Super Professora

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Super Professora

 

 

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Hoje vamos falar com a Super Professora Sandra Santos. Uma Super Professora em todos os sentidos.

Como Coordenadora da Escola Básica Fernando José dos Santos a Sandra implementou a primeira Associação de Estudantes no Ensino Básico Nacional, promoveu o contacto com a natureza, criando uma horta e adotando gatinhos.

Promoveu a selecção e implementação de projectos por parte das crianças num contexto de criatividade e inovação.

Neste podcast vamos falar com uma Super Professora Criativa mas também tentar cobrir os seguintes assuntos:

-Dicas para  Super Professoras

-Ser Super Professora de crianças

-Ser Super Professora de Bebés

https://gymboreeclasses.pt/dicas-gymboree/familias-numerosas/

Canal Youtube

Olá Sandra.

 

Olá Nuno.

 

Então como estás?

 

Bem obrigada, tudo ótimo.

E contigo também?

 

Tudo ótimo.

Olha, antes de mais, muito obrigada, por teres aceite este convite. Ainda mais a um domingo.

Eu queria muito ter esta conversa contigo.

Nós já tivemos tantas conversas espetaculares.

Estava à bocado a lamentar me de não termos gravado e imitido.

E de reduzirmos todo este fator de stress e nervos. de estarmos a falar em público.

Vamos começar de novo.

Elas são sempre todas boas e nós hoje seguramente não vamos falhar.

Antes queria te apresentar um bocadinho à nossa audiência.

Tu és uma professora do básico agora, não é?

Vens de educação visual e educação tecnológica e fizeste uma especialização em ensino especial, é assim que se chama?

 

 

É, isso do ensino especial vai mudando todos os anos, mas é tudo igual.

 

Muito bem.

E foste agora no ensino, do básico. Onde eu te conheci, quando organizamos o Lemonade, há uns anos atrás.

E eu fiquei convencido que tinha conhecido a melhor professora do mundo, não era só de Portugal.

E entretanto tenho picado um bocadinho, o teu saber, porque pronto, porque tens uma influência na forma como eu vejo a educação a esse nível.

Eu estava mais focado, por via do Gymboree, na primeiríssima infância.

Mas óbvio que as crianças depois dos 5 anos e dos 6, continuam a ser crianças e a precisar de aprender coisas.

E comecei a pensar como é que nós podemos influenciar e sermos bons modelos para essa fase do ensino também e para as fases seguintes. E portanto, a todas as bases que nós queremos, são obviamente muito importantes.

Porque é que eu digo que tu és a melhor professora do mundo?

Eu fiquei super impressionado, tu eras coordenadora de uma escola pública, não é?

A Escola Básica Fernandes José dos Santos, não é?

E falei com alguns pais que tinham lá crianças e viviam todos super impressionados com as tuas ideias, tu criaste a primeira associação de estudantes de Portugal, no ensino básico. Criaste uma horta, adotaste uns gatinhos, as crianças todas as semanas ou todos os meses tinham projetos e apresentavam-te desafios que tu ajudavas a implementar.

Eu ia-te pedir que falasses um bocadinho sobre isso, porque fizeste isso ainda por cima num contexto de escola pública, com acredito eu, um conjunto de constrangimentos orçamentais, de tempo, datas curriculares e no entanto tu avançaste com aquilo com sucesso.

Lembras-te desses tempos?

Queres falar um bocadinho sobre isso?

 

Eu acho que esses tempos vão estar sempre comigo, não é?

Foram 6 anos muito ricos.

E 6 anos de aprendizagem para mim e para toda a equipa que tivemos juntos na Fernandes José dos Santos, incluindo pais também. Porque eles tinham um peso muito grande, que a associação de pais estava parceira com os professores e a equipa que estava lá no agrupamento.

Eu acho que… o grande leito, é deixar fluir.

Quer dizer, nós não podemos tornar estanque o pensamento das nossas crianças. E cada vez que eles batiam à porta, a requerer uma reunião com a coordenadora.

“Ponha na sua agenda por favor um tempinho, que nós queremos por uma ideia”.

E eu via a minha agenda com calma, ah isto está difícil, amanhã 9, 10 também é difícil. Hm amanhã ao 12:30 será que podem estar?

Ah sim sim, professora Sandra.

E passavam um documentozinho assinado por mim.

E a dizer: pronto amanhã, iam eles no dia seguinte com o papelinho ao meio dia, assim: é agora?

E eu, pronto vamos uma reunião formal.

Tão simples.

Queriam proteger as formigas na escola. Queremos formar uma associação para proteger as formigas, porque elas estavam a sair dos seus espaços e eram pisadas, pronto.

Quando se deixa que a magia aconteça, quando se deixa as ideias, que as crianças tenham a ideia que nós temos, da ideia do Festival, que foi tão rico.

Tudo pode acontecer.

Há barreiras, há um currículo, mas eu não acho que isso seja uma condicionante para que as coisas acontecessem.

As coisas podem enriquecer o currículo de outras formas.

Tendo ciente currículo na nossa cabeça e o que temos de fazer com o currículo, não é?

Tudo o resto vai ajudar.

Portanto, tudo o que eles possam fazer, vem ajudar.

E eles são ricos em ideias.

Nós não podemos, é um crime, condicionar as ideias e condicionar aquelas cabeças a fervilhar. E temos que os encaminhar algumas ideias e alguns processos.

Mas de resto, não podemos.

 

Ok.

Ainda hoje, quer dizer, não há nenhum impedimento para os professores no ensino público, ter essa abordagem um bocadinho mais, sofisticada, inovadora ou foi uma coisa muito difícil para o qual tiveste de debater?

 

Não.

É assim, não posso dizer isto assim, porque as pessoas que nos estão a ouvir, vão pensar mal de mim, não é?

Há uma série de leis, não é?

Que supostamente, temos de ter conhecimento delas.

Mas será que isso tem de ser barreira, para que as coisas aconteçam?

Será que nós não podemos fazer, o que todos os professores têm vontade de fazer?

Quem faz as escolas, somos nós, não é?

Quem faz as escolas, são as pessoas que estão lá de dentro e que vão todos os dias de manhã. Depois da sua manhã com filhos ou sem filhos em casa, vão todos os dias a entrar por aquele espaço, com aquele espírito, não é?

E tem que haver alegria.

Se não houver alegria e felicidade naquilo que se está a fazer, as coisas não conseguem acontecer, não há hipótese.

Claro que existia sempre, várias pessoas que me acompanharam e me perguntavam sempre: Sandra tens a certeza disso que estás a fazer? Tu tens a certeza, que queres levar a tua turma a uma exposição dos Real Bodies em Lisboa? Tu tens a certeza que quere meter o 3º ano a olhar para aqueles corpos todos?

E eu: tenho! Eu sei do que eles são capazes.

Isto é um exemplo, não é?

Mas estas pessoas que passam pela nossa vida e que nos perguntam na altura certa e no momento certo. Tens a certeza disso que estás a fazer?

Ou, não será ires melhor por aqui ou ires por ali?

Isso é importante. Isso faz falta.

Daí as equipas educativas, são muito importantes, para que isso tudo aconteça.

Portanto, eu não vejo isso como condicionante, mas como alertas, não é?

Chamadas de atenção, que depois tu, podes reconsiderar e até reformular as tuas ideias. Pensares duas vezes e quem sabe… pronto.

Falaste-me dos constrangimentos financeiros.

Existem, não é?

Existem constrangimentos, mas se tu tens alunos, tens pais disponíveis, tens pais com profissões fantásticas, disponíveis para te ajudar. Que conhecem o mundo, imagina a rede que se pode formar, não é? A equipa que se pode formar, não é?

Porque a equipa não são só os professores e alunos, não podes estancar. A escola, tem de estar aberta para toda a sua comunidade e o que se pode gerar daí.

É difícil dizer que existem barreiras, porque não existem, se nós quisermos não existem barreiras.

 

Claro.

Olha há um tema que me é particularmente querido.

Esta imagem, de que nós somos os modelos para as crianças. E portanto muito mais importante do que nós lhes dizermos, o comportamento que eles nos observam.

E portanto uma coisa que me preocupa. Sou pai e vou assistindo aos problemas das escolas que os meus filhos andam.

E alguns professores parecem realmente fora de si, têm reações que são incompreensíveis, parece que não são do apoio dos interesses das crianças.

E portanto, o que me preocupa realmente, como é que nós conseguimos manter o equilíbrio e a saúde física, mental, social e emocional de um professor?

Ao longo da tua experiência deves ter encontrado colegas teus, que se calhar, mais alinhados com o teu flow, não é? E outros se calhar, um bocadinho mais presos a outras formas e às vezes se calhar ao seu ego.

Eu gostava de te ouvir um bocadinho sobre isto.

Podemos fazer alguma coisa para harmonizar, a saúde e o equilíbrio dos professores, enquanto modelos, porque eles parecem ser realmente espetaculares, mas depois se são rezingões, se não ouvem a criança, se não seguem o seu melhor interesse e se estão presos naquelas suas prisões emocionais. Acabamos por ter um resultado final muito mau, não é?

 

Sim tu fizeste uma pergunta muito difícil. Essa que estás a fazer.

Posso-te dar pequeninas experiências.

E é engraçado, ainda na semana passada estava a partilhar isto com umas colegas minhas, eu atualmente posso dizer que sou a mais velha, na equipa educativa.

E também já nos dá, uma maneira de pensar um bocadinho diferente.

A energia toda que tinha aos meus 20 ou 25 aos 30 era uma energia brava. Eu conseguia tudo e avançava com tudo.

E determinadas pessoas, num determinado momento, com outra idade, com outra maneira de ver as coisas, vão dizendo: toma atenção, isso agora é assim, mas daqui a um tempo será diferente.

E uma coisa é certa e há uma outra pessoa, que tenho em memória, que tem uma maneira de estar completamente diferente da minha em contexto de sala de aula, em contexto de professora. Mas que em determinados momentos e em determinados ditos conteúdos ou assuntos, eu vou buscar o que aprendi com elas, eu vou buscar o que elas me ensinaram.

E até muitas das vezes, quando elas ficavam comigo na equipa educativa, eu ia chamá-las para irem para o meu lugar e eu sentava-me no lugar dos meus alunos e dava-lhes a palavra.

Portanto, com a experiência que têm e isso parecendo que não. Nós professores quando funcionamos desta forma, temos de funcionar desta forma para que as coisas aconteçam tranquilamente, porque com tanto documento que existe para preencher, com tanto papel que existe para ver, com tantas coisas que volta e meia que aparece tem de ser feito um projeto. E tem de ser feito uma consideração e tem de visto todos os pontos de vista e deixar escrito.

Isso parecendo que não, condiciona-nos a parte mais daquilo que a gente devíamos ter com a parte biológica, não é?

Pensar em alternativas, pensar em ambientes educativos diferentes, diversificados.

Pensar em formas de chegar lá, que não estamos a chegar a todos os alunos.

De vez em quando, há ali uma falha. Como é que vamos lá chegar?

Falta-nos tempo efetivamente para isso.

E se todos nós conseguíssemos arranjar um equilíbrio para que a coisa fluísse, as coisas eram muito mais tranquilas. E às vezes naturalmente não são.

E às vezes criam se barreiras, entre os próprios profissionais e os outros, que não nos deixa avançar tranquilamente, em sala de aula.

E agora vais me dizer, mas nem todos são iguais, não é? Vais me dizer assim.

 

Eu ia perguntar um bocadinho, era também como é que tu a nível pessoal, não é?

Eu sei que tu fazes uma série de escolhas saudáveis na tua vida. Eu sei que tu és triatleta.

 

Agora já não.

 

Nunca deixamos de ser.

E quer dizer daqui a ideia…

Quer dizer, tu tens essa preocupação, não é?

Eu quero ser uma pessoa saudável, se calhar não tanto para ensinar.

Mas é uma coisa que te sai naturalmente?

Ou tu às vezes forças comportamentos saudáveis, porque sabes que estás a ser observada.

Seja como mãe, seja como professora.

 

Não de todo.

Eu sou eu. Não há hipótese.

Sou assim.

Quando o dia não me corre tão bem… Aconteceu na semana passada. Quando não corre tão bem e eles estavam irrequietos ou não se ouvia tão bem, aqueles atritos entre professores e alunos.

No dia seguinte eu disse: eu vou entrar, eu vou entrar como uma pessoa diferente. Eu vou entrar bruta a ser uma professora… não durou 10 minutos. Não há hipótese.

Não dá.

Porque ou há uma história, há uma envolvência, há uma partilha que as coisas pronto.

E é engraçado que quando tu às vezes falas com um pai. E se calhar tu ves nos teus filhos também.

O que eles levam para casa é a imagem do que eles veem na escola.

Basta eles estarem a fazer uma brincadeira tranquila, no quarto, que tu ves exatamente o perfil do professor que tu tens, olhando para os teus filhos. Replicam.

Não há forma mais gira de perceber como é que tu és em sala de aula, se puseres os alunos à frente, a fazer a tua posição. Faz de conta que agora és a professora Sandra, tu apanhas os defeitos todos, todos, mas tu consegues apanhar tudo.

Palavras que dizes e não dizes, palavras que pronto. Apanhas tudo.

E isso é a melhor forma de tu apanhares. E pronto.

 

Ok.

Por acaso tocaste num assunto super giro, e que desperta uma pergunta que tinha aqui para te fazer.

Que é, como é que a maternidade afetou a professora e como é que seres professora afetou o seres mãe?

Consegues recordar?

 

Sim, eu acho que não afetou.

Eu acho que enriqueceu e muito.

E enriqueceu muito, porque os meus filhos são muito falados em sala de aula, muitas histórias de manhã.

Que depois eu dou conselhos aos meus alunos, digamos assim.

Eu faço isto como mãe aos meu filhos, por isso vocês com os vossos pais, façam assim, assim e assim, façam as bem.

Só com pistas.

Não afetou, de todo.

É claro que há uma coisa, eu acho a profissão de professora ocupa-nos, ser professora é uma entrega. Uma entrega que é quase uma causa, não é?

Nós temos que nos disciplinar, para que as coisas não se tornem só profissão.

Não pode, nós temos que ter equilíbrio e na minha vida eu tive que aprender isso, de uma forma mais dura. Mas aprendi porque trabalhava demasiado, efetivamente para aquela causa.

E tem de haver aqui um equilíbrio de tudo, na nossa vida.

A parte da alimentação, da natureza, daquilo que eu sou.

Eu sou assim, portanto eu sou assim.

E tento passar isso para os meus alunos.

Não queirando eu, que eles sejam tal e qual como eu, mas criando experiências e oportunidades, para que eles façam as coisas melhores para eles. Faço-me perceber?

 

Sim, lindamente.

Olha, entrando aqui um bocadinho mais nas tuas aulas no dia-a-dia.

Quão é importante é para ti, a contagem de histórias, se usas muito esse recurso, se além das que conta-te, pões as crianças a viverem essas histórias, porque eu percebo que há aqui umas tendências recentes de colocar as crianças a representar determinados textos, para os aprenderem mais facilmente, não sei se isso se aplica bem nas idades que tu serves.

Mas tinha curiosidade, estava para te perguntar isso há algum tempo.

 

Representar como?

 

A contagem de histórias, portanto, o contar histórias em contexto de aula e o viver a história, quer dizer, fazer as crianças contarem uns aos outros ou representar certas personagens.

Achas que é um bom recurso educativo?

 

É excelente, extraordinário.

E nós atualmente estamos a partir sempre de histórias para fazer as nossas aprendizagens.

Mas fora disso, eu acho que uma aprendizagem tão incentiva, quando os alunos estão envolvidos nela própria, não é? Estão envolvidos.

Se eles não estão entregues a aquilo que está a acontecer, tu não tens o aluno, não é?

Portanto tu tens ali um ser, que está a olhar para ti e se calhar está a pensar no que aconteceu de manhã ou que festa gira fez no fim de semana, que é que me vai acontecer logo à noite quando os meus pais estiverem comigo.

Se tu não tiveres os teus alunos envolvidos naquilo que está a acontecer na sala de aula, tu não os tens, efetivamente.

E tu queres mais do que aprender, tens de aprender de uma forma feliz e que estejas l á, porque queres estar lá. E às vezes isso é algo que me deixa preocupada, isso eu analiso muito entre os meus filhos, a maneira de eles estarem na escola, com as minhas colegas e eu como professora e ando sempre ali à volta de tudo o que está a acontecer e fazer um balanço das coisas todas. Porque nós professores, às vezes eu própria tenho de me fazer um auto reconhecimento e ponderação naquilo que estou a fazer.

Sei exatamente onde não me identifico e onde não quero, mas depois tens todo um leque de currículo e de colegas que estão a fazer de uma determinada maneira ou tens sempre pais que marcham contigo e que te perguntam: mas oh professora Sandra, o meu filho já está na letral tal e a professora Sandra está a fazer assim isto, desta forma, não acha que…

Isto é válido, não é?

É tão válido, porque são seguranças dos pais e se preocupam.

E é tão difícil para ti como profissional às vezes, dar confiança e dizer aos pais: ouçam, existem 4 anos para aprender a ler, 4 anos para escrever, 4 anos para fazer contas, 4 anos de aprendizagem, não tem de acontecer tudo agora.

Tem sim, eles estarem felizes, contentes.

E quererem descobrir, o que é que é mais cativante? Descobrir a leitura, como descobrir a escrita. Porque eu preciso dela.

Efetivamente quero ler, porque eu quero ler este texto, quero ler o que diz aquela placa.

Se eu vou para a quinta, quero ler as normas, para eu poder estar lá dentro.

Mas, porque eu quero.

Não porque eu tenho de estar sentada e treinar aquele A e aquele B e daquela forma, gorducho, porque tem de ser assim.

E não é fácil.

 

Claro.

E eu ia te perguntar, como é que isso se casa por exemplo com outro recurso educativo, que é repetição.

Que eu acredito que muitos professores recorrem a ele, não é?

Para tentarem gerar permanência ou automatismos na criança.

Tu tens espaço para a repetição no teu estilo de aulas? Ou é uma coisa que tu descartas completamente ou deixas para a frente?

 

Não, de todo.

Há momentos que eu costumo dizer: agora quem manda aqui agora, sou eu, ponto.

Vocês sentam-se e quem manda aqui sou eu.

Existem muitos destes que também é preciso, não é?

Nós estamos a lidar com crianças que também precisam de alguma rotina, algum percurso.

 

Percurso, fronteiras, claro.

 

Sim.

Para eles perceberem algumas coisas.

Mas a repetição que faço são três vezes, duas vezes, nas linhas inteiras a repetir, muito, porque não precisas.

Tão simples quanto.

Quando tu estás a escrever o teu nome, tu estás a utilizar o alfabeto todo.

Tu não precisas de andar depois de escrever o teu nome, andares a repetir As.

Se tu estás a escrever o teu nome. Quantas vezes já repetiste o A no teu nome?

Não precisas de mais.

E isto tem de haver aqui um balanço, pronto.

E é claro, que tu teres uma dinâmica de turma, em que tens grupos de trabalho e tens os miúdos todos a fazer barulho. Murmurim aqui, mas se tu chegares perto de cada grupo, até estás a reparar que eles até estão a falar alguma coisa relacionada com aquilo que estás a querer trabalhar.

Não é fácil.

É exaustivo? É!

Sais de lá às vezes cansada e às vezes com aquela sensação: bolas mas…

Tu tens os dossiers dos meninos arrumadinhos na prateleira, para por lá fichas e trabalhinhos, não é?

Mas depois dás conta: epah os dossiers estão vazios… Pah não fiz nada.

Não tenho nada para por no dossier.

Mas tu tens uma riqueza de trabalho, em contexto de sala, em contexto comum, que de certeza está guardado lá dentro.

Não tens um papel? Não tens.

Mas tens informação dentro do coração de cada um deles, válida para usarem mais à frente.

Outra coisa que me assusta é que o mundo não se passa no primeiro ciclo.

O mundo não se passa só agora.

Tu estás a preparar jovens para a frente.

Para eles tomarem decisões para a frente, para eles gostarem de estudar lá à frente, para eles fazerem as suas escolhas lá à frente. Que saibam safar lá à frente, não é?

E isto, esta questão da pandemia tem nos mostrado muito isto, não é?

Ou tu estás consciente e feliz, íntegro naquilo que tu queres na tua vida, ou deixas-te ir abaixo com estes isolamentos todos, com estas questões todas familiares, pronto.

E é isso que tu tens de preparar estas crianças para…

 

Bom.

Essa tua resposta dava agora para três horas de conversa.

 

Pois dava, pois dava.

 

E eu ia começar se calhar pelo início.

E se quiseres ser breve, podes ser.

Como é que tu geres esta questão das regras na sala de aula?

E mais ainda, tendo em conta que tu nem sempre estás em sala de aula, tu também vais para fora, tens liberdade de ir para uma quinta.

Que tipo de regras é que tu achas que são importantes?

Se tens de visitar muitas vezes esse tema, se é uma coisa que fica esclarecida no início do ano e deles depois respeitam?

Não deve ser fácil, porque eles são muito pequeninos, não é?

 

Sim.

Não, não.

Para já, eu nunca faço regras a pintar e colocar na parede.

Não.

As regras não têm de estar de parede, as regras têm de estar dentro de nós próprios, não é?

Nós temos longas conversas sobre esse assunto, que é comum.

Nuno, eles sabem as regras de todas e mais algumas.

Desde que nascemos nós andamos a ser balizados com regras e normas, não é?

Portanto, porque é que eu tenho novamente no primeiro ano e às vezes começamos a rir com este assunto.

Eles sabem tudo, a estão nas crianças é quando terem de aplicar.

E isso também acontece com os meus filhos.

Os meus filhos são uns diabetes, portanto é igual.

Tu tens que fazer longas assembleias, tens que fazer conversas com eles e às vezes eu deixo estar, saiu da aula e digo: eu vou 10 minutos ali fora, quando eu chegar eu depois converso com vocês.

E deixo-os a conversar sozinhos.

Deixo-os a conversar sozinhos sobre os assuntos que aconteceram, menos felizes.

Acontecem assuntos menos felizes, muitos até. Acontecem muitos.

Temos que ir devagarinho, ir falando, ir balizando esses comportamentos, porque estão lá todos.

Eu não os vou ensinar nada.

Se tu perguntares a uma criança o que é que está correto e o que é que não está correto, eles sabem.

Eles desde que nasceram estão a ser bombardeados com regras e normas, regras e normas, portanto eles sabem-nas.

À aplicação dessas regras e normas, é que é a magia dessas coisas todas, não é?

Depois há a parte do entusiasmo que eles estão envolvidos com uma determinada tarefa e ser contagiante e estão eufóricos e não se conseguem concentrar e a coisa anima-se.

Ou então estás ali catalisador de normas e regras. E tens bom comportamento, não tens bom comportamento e se não levas um vermelho e se não levas um… pronto isto depois já é outra história que me assiste muito.

O que é que tento?

Que eles sejam conscientes das atitudes, conscientes e verdadeiros perante aquilo que querem ser e demonstrar para si e para os outros. Respeitando-se entre si, pronto.

 

Ok.

Olha, tu sentes muitos efeitos do ambiente familiar, na sala de aula, sentes diferenças muito chocantes? Eu queria Se calhar falar aqui um bocadinho contigo, sobre a forma que os pais podem ajudar na literacia da criança, na curiosidade, no foco.

Se calhar, as tuas dicas eram importantes.

 

Os pais não sabem, mas os professores são uns confidentes, se soubessem.

É um compromisso entre alunos e professores, mas é muito giro.

Se tu tens alunos que conversam contigo e que vem à sala de aula e que dizem espontaneamente: olhe professora, ontem aconteceu-me isto e aquilo e com o outro, ontem não foi muito bom, porque eu fiz isto…

É maravilhoso, é maravilhoso porque eles estão a confiar em ti.

Estão a confiar em ti de uma forma que tu tens um compromisso sério, não é?

Tens ali um compromisso que encaminhar uma criança e não deixar que essa criança tenha confiança em si e ires ajudando a que as coisas em casa.

Eu costumo às vezes, os ditos trabalhos de casa, que é uma coisa que é complicada, eu percebo que se gosta e que…

Mas eu às vezes, coitada dos professores dos meus filhos, eu às vezes digo: não fizemos trabalhos de casa, porque fomos para a serra, fomos fazer a serra de Sintra, fizemos 12 quilómetros. E isto aconteceu no fim de semana, no outro fim de semana.

Não conseguimos fazer trabalhos de casa, porque fizemos outras coisas, não é?

Ou fomos ao supermercado e o meu filho: mãe precisamos de maionese.

E eu: está bem filho, vai à prateleira e vê entre fator preço, quantidade e custo, qual é que é achas que nós devemos levar?

Ele esteve 20 minutos, não é? Mas teve.

E trouxe a embalagem que acha.

Mas isto são aprendizagens não é?

Ele tem que ler, ele tem que comparar preços, ele tem que ver as quantidades.

Imagina os conteúdos aqui que tu estás a manipular, não é?

Eu sei que às vezes não é fácil fazer a lista das compras, o arrumar as coisas em casa, a autonomia de uma criança que está tão condicionada agora, eu não percebo o porquê.

O vestir-se.

Eu sei que é mais rápido um pai agarrar na mochila e olha: está aqui, leva para a escola, está pronta.

Mas eles têm de ser parte desse processo, eles têm de fazer essas coisas sozinhos.

E às vezes é mais fácil eu…

Vasco anda cá!

Isto é o meu filho.

Vasco anda cá, veste o casaco, toma veste, está na hora, leva a mochila e vai te embora.

Mas não podemos.

Então, tudo que nós pais podermos fazer para desenvolver a autonomia, é 50% de sucesso na escola.

Eu não preciso de estar sentada na secretária a fazer as letras ou a fazer uma ficha, diguemos assim.

 

Outra coisa, isso aí é fundamental.

A outra coisa que eu se calhar iniciava também é falar com eles, falar muito com eles, enriquecer o vocabulário deles.

Pensarem em voz alta, passarmos também esses mecanismos e essas ligações que nós fazemos e que aprendemos também algum lado, elas são preciosas e há realmente uma diferença muito grande a nível escolar, mas a nível também profissional e até a nível social.

As famílias que realmente enriquecem o vocabulário das crianças, falando com elas. E falando com elas, às vezes dezenas de milhões de palavras a mais do que as famílias que não falam. Acabam por lhes dar uma vantagem desigual, mas que não é complicado.

Portanto é só realmente falar com elas e descrever o que estamos a fazer, às vezes mesmo durante a muda da fralda, podemos estar a explicar o que estamos a fazer ou a pensar em voz alta, para eles é precioso.

E depois toda essa autonomia que falaste, também é crítica, não é?

Porque é aprender fazendo, não é?

 

E vou sempre mais para o lado da faixa etária do 1º ciclo, mas há brincadeiras giríssimas que eu me lembro de fazer com os meus filhos, quando eles eram bebés, que era as partes do corpo.

Quando mudamos a fralda, não é?

E eu vi isso num vídeo vosso, muito giro.

E andava brincar com música, a cantarolar músicas e a tocar nos pontos estratégicos do corpo.

Essas coisas vão ficando, não é?

Vão ficando e delicioso. E as histórias e as histórias…

 

As histórias…

Eu ia-te perguntar, tu recorres muito a jogos ou a gamificações como se diz hoje em dia. E portanto criar jogos ou tornar as coisas mais divertidas, ou…

Não sei.

Às vezes não têm de ser competitivas, mas têm que ser divertidas, algo que eles realmente consigam transformar numa brincadeira.

Eu não coisa útil? Fazes com frequência? É fácil? Recomendas?

 

Muito!

Tudo o que entra na dimensão da música, teatro, dança, envolvido em tudo o resto funciona muito bem pois fica guardado.

E tudo o que é prazeroso, fica guardado pai e filho.

Está dentro do coração e fica.

Houve uma história, logo no início do ano letivo, deste ano letivo, que era o Grufalão.

Trouxeram uma série de livros.

Grufalão…

Trouxeram uma série de livros e no meio desses livros todos, estava lá o famoso Grufalão. E eles disseram: ah professora, vamos trabalhar o Grufalão, vamos fazer coisas com o Grufalão. Isto numa sexta-feira! Que nós fazemos sempre o nosso balanço de atividades à sexta feira, para depois iniciarmos um novo plano a partir de segunda-feira.

Na segunda-feira, o que é que estava marcado no chão?

Eu nesse dia fui mais cedo e pus pegadas de monstro do Grufalão a entrar pela sala toda.

Ele iam entrando e: ahhh! Oh professora, o Grufalão esteve cá dentro no fim de semana e tinha as patas sujas.

Tu numa brincadeira, tu consegues fazer, tu já tens.

Tu tens a turma inteira contigo, não é?

Toda a brincadeira e encenação que consegues fazer, já está. Dali tu consegues fazer tudo.

E sujou as patas e deixou estas marcas!

Foi uma animação com as patinhas e eles respeitavam, porque eles não pisavam as patas do Grufalão.

Eles entravam na aula, contornavam as patas para não desmanchar.

Aquilo que eles consideravam que era a marca do Grufalão dentro da sala.

Tu tens ali um palco, não é?

Eu costumava com pessoas muito queridas e um grande amigo que eu tenho e tínhamos também grandes conversas, mais ou menos como as nossas.

É um palco, tu tens ali um palco para ti e um palco para os próprios alunos.

Tu podes deixar que a magia aconteça, no seu todo, não é?

Às vezes que eu brinco com eles, que eles de repente vêm com uma ideia iluminada e dizem assim: pronto não é o contrato de trabalho que eu tenho aqui da professora. Vou me embora por uma porta, ou melhor vou procurar por uma turma que precise de mim.

Tu ali ficas com a turma inchada, orgulhosa, porque está mais além, não é?

E tu tens de ir brincando.

Oh Nuno, tu tens de ir brincando sempre, sempre, sempre.

 

Olha, tu falaste-me numa ferramenta que vocês usam, que são os mapas de ideias.

Que é uma coisa que não havia no nosso tempo.

Como é que funcionam?

Como é que tu guias as crianças pelos mapas de ideias ou não guias de todo? É só tipo colecionar. É uma coisa que a gente usa muito na consultoria mais recentemente e no design thinking.

Mas tu estás a fazer isso muito muito precocemente e eu acho isso precioso.

Como é que funciona?

 

As nossas conversas de há uns tempos para cá, tenho enriquecido muito a minha forma de estar e há uma coisa gira, que é a vertente empresarial, não é?

Esses mapas todos que se fazem, podes trazer isto cá para baixo, para o primeiro ciclo, que é delicioso e conseguesse fazer coisas giras.

Estes mapas de ideias, nada acontece por acaso.

E tudo o que acontece em contexto de aprendizagem, eu quando falo em sala de aula não quero só balizar aquele espaço de parede.

A sala de aula é o todo, não é?

Pode ser fora, poder ser dentro, pode ser onde quiser.

Eles vêm com inúmeras ideias, ideias de livros, ideias de filmes, ideias de histórias que ouviram e que depois em votação arranja-se um tema de turma que eles achem para trabalhar, como aconteceu com o Grufalão.

E dentro do Grufalão, o que é que eles acham que podem aprender.

Fazer assim uma revisão do mapa de ideias, para não me fugir aqui o pensamento que eles arranjaram, saber coisas sobre os animais, saber como é que eles eram revestidos, o que é que eles comiam.

Professora já que estamos aqui a falar do Grufalão, temos muita uma coisa que gostamos, é o ão. Podemos descobrir outras palavras com o ão.

Eles dizem isto de uma forma muito simples.

Tu tens de estar consciente, o professor tem que estar consciente daquilo que se chama o currículo, não é?

Tens de estar muito consciente do currículo.

Mas não é só o currículo do primeiro ano.

De modo transversal, do 1º ao 4º, porque tudo pode acontecer, não é?

E tu podes ir buscar coisas que estão pensadas para o lado terceiro, no dito papel.

Mas podem acontecer já ali, porque não?

Porque é que eu não posso já fazer uma abordagem do assunto, desde que lhes seja e lhes faça sentido.

É claro que tu às vezes vais dentro do currículo, vais ali manobrando e vai surgindo ali uma série de coisas que tu podes ir aproveitando para umas noções que podes ir buscando.

E agora falando contigo, mesmo lembrando dos limões. A última quinta-feira nas quintas, um projeto que nós temos foi sobre os limões. Então estivemos a apanhar limões.

E eu lembrei-me imenso do Lemonade Festival.

E com esse brincadeira dos limões. E porque eles apanharam imensos limões, andamos a fazer com todos a ordem crescente e decrescente dos limões.

Eles andaram a perceber exatamente, porque e depois entraram os números no meio.

E isso, fez sentido?

Fez!

É uma coisa que eles gostavam de fazer?

Gostavam de fazer, porque estavam lá naquele momento. E era manipulável, não é?

Tu não estás sentado na secretária, com a folha à frente e a falar desse tema.

Não se esquecem mais?

Não! Já está! Já está tratado, nem precisas de fazer mais nada, está tratado.

Portanto, esses mapas de ideias surgem com as ideias deles. E eles vão dizendo o que é que eles querem descobrir.

No início do ano, mapas de ideias muito simples, muito simples com 3 ou 4 ideias deles, nada mais. Uma coisa muito simples.

Agora já temos mapas de ideias muito arrojados.

Tenho de ser eu a dizer: calma meninos, temos 2 semanas para este mapa de ideias, vamos aqui priorizar situações.

Portanto, já são eles a treinar muitas propostas de aprendizagem.

Vamos ver é onde é que vai parar, não é?

 

Muito bem. Muito giro.

Olha, já agora vou só fazer aqui uma introdução, porque algumas pessoas daqui não sabem o que é o Lemonade Festival e eu posso explicar, o Lemonade foi um festival que nós organizámos há 3 anos atrás, em Cascais. E que se proponha explorar o espírito empreendedor das crianças.

E usámos esta figura do Lemonade, porque as bancas de limonada são muito populares nos Estados Unidos e portanto já havia um histórico de festivais de limonadas.

E convidámos uma série de escolas para fazerem as suas próprias bancas de limonadas e portanto elas inovaram imenso com as vendas.

Tiveram outros empreendedores jovens a falarem connosco, tiveram uma série de especialistas que onde tu te encontravas, tínhamos psicólogos, outros professores notáveis e empreendedores também, foi muito giro.

E existe informação sobre isto no Facebook, se as pessoas quiserem procurarem por Lemonade Festival, temos lá o histórico todo, foi muito giro e até há vídeos.

Olha agora tenho umas perguntas para te fazer, que eu te enviei previamente, mas não sei se tiveste oportunidade de olhar para elas, porque algumas delas requerem tempo para pensarmos um bocadinho.

Mas que são muito giras e que ajudam-nos a conhecer-te e ajudam-nos a guiar, porque é super importante termos a perspectiva de um professor a responder a estas perguntas. Pode nos abrir imensos caminhos.

E a primeira pergunta era: numa escola de pais que tipo de disciplinas é que tu escolherias para lhes darmos?

Não tens de dar um currículo completo, mas duas ou três que tu achas que fossem importantes e que faltam quanto pais não professores.

 

Pronto, eu ri-me quando li essa pergunta de ti para mim, porque eu não gosto desse tipo de coisas.

Era só uma provocação.

Eu não consigo ter disciplinas formais estantes.

E digo-te eu agora tenho que, bom eu agora vou fazer… Às vezes fico assim eu agora vou tirar uma fotocópia e vou por esta fotocópia à frente dos meus alunos para eles fazerem.

É uma agonia para mim. É uma agonia que tu não imaginas.

Portanto não está enquadrada em nada, portanto…

Esta é, isto é disciplina.

Nós sabemos a área que a gente tem de colocar, certo.

Tu sabes como profissional, tu sabes que tens de ter.

Tu teres disciplina estante, quer dizer, agora vou aqui trabalhar só o português, agora vou só trabalhar a matemática, agora vou só olhar para o estudo do meio, agora vou só fazer artes visuais.

Não consegues, tu não consegues.

Tu tens que ter uma abordagem transversal de tudo.

E eu não consigo, podes primar por ambientes, podes pensar em ambientes.

Ok, que ambientes é que eu quero favorecer aos meus alunos ou que ambientes eu quero lhes oferecer para que tudo aconteça?

Tu poderás pensar assim.

Agora, criar modelos e é engraçado que eu às vezes faço algumas reflexões pessoais.

E eu no meu início de carreira e como vinha do 2º ciclo de evt, no início quando fiquei no primeiro ciclo era muito agarrada aquele horário, segundo ciclo não é?

Uma hora de português, uma hora de matemática é assim eu achava, convicta, achava que tinha que ser assim.

Os alunos no primeiro ciclo, tinham que se habituar a aquele horário, para depois quando chegarem ao 2º ciclo já estarem habituadinhos a tudo o que lhes possa acontecer.

Hoje eu não acho isto.

Porque é impossível.

Tu num assunto, o assunto é transversal e tens de olhar muito aquele grupo que tu tens, ao meio ambiente onde tu estás.

À classe com que tu estás, às famílias que tu tens à tua frente, a tudo a que a comunidade te pode oferecer, para tu trazeres para dentro da escola. Tudo isso é condicionante.

Agora, eu não consigo pensar em disciplinas, não consigo. É muito difícil para mim pensar…

Podes me perguntar assim: o que é que tu achas importante despertar nas crianças de hoje em dia e qual é o respeito que eles devem de ter perante a sociedade para se prepararem para o futuro.

Aí posso talvez dizer-te que eu acho que a natureza é importantíssima, o saber fazer e desenrascar-se em algumas vezes acho importantíssimo.

E isso. O português, matemática, tudo o resto vai te ajudar.

Não vai ser o modo principal para que tudo aconteça, é ao contrário.

 

Sim.

Sabes que eu faço esta pergunta, porque eu não tenho uma resposta.

O meu pai, desde que eu era muito pequenino, costumava dizer que nós começamos a ser pais 20 anos antes de o nosso filhos nascer.

Eu acho que a essência que eu tirei disse com conselho, foi que o nosso exemplo começa muito antes de nós sermos pais efetivamente.

Se nós formos uns estoinas durante a nossa adolescência, os primeiros anos do nosso tempo de adulto, se formos particularmente irresponsáveis, perdemos um bocadinho a moral de pedir responsabilidade ou pedirmos regras, sei lá, o que seja.

E no entanto realmente nós nunca tivemos disciplinas para sermos pais, nós podemos autorregular nos e podemos inspirar em professores, em médicos, e psicólogos, em artistas, em atletas de grande performance, há ali sempre qualquer coisinha que nós podemos tirar como inspiração.

Mas não há disciplinas, mas eu gostava de facilitar a vida aos pais nesse sentido.

Eu gostava de a prazo, começar a guiá-los e a dizer: olha gastem algum tempo com este tema em particular, os vossos filhos vão beneficiar disto.

Este tema aqui no passado parecia importante, provou-se que não era.

E portanto, eu acho que através destas conversas vou tentando distrair essa informação dos meus convidados.

Outra pergunta que eu te queria fazer é: Como é que tu vês este processo de uma criança que chega ao pé de ti, às vezes inocente numa determinada matéria e de repente passa a ter um certo conhecimento e mais tarde passa a ser aquele conhecimento, portanto como corporou aquele saber e pode ser aprendizagem de um detalhe qualquer musical ou artístico ou a própria letra, quer dizer, depois daquilo ficar automático. Parece que é fácil ou que sempre esteve ali.

Mas como é que tu observas esse processo da inocência para a sabedoria?

Porque eu às vezes gosto de ter uma moldura de um professor.

Como é que vocês vêem isto? E como é que tu vês que esta criança está mais perto, esta está mais longe? Como é que tu vais colocando a nutrição pelo caminho para ela chegar do ponto A até ao ponto B?

 

Isso é… de quase tocarem na avaliação, naquele assunto tão delicado, que é sempre aquela avaliação e como é que existe a variação.

E que é muito delicado e andamos sempre em discussão o que é que devemos e não devemos fazer agora.

Para quem é que é mais importante?

O saber alguma coisa, não é para nós.

Eu estou bem, fico satisfeita, mas para quem é essencial essa aprendizagem? Para o próprio.

E ele perceber que dessa evolução, e perceber que o antes não conseguia fazer e agora já consegue fazer, é um sucesso.

Independentemente possa ter uma outra falha pelo processo ou ainda não estar muito bem.

Eles são os meus queridos, que eles próprios.

Não existe e nós estávamos a fazer uma aferição no outro dia de conhecimentos e até de inglês, no primeiro ano.

E eu tinha tomado umas notinhas neste caderno, para fazer uma experiência com eles.

Eu ando sempre em experiência, isto é terrível.

Portanto se algum pai dos meus alunos estiver a ouvir, por favor…

Que é, tu fazes um determinado exercício que ele não conseguiu desempenhar com tanto sucesso, mas isto tu perguntas: achas que estiveste bem? Achas que podes melhorar?

E ele: sim, efetivamente não estive bem, posso melhorar, posso fazer diferente.

Queres fazer outra vez?

E ele: quero.

Quando é que tu estás preparado? Já?

Não.

Vamos preparar uns dias e fazes novamente.

E quando tu tens um aluno a perguntar se depois de teres feito um novo exercício, que ele obteve melhores resultados.

Ele pergunta: professora, podes me dizer como é que eu estava na semana passada? Como é que eu estava…

E eu disse: olha, tu ficaste por aqui, não conseguiste fazer mais. Hoje já chegaste ali. Agora diz me.

Aquilo é para quem?

Para ti professor?

Tu precisas daquilo ou quem é que ganhou com aquilo efectivamente?

Tu não precisas de pôr aquilo num papel, efetivamente tens de mandar aos pais, no final desse tempo um papel que diga exatamente onde é que o colocas.

Mas para a criança, aquela evolução foi o melhor que aconteceu.

E ele de certeza que arranjou maior motivação para ir perguntar: professora, deixa-me tentar outra vez, agora quero ir mais longe, deixa-me tentar outra vez.

Isto é o máximo que poderia existir na sala de aula.

Era isto, era só isto.

Eu não preciso, para si.

Eu não preciso de ter uma avaliação comparativa com os outros, mas para quê?

Agora, ninguém nos está a ouvir.

Eu era tão feliz se não tivesse avaliações e se só tivesse de por no final de ciclo.

Eu não preciso de ter avaliações durante este caminho todo.

Agora, eu vou ser despedida.

 

Não, não vais nada

 

Não preciso.

Eu só preciso efetivamente balizar o meu aluno, considerar o meu aluno no final de ciclo ou se ele mudar de escola, não é?

E aí converso com uma colega que irá, que o irá receber. Nós todos sabemos aquilo o que estamos a fazer, mas antes? Porquê? Para quê?

Não é o próprio aluno que tem de tomar consciência das suas aprendizagens?

E se, ele festivamente obteve sucesso, não existe nada mais motivacional para que ele consiga prosseguir.

Não existe.

 

É uma parte, daquela magia que falavas no início, não é?

 

Já falámos desse assunto várias vezes, não é?

O que é que isto vai trazer lá à frente?

Que ele não desista, não é?

E que faça as coisas por vontade própria e por orgulho próprio e que consiga desafiar-se nos desafios de vida. Que são muitos para além, são muitos por motivação própria e com orgulho próprio e atingir o sucesso por eles não é?

 

Claro.

Muito bem.

Há algum livro ou livros que nos recomendes, tenhas gostado particularmente? Consegues escolher ou és daquelas pessoas que não consegues ao todo.

 

Não.

Eu li essa pergunta com muito cuidado.

Eu sou daquelas que não tem uma linha de leitura, um fio, é sempre aquele tipo de livro que leio, eu leio consoante aquilo que me dá, na altura… mas está a mover.

E há um livro, que à cerca… talvez uns quatro anos, que me deram a ler.

Que eu estou sempre a reler quando preciso e que é, eu só vou dar o nome e depois as pessoas vão investigar.

É muito simples e mete animais, portanto é muito fácil de se ler.

Mete um animal lindo e especial, que é o suricata, que é estrategicamente delicioso.

E é: o nosso deserto está a mudar.

Não sei se tu já conheces.

 

O nosso deserto está a mudar, acho que não.

 

Então, vai espreitar.

É simples. Muito simples.

É muito simples a leitura e tu consegues-te posicionar, o nosso deserto está a mudar, consegues-te posicionar no papel daquele suricata ou do outro suricata.

E o que me desafiaram, na altura que me deram a conhecer este livro, disseram assim: agora, escolhe o suricata que tu és.

E eu quer dizer: agora vou escolher, vou escolher aquele suricata que eu sou?

Escolhe!

E não digo mais nada. E a ler.

E aconselho vivamente a ler.

 

Boa boa, espetáculo.

E filmes? Tens algum em mente?

Recente ou não. Não?

 

Não.

Eu vejo de tudo.

Às vezes estou assim mais… ai que…

Gosto especialmente de animação com os meus filhos.

Não tenho nenhum filme preferido de animações.

 

Olha e lembras te de algum, vou meter entre aspas, algum falhanço na tua vida que tenha levado um sucesso posterior, alguma coisa que tenha feito, aprender…

 

Há tantos. Tantos.

 

E que não seja muito muito pessoal, mas que se quiseres partilhar, eu acho que às vezes é catártico.

 

Há.

Constantemente, às vezes acontece isso.

Isto, talvez os colegas, os meus colegas me podem entender, quando nós saímos da sala de aula e pronto, já passei por algumas escolas. Já passei por várias escolas e nos últimos dois anos, foi sim talvez o primeiro desafiante da minha vida que me ensinou muito, quantas vezes eu não saia da sala e disse: bolas, eu não tive os miúdos comigo, eu não consegui.

Mas se tu te conseguires fazer a pergunta é: onde é que eu estou a falhar? Onde é que eu estou… Onde é que eu tenho que me alterar e rever para que consiga lá chegar.

Quando tu fazes este auto-reconhecimento perante alguma situação, tu consegues lá chegar. Não é logo! Mas tu consegues lá chegar e eu vou, e eu depois de ter saído da escola que referiste, eu passei por um desafio profissional grande, que foi para uma escola difícil, perto de um bairro social.

Tu sais de um concelho onde tu estás confortável, estás bem e fazes coisas engraçadas. De repente, tudo o que tu fizeste até aquele momento, pões em causa.

Bolas, então mas eu conseguia fazer isto tudo e agora de repente não consigo. O que é que se está a passar?

Mas não são os alunos.

És tu!

És tu que te tens de posicionar e rever e retirar aquilo que tu tens de definir em ti como ideal. E olhares para a turma que tens à tua frente.

E eu saí, durante 3 longos meses, desesperada.

Assim: bolas, ainda não é. O que é que eu tenho que fazer para conseguir lá chegar?

E consegues e consegues.

Tens é que retirar isso da tua mente.

Asneiras e o conceito não é asneiras, mas são desafios de vida.

E que eu acho que… houve um dia que uma colega minha decidiu ter uma conversa comigo, para tentar perceber de onde é isso tudo vinha em mim. E sentou-se ao meu lado e disse: Agora vamos fazer uma revisão da tua vida. E de tudo o que passaste pela tua vida, porque é que tu és assim.

É das melhores coisas. E eu aconselho a toda a gente fazer.

Sentar-se e pensar da minha vida, porque é que eu sou assim?

Porque é que de tudo o que eu passei, porque houve muitos momentos que nos condicionaram, que nós não gostamos tanto.

E tudo o que eu passei, do que é que eu posso retirar para…

E é uma brincadeira riquíssima, é uma avaliação giríssima.

 

Olha, nos últimos anos lembras-te de algum hábito novo que tenha melhorado a tua vida?

Uma coisa mais recente, se calhar nos últimos 5 anos. Alguma coisa que tenhas mudado, já na idade adulta e que sintas isto ajudou-me imenso.

 

Como profissional?

 

Um hábito, uma crença nova, um comportamento que tenhas mudado, não sei.

 

Olha, calo-me muitas mais vezes, do que me calava antigamente.

É tão bom ouvir.

E ouvir é, não é ouvir. É escutar realmente, não é?

Escutar.

E escutamos o outro ou os outros, ou escutarmos até os nossos alunos é das coisas mais ricas que podemos ter.

É ouvir.

E oiço muito mais.

 

Isso é super Zen, não é?

E é muito comum às pessoas sábias, não é?

Que tu és, não é?

Que ficam super contemplativas, não é?

 

Às vezes.

 

Olha, que más recomendações costumas ouvir relacionadas com a tua profissão?

Não tem que ser necessariamente por parte de colegas teus, mas coisas que tu ouves sobre a educação, que tu sabes isto está errado e devia ser esclarecido.

 

O que me custa realmente, Acho que não existem más recomendações, eu acho que existem é aquelas opiniões ligeiras e de cabeça quente e de ânimo leve. Que às vezes, por mais que eu não goste ou que não me sinta à vontade com determinada atitude ou determinado comportamento ou até eu, enquanto mãe, com determinados professores ou com os colegas dos meu filhos, nós nunca as podemos pôr em causa, eu dou sempre uma perspectiva de os professores dos meus filhos é, o que é que eu posso fazer para ajudar, não é? O que é que eu posso fazer para ajudar realmente?

Os contextos de escola não são fáceis, os contextos de turma muito menos.

E às vezes as opiniões que se têm de ânimo leve, tem de se ter a certeza do que está a acontecer. Às vezes é cruel, não é? É muito cruel para quem está a responder.

É mais seguro.

 

Se tu fosses…

Esta pergunta ainda não tinha feito.

Mas se tu fosses ministra da educação por um dia, qual era a medida que te focavas nesse dia?

O que é que tu escolhias fazer?

Ou ordenavas, tipo olhe, só estou aqui um dia eu quero que façam isto e depois vou me embora.

 

Tudo para a rua. Tudo para a rua.

Tudo!

 

A sério?

Não estava à espera dessa resposta.

Ah, tudo para a rua, não despedias toda a gente, mas mandavas as pessoas ensinarem na rua ok.

 

Tudo, tudo, tudo, tudo.

 

Ok.

Sabes que eu não te contei, mas eu tenho um filho meu numa foz de…

Está todo o dia na rua, todos os dias.

 

Ai que maravilha. Tão bom.

 

Faça chuva ou faça sol, chega a casa um autêntico esterco, todo cheio de lama, lama nas cuecas não sei como é que ele faz, mas é muito giro.

Ah aparece também todo picado de bicharocos, mas pronto, está a ficar um samurai.

 

O que é que ele te conta?

 

Olha, ele ainda está numa fase de adaptação, ainda só está lá à cerca de umas 3 semanas ou 4. E portanto, ainda choraminga um bocado ou para ficar ou para se vir embora.

Quando é para se vir embora, quando está entretido com uma poça, está a encher um balde com lama. Não se quer vir embora.

E eu tenho que o ir lá buscar e fico todo sujo também e tem sido uma lição para mim também.

Portanto eu agora sou o pai de uma criança selvagem, não é?

Que tem a começar a lidar com lama no meu corpo e quando o pego ao colo as botas dele enchem-me de porcaria, mas no final eu penso: era exatamente isto que eu queria e eu acho que ele está se a desenvolver imenso a nível motor, sem dúvida. Eu acho que a nível social e emocional também, a nível cognitivo é óbvio que a floresta gere imensas curiosidades, não é?

Portanto ele acaba por ter perguntas muito relevantes.

E portanto estou super contente.

Portanto gosto muito dessa medida de tudo para a rua.

Mas pronto. Achas que resultava, mais à frente tipo aquelas crianças mais crescidinhas que estão a aprender trigonometria e EVT, quer dizer evt faz todo o sentido de ir para a rua.

Mas aquelas matemáticas mais densas, se calhar não dá, não é?

 

É assim, tu os ambientes podes criar.

E agora com tudo isto que nos aconteceu, que nos veio dar uma vertente diferente disto o que é que é a escola, não é?

Nós estamos todos a adaptar, até eu estou me adaptar a estas tecnologias e estas conversas, é a primeira vez que estamos assim, estou a ter assim uma conversa, pronto.

Portanto estamos nos adaptar a isso tudo.

E eu acho que sim. Tudo é possível.

É claro que nós não nos podemos esquecer que todos eles precisam de momentos de estrutura, não é?

Uma base, que às vezes temos de acalmar, temos de sentar e até, mas eu acho que…

Porque é que não pode ser feita em ambientes que eles se sintam confortáveis, porque é que eles têm que definir?

E nós já conversamos isso noutras alturas.

Porque é que tem que ser naquele contexto de sala de aula e só ali é que se considera uma aprendizagem efetiva. Porquê?

Porque é que eu não posso estar à beira de uma árvore? E posso estar sentada e fluir com os meus pensamentos e fluir com os meus exercícios. Porque não?

Se assim me dá prazer, eu tenho prazer que isso aconteça.

E respeitando, isto é muito importante, que eu acho tenho de dizer, respeitando cada um dos teus alunos, não é?

Tu não podes querer que todos gostem, nem todos gostam destes momentos.

Ok?

Nem todos gostam de estar ao pé de uma árvore.

Eu no outro dia estava com eles: vamos todos abraçar uma árvore? E por o ouvido e escutar.

Eu tive uma aluna que pôs assim a pontinha do dedo na árvore, assim: mas porquê?

Agora eu vou abraçar uma árvore?

Mas tu não podes julgar, tu tens de respeitar não é?

A ela não lhe fez sentido e é válido, não é?

Tu não podes obrigar, podes mostrar vários caminhos. Mas também não podes obrigar que isso esteja feito, não é?

 

Claro.

Olha, quando te sentes sem foco ou assoberbada. O que é que fazes?

 

Respiro.

Respiro muito.

E essencialmente procuro espaços que me tragam alguma tranquilidade.

E eu estou numa do silêncio e é o escutar.

E tu deslocares para um espaço onde tentes encontrar, é muito importante.

Seja ele, qual for.

Até pode ser, para mim é o silêncio, mas para algumas pessoas poderá não ser.

Poderá ser e teres com um grupo de pessoas, que transmite essa tranquilidade.

Mas é muito importante e ainda há pouco tempo estava a conversar sobre isso, que tu tenhas um foco e uma visão positiva das coisas.

Isso é o que eu gosto de transmitir aos meus alunos que é, ver sempre o lado positivo e de mudança e de crescimento das coisas.

Se nós estamos sempre a focar-nos no lado negativo e tudo tem o seu lado, nós sabemos, estamos fartinhos de saber que há um lado negativo.

E há sempre o lado positivo das coisas, mas se tu conseguires transformar essa parte negativa em algum propósito e algum fator de crescimento. E se ganhas o mundo, não é?

Todos ganham mundo.

Isso é o que eu queria muito que os meus alunos se lembrassem de mim, assim nesses moldes.

 

Eu acho que isso está garantido.

Como eu te disse, eu estive a levantar uns testemunhos, já na altura do Lemonade, tinha falado com pais, mas voltei a falar com eles agora, antes de, quando estava a preparar esta conversa.

Toda a gente se lembra de ti, pais, crianças, mas de forma apaixonada, para depois não se cala e vão por aí fora…

Eles são meus amigos, portanto eu posso dizer isto.

As ideias que, sempre a vir novas. E fez uma horta e tivemos uns gatinhos e fazíamos isto e fizemos aquilo.

A minha filha hoje ainda se lembra disto. E são crescidas e estão já, sei lá, 8º, 9º ano e por aí fora.

Olha Sandra, obrigado por este bocadinho.

Eu vou te convidar mais vezes, para virmos falar sobre estes temas da educação.

 

Obrigada Nuno.

 

Obrigado pelo teu domingo.

Pede desculpas aí aos teus filhotes, por lhes ter roubado a mãe durante um bocadinho.

E voltamos a falar em breve, está bem?

 

Obrigada Nuno.

Força.

 

Beijinhos.

Obrigado.

Até breve.

 

Beijinhos.

Obrigada.

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