinema, a um museu, ao oceanário…
  • Leve o seu filho a uma aldeia, vila ou cidade onde ele nunca tenha ido
  • O seu filho pode ajudar a fazer o almoço e o jantar
  • Quando for às compras ensine o seu pequenote a fazer compras e se ele já tiver idade incentive-o a ler rótulos e a fazer pequenos cálculos.
  • Leia uma história ao deitar, ou sempre que o seu filho demonstrara vontade
  • Ensine-o a nadar
  • Façam construções na areia
  • Façam desenhos, com diferentes materiais (lápis, tintas) e diferentes técnicas (pintar com as mãos, com os pés)
  • Ponha uma música e dance
  • À noite mostre-lhe a lua e as estrelas
  • Imitem animais
E mesmo para os mais pequeninos e nas mais pequeninas coisas e ocasiões pode sempre retirar proveito do Verão e da curiosidade do seu filho sobre as texturas estimulando-lhe o sentido do tacto por exemplo.
Tire-lhe os sapatos, deixando-o sair e percorrer uma variedade de texturas, tais como a areia quente, pedrinhas lisas, cimento frio, erva molhada e terra fofinha. Actividades como esta promovem a consciência sensorial, uma vez que a criança recebe informação dos seus cinco sentidos.
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Inspiração neo-plástica e Cor

Pieter Cornelis Mondriaan, geralmente conhecido por Piet Mondrian foi um pintor Holandês modernista, sendo largamente conhecido por ter participado no movimento artístico Neoplasticismo.

 

Essa fase da sua obra, a mais popularmente difundida, caracteriza-se por pinturas cujas estruturas são definidas por linhas pretas ortogonais (o uso de diagonais induziria a percepção a ver profundidade na tela).

Essas linhas definem espaços que se relacionam de diferentes modos com os limites da pintura, e que podem ser preenchidos com uma cor primária: amarelo, azul e vermelho, decisão que mostra sua estreita relação com as teorias estéticas da Bauhaus e da Escola de Ulm, e que definem pesos visuais diferentes para esses espaços.

Os blocos de cor, pintados de modo fosco e distribuídos assimetricamente, reforçam a ideia de um movimento superficial que se estende perpetuamente, indicando que o pintor investia na percepção da sua obra como uma abstracção materialista e sem profundidade, criticando a pintura histórica enquanto produzia uma abstracção racionalista, espiritualista e sobretudo concreta do mundo. A sua obra continua a inspirar a arte, o design, a moda e a publicidade.

No Museu Colecção Berardo é possível admirar um óleo sobre tela do pintor holandês – Composition with Yellow, Black, Blue and Grey, 1923.

Uma das actividades realizadas na aula de Artes III da Gymboree – uma janela muito especial – teve como inspiração um quadro deste pintor.

O resultado: umas janelas, ou quadros, ao estilo neoplastico de Mondrian.

Em exclusivo no blog do Gymboree admiram-se as fascinantes obras de Arte dos nossos Artistas Ricardo e Diana.

 

Por Inês Afonso Marques, Psicóloga

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Brincadeiras para o fim-de-semana!

Aqui estão algumas sugestões de brincadeiras para todas as idades!

0-1 ANO:

Crie uma sinfonia! Reúna um conjunto de objectos sonoros/barulhentos – tampas de frascos, rocas/guizos, colheres de pau ou de plástico – e una-os com uma fita. Agite o instrumento em frente ao seu bebé.

Como é que ele reage? Mexe-se e tenta pegar no instrumento ou procura afastá-lo? Parece receoso ou chora?

Compreender o modo como a criança lida com a informação sensorial e detectar qual a amplitude de som que é confortável para o bebé, constitui uma informação importante para os pais e para outros cuidadores do bebé.

1 – 2 ANOS:

Será que cabes? Junte algumas caixas de cartão – algumas suficientemente pequenas para que o seu filho não caiba lá dentro e outras suficientemente grandes para que se possa sentar no interior.

Para fortalecer a sua noção de consciência espacial, alinhe as caixas e pergunte ao seu filho “Será que cabes?” Deixe-o experimentar entrar em cada caixa para ver se cabe. Esta é, também, uma excelente actividade de resolução de problemas.

2 – 3 ANOS:

Saltar nas folhas de lírio/nenúfar. Corte grande círculos verdes de papel. Espalhe-os e cole-os no chão. Veja se o seu filho consegue andar ou “saltar” de folha em foha. Diga “salta” cada vez que o filho salta para associar a palavra à acção.

Jogos como este incentivam a imaginação e o pensamento criativo do seu filho, tanto como constroem as capacidades da linguagem

3 – 5 ANOS:

Brinquem ao “afunda” ou “flutua”. Reúna um conjunto de itens, alguns que se afundam (como uma pedra) e outros que flutuam (como uma rolha). Encha uma bacia com água e peça ao seu filho para adivinhar se determinado objecto irá flutuar ou afundar-se.

Deixe que a criança coloque cada item no alguidar de modo a observar se o seu palpite estava correcto.

DIVIRTAM-SE!

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A música ao fim de semana mas como “instrumento” de brincadeiras e aprendizagem

Como te sentes meu pequenino?

Exprimir e Sentir

Quando se é pequenino, a forma de se exprimir e mostrar o que sente vai para além das palavras!
Faça uns cartões com imagens felizes, tristes, zangados e dê ao seu filho lápis, marcadores ou tintas. Peça-lhe para desenhar uma imagem feliz, não necessita de nada em particular, apenas uma que signifique felicidade para ele. De seguida, peça-lhe para desenhar uma imagem triste e zangada. Enquanto ele desenha, conversem sobre o que aconteceu e o que ele sentiu naquela situação, e o que fez para se sentir feliz! Assim vai ajudá-lo a criar ferramentas de coping (como lidar ou reagir em cada situação) que o ajudará a desenvolver a competência de auto-controlo quando ele crescer.

Pés Pequenos

Pegadas Próprias

Desde o nascimento, os bebés são fascinados pelos seus próprios pés, quer seja pelo que sentem com eles, ou pelo aspecto dos seus primeiros sapatos!
Seguir um caminho de qualquer espécie requer equilíbrio e coordenação.
Esta semana ofereçam uma nova perspectiva dos pés aos vossos filhos, assim eles têm um grande desafio para as suas competências motoras, aprendendo a seguir as suas próprias pegadas. Desenhem o contorno das solas dos sapatos dos seus filhos, em varias folhas de papel e usando diferentes cores. De seguida coloquem-nas no chão e lancem o desafio: “agora uma pegada azul, vermelha… amarela, a que está ao lado da verde!” e por aí em diante!
Desta maneira estão, de uma forma divertida, a ajudar os vossos filhos a desenvolverem várias competências tais como a coordenação, o auto-controlo, equilíbrio, reconhecimento visual e até o vocabulário!

Ser Criança!

Ser Criança é…

…viver histórias que só existem nos livros. Inventar finais, sentir qualquer personagem, ser o príncipe, a princesa, o sapo ou a fada…

Significa imaginar, criar, recriar, viver um mundo faz-de-conta, entre tantas outras brincadeiras.

Ser criança no Gymboree significa também sonhar, mas bem mais alto!

Ser criança no Gymboree significa desenvolver a tomada de perspectiva, estimular a imaginação e a criatividade, promover o pensamento simbólico, a coordenação olho-mão, a motricidade, a tolerância, a perseverança, a resistência à frustração entre tantas outras aprendizagens.

Ser criança no Gymboree permite-nos explorar aquilo que a criança está pronta a fazer emergir numa determinada fase de crescimento. E a desenvolver diversas competências: sociais, cognitivas, emocionais, relacionais, estimular a sua auto-estima, o auto-conceito, a confiança, a autonomia…

Existe um mundo cheio de surpresas no Gymboree e lá, todos somos crianças!

Venha também conhecer este mundo e viver uma experiência Gymboree…

Acredite, brincar tornar-se-á uma excelente ferramenta para estimular o desenvolvimento do seu filho!

Esperamos por si!

Vamos Tocar nas Bubbles!

Bubbles de Sabão

É muito divertido tocar nas Bubbles! Elas flutuam, tremem e brilham.

A partir dos 3 meses de idade, o seu bebé está a adquirir a sua consciência sensorial, a sua coordenação olho-mão e a compreensão da causa e do efeito enquanto os seus olhos seguem e as mãos tentam chegar às bolinhas de sabão.

Enquanto a sua criança cresce, estimule as suas aptidões linguísticas crescentes ao falar com ela sobre as suas descobertas de como rebentar as bolinhas. O que acontece quando rebentas uma bolinha? Quando rebentas uma bolinha sentes cócegas nos dedos? Ou um beijinho molhado na bochecha?

Dar largas à imaginação!

Jogos que ajudam a desenvolver o pensamento criativo das crianças

 

Aqui ficam duas sugestões de brincadeiras que os papás poderão aproveitar para se divertirem com os seus filhotes (sobretudo para crianças a partir dos 2 anos) e promover o desenvolvimento do seu pensamento criativo e capacidade de se colocarem no papel de outros:

  1. Brinque às Escondidas com Cartas. Recorte quadrados de papel colorido; escreva uma pequena nota ou o nome de um familiar em cada um. Esconda-os pela sala e peça ao seu filho para tentar encontrar as cartas e trazê-las até à caixa do correio. Você pode ser o “carteiro”e segurar uma caixa de sapatos (com um pequeno corte no cimo) onde a sua criança poderá pôr as cartas. Troquem de papéis e deixe que seja a criança a esconder as cartas. Este tipo de jogo estimula a imaginação da criança e o pensamento simbólico, permitindo ainda promover os primeiros conhecimentos de leitura.
  2. Alimenta-me! Desenhe um rosto grande numa caixa de cartão. Recorte um círculo no sítio da boca. Ponha uma bola através do buraco / boca e diga à criança, “O meu amigo tem fome. Eu dei-lhe uma maçã, mas ele ainda tem fome! O que mais deverei dar-lhe para ele comer?” Continuem a “alimentar” o seu “amigo” até a criança querer tirar a caixa e começar de novo. Actividades como este jogo dão à criança a oportunidade de exercitar o pensamento simbólico, enquanto faz de conta que os diferentes objectos que coloca na caixa são alimentos.

Divirtam-se! E quem sabe criar novas brincadeiras e partilharem connosco as vossas experiências!

Hoje vou ser bailarina
Hoje vou ser bailarina