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ciencia crianças experiencias

Em cada criança, um cientista! Vamos fazer experiências?

A ciência é um mundo fascinante para todas as idades, em particular para as crianças! Se os seus filhos têm uma paixão particular pelos pormenores da natureza, das pedras, das cores, da luz, façam experiências científicas em casa!

Veja mais: 5 truques infalíveis para não ouvir ‘mas eu não quero ir à escola!’

Através das experiências, as crianças podem desenvolver-se de forma global. Deixamos-lhe uma sugestão divertida… e surpreendente!

Solução Camaleão

Precisa de…

  • três tigelas ou frascos
  • sumo de limão
  • água destilada
  • líquido tira-gorduras
  • água da cozedura de couve roxa

Vamos começar!

Comece por deitar um pouco da solução de cozimento da couve roxa nas três tigelas. Em seguida, deite sumo de limão na primeira tigela e observe em conjunto com o seu filho o que acontece.

Na segunda tigela, deite água destilada e volte a observar. Por fim, verta um pouco de líquido na terceira tigela e, mais uma vez, observe e discuta os resultados com o seu filho.

Desta forma estará a contribuir para o desenvolvimento da linguagem e da observação de situações concretas.Poderá ainda convidar a criança a verbalizar de forma sequencial o procedimento da experiência, bem como a cor que resultou ao juntarem os diferentes líquidos à cozedura da couve roxa.

Conte-nos depois quais os resultados da experiência e como se divertiram!

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Dicas de criatividade e brincadeiras artísticas

Crianças criativas e mais cooperantes

Os pequeninos agradecem sempre que se passe mais tempo de qualidade com eles e de preferência com criatividade!

Reserve alguns minutos do dia para mimar o seu filho e o fazer sentir ainda mais especial com algumas brincadeiras.

Ele vai adorar e você também! Pois para além da alegria que simplesmente sente em brincar com ele, a criança ainda lhe retribui em dobro! A criança vai ficar mais feliz, mais bem disposta, mais cooperante e o vosso dia vai ser muito mais fácil!

Então que tal umas brincadeiras artísticas e com criatividade para colorir os vossos momentos especiais?

Os benefícios das brincadeiras artísticas e criativas

  • A criança desenvolve as suas capacidades físicas, sociais e cognitivas;
  • A criança torna-se mais tolerante em relação às ideias dos outros;
  • Proporcionam às crianças mais do que uma perspetiva ou resposta;
  • A arte dá às crianças uma maneira divertida e visual de processar a informação e as suas experiências;
  • Permitem transferir habilidades para outras áreas de aprendizagem como a matemática, a linguagem, a ciência e a interação social;
  • A arte permite às crianças arriscar intelectualmente e tentar novas experiências, e ainda atribuir-lhes um significado;
  • Através da arte as crianças dizem-nos quem são, do que gostam, quem são as pessoas importantes nas suas vidas, como se sentem em relação a si mesmas e o que conhecem sobre o seu mundo.

Dicas para Promover a Criatividade da Criança

  • Não modifique ou corrija o trabalho da criança.
  • Permita que a criança seja criativa. Aceite o facto de que o gato que a criança pintou tenha três rabos e cinco olhos!
  • Incentive a criança a falar acerca das cores e formas que coloca na sua obra de arte.
  • Deixe que a criança lhe conte o que pintou antes de tentar adivinhar.
  • Lembre-se que a arte não tem de representar algo concreto para ter valor ou um significado.

Sugestões de Brincadeiras:

  • Pintura livre com o papel de cenário colado no chão ou na parede;
  • Plasticina – amassar, cortar, rolar, esticar. Pode acrescentar um tema à brincadeira para estimular a imaginação.
  • Construções com blocos / legos. Adicione um tema de uma história que a criança goste muito para desenvolver a brincadeira.
  • Usar adereços como lenços e chapéus para encenar algum momento especial do dia, algum acontecimento familiar divertido, ou uma parte da sua história preferida.

As gargalhadas são garantidas e a cumplicidade e o amor ainda mais fortalecidos assim como a qualidade da relação que constrói com o seu filho é cada vez mais positiva!

bebé estimualaçao sensorial sentidos

Vamos sentir! Saiba como, de forma simples, pode estimular os sentidos do seu bebé

Estimule os sentidos do bebé, tocando e fazendo o bebé sentir os objectos em diferentes partes do seu corpo e conversando sobre as características do que estão a tocar.

Pode usar um peluche macio, um lenço de seda, uma pinha rugosa, uma colher de metal, uma pena colorida, um limão ou uma pedra.

 

(Já conhece o nosso programa de estímulos para fazer em casa 24 horas por dia e 7 dias por semana?)

É uma brincadeira que pode ser repetida tantas vezes quantas a sua imaginação deixar.

Com esta brincadeira, desenvolvemos:

  • Estimulação sensorial

  • Linguagem

  • Consciência corporal

Esta atividade é especialmente indicada para bebés com idades compreendidas entre os 0 e os 12 meses. E explicamos-lhe porquê.

Um recém-nascido é um ser fascinante: os seus sentidos estão em desenvolvimento, está focado nos adultos cuidadores e mostra-se curioso pelo mundo que o rodeia. Durante os primeiros meses, verificam-se grandes ganhos na sua habilidade de controlar os músculos, tornando-se cada vez mais ativo.
O bebé recém-nascido pode parecer ainda incapaz de fazer muita coisa, mas já apreende muita informação do mundo envolvente através dos cinco sentidos.

É nesta fase que a brincadeira tem um papel fundamental.

Ajudando cada bebé a tornar-se calmo, atento e curioso. À medida que vai crescendo, surgem outras necessidades e emergem novas potencialidades. Por isso mesmo, as brincadeiras focarão outras competências, nomeadamente a coordenação, a consciência espacial, a força dos principais grupos musculares e a comunicação.
O brincar começa com a exploração sensorial pela observação de objetos, pela audição de diferentes sons e pelo toque, até o bebé se mostrar mais sociável, rindo e chamando a atenção com as suas brincadeiras.

Alguns vídeos que pode usar para exploração sensorial:

No Gymboree, as aulas Sensory Baby Play são especialmente indicadas para bebés que ainda não gatinham. Saiba mais no nosso NOVO SITE.

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Foto: Katie Emslie on Unsplash

Praticar a pontaria (0 aos 12 meses)

Divirtam-se chutando objectos colocados junto aos pés descalços do bebé.

Escolha objectos diversificados em peso, forma e textura para o seu bebé: uma bola de praia, uma bola de ténis, um rolo táctil, um pequeno chocalho, uma garrafa de plástico, uma bola de algodão…

Competências em destaque:

  • Noção de causa-efeito
  • Coordenação olho-pé
  • Conhecimento das propriedades físicas dos objectos

Dos 0 aos 12 meses

O bebé recém-nascido pode parecer ainda incapaz de fazer muita coisa, mas já apreende muita informação do mundo envolvente através dos seus sentidos. Um recém-nascido é na realidade um ser fascinante: os seus sentidos estão em desenvolvimento, está focado nos adultos cuidadores e mostra-se curioso pelo mundo que o rodeia. Durante os primeiros meses verificam-se grandes ganhos na sua habilidade de controlar os músculos, vindo a tornar-se cada vez mais ativo. É nesta fase que a brincadeira tem um papel fundamental: ajudando cada bebé a tornar-se calmo, atento e curioso. À medida que vai crescendo, surgem outras necessidades e emergem novas potencialidades. Por isso mesmo, as brincadeiras focarão outras competências, nomeadamente a coordenação, a consciência espacial, a força dos principais grupos musculares e a comunicação. O brincar começa com a exploração sensorial pela observação de objetos, pela audição de diferentes sons e pelo toque, até o bebé se mostrar mais sociável, rindo e chamando a atenção com as suas brincadeiras.

Transforme o Negativo no Positivo (2 aos 3 anos)

Provavelmente a palavra preferida do seu pequenote nesta fase é o “Não”.

Talvez por ainda não conseguir associar a palavra à sua causa. Trata-se de um sinal da crescente consciência da sua criança e do desejo de causar impacto no mundo.
Permita que a criança sinta o poder do “Não” fazendo-lhe questões absurdas, tais como “Estamos sentados no meio do oceano?”.
Desta forma a criança aprenderá outras aplicações e sonoridades da palavra “Não”.

Competências em destaque:

  • Socialização
  • Linguagem
  • Noção de limites

Dos 2 aos 3 anos

A partir dos dois anos a personalidade da criança afirma-se a cada dia que passa. As crianças desta idade reconhecem os seus pensamentos e não se inibem de partilhar opiniões e vontades. Contudo, os adultos significativos continuam a ser as lentes através das quais a criança vê o universo. O grande desafio desta fase do desenvolvimento é a criança conhecer-se a si própria participando no mundo de uma forma mais completa. O entusiasmo da sua criança pela música continua! Está a falar cada vez melhor e a conseguir falar com frases simples. O desenvolvimento da linguagem acompanha o brincar ao faz de conta, tornando-o mais rico com o seu reportório cada vez maior. Gosta cada vez mais de atividades que desenvolvam as suas habilidades físicas, demonstrando cada vez mais força e perfeição na execução.
"Alimentação infantil: como escolher ao comprar alimentos" por Gisele Câmara 1

“Alimentação infantil: como escolher ao comprar alimentos” por Gisele Câmara

O que se pretende com este artigo é fornecer algumas dicas acerca da alimentação infantil, permitindo fazer escolhas mais informadas e saudáveis, sem que isso signifique mais angústia e perda de tempo.

A vasta oferta de produtos alimentares industrializados disponível no mercado é, na hora da compra, motivo de angústia para muitas pessoas.
É difícil observar os produtos no meio de tanta diversidade. Com a pressa e a falta de informação, os critérios de escolha são, muitas vezes, as marcas, os preços ou, mesmo que inconscientemente, a forma de exposição dos produtos, que podem ser verdadeiras armadilhas para atrair o consumidor desinformado ou desinteressado. É uma pena saber que as nossas crianças também são alvo destas “armadilhas” e nem sempre têm a alimentação mais saudável.

O que nos dizem os rótulos?

Nem tudo aquilo que parece é igual e com a ajuda de algumas informações simples podemos diferenciar e escolher um alimento saudável entre outros que são apenas parecidos. As excepções a algumas destas regras gerais podem ser casos de alergias, intolerâncias e necessidades especiais de saúde que deverão sempre ser orientadas pelo pediatra. Comecemos pela apresentação dos alimentos, ou seja, o rótulo, onde constam, entre outras informações importantes, como o “nome”, a sua lista de ingredientes e a sua informação nutricional. Conhece bem os alimentos que compra? Então preste atenção às informações e aos exemplos que seguem.

O Nome ou Denominação de venda é a designação do produto pelo seu nome comum ou uma descrição compreensiva do alimento.
Exemplo: IOGURTE MEIO GORDO AROMATIZADO DE MORANGO ou IOGURTE MEIO GORDO DE MORANGO ou LEITE FERMENTADO COM AROMA DE MORANGO

Aspectos importantes a observar neste campo: produtos diferentes estão disponíveis em embalagens semelhantes. Um exemplo disso são os iogurtes e as sobremesas lácteas, normalmente mais ricas em açúcar e menos ricas em proteínas e cálcio. É importante estar atento para saber se leva mesmo aquilo que pretende.

Na Lista de ingredientes de um produto podemos encontrar todos os seus ingredientes em ordem ponderal decrescente, o que quer dizer que quanto mais abundante um ingrediente, mais à frente da lista ele aparecerá.
Exemplo: Ingredientes: Farinhas 88% (trigo e trigo hidrolisada, cevada, centeio, milho, arroz, milho painço, sorgo, aveia), mel (8,5%), cultura de Bifidobactérias, aromatizante (vanilina).
Aspectos importantes a observar neste campo: Através deste campo podemos comparar alimentos semelhantes e escolher aqueles que têm mais dos ingredientes desejados, por exemplo, cereais, frutas, legumes e leite e menos de ingredientes, regra geral, pouco ou nada desejados, por exemplo, açúcar (sacarose), mel, sal, conservantes (designados pela letra E), aromatizantes artificiais, gordura vegetal hidrogenada, adoçantes (edulcorantes) entre outras substâncias. Para tal, é importante saber o que significa cada um dos nomes ali presentes. Muitas vezes a indústria utiliza sinónimos ou substâncias com efeitos semelhantes àquelas que sabemos ser menos saudáveis.

Não será possível abordá-las todas aqui mas um exemplo disso é o sumo concentrado de uva, utilizado em vez do açúcar para adoçar alimentos e bebidas e cujo efeito acaba por ser semelhante, quer na manutenção do mau hábito do consumo de substâncias doces, quer no excesso calórico que pode representar. Em caso de dúvida, procure informações em livros, em linhas de atendimento ao consumidor ou em sítios de confiança da internet, que podem ser os sítios dos próprios fabricantes.

Mas não é necessário entrar em pânico. É claro que, quanto menos conservantes e aromatizantes tiver um produto, melhor ele pode ser em relação aos demais, mas todas estas substâncias estão regulamentadas e muitas delas são naturais ou semi-naturais e/ou inofensivas, como é o caso da vanilina, citada no exemplo, que é o aroma da baunilha, e do ácido ascórbico, utilizado em muitos sumos, que é a designação para a vitamina C.

Por fim, o campo da Informação Nutricional parece assustar muitos consumidores.
O desconhecimento do público e a grande quantidade de informações presente neste campo podem ser os grandes culpados por esta atitude. Aqui ficamos a conhecer a composição nutricional dos alimentos, ou seja, o seu valor energético e a quantidade de determinados nutrientes nele presente.

Pode ser simples, mencionando apenas o valor energético e o conteúdo em proteínas, hidratos de carbono (ou glícidos) e lípidos (ou gorduras) do alimento, ou pode ser mais completo, mencionando, para além destes dados, por exemplo, os teores de açúcares, lípidos (gorduras) saturados, monoinsaturados, polinsaturados e trans, colesterol, fibras, sódio e outros minerais e algumas vitaminas. Toda esta informação deve vir expressa por 100g ou 100ml do alimento, podendo ainda ser mencionada por dose, quantificada no rótulo, ou porção. Muitos fabricantes fazem ainda menção às percentagens dos Valores Diários de Referência (VDR) e das Doses Diárias Recomendadas (DDR), o que serve para fornecer uma noção de qual a quantidade daquele alimento que pode ser incluída na dieta, sem nunca se esquecer, é claro, da importância de uma dieta variada.

 

Aspectos importantes a observar neste campo: Também através deste campo podemos comparar alimentos e escolher aqueles com a composição nutricional mais saudável, tendo sempre em conta se os dados estão representados por 100 g, por dose ou por porção. Para isso é necessário saber, de uma forma simples, quais os nutrientes mais e menos desejados e em que quantidades aproximadas.

Que quantidade de energia a criança necessita?

Relativamente à quantidade de energia necessária às crianças, esta é uma questão muito variável, que depende do sexo, da idade, estatura, peso, grau de actividade física, etapa do desenvolvimento, entre outros factores. O certo é que a criança tem uma capacidade nata de controlar o seu apetite, desde que lhe sejam oferecidos os alimentos qualitativamente adequados. Os pediatras fornecem linhas de orientação bastante adequadas para as refeições e cabe aos cuidadores apenas a escolha e a disponibilização dos alimentos, bem como a criação de um ambiente propício à alimentação, sem interferências e distracções, para que a criança possa desenvolver e usufruir deste seu potencial.

Quanto aos principais nutrientes listados, as proteínas, os hidratos de carbono (glícidos) complexos, as fibras, alguns minerais como o cálcio e as vitaminas são, regra geral, desejáveis e valores superiores podem servir de base para a escolha dos alimentos. Entretanto, é preciso ter algum cuidado com os alimentos ditos enriquecidos.

"Alimentação infantil: como escolher ao comprar alimentos" por Gisele Câmara 2

As principais fontes de vitaminas e minerais devem ser os alimentos in natura, ou seja, o leite, as frutas, os legumes, as leguminosas, a carne, o peixe, os ovos, etc. Salvo algumas excepções, a escolha de produtos industrializados como bolachas, pães, tostas, cereais, iogurtes, papas, queijos, boiões (quando necessários), e até mesmo o leite, não se deve associar a estes nutrientes. Já os hidratos de carbono simples (açúcares), os lípidos (gorduras), o colesterol e alguns minerais como o sódio são, regra geral, menos desejáveis e devemos escolher alimentos com menores quantidades destes nutrientes.

No caso dos lípidos, não devemos privar as crianças destes nutrientes, uma vez que os mesmos transportam as vitaminas A, D, E e K. É por isso que, no que se refere aos lacticínios, os pediatras aconselham os produtos gordos ou meio- gordos, conforme o desenvolvimento da criança. Além disso, ao contrário dos lípidos (gorduras) saturados, que devem ter o seu consumo limitado devido ao aumento do colesterol LDL, e dos lípidos (gorduras) trans, que são completamente indesejáveis, os lípidos (gorduras) polinsaturadas e monoinsaturadas são essenciais para o organismo e são preferíveis aos demais, ainda que em quantidades não muito elevadas devido ao seu alto valor energético.

Parece uma missão impossível, mas com o tempo já terá escolhido os seus produtos de preferência e as novidades serão muito mais facilmente avaliadas. Somente a informação, o bom senso e a prática podem ajudá-lo a ter escolhas diariamente mais responsáveis e acertadas, com benefícios claros e duradouros para a saúde de toda a família.

Gisele Câmara, Nutricionista

Façam um livro (12 aos 24 meses)

Algumas crianças manifestam desde cedo os seus gostos.
Umas gostam de carros, outras são fascinadas por todo o tipo de animais, outras deliram com tudo o que se relaciona com comida…
Celebre estes gostos e crie um livro que a criança adorará rever e completar quando crescer. Faça dois furos em algumas folhas de cartolina coloridas (já existem folhas de cartolina em formato A4), prenda-as com um fio e recolha elementos de revistas, recortando-as e colando-as nas folhas do livro.
As imagens podem também ser desenhos feitos por si.
Para além de uma óptima recordação, este livro demonstra que uma mesma coisa pode ser vista de diferentes formas.

Competências em destaque:

  • Expressão criativa
  • Linguagem
  • Discriminação visual

Dos 12 aos 24 meses

Nesta fase de vida dos pequenotes assistem-se a enormes conquistas. É um período mágico que poderá ser enriquecido com gargalhadas, conversas, canções e descobertas emocionantes nos momentos do quotidiano. A brincadeira continua a ser, por excelência, a melhor maneira de ensinar novas competências aos mais pequenos, estimular a imaginação e desenvolver a auto-estima. Nesta fase as crianças adoram mostrar a sua autonomia através de objectivos simples – como abrir ou fechar uma caixa, ou limpar uma mesa. Quer esteja a rastejar, a gatinhar ou a andar, o seu bebé gosta da recém descoberta mobilidade que acompanha a sua enorme curiosidade pelo mundo que o rodeia. O desenvolvimento da motricidade fina permite-o manusear os objetos mais pequenos com maior domínio e já começa a empilhar caixas ou blocos. A determinação da criança em explorar tudo, fá-la manusear, provar, agitar e rolar o que estiver ao seu alcance. A sua motricidade cada vez mais sofisticada permite-lhe andar, correr e até trepar! E também já consegue comer sozinha com uma colher. Inicialmente o gosto pela voz dos crescidos torna-o atento e entusiasmado com o momento das canções ou das histórias, e por começar a perceber muitas palavras começa a responder a algumas delas. A partir dos 18 meses, as palavras que consegue verbalizar já são muitas e consegue formar frases simples com duas ou três palavras! Grandes conquistas que acompanham o seu gosto por brincadeiras que envolvam os sentidos e que permitem expressar como aprecia a música por exemplo.
história acção aprender amor brincar

“O Desenvolvimento da linguagem e identificação de sons” pela Pediatra Mónica Pinto

O desenvolvimento da Linguagem, a capacidade de produzir e compreender os conceitos usados na comunicação que se sabe ser visual, corporal, expressiva e até invisível, é um processo de uma enorme complexidade, que só se encontra bem desenvolvida nos humanos.

Desde o primeiro dia que o bebé se tenta expressar através da comunicação verbal, mesmo para lá do choro. E desde antes de nascer que o bebé ouve esta estranhíssima coisa que é a voz humana e as palavras dos vários idiomas. Ouve tons e sons, timbres e melodias, o canto dos pais.

O bebé recém-nascido ouve os sons que o circundam (que até já ouvia na barriga da sua mãe) e vai começando a aprender a emitir sons. Primeiro apenas sons guturais, aos poucos passa a dissílabos e por volta dos 8-9 meses já consegue dizer fiadas de sílabas.

Entre os 9 e os 12 meses frequentemente diz a primeira palavra e compreende ordens e aos 18 meses tem entre 6 e 26 palavras e percebe muitas mais.

Aos 2 anos junta duas palavras para formar frases e começa a interagir mais com o outro e a linguagem tem um surto de expansão ficando a sua língua mãe consolidada por volta dos 3 anos.

A aprendizagem da linguagem necessita no entanto de treino interactivo. A simples exposição passiva, como a obtida pela exposição à televisão, permite a integração de mapas de sons mas não estimulam a sua utilização ou produção. Seria como dar um livro a uma criança de 3 anos e esperar que do simples acto de o folhear aprendesse espontaneamente a ler.
Estudos recentes mostraram que por cada hora de exposição das crianças à televisão (sobretudo crianças abaixo dos 4 anos), essa criança ouve menos 770 palavras e há uma redução de 15% de episódios de interacção e de estimulação da linguagem causando uma redução proporcional da produção de sons pela criança.
A interacção é fundamental na estimulação da fala e conversar com a criança, partilhar leituras de livros, estimulá-la a comunicar é a melhor forma de optimizar o seu potencial linguístico. Não se esqueça que o tempo que dedica ao seu filho nunca é um tempo perdido e por isso dedique-se sempre que possível a brincar com ele, a conversar e a interagir!

Por Drª Mónica Pinto, Pediatra de Desenvolvimento

Como seguir os interesses das crianças (dos 3 aos 5 anos)?

Siga os interesses do seu filho, independentemente se esses interesses se focam num arco-íris ou nos golfinhos, comboios ou castelos.

Dediquem dias a essas paixões, transformando-os em dias especiais.
Visite uma biblioteca e escolha algumas estórias relacionadas com os interesses descobertos.
Façam um projecto de arte que reflicta as paixões do seu filho – um castelo em “caixa de sapatos” ou um comboio feito de barro modelado.
Com a ajuda de livros ou da internet, façam um poster com fotografias e as informações básicas. O que é que os golfinhos comem? Onde vivem? Como comunicam? Verá o que os dois aprendem quando estimulam a curiosidade juntos.

Competências em destaque:

  • Curiosidade
  • Cultura Geral
  • Vocabulário
  • Sentido Estético

Dos 3 aos 5 anos

A criança a partir dos 3 anos é capaz de compreender o “porquê” das coisas e consegue fazer relações lógicas entre as ideias. Já demonstra grande autonomia, tal como fazer a sua higiene, vestir-se e comer sozinha. A sua curiosidade motiva-a a explorar para aprender mais sobre o funcionamento do mundo, agora duma forma mais complexa. Entre os 3 e os 5 anos de idade, as crianças exploram avidamente o mundo que os rodeia, gostando de participar em atividades estimulantes e originais, de explorar novas atividades e de demonstrar novas capacidades. Nesta fase desenvolvem-se importantes competências, fundamentais para o seu crescimento. As suas competências motoras, bem como intelectuais, sociais, emocionais e linguisticas continuam em desenvolvimento. As novas competências cognitivas para agrupar e categorizar ajudam a criança a compreender as semelhanças e as diferenças entre as pessoas, aprendendo a respeitar e a estar com os outros. A melhor forma de promover o desenvolvimento saudável de uma criança desta idade é incentivá-la a explorar. Assim o pensamento crítico sobre os objectos, as pessoas e a forma como o mundo funciona estará a ser estimulado.