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crianças tablet

Crianças e tecnologia: será que devemos por-lhes o tablet à frente?

Carolina Canto, psicóloga e Professora Sénior Gymboree, explica tudo sobre o uso de tablets e smartphones nos primeiros anos de vida das crianças

Tablet, telemóvel, TV…ecrãs para todos os gostos e tamanhos. A nossa vida, atualmente, está praticamente dependente de dispositivos digitais e é quase impossível que o dia a dia das crianças não seja também. Apesar de ser quase banal ver bebés e crianças entretidas a ver vídeos enquanto almoçam ou antes de adormecerem, é necessário ter em conta que a exposição a estes objetos deve ser pensada e doseada.

Leia também: Estou sem paciência para as crianças!

Quais são os benefícios?

  • introdução às tecnologias: estando nós numa era digital faz sentido que a criança conheça esses meios de informação e comunicação e também as entenda como ferramentas de estudo e trabalho.
  • são uma forma de entretenimento e diversão.
  • são um estímulo para o desenvolvimento da atenção e concentração: ao usarmos jogos ou actividades que exigem planeamento e organização, com objectivos a alcançar, estimulamos a capacidade da criança manter o foco, a ser persistente e a encontrar formas criativas de resolução de problemas. Todas essas são competências importantes para a vida académica e profissional. São competências transversais, consideradas fundamentais para a criança se tornar um adulto bem sucedido e feliz.

Quais são as desvantagens?

O uso excessivo destes meios tecnológicos tem várias consequências negativas
  • desenvolvimento social: isolamento, a criança torna-se refém do ecrã em vez de brincar ou estar com os amigos.
  • desenvolvimento físico e motor: o sedentarismo faz com que a criança não desenvolva as suas habilidades motoras de equilíbrio, pontaria, coordenação, entre outras. Pode também trazer consequências negativas ao nível da visão e da postura da coluna.
  • comportamento: jogos/ vídeos de cariz violento podem incitar comportamentos violentos. A criança/ jovem pode revelar maior agressividade no comportamento e no discurso como resultado da frustração sentida face ao erro/ falha num jogo digital.

Quando se deve colocar uma criança à frente de um ecrã?

Bebés

Nos primeiros meses de vida de um bebé o mais importante é o vínculo afetivo seguro com os adultos de referência. Os estímulos mais adequados são as brincadeiras com os adultos, cantar, tocar, dançar, com recurso também a brinquedos adequados a cada idade.

Não faz mal se o bebé olhar para um ecrã e vir algumas imagens coloridas e tranquilas, mas que seja por poucos períodos de tempo. Se o adulto precisar de se ausentar por uns minutos, a criança fica entretida a olhar para o ecrã.

Veja também: O que NUNCA dizer a uma mãe que está a amamentar

Mas esse ecrã pode ser substituído por outros objectos igualmente atrativos como livros, fotografias penduradas num móbil, as tradicionais caixinhas de música…

Um a 2 anos de idade

  • O  adulto deve controlar o telemóvel ou tablet, gerindo o que a criança vê e ouve. Deve escolher bonecos simples e simpáticos, divertidos e adequados à idade. O visionamento deve ser feito por períodos curtos de tempo, entre 30 a 45 minutos num dia.
  • Os pais devem estar a par do que dá na televisão e saber que conteúdos a criança pode ver. Devem ver juntos para o adulto poder escolher o que é adequado e supervisionar o uso do equipamento.
  • Sobretudo nos smartphones, a criança facilmente toca no ecrã e escolhe outro conteúdo que pode ser desajustado à sua compreensão e desadequado para o seu desenvolvimento saudável.

3 a 5 anos de idade

  • A criança pode escolher dentro do leque de jogos/ bonecos animados que o adulto considera adequados. E o adulto deve manter a supervisão nesse período de tempo, que não deve ultrapassar os 30 minutos de cada vez, até ao máximo de 1 hora por dia.

Idade escolar

  • Os interesse da criança alteram-se. Passa a gostar de outro tipo de desenhos animados e jogos. Por isso, convém que os adultos acompanhem este desenvolvimento e ajudem a criança a fazer escolhas adequadas e conscientes.
  • continua a ser importante a supervisão do uso do telemóvel/ tablet/ pc/ tv para controlar o que a criança vê e por quanto tempo.

Nota final: os pais / educadores devem estabelecer limites de tempo de uso desses equipamentos, combinando com a criança em que alturas do dia o pode fazer e por quanto tempo.

Foto:  Jelleke Vanooteghem on Unsplash

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calor crianças verão praia

Saiba como proteger as crianças do calor

Proteger do calor

Todos gostamos de um dia de Verão em cheio, com muito sol e calor. Desde miúdos que sabemos, por instinto, que apanhar sol e estar ao ar livre faz bem à saúde. Sabemos também que nos devemos expor ao sol com moderação, para evitar danos futuros.

Tal como os adultos, as crianças também adoram brincar ao sol, correr na areia e passar tardes inteiras no parque infantil. No entanto, o calor extremo pode fazer com que os mais pequenos adoeçam. Por isso, é extremamente importante proteger as crianças das temperaturas elevadas e, assim, evitar o perigo de insolação.

Procure um local com ar condicionado

Se a sua casa não tem ar condicionado, procure um local próximo que tenha. As bibliotecas, os museus ou mesmo os centros comerciais podem ser excelentes locais para se refugiar com as crianças nas horas de maior calor.

Mantenha-as hidratadas

Encoraje os seus filhos a beber água de forma regular e tenha-a disponível em quantidade suficiente – mesmo antes de eles ficarem com sede. Em dias quentes, os bebés que ainda são amamentados podem receber uma dose extra de leite materno em biberão.

No entanto, não devem beber água, especialmente nos primeiros seis meses de vida. Os bebés que são alimentados com fórmula (leite em pó) podem beber uma quantidade maior.

Vista-lhes roupas leves

Em dias quentes, os miúdos devem usar roupas claras e leves. Os tecidos devem ser respiráveis, de forma a potenciar a evaporação do suor, uma vez que a capacidade de sudação das crianças é muito menor do que a dos adultos.

Descansem em família

Planeie o seu dia de forma a deixar mais horas extra para relaxar. O calor faz com que tanto as crianças como os adultos se sintam mais cansados.

‘Refrescar’ é a palavra de ordem

Quando o seu filho se sentir com calor, dê-lhe um banho com água fresca ou use um spray de água termal para o ajudar a refrescar. Nadar é também uma ótima forma de baixar a temperatura corporal enquanto se faz uma atividade física.

Previna os danos provocados pelo sol

Todos sabemos que devemos usar protetor solar, reforçar a aplicação amiúde e não estar exposto ao sol nas horas de maior calor. Esses cuidados devem ser reforçados quando há crianças. Pense duas vezes se vale mesmo a pena sujeitar as crianças a estar na praia debaixo de sol escaldante… por muito agradável que lhe pareça a ideia.

Dúvidas? Aqui fica o Relógio Solar da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo.

Saiba como proteger as crianças do calor 1

Faça perguntas!

Se vai deixar o seu filho com um babysitter ou num campo de férias, informe-se sobre os cuidados relativos à exposição ao sol e ao calor. Isto é particularmente importante se houver atividades ao ar livre ou exercício físico.

Sinais de alerta

​Se o seu filho apresentar algum destes sintomas, deve entrar imediatamente em contacto com o pediatra
  • tonturas
  • cansaço extremo
  • dores de cabeça
  • febre
  • sede intensa
  • um período demasiado longo sem urinar
  • náuseas
  • vómitos
  • respiração mais acelerada do que o normal
  • dormência ou ‘formigueiro’ na pele
  • dores musculares
  • espasmos musculares

Nota final: o calor pode ter também efeitos nefastos na saúde psicológica dos mais pequenos. As crianças podem ficar ansiosas ou inquietas quando as temperaturas estão mais elevadas e estão confinadas a espaços fechados.

Planeie antecipadamente atividades e jogos dentro de casa e reduza ao máximo o tempo de exposição à TV/tablet/telemóvel.

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amamentação

O que NUNCA deve dizer a uma mãe a amamentar

A Mãe e o amamentar

 

A amamentação é uma decisão muito pessoal. Idealmente, todas as mulheres poderiam decidir se querem (ou não) amamentar os filhos. No entanto, existem ainda muitos preconceitos não só em torno do ato de amamentar mas também da forma como executar a amamentação ou até quando deve a criança beber leite materno.

Leia também: 7 razões cientificamente provadas para ABRAÇAR o seu filho!

Se está a pensar dar a sua opinião ou fazer um comentário a uma familiar ou amiga sobre este assunto… pense antes de abrir a boca.

Eis o que NUNCA deve dizer a uma mãe que amamenta… e porquê.

1 – Achas que o bebé já comeu o suficiente?

As mães que amamentam não fazem A MÍNIMA ideia se o bebé comeu o suficiente ou não por uma simples razão. As mamas, embora fantásticas, não são transparentes. Não vêm com marcações de mililitros. Os bebés são igualmente espectaculares mas não conseguir dizer «obrigadinha, estou cheio!». Por isso, o instinto (e não a sua opinião) é mesmo o único que podem seguir.

2. O bebé está com fome outra vez?

Não se apoquente. Dificilmente uma criança sofrerá uma overdose de leite materno.

3. «Amamentar deu cabo das minhas mamas!»

De acordo com o Aesthetic Surgery Journal, não é a amamentação mas sim a gravidez que provoca a flacidez da mama. Dizer isto a uma mãe é a mesma coisa que perder 20 quilos e dizer a alguém que está a tentar emagrecer «agora que estou magra a minha pele está horrivelmente descaída!». Guarde os seus comentários negativos para si.

4. Não era melhor tapares-te?

Não. E sabe porquê? Porque esta nem sequer é uma pergunta. É um juízo de valor que significa ‘sentir-me-ia melhor se te tapasses’. A única prioridade de uma mãe que está a amamentar é o bebé, não quem está no café, no avião ou até os sogros. Além disso, as mães têm o direito de amamentar onde quiserem. Se a visão de uma mulher a alimentar uma criança o incomoda, tem bom remédio. Não olhe.

5. Não amamentei e os meus filhos estão ótimos!

Isso é maravilhoso. No entanto, se uma mãe decide amamentar ou dar biberão, nunca vai fazê-lo baseado na  experiência de terceiros.

6. O teu filho não é velho demais para mamar?

E você, não é demasiado velho para fazer perguntas sobre assuntos que não são da sua conta? Lá por algumas pessoas se sentirem desconfortáveis com a amamentação prolongada, não significa que seja errado. A American Academy of Pediatrics recomenda a aleitação no primeiro ano de vida do bebé e aconselha a continuação pelo tempo que a mãe e o bebé quiserem… e não durante o tempo que amigos/familiares intrometidos desejam.

7. As tuas mamas estão ENORMES!!

E que tal optar por um «estás ótima!»? Nunca falha e qualquer mãe vai adorar o elogio. Sabe bem, de vez em quando, não ser vista como uma portadora de fazedores de leite.

8. Se deres biberão ao bebé, nunca mais vai pegar na mama!

100% NÃO. Muitas mulheres alimentam o bebé através de mama e de biberão. Não existe uma lei que diga que, quando se começar a dar mama, só se pode fazer isso. Os peritos em lactância materna afirmam que, no momento em que a amamentação estiver bem implementada, as mães podem introduzir o biberão a partir de um mês de vida da criança.

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Foto: Tanja Heffner on Unsplash

abraço

O poder do abraço! 7 RAZÕES CIENTIFICAMENTE PROVADAS para abraçar o seu filho

Um abraço não cura tudo mas ajuda a apaziguar, a acalmar. O ato de abraçar ajuda a fortalecer os laços entre uma criança e o seu educador. E se, nos adultos, um abraço vale mais do que mil palavras, nas crianças abraçar é, possivelmente, um dos maiores gestos de amor e carinho.

Além de serem bons para consolar nos momentos tristes e celebrar nos momentos alegres, os abraços têm benefícios cientificamente provados.

7 RAZÕES PARA ABRAÇAR, COMPROVADAS PELA CIÊNCIA!

1 – os abraços tornam as crianças mais inteligentes

As crianças precisam de muita estimulação sensorial para se desenvolverem de forma saudável. O contacto com a pele e o toque físico que o abraço oferece é uma das mais importantes formas de estimulação que promove o crescimento de um cérebro saudável e um corpo forte.

Nos orfanatos da Europa de Leste, os bebés raramente são embalados ou tocados. Chegam a passar 22 a 23 horas nos berços. Os biberões são-lhes deixados na hora de comer e os cuidados fazem parte de uma rotina com o mínimo de interação humana.

Estas crianças têm, muitas vezes, atrasos no desenvolvimento cognitivo.

Investigadores descobriram que crianças institucionalizadas que recebem, pelo menos, 20 minutos por dia de estimulação táctil (toque) demonstram resultados mais elevados em testes de desenvolvimento infantil.

No entanto, estudos também demonstram que nem todos os tipos de toque são benéficos. Só um toque carinhoso, como um abraço suave, pode fornecer o estímulo que um cérebro em desenvolvimento necessita para crescer de forma saudável.

2 – os abraços ajudam as crianças a crescer

Quando as crianças são privadas de contacto físico, os seus corpos deixam de crescer ao ritmo expectável, mesmo que façam uma alimentação normal. Estas crianças sofrem de MÁ EVOLUÇÃO PONDERAL  ( distúrbio caracterizado por um aumento de peso inferior ao esperado em crianças com menos de 2-3 anos de idade). Esta deficiência no desenvolvimento pode ser melhorada com o toque e com abraços.

Abraçar provoca a libertação de ocitocina, também conhecida como a molécula do amor. Esta hormona provoca um bem estar que tem os mais variados efeitos no nosso corpo. Um deles é estimular o crescimento.

3 – abraçar torna os miúdos mais saudáveis

Os abraços são bons para a saúde. O aumento do nível de ocitocina ajuda fortalecer o sistema imunitário e baixa os níveis de plamas da hormona da tiróide, o que acelera o processo de cura.

4 – o abraço ajuda a amenizar uma birra

Os abraços são bons para a saúde emocional das crianças. Nada ajuda mais a acalmar uma birra do que um abraço da mãe ou do pai.

Há pais que podem achar que abraçar uma criança que está a portar-se mal é uma recompensa pelo mau comportamento. Mas não é. Quando a criança está a fazer uma birra está num estado de descontrolo emocional, não está a ser teimosa. Está a perder o controlo das suas emoções porque ainda não as consegue regular.

Pode também ler

http://gymboreeclasses.pt/conselhos-de-sabios/10-conselhos-uteis-para-pais-solteiros/

O equilíbrio emocional é um como um carro: o estímulo é o acelerador e a calma o travão. Os dois funcionam em separado no controlo das emoções. Quando uma criança faz uma birra, é como um carro descontrolado. Está sobre-estimulado e o mecanismo de calma está desativado.

O que fazer, então? Travar o carro primeiro, dar o sermão depois. O abraço funciona exactamente assim: evita um descontrolo emocional.

O abraço espoleta a libertação de ocitocina, o que faz com que os níveis de stress baixem, bem como os efeitos da ansiedade. Abraçar é libertar o acelerador emocional enquanto se carrega no travão.

5 – abraçar faz com que as crianças se tornem mais resilientes

O sistema nervoso dos recém-nascidos não é suficientemente desenvolvido para que consigam regular as próprias emoções. Por isso é que os bebés, quando têm emoções fortes, não as conseguem controlar.

Num momento de sofrimento, os níveis de cortisol a circular no organismo sobem. Quando estes níveis se mantêm durante muito tempo, devido à incapacidade da criança de se reequilibrar, têm efeitos tóxicos que terão impacto na saúde, tanto física como mental, da criança.

Estudos provam que a exposição excessiva a esta hormona pode comprometer o sistema imunitário da criança, afetando, mais tarde, a memória e a fala. Pode também conduzir, mais tarde, a estados depressivos.

O abraço provoca a libertação de ocitocina, o que baixa os níveis de cortisol e, assim, previne efeitos nefastos. Abraçar ajuda a criança a regular as suas próprias emoções e, assim, a tornar-se mais resiliente.

Veja também

http://gymboreeclasses.pt/dicas-gymboree/preparar-criancas-chegada-irmao/

6. Abraços felizes = crianças felizes

Os abraços promovem o otimismo e contribuem para o aumento da auto-estima. A ocitocina faz com que a criança se sinta amada.

7. Os abraços reforçam os laços entre pais e crianças

Ao abraçar o seu filho«o está a transmitir-lhe confiança, a reduzir o medo e a melhorar a vossa ligação. O abraço ajuda a fortalecer os laços emocionais entre pais e filhos.

Por isso, já sabe. Dê um grande e carinhoso abraço aos seus filhos!

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«Estou sem paciência para os miúdos!». Inspire, expire... e leia as nossas dicas 2

«Estou sem paciência para os miúdos!». Inspire, expire… e leia as nossas dicas

Ser pai não é ser de ferro. Por mais que ame os seus filhos, há por certo dias em que pura e simplesmente não os consegue aturar. Ou porque o trabalho está a chegar a níveis inimagináveis de stress, ou porque passou duas horas parado no trânsito ou apenas porque está a ter um dia mau.

Leia também: «Hoje é dia de festa! Deixamos os miúdos acordados até mais tarde?»

Antes de sermos pais somos humanos. Temos os nossos dias menos bons. Claro que gostávamos de ter uma varinha de condão e fazer aparecer, como por magia, aquela preciosa paciência que, ao fim de um dia de trabalho, é necessária para brincar com os miúdos.

Mas como não vivemos num mundo perfeito, deixamos-lhe algumas ideias para conseguir relaxar – mesmo nos dias mais stressantes! – e ter tempo de qualidade com os seus filhos. Com muita brincadeira à mistura, claro!

Antes de mais, é importante lembrar que tudo o que os pais fazem é interiorizado pelos filhos.

«Os pais são modelos para os filhos, por isso as suas atitudes influenciam-nos. Quando os pais andam carregados de trabalho estão menos disponíveis para ouvir as crianças, mais acelerados e, por isso, com menos paciência e menos capazes de resolver com tranquilidade os ‘stresses’ do dia a dia», começa por explicar Carolina Canto, Psicóloga e Professora Sénior Gymboree.

Birras, trabalhos de casa, discussões entre irmãos… o lado real da paternidade pode parecer, nos dias mais caóticos, um cenário dramático. No entanto, e tal como frisa Carolina Canto, «um adulto feliz faz uma criança feliz».

Primeiro objetivo: destressar com os miúdos

Chegar a casa em piloto automático e começar a ‘despachar’ tarefas domésticas. Soa-lhe familiar? E que tal fazer uma atividade em família que também o ajude a relaxar?

«Praticar desporto, cozinhar, jardinar… Há tarefas que os pais podem fazer em conjunto com os filhos que ajudam não só a cumprir tarefas necessárias em casa mas também a passar tempo juntos e a conhecerem-se melhor, a conversar sobre o dia que passou», exemplifica Carolina Canto.

Encontrar essa tal atividade agradável deve ser tarefa dos pais. «Cada adulto pode descobrir o que o ajuda a acalmar após um dia de trabalho e tentar pôr isso em prática», acrescenta a psicóloga.

Segundo objetivo: planear para poder relaxar

Perder tempo a fazer listas de tarefas, de compras, a compor um calendário com as aulas, reuniões e atividades de toda a família é ganhar no dia a dia horas que podem ser passadas a brincar, a descontrair.

«Ter a manhã bem organizada de véspera, com mochilas prontas, lancheiras planeadas, roupas escolhidas e mesa do pequeno-almoço preparada são boas dicas para manhãs mais tranquilas», afiança Carolina Canto.

Se a manhã começa bem, sem correria, vai compensar no final do dia. «Um fim de dia tranquilo passa por encontrar um equilíbrio entre a rotina e o tempo de exclusividade com as crianças. Elas precisam da nossa presença dedicada e atenta. Essa atenção torna-as crianças mais cooperantes, mais tranquilas e mais seguras», explica a Professora Sénior Gymboree

O que podemos fazer?

  • ir ao parque infantil antes da rotina de banhos e jantares
  • aproveitar o bom tempo para ‘jantar fora’ na varanda (ou até um piquenique de fim de tarde no jardim público!)
  • preparar o jantar em conjunto (sem telemóveis à mão ou televisão ligada)
  • ler uma história ao deitar
  • inventar uma história com o contributo das ideias da criança

educar com limites

Estamos de férias! Deixamos os miúdos acordados até mais tarde?

Sobre o Sono

Casamentos, festas, férias… Há inúmeras ocasiões em que as celebrações se estendem além da hora em que as crianças costumam ir para a cama.

Muitos pais debatem-se com o dilema de aceitar ou não convites por causa dos horários de sono das crianças. Por isso, o Gymboree deixa-lhe alguns conselhos úteis sobre como quebrar a rotina (e voltar a introduzi-la) nestes dias especiais.

Em primeiro lugar, é preciso salientar que a quebra do horário de dormir deve ser excecional. «A rotina é muito importante para a criança, pois dá-lhe segurança e ajuda na sua autonomia. As excepções à regra podem existir para quebrar a rotina de vez em quando, como em dias de festa. Até mesmo ao fim de semana os pais podem aproveitar para estender um pouco mais o seu dia, agora que os dias estão maiores, e aproveitar para brincarem em família», começa por explicar Carolina Canto, Psicóloga e Professora Sénior Gymboree.

O sono a seu dono

Cada criança é única e tem o seu próprio ritmo. Por isso, para compensar as horas de sono, impõe-se uma sesta à tarde, «não só para as crianças até aos quatro anos, mas mesmo depois disso». «Importa estar atento aos sinais que a criança nos dá para não ‘esticar demais a corda’», salienta Carolina Canto.

Se a criança se deitar mais tarde pode, assim, acordar um pouco mais tarde no dia seguinte. Mas vamos a um exemplo prático:

«Um bebé de 18 meses, que normalmente está na cama às 21h00, se os pais forem jantar fora, mais vale fazer um jantar mais cedo e conseguir que a criança esteja em casa mais ou menos por volta dessa hora. Ou então o bebé dorme um pouco no carrinho de passeio, se possível, até chegarem a casa», explica a Professora Sénior Gymboree.

Horas de sono recomendadas para as crianças e jovens *

Lactentes dos 4 aos 12 meses

12 a 16 horas por 24 horas (incluindo sestas)

Crianças de 1 a 2 anos

11 a 14 horas por 24 horas (incluindo sestas)

Crianças de 3 a 5 anos

10 a 13 horas por 24 horas (incluindo sestas)

Crianças de 6 a 12 anos

9 a 12 horas sono noturno por 24 horas

Adolescentes de 13 a 18 anos

8 a 10 horas sono noturno por 24 horas

Como voltar à rotina? Jogar na antecipação

Para restabelecer o horário normal de sono é necessário antecipar a rotina.

«Se quebram a rotina na sexta e sábado à noite, então no domingo deitam-se mais cedo para antecipar a semana que vai começar. Dessa forma, estamos a praticar também uma rotina», explica Carolina Canto. Quando se tratam de períodos mais extensos, como o regresso às aulas após as férias, é recomendável antecipar o regresso à rotina escolar «com uma semana ou duas de antecedência».

«Assim, as crianças vão-se habituando aos poucos aos horários mais certos em período de aulas», explica a psicóloga.

Os dias de festa, as exceções à regra, são importantes para que as crianças percebam que existe na vida um momento para tudo. No entanto, é fundamental que os mais pequenos percebam o significado desses dois momentos.

«Para que a criança se sinta segura e para que ela possa antecipar e reconhecer os momentos do seu dia, a rotina é muito importante. Ou seja, é essencial, desde cedo, criar um sequência quotidiana que satisfaz as necessidades de cada um e da família como um todo», salienta Carolina Canto.

Explicar os dias especiais às crianças

Cada idade tem uma percepção diferente dos dias de festa e das alterações à rotina.

«O bebé de 1 ano não entenderá o significado da festa, mas os balões, o bolo. a vela e cantar os ‘Parabéns’ são evidências de um dia especial. O bebé passa a associar esses sinais a um dia de festa e alegria. Na sua memória ele consegue fazer esse registo», explica Carolina Canto.

Maturidade: «Preciso de ti para ser crescido!»

À medida que as crianças alcançam a maturidade – física, cognitiva e emocional – procuram libertar-se da dependência funcional em relação aos adultos cuidadores.

Leia também: «Estou sem paciência para os miúdos!»

A criança toma consciência da sua individualidade, do controlo que tem sobre o mundo e das novas e espectaculares capacidades que possui. As crianças procuram experimentar as suas próprias ideias, executar as suas preferências e tomar decisões.
Os pais e agentes educativos que vêem estas (novas) tentativas como um esforço saudável no sentido da autonomia, podem ajudá-las a alcançar o auto-controlo, contribuindo para um crescente sentido de competência e evitando conflitos (Papalia & Olds, 1998)*.

Prioridade: desenvolver a autonomia

Uma das características a desenvolver nos anos pré-escolares é, pois, a autonomia. Assim como a maioria das capacidades, a autonomia, e a consequente responsabilidade, não surgem sem mais nem menos com o passar do tempo sendo, por isso, necessário programá-las e estimulá-las. E os pequenotes contarão com os crescidos, em quem confiam, para os ajudar neste importante processo.
As crianças precisam de um modelo para saberem como devem utilizar a sua autonomia e, muitas vezes, procuram uma figura autoritária em quem confiem para ser o seu ponto de partida.
I.M.
*Papalia, D., Olds, S. (1998). Human Development. McGraw-Hill.

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terapia fala linguagem

A linguagem desenvolve-se na barriga da mãe?

A fala nasce na barriga da mãe

O desenvolvimento da linguagem inicia-se logo dentro da barriga da mãe. Os bebés ouvem os batimentos cardíacos da mãe e todos os sons que o seu corpo produz e reagem, também, a sons exteriores. Em geral, todas as mães conseguem identificar uma ou outra situação em que o seu bebé reagiu a sons exteriores, mais ou menos fortes, movimentando-se dentro da sua barriga.

Logo após o nascimento, num período que vai até aos três primeiros meses de vida, os nossos bebés já são capazes de, imaginem, realizar tarefas como distinguir sons, línguas diferentes e a voz da mãe de outras vozes!

Todas estas competências revelam que a linguagem acontece desde muito cedo, devendo ser vista de forma holística, não só na sua vertente expressiva (fala), mas também compreensiva. Por outras palavras, embora ainda não fale, um bebé já compreende muito material linguístico à sua volta.

O ser humano tem a capacidade inata para desenvolver linguagem, comunicando através de um sistema linguístico verbal e/ou não-verbal.

Veja também: o foco e a concentração na infância

Pelo seu cariz inato e aparentemente simples, temos tendência a não observar a fala com a devida atenção nas nossas crianças. No entanto, esta competência tem tanto de fascinante como de complexo, devendo por isso ser valorizada logo desde as etapas mais precoces.

A importância do choro e as primeiras palavras

Encontramos outra forma de manifestação precoce da competência linguística em algo aparentemente simples: o choro. O choro e os seus diferentes tipos constituem uma forma de comunicar. É através do choro e, um pouco mais tarde, do sorriso, que os bebés mostram ao adulto as suas necessidades mais básicas (fome, irritação, sono…).

Saiba mais: crianças e tecnologia – devemos por-lhes o tablet à frente?

 

Segue-se a fase do balbucio, entre os 4 e os 8 meses, em que os pais afirmam que os seus bebés já dizem “mamã” ou “papá”. Importa identificar o contexto em que um bebé faz “mamamamama” e, de acordo com o mesmo, perceber se esta produção tem um significado linguístico ou é apenas aleatório.

Ao longo desta etapa os pais podem ainda, por exemplo, verificar se a criança balbucia mais na presença de um adulto ou quando está sozinha, permitindo-lhes atribuir ou não um significado linguístico à produção sonora do bebé. Nesta fase os bebés já são capazes de reconhecer o seu próprio nome, algumas palavras inseridas em frases e associar significados a algumas palavras.

O início da fala

Por volta dos 12 meses inicia-se a chamada linguagem expressiva (fala): o bebé produz as suas primeiras palavras (cerca de 10)! Mais uma vez, é importante o adulto identificar o contexto em que cada palavra acontece, de forma a entender se tem um significado linguístico ou é aleatório.

Além disso, os 12 meses são apenas uma referência. Se o seu filho não diz uma palavra com essa idade e até aos 18 meses, ou se já o diz com 10 meses, nenhuma dessas situações deverá ser motivo de preocupação.

Entre os 12 e os 18 meses, o seu vocabulário produzido cresce até cerca de 50 palavras relacionadas com necessidades básicas e rotinas da criança (ex. pão, papa, água, bola, mamã, papá…).

Por volta dos 24 meses, acontece uma explosão de vocabulário produzido, em que a velocidade de produção de palavras novas aumenta significativamente, o que torna ainda mais fascinante a observação por par te dos pais deste processo tão inato e ao mesmo tempo tão complexo. Simultaneamente, inicia-se a construção de frases, inicialmente muito simples e gradualmente mais complexas.

Por volta dos 3 anos, as frases produzidas pela criança já apresentam estruturas mais completas do ponto de vista gramatical. Por volta dos 4 anos de idade, são capazes de produzir cerca de 5 mil palavras. Em todas as fases é importante evitar a linguagem abebezada do adulto com a criança, de forma a poder transmitir-lhe o modelo mais correcto possível em termos da articulação dos sons da fala.

Como vimos, muito do que ocorre mesmo antes do nascimento até aos 6 anos é espontâneo, decorrendo do funcionamento da nossa mente.

No entanto, o desenvolvimento pode ser estimulado pelo adulto, rodeando a criança de um ambiente rico e propício.

Se o desenvolvimento linguístico da sua criança fica aquém do que foi explicado, ou se tem dúvidas relativamente ao que é ou não esperado para a sua idade, não hesite em contactar o Terapeuta da Fala.  Em todas as etapas/ idades é possível realizar-se um trabalho de estimulação profissional, seja no trabalho directo com a criança, seja sob a forma de orientação aos pais (terapia indirecta). A intervenção precoce fará toda a diferença e evitará complicações futuras quer a nível da linguagem oral, quer a nível da linguagem escrita!

Joana Assunção,Terapeuta da Fala Pós-Graduada em Neurodesenvolvimento em Pediatria
Telemóvel: 93 766 61 79   |    Email: [email protected]
Gabinete Amoreiras: Rua Marquês da Subserra 17 r/c dto 1070-012 Lisboa Clínica
Pontofisio: Rua da Indústria Corticeira 59 r/ c esq 2870 – 281 Montijo
bebé estimualaçao sensorial sentidos

Vamos sentir! Saiba como, de forma simples, pode estimular os sentidos do seu bebé

Estimule os sentidos do bebé, tocando e fazendo o bebé sentir os objectos em diferentes partes do seu corpo e conversando sobre as características do que estão a tocar.

Pode usar um peluche macio, um lenço de seda, uma pinha rugosa, uma colher de metal, uma pena colorida, um limão ou uma pedra.

 

(Já conhece o nosso programa de estímulos para fazer em casa 24 horas por dia e 7 dias por semana?)

É uma brincadeira que pode ser repetida tantas vezes quantas a sua imaginação deixar.

Com esta brincadeira, desenvolvemos:

  • Estimulação sensorial

  • Linguagem

  • Consciência corporal

Esta atividade é especialmente indicada para bebés com idades compreendidas entre os 0 e os 12 meses. E explicamos-lhe porquê.

Um recém-nascido é um ser fascinante: os seus sentidos estão em desenvolvimento, está focado nos adultos cuidadores e mostra-se curioso pelo mundo que o rodeia. Durante os primeiros meses, verificam-se grandes ganhos na sua habilidade de controlar os músculos, tornando-se cada vez mais ativo.
O bebé recém-nascido pode parecer ainda incapaz de fazer muita coisa, mas já apreende muita informação do mundo envolvente através dos cinco sentidos.

É nesta fase que a brincadeira tem um papel fundamental.

Ajudando cada bebé a tornar-se calmo, atento e curioso. À medida que vai crescendo, surgem outras necessidades e emergem novas potencialidades. Por isso mesmo, as brincadeiras focarão outras competências, nomeadamente a coordenação, a consciência espacial, a força dos principais grupos musculares e a comunicação.
O brincar começa com a exploração sensorial pela observação de objetos, pela audição de diferentes sons e pelo toque, até o bebé se mostrar mais sociável, rindo e chamando a atenção com as suas brincadeiras.

Alguns vídeos que pode usar para exploração sensorial:

No Gymboree, as aulas Sensory Baby Play são especialmente indicadas para bebés que ainda não gatinham. Saiba mais no nosso NOVO SITE.

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Foto: Katie Emslie on Unsplash