Vai fazer 3 anos. É hora da mudança? [testemunho de uma mãe]

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Competências-chave para o sucesso escolar da criança
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O contexto para a mudança

O Miguel nasceu há quase 3 anos – completa-os no próximo S. Martinho. Sou uma mãe que trabalha em casa e, por essa razão, sempre esteve comigo. Assumimos alguns pressupostos da chamada “parentalidade empenhada”, sobretudo no que respeita à estimulação motora, intelectual e criativa da criança, expressa também pela larga comunidade californiana de Berkeley onde se insere a escritora Ayelet Waldman. Aliás, foi através das suas crónicas que tomei contacto com a filosofia educacional “Play & Learn”, afinal a base do Gymboree que conheci posteriormente.

O que motivou a decisão e quais as expectativas?

Chega a hora do desapego. Da transição. Está na altura do Miguel conhecer outros hábitos sociais, para um melhor desempenho na fase escolar. Três anos num ambiente familiar extremamente afectivo é demasiado tempo para entregar uma criança, cuja consciência relacional ainda um pouco incipiente está em formação, a uma instituição com crianças que, na sua maioria, esteriotiparam desde cedo uma rotina comportamental que facciona os seus gestos e pensamentos; isto, por um lado, porque, por outro, as mesmas crianças possuem já um leque de destrezas motoras e mentais que uma criança “domiciliária” raramente possui.
O Miguel sempre conviveu com outras crianças, sem, no entanto, conhecer que qualquer brincadeira faz-se também com regras e sem entender que todas as crianças são diferentes e têm os seus próprios ritmos.
Foram esses os motivos, e pensando na importância de o preparar com actividades e profissionais especializados que o ajudassem a enfrentar o elementar nível de ensino pré-escolar, que nos levaram a inscrever o Miguel no programa School Skills.

Que novidades trouxe essa mudança?

Desenha-se o início de uma grande mudança que detectámos logo a partir da primeira aula, quando chegou a casa à procura de “uma coisa”, dizia-me ele. “Mas o que procuras?”, quis saber. “Procuro o meu irmão! Onde está o meu irmão?”. “Vês algum bebé cá em casa, Miguel?”, “Não…”, “Pois não, porque não há nenhum bebé cá em casa além de ti; por isso, não tens um irmão…”, “Tenho, tenho! A ‘fessora’ diz que o menino da ‘tória’ tem um irmão!” insistiu o garoto, “Se tens, onde está o bebé?”; levantando determinado o dedito pequenito em riste, riposta “Está na tua ‘rabiga’!”.
A mudança percebe-se no interesse em compreender as regras dos jogos, em querer partilhar os seus momentos de brincadeiras com outras crianças, no respeito e paciência na espera pela sua vez, na motivação para compreender o sentido das histórias, das palavras, em visualizar programas infantis de formação de palavras, em querer conhecer a transversão das palavras para inglês, em querer brincar com livros de atividades ou fazer trabalhos manuais , no estímulo para desenhar as letras, os números. Também se observa um desenvolvimento gradual na linguagem comunicacional, maior desprendimento corporal, mais confiança motora e em outras capacidades pessoais, sobretudo na forma como se apresenta a outras crianças: “Olá! Sou o Miguel! O teu nome? És meu amigo! Anda! Vem brincar comigo!”.

O que muda para os pais?

Pensei que tivesse mais dificuldade, sem perceber, contudo, que a nossa ansiedade de pais cega-nos quando queremos ajuizar comportamentos nos nossos filhos que nem existem. Não passa um dia sem que o Miguel peça para ir para a “escola”, não gosta de chegar atrasado, chora e fica rabugento quando tem de vir embora, embora aprecie imenso o momento em que me fala das brincadeiras que fez com os colegas ou me conta a história que a professora lhes leu. Numa das tardes em que nos perdíamos por entre as cores e os sons roucos das letras de uma livraria, o Miguel, esplendidamente entusiasmado, mostra-me um dos livros que a professora lhes lera. “Mãe, eu conto a ‘tória’! Atenção!”. E, folheando página depois de página, foi-me contanto a história. Uma memória que se revela de uma cuidada atenção, fruto de um interesse maior. E esta é a principal razão que me garante que tomámos uma decisão acertada.
Penso que este testemunho é importante para que outros pais na mesma situação compreendam que há soluções alternativas muito boas que poderão preparar os nossos filhos tão bem ou melhor para este mundo tão grande, tão cheio de gente, tão diferenciado e tantas vezes tão indiferente; mas indiferentes é algo que não podemos ser com os nossos filhos. Temos de os preparar respeitando, tanto quanto possível, os seus ritmos e a sua pureza ingénua, porque é isso que os preenche e nos enriquece enquanto pessoas com uma função. Este é o meu testemunho: sempre que o Miguel sai das aulas surpreende-me com emoções que são uma inesgotável fonte de energia e de bem-estar e me lembram a minha vital função humana.
Susana, mãe do Miguel
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