Famílias Numerosas

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Famílias Numerosas

 

 

Vamos falar com a Psicóloga e Professora sénior Gymboree, Carolina Almeida Canto. https://bit.ly/1ofertamae

A Carolina é mãe de 6 filhos! 🙂

Vamos conhecer um pouco da realidade das famílias numerosas.

Principais desafios, truques e dicas, organização, logística da alimentação, higiene, transporte, brincar.

 

Olá Carolina.

 

Olá.

 

Boa tarde como estás?

 

Boa tarde.

Tudo bem.

 

Olha, antes de mais obrigado por este bocadinho.

É um fim de semana e o teu fim de semana então, é particular, não é?

Porque tu tens 6 crianças aí em casa.

 

Sim, às vezes, ainda com algumas ajudas dos avós vamos conseguindo reduzir o número de crianças em casa. E pronto.

Hoje é assim um fim-de-semana mais calminho, sim.

 

Muito bem.

Olha para quem não te conhece, que é difícil. Tu és a nossa professora sénior do Gymboree, estás connosco desde o início.

Portanto viste o Gymboree a nascer, mas também és psicóloga.

E hoje em particular, estás aqui no papel de mãe, porque és uma mãe especial, não é?

Tens muitos filhos e eu acho que há um conjunto de perguntas que seguramente ouves muitas vezes e eu hoje vou repetir.

Mas que eu acho que são particularmente inspiradoras, até para as pessoas que têm menos filhos. Porque às vezes parece que um já é demasiado e quando vamos aumentando complexidade, temos de arranjar uma forma de simplificar tudo isto, não é?

E é um bocadinho atrás destas respostas que nós vamos hoje.

E será uma primeira de eu espero que sejam muitas conversas nossas, sobre muitos temas.

Eu ia começar pela pergunta mais fácil.

Que é, podes descrever me um dia típico teu? Como é que tu fazes?

Desenha-me um dia teu.

Tens de acordar às 3:00 da manhã?

Deitas-te às 2?

Como é que tu fazes?

 

Não.

Há dias um bocadinho mais longos do que outros.

Mas genericamente eu acordo às 7:00.

E agora neste momento, a mais velha está no quinto ano e também com esta situação da pandemia e a reorganização das escolas. E ela é aquela que entra mais cedo e portanto é levá-la à escola voltar para casa e depois os outros entram a seguir, outros dois.

Mas vão, pronto, os restantes 5 no carro para serem distribuídos. E por etapas também estão em diferentes sítios.

E depois regresso a casa, onde trabalho, não é?

E onde tem a minha rotina do trabalho, mas que também às vezes é intercalada com as tarefas de casa, que têm de ser feitas, entre máquinas a pôr para lavar, loiça para tirar, coisas para arrumar, pronto.

E assim me vou organizando até à hora de depois chegar para os ir buscar e de recolher todos, sendo que a mais velha então só tem aulas de manhã e vou buscá-la para almoçar.

 

Ok.

Tu tens uma rotina escrita ou pelo menos planeada na tua cabeça? Ou deixas fluir? Já está automático? Não tens de pensar nisso?

 

Está automático.

A verdade é isso.

No fundo é organizar no início do ano letivo, aqui o esquema em casa é depois se vai reajustando também, se surge algum imprevisto naturalmente, mas eu diria que tipicamente no arranque do ano letivo há um esquema organizado. E aquelas rotinas da hora de levantar e do deitar, que se vão interiorizando, não é?

E que fazem parte do nosso dia-a-dia e tentamos cumprir ao máximo, acho que é fundamental esses horários para eles também para estarem organizados, Para todos estarmos organizados.

 

Sim.

Olha, a minha próxima pergunta parece pouco natural, porque tu és a pessoa mais Zen que eu conheço. Tens sempre uma atitude positiva em relação a tudo.

Ouvimos-te sempre com o ângulo mais favorável.

Mas a pergunta é: o que é que é mais desafiante? Onde é que tu encontres desafios nesta logística toda e nesta realidade? Que é peculiar.

 

Sim é mesmo no embate com a realidade, com as dificuldades do dia-a-dia, porque as crianças são inesperadas, não é?

E portanto, às vezes nós esperamos uma coisa delas e surge uma bomba que nós temos que resolver.

Neste momento, eu diria que atualmente a maior dificuldade é gerir discussões entre os irmãos.

É aí que eu sinto que é mais desafiante para mim.

Pronto.

E acho que isto é uma caminhada e eu estou longe de estar perto do ideal, é também é um conhecimento pessoal do dia a dia Ir reconhecendo e conhecendo os meus limites.

E a perceber onde é que está o meu gatilho, onde é que eu vou explodir, para começar a antecipar cada vez mais e a evitar essas minhas explosões também.

Porque é isso, o dia-a-dia é único, não é?

Eu não posso dizer que um dia é igual ao outro e estas circunstâncias que vivemos atualmente acho que também nos ajudaram e a mim ajudou-me e forçou me realmente a ainda mais trabalhar a paciência. O aceitar a imprevisibilidade do dia-a-dia.

A reajustar os planos que posso ter para o meu dia, mas que forçosamente vão ter que ser reajustados.

E é isso.

Eu acho que a paciência é aquela virtude que atualmente está a ser mais trabalhada, em mim e cá em casa.

 

É assim, tu estás particularmente bem equipada, não é?

Tu tens uma formação em psicologia.

E epah, eu lembro-me muito bem do teu processo de recrutamento, nós tínhamos centenas de candidatos, portanto tu foste uma das três estrelas que nós escolhemos naquela altura. Portanto sentimos que era muito sólida a tua formação, mas também o teu léxico e na tua paixão pelas crianças.

Portanto dá ideia que tu tens um talento particular, para tudo isto. não só a maternidade, como o desenvolvimento infantil e seguramente que há alturas muito recompensadoras, mas tu estavas a falar aqui nesta busca por paciência.

Quando tu vês outras pessoas a falarem em falta de paciência e só têm 1 filho ou só têm 2 filhos.

O que é que tu pensas? Tu tens muitos não é? Quão mais difícil é aquele terceiro, aquele quarto, aquele quinto, aquele sexto?

Eu acho que é uma reaprendizagem constante.

Eu agora também estou a expandir um bocadinho a minha família, mas não cheguei perto dos teus números.

 

Vamos ver.

Bem, eu acho, quer dizer cada um tem a sua dificuldade muito própria. E às vezes eu percebo, a dificuldade que é os pais apenas com uma criança conseguirem ter essa paciência ou que seja a capacidade de manter uma criança entretida durante um fim de semana que têm de estar recolhidos em casa.

Eu acho que até é mais difícil com o filho do que com mais, porque para já, os pais também vão tendo a sua experiência e depois como são muitos, eles também brincam uns com os outros, não é?

Portanto, eu acho que efetivamente todas as queixas ou as dores de cada família são válidas. E porque todos nós passamos por momentos diferentes da nossa vida e de crescimento.

E eu acho que é isso.

Eu quando tinha um ou dois, se calhar queixava-me à minha maneira determinadas coisas que eu já olho para trás e penso: Ok, era eu naquela altura.

Agora não me queixo disso, poderei me queixar de outras coisas.

Mas é isso, também é uma caminhada, mesmo.

 

Olha, o que é que achas que é mais recompensador? Portanto também nesta escala, destes filhos todos. O que é que achas que se tornou mais recompensador, que se calhar não era tanto no início e que agora tu encontraste todo um bálsamo o que se calhar não está ao alcance destas famílias com menos filhos?

 

Eu não sei, aquilo que eu reconheço até em determinado momento em conversa com uma educadora do meu filho, que ela dizia que aquilo que mais lhe despertava, vá, em mim em concreto ou na família, era o continuar a valorizar cada um como único E graças às educadoras que eu também fui e um bocadinho também da minha experiência no Gymboree naturalmente, que fui aprendendo a olhar para cada criança como única.

Mas que continua a ser isso.

Eu poder me maravilhar com cada um deles, porque todos são diferentes e mesmo nos dias mais de atrito ou mesmo às vezes no meio de uma birra,vá e que depois começa a ser solucionada e começa a abrandar e vê-se ali um carinho. Vê-se aquele sorriso, aquele abraço da criança e isso é que é o recompensador.

É que no dia a dia, nas dificuldades mesmo às vezes naquelas gestões mais difíceis, surge aquele abraço.

Pronto e isso basta, não é? Para continuar…

 

Olha, eu agora tenho aqui umas perguntas mais práticas. Há uma que me explode o cérebro, porque eu tenho apenas 4 filhos, é só uma fração dos teus.

E eu tenho de ir às compras quase todos os dias, comprar comida, fazer comida para eles, lavar a louça.

Como é que tu fazes? Como é que tu alimentação essa tropa toda?  Que truques é que tu usas para gerir as doses e para teres… porque as cuvetes não estão feitas para famílias grandes, não é?

Alguns só têm 4 bifes e depois só têm 5 e a matemática não bate.

Que truques é que tu aprendeste ao longo deste tempo, para conversir na alimentação?

 

Ok.

É assim eu acho que não tenho grandes magias.

E se calhar tenho muito a aprender também.

O meu marido faz muitas compras, pronto ele é que vai essencialmente às compras.

E nós abastecemos nos numa grande superfície, daquelas que abastece os restaurantes…

E então nós compramos algumas coisas em muita quantidade, Sobretudo Aquilo que consumimos mais, em arroz, massas, farinha para fazermos pão e depois há os bolos, etc, pronto.

Algumas coisas compramos em grandes… leite então, foi daquelas coisas que vi a aumentar paletes e paletes para casa, cenouras. Eu compro imensas cenouras, por causa das sopas.

E a minha mãe às vezes fica: mas onde é que tu vais guardar essas cenouras todas?

E elas cabem, é verdade, elas cabem dentro das gavetas do frigorífico.

Não tenho um frigorífico enorme.

Eu sei que há famílias numerosas que foram reajustando as suas necessidades, tipo comprar uma arca congeladora, ainda não vi essa necessidade, mas isso depende muito da… lá está, do que é que a família faz. Eu não congelo muita comida. E eu sei que é uma daquelas práticas que ajuda imenso, sem dúvida.

Mas eu não sou muito de congelar a comida, mas há coisas que eu faço, sobretudo refeições que são de forno, que para mim são muito práticas, também utilizo o robôs de cozinha para me ajudarem na logística do final do dia com as crianças.

Há uma coisa que eu faço muito e que tenho de aprimorar, que é sopa.

Que eu faço sopa quase todos os dias, para eles, para dar para todos, não é?

Mas é muito são comidas de tabuleiro e que vão ao forno e que rendem mais.

E vamos aprendendo às vezes um frango que sobrou e e que dá desfiado ou uma carne que é migada e é triturada e que vai dar para o empadão, pronto.

Há coisas que vão esticando. E que com a nossa ginástica, vamos fazendo com o que se tem.

No outro dia tinha imenso pão duro e fiz uma açorda ótima e eles todos adoraram.

 

 

Espetáculo.

Olha, tu disseste que não tens um frigorífico grande.

Como é que tu fazes? Com a proteína, carne, peixe, essas coisas. Tem que ser compradas em se calhar numa quantidade…

 

Sim, realmente nós vamos comprando com mais regularidade. O peixe e a carne, que sim que estão congelados, mas vamos comprando com mais regularidade, assim com mais frequência.

 

Então é suponho que eles comam todos na escola e que tu não tenhas que te preocupar com a refeição do almoço e…

 

Ah, a Leonor vem almoçar a casa, a mais velha.

E os bebés levam comida também.

Portanto é o jantar do dia anterior, que é o almoço deles.

 

Ok.

E nas férias?

Como é que tu fazes?

Almoço, um par de pequeno almoço, tudo vezes 6, vezes 8, não é? Vocês são 8.

 

Sim, normalmente assumimos esta logística também nas refeições das férias que seja, O jantar é uma refeição que nós fazemos em maior quantidade, que dê para o dia a seguir ao que seja o almoço, ou então para o jantar.

Vai ter alguma coisa que nós vamos ter que aproveitar para o dia a seguir, para facilitar uma refeição.

Refeições rápidas, tem que ser.

Também no verão é muito mais simples, qualquer coisa simples, eles comem a andar.

 

Ok.

E os banhos?

Esse é outro mistério para mim.

Como é que tu dás banhos a essas crianças todas?

 

É muito cansativo, eu confesso que chego à aquela hora que vai ter que ser a hora dos banhos e digo: bolas, ainda faltam, mais 2, 4, mas eles já são crescidos, portanto já tomam banho.

É mais o mandá-los para o banho, neste momento.

É mais o: tens de ir tomar banho!

E eles não querem ir tomar banho.

Mas eles tomam… agora é aos pares, pronto.

Basicamente são três levas de banhos.

 

Ok.

E depois dos banhos há o deitar, também deve ser uma coisa espetacular, não é?

 

Lá está.

A hora está interiorizada. o relógio biológico, não é?

E os mais novos vão primeiro, os bebés.

E depois vão os outros quatro.

E entre guerras e sempre de encontrões para lavar dentes, etc.

E sempre garantir que está tudo feito.

Que lavar dentes, xix,i está tudo feito.

E depois algumas medicações que eles fazem preventivas, pronto.

Há uma rotina também já interiorizada aqui e todos eles sabem o que têm de fazer.

E vão para a cama, pronto.

E depois existe aquela coisa da rotina de um vê a história, o outro que já lê. Há sempre discussões, pronto.

Isto é o que eu acho que é mesmo para dizer que não é nada de sonho, não é nada cor-de-rosa.

Todos os dias, há aquele que quer mais um bocado e eu digo: agora não pode ser.

Isto para salvaguardar também, algum tempo de descanso de nós pais.

 

Lembras-te de algum mais rebelde, que tenha de forma consistente, resistido, ao deitar, à refeição, assim uma coisa mesmo que tenhas ficado preocupada, como é que eu vou fazer isto e eles são tantos e este em particular, não está a ajudar.

 

Não me lembro de nada de muito prolongado no tempo, normalmente associava a algum período de doença, em que estavam mais sensíveis ou alguma mudança na escola, pronto.

Nunca houve algo assim muito prolongado no tempo, ou seja, aqueles picos de desenvolvimento também que depois nós vamos procurar, saber e descobrir porque é que poderá estar a reagir desta maneira. Mas nada assim muito difícil.

 

Ok.

E as fraldas?

Eu aposto que a Dodot ou a Chicco, provavelmente a Chicco, que tem um busto teu logo à entrada da fábrica.

E chamam à fábrica, tipo, esta é a fábrica da Carolina, nós aqui estamos a tentar servir aquelas crianças.

Já deves ter tido mais fraldas do que qualquer outra pessoa. E atenção, eu tenho uma história gira para contar.

Há pouco tempo eu estive em tua casa e levei o meu bebé.

E ela odeia que lhe troquem a fralda.

São precisos dois homens adultos para lhe mudar uma fralda. E ela grita o tempo todo.

E tu conseguiste trocá-la sem ela fazer muito barulho, eu não sei… tens uma varinha mágica e eventualmente vou te pedir que faças um vídeo sobre isso, está bem?

 

A verdade é que eles quando é alguém de fora, não é? Reagem sempre de uma maneira diferente e normalmente até melhor. Que envergonha os pais, não é?

Mas é isso.

Olha, muitas fraldas sem dúvida. Neste momento então, como são dois bebés, eles usam muito, eu vejo hoje fraldas a voar.

Eu confesso que nunca fiz contas das fraldas reutilizáveis, se seria uma coisa mais vantajosa para mim.

Provavelmente até seria.

Nunca cheguei a fazer contas a fundo.

Mas sempre pensei mais na logística de ter que lavar e como isso neste momento também ainda não é, não está muito afinada cá em casa. Tenho sempre muita roupa para lavar.

E então olha e então são as descartáveis E realmente são muitas muitas muitas fraldas.

 

Olha fala-me disso.

Fala-me nessa questão de lavar roupa.

Quantas máquinas tens? Tens secador? Tens espaço.

Tens. É esse o segredo?

 

Não tenho secador!

Mas estou a pensar em comprar um secador de roupa.

Andamos à procura neste momento.

Entre ontem e hoje andamos a ver máquinas para secar.

 

E só tens uma máquina de lavar?

Ou tens uma máquina para brancos e outro para escuras

 

Não, só tenho uma máquina.

 

Uau.

 

Não, máquina de lavar a roupa sempre tive.

Máquina de lavar a louça é que nem sempre tive.

De roupa sim, aumentei um bocadinho a capacidade dela.

Mas também não é das maiores, é daquelas de 8 kg e sinto a necessidade de ter uma maior.

Porque faço máquinas de roupa todos os dias.

Às vezes tenho que aguentar mais roupa no cesto e não lavar por causa do tempo. Porque ainda não tenho a máquina de secar, mas… e muita gente me pergunta: mas como é que tu não tens na máquina de secar? Como é que tu fazes? É uma loucura.

Pois realmente a roupa vai acumulando um bocado e sempre que possível estender lá fora, mas pronto.

Vai-se fazendo, às vezes é preciso de se ir comprar mais umas calças de fato de treino ou duas para poder suplantar essa falha de roupa, nos dias de inverno que não conseguem secar a tempo.

Mas há sempre uma avó que trouxe umas calças de fato de treino a mais.

 

Olha, tu achas que eles reconhecem, quer dizer: estas são as minhas roupas, aquelas são as da Leonor.

Ou aquilo tipo, às vezes tem que ser tudo igual, não é?

 

Dos rapazes tudo vale, sim. Embora eles discutam também com isso.

Eu às vezes ainda vou ver as etiquetas dos tamanhos para garantir.

Mas sobretudo os dois mais crescidos, às vezes já é tudo do mesmo tamanho para não haver cá complicações.

Mas eles ainda vão distinguindo, entre cuecas e meias de cada um, às vezes aquelas especiais que eles.. se não é mesmo… é o que vier.

 

Sabes que vou fazer aqui uma confissão, eu tenho filhos em 2 fornadas como tu sabes, não é?

Eu tenho 2 mais velhos, que são adolescentes e depois tenho 2 bebés, um com 3 e uma com 1.

Importante entre o de 13 e o de 3 é uma diferença, supostamente grande de tamanho.

Mas eu já transferi pijamas tipo de agora do adolescente para o de 3.

Tipo arregaço as mangas, arregaço as mangas e está ótimo.

É para dormir e pronto.

Quem me quiser julgar pode fazê-lo, mas eu tive que fazer isto.

Já uma vez ou duas.

 

Portanto como eu estava a dizer, este fim de semana foi mais tranquilo e já muito muito muito tempo, dadas as circunstâncias que os miúdos não iam a casa dos avós paternos.

E eles foram lá dormir e o mais novo, dos dois que foram, esqueceu-se do saco da roupa.

Saco pronto à porta e ele sai de casa sem o saco.

E o meu marido foi deixá-lo e disse: confirma que o saco dele está aí.

Sim está.

Pronto vou deixá-lo, ele até disse: vou levá-lo para casa, ele não fica, porque não trouxe o saco.

Mas as avós que amolecem corações disse: não não, ele fica cá. E vestiu um pijama da tia, que tem 20 e tal anos.

Portanto eu não imagino como é que ele dormiu, mas certamente também muito arregaçado.

 

Clássico.

Olha, viajar com crianças.

Como é que é?

Quando vocês vão de férias, portanto têm um carro que leva toda a gente Ou tens que levar dois carros?

As cadeiras cabem todas?

 

Neste momento não, não cabem todas e realmente no último verão, tivemos que ir em dois carros, porque ainda não tínhamos o carro grande que onde coubessem todos e teve que ser, mas também…

Eu queria frisar isto quando pensei nesta conversa Nuno, que eu tenho FELIZMENTE imensa ajuda dos meus pais, como dos meus sogros e não faltou quem dissesse: ah, nós levamos o nosso carro e vamos lá deixá-los e depois vamos lá buscá-los. Portanto neste caso levamos os nossos dois carros.

Mas não faltavam estas ajudas preciosas e valiosas que estão felizmente e eu tenho realmente esta sorte de ter os avós por perto, tanto de um lado como do outro, que facilitam muito nosso dia-a-dia.

 

Olha mas eles guerreiam muito na viagem? E fazem snacks?

Tens de parar para fazer xixi, não sei quantas vezes?

Como é que é?

 

Os xixis às vezes, uma vez ou outra pronto, mas lá está, assegurar que quando saímos de casa todos fizeram o xixi.

Sim, gritam.

E às vezes é difícil a concentração, sobretudo, pronto eu acho que é mais com os bebés, mas os outros que discutem lá atrás, levam um grito de ordem do pai e fica tudo em silêncio.

Se vão só comigo, tenho de dar mais uns 2 ou 3 berros, até eles se calarem.

Ou então é distrações depois entre jogos e olhar para fora e etc, começarem a entrar na distração para eles voltarem ao normal.

 

Tu tens gémeos bebés, tens 2 bebés pequeninos.

Portanto estas últimas férias fizeste com eles a viajar.

Como é que tu conseguiste?

Tinhas alguém a dar-lhes atenção?

 

Lá está, se era eu que ia sozinha, fiz uma das viagens, portanto sozinha com eles os dois, a irmã mais velha foi comigo, para garantir. A mais velha, que é a rapariga, vai no carro comigo, porque ela consegue dar uma boa ajuda.

Tenho sempre bolachas comigo também assim, na viagem não gosto muito de dar, pronto.

Não me sinto muito confortável com isso, mas se for preciso parar o carro numa área de serviço, pronto.

Parar para ver o que é que é preciso de ajustar.

Lembro-me por exemplo, quando fomos, aí já fomos os 2 no mesmo carro e houve outros que foram com a avó, no carro da avó, para baixo. E aí foi preciso trocar por exemplo a bebé, que é mais refilona, veio para trás, para estar ao pé de mim e ia ali mais tranquila à frente, pronto.

Vamos reajustando.

 

Olha como é que eles foram recebendo os irmãos mais novos?

Queria falar um bocadinho sobre a questão dos ciúmes, a questão também do amor fraterno que se vai encontrando.

Às vezes das coisas mais espetaculares, quando eles realmente estão conectados.

Mas também imensa preocupação, quando eles guerreiam, às vezes parece que eles nunca se vão dar bem. Eles estão tipo, têm medo que se matem um ao outro.

Como é que isso correu aí na tua família?

 

Sim, eu acho que os ciúmes nunca surgiram de forma muito, obviamente não se notava assim uma agressividade.

Eu não queria dizer isto, mas eu nunca notei assim um terror por ter um irmão mais novo.

A dada altura lembro-me de tomar consciência disto, que se eu mostrar como cuidar deste bebé de forma atenciosa, carinhosa.

Eu tomei esta consciência, achei que isso seria bom.

Que o meu modelo e o modelo dos adultos que cuidam e no fundo quando havia mais irmãos também, não é?

Como nós cuidamos dele, que isso seria o modelo para a criança.

Claro que, isto para dizer, que eles tiveram ciúmes, sim.

Eu notei.

Em cada um deles, um momento em que havia uma chamada de atenção, porque queriam a minha atenção.

Então eles sempre em cima de mim quando eu tinha os bebés no colo.

E claro que são estas pequenas manifestações, eu sempre notei.

Ou aquele que já anda muito bem e de repente pede mais colo na rua, por exemplo.

Todos eles.

E eu sei que até é mais velha agora, precisa de uma atenção particular e eu não sei, porque os meus ainda nem na adolescência entraram.

Mas eu diria que esta atenção particular, este sentirem se especial, cada um deles vai ter… sempre, se calhar, não sei.

Mas durante mais tempo vão ter de certeza.

E sem ser ciúmes.

Lembro-me de estar com um bebé ao colo e o outro, eu ralhei com o outro por estar a fazer uma asneira. E a reação dele foi de bater no bebé, foi levantar a mão para dar uma palmada no bebé, não é?

É o ciúme.

Pronto, tu tens o bebé ao colo e estás agora a ralhar comigo?

 

Há bocado tocaste num ponto super importante da questão de sermos o modelo certo, não é?

E basicamente inspiramos o comportamento que nós queremos que eles tenham.

E Isso realmente é super difícil, porque nós também somos frutos de modelos.

E portanto algures lá a trás é natural que alguém não tenha sido o modelo perfeito, porque não tinha como, não é?

Não tinha essa inspiração e às vezes é complicado tentarmos conscientemente, irmos manipulando essa nossa forma de estar.

Quer dizer, nós queremos ser bons modelos e portanto às vezes, por defeito não o somos e queremos ser, portanto é uma luta, não é?

E portanto eu acho que isso dá uma conversa totalmente independente, que vamos ter noutro dia.

Mas eu ia te perguntar, tu às vezes sentes que tens de ir buscar um bocadinho da tua formação académica para resolver um assunto em particular.

Tens de dizer assim: bom, eu treinei para isto, eu estudei isto em particular e eu tenho consciência do que estou aqui a ver.

Consegues etiquetar aqueles comportamentos?

Ou estás… tu és uma mãe normal como nós, não é? E que só está a resolver o instante sem grande consciência, não é?

Mais em reação do que em proação.

 

Não, há aqueles momentos em que eu… sobretudo ao final do dia em que vou identificar aquele comportamento ou aquela atitude que me chamou à atenção e que eu achei um bocadinho fora do normal, ou fora do contexto.

E ponho-me a pensar um bocadinho dentro dos meus conhecimentos mais acadêmicos.

Depois também procurando confrontar isto com outras amigas, psicólogas ou não. Mas outras mães e eu acho que por defeito, vai sempre haver aqui essa necessidade, é automático, não é?

Eu tentar pensar se há aqui alguma coisa desviante no comportamento dele.

Em termos de lidar com…

Eu acho que sim.

A forma como me relaciono com eles ou como tento resolver determinadas situações, as birras em particular.

Claro que vou buscar aquilo que aprendi ou aquilo que também fui lendo e fui aprendendo sobre isso, mais até como mãe do que na faculdade.

Mas pequenas coisas, não é? Que nós percebemos que fazem a ponta e que fazem sentido.

Como por exemplo, a empatia, o empatizar com o outro numa solução, à procura da busca, não é? De uma resolução ou de se questionar sobre isto ou aquilo.

Naturalmente que com os filhos também é assim, no momento de birra, realmente também é importante esta empatia, é o colocarmo-nos nos sapatos do outro e escutar realmente.

A escuta ativa, o psicólogo quer dizer tem isso, mais do que ouvir isto na minha formação e como isto faz sentido com eles.

Sendo que também é importante escutá-los e olhar nos olhos e demonstrar toda a nossa disponibilidade e presença para eles se sentirem compreendidos e pra avançar.

 

Ok.

Olha, tinha-me escapado aqui uma pergunta há bocado sobre a logística que era, as cadeirinhas e os carrinhos de passeio.

Portanto cadeirinhas para o carro imagino que, epah todos eles têm de ter a sua, não é?

E já me disseste.

Agora carrinhos de passeio, como é que tu fazes?

Seguramente tu não tens 6 pares de mãos, não é?

Como é que tu fazes para passear?

Todos têm direito a carrinho ou alguns têm de andar a pé, ou vão empoleirados?

 

Sim, não.

Só mesmo gémeos é que têm carrinho.

Foram poucas as vezes que eu saí com os 6 sozinha. E é uma aventura.

Eu devia parecer daquelas loucas a passear não sei quantos, desculpem aqui o paralelismo ou comparação. Mas com muitas trelas. Tentar aguentar os cães a fugir.

Mas não iam contra trelas.

Só para dizer que, só os gémeos é que têm carrinho.

Tive a cedência de carrinhos de gémeos de amigas.

Mas presentemente não uso nenhum deles quando saiu também, porque ele não me cabe, o carro dos gémeos não cabe no carro que temos presentemente, se vou com todas as cadeiras portanto, montadas para eles lá estarem todos.

E portanto é um marsupial e um carrinho bengala simples para os transportar.

 

E muitos colos, não é?

Os teus braços devem ser notavelmente fudidos.

 

Sim.

As minhas costas têm se queixado.

 

Muito bem.

Temos de tratar disso.

Agora, mesmo a sério, tu costumas ter dor de costas efetivamente, ou não?

 

Tive umas queixas por acaso, assim na altura do verão, na zona lombar, mas entretanto também uma super mãe, amiga, mãe de uma amiga da minha filha, que me mandou uns exercícios, pronto é assim.

Realmente nós… é preciso uma aldeia para educar uma criança, não é verdade? Não é o que dizem?

E sem dúvida.

Quer dizer, não somos nada sozinhos.

Eu em particular, felizmente e que como já disse, tenho ajuda da minha família.

Mas no dia a dia, vai se alargando esta rede de apoio e nós vamos nos apoiando, às vezes naquelas pessoas que menos esperávamos.

Mas vão surgindo.

Um pai de uma amiga, uma mãe de uma amiga diz: não te preocupes eu vou buscá-la, não te preocupes eu fico com ela, pronto. Essas coisas que surgem e que acho que com uma família tão grande, só mesmo assim é que é possível.

 

Sim.

Olha e à noite quando tu, quando estás a descansar. Não há aqueles acordares? Ou porque estão constipados ou aquelas tosses ou aquele xixi ou aquele cocó fora de horas.

Como é que deve ser?

As tuas noites são muito interrompidas, ou não?

 

E não diria que são muito interrompidas, mas é mesmo quando estão doentes.

Uma tosse como dizias, uma… pronto aquele que está doente e agora tenho um com varicela. E portanto as noites não têm sido tão fáceis para ele.

Mas regra geral eles dormem todos bem neste momento, é melhor não dizer isto muito alto, mas eles neste momento dão me boas noites, todos eles.

Agora, quando estão doentes, sim há 2 ou 3 vezes tem de se levantar, há noites mais difíceis. Outras nem por isso.

 

Olha, eu sei que tens um com varicela, os outros já tiveram, vão ter agora, tu tentas casar essas doenças para ficar já despachado, ou não?

 

Eu estou aqui num misto. Não sei muito bem.

Se os mando uns para cima dos outros, ou não, porque há 3 deles que ainda não tiveram.

Mas eles fazem sua vida normal em casa, portanto.

O pediatra diz que seguramente no natal, alguém vai estar ainda com varicela, portanto…

 

Sim.

Os crescidos já tiveram todos, não é?

Portanto tu não tens de te preocupar com os adultos, que já…

 

Sim sim.

Adultos estão, já todos nós tivemos, sim.

 

Muito bem.

Já respondeste parcialmente a uma pergunta, parte desta pergunta, mas eu queria fazer-te concretamente, como é que tu achas que a maternidade afetou a tua profissão?

Tu começaste a ser mãe já no Gymboree.

E eu sei que depois como psicóloga também dás consultas, se bem que não é a tua atividade principal. Mas seguramente que teve um efeito.

Tu consegues identificar logo assim momentos em que te sentiste: ok, eu sou uma pessoa diferente, agora que sou mãe, porque eu consigo reconhecer isto perfeitamente. Não só na mãe como na criança, como este episódio em particular.

Queres nos contar algum detalhe que tenha tornado isso super evidente?

 

Eu não consigo identificar assim nenhum momento em particular, em que me desse conta dessa transformação, mas acho que sim.

Acho que de alguma forma a maternidade, me trouxe outra alteração.

Também à minha…

O Nuno dizia já que acha eu sou muito Zen, muito calma.

Eu acho que sempre fui ou não sei, bem. O que dizem sim.

A maioria das pessoas que me conhecem dizem me isso.

Acho que a maternidade ainda pode ter feito com que eu me tornasse ainda mais ponderada, nas reações e ter mais cuidado ao que o outro não mostra, mas pode estar a pensar.

Bom, ter mais cuidado nas avaliações ou nos julgamentos que fazemos sem fundamento.

Sim, acho que houve alguma ponderação acrescida.

Não só pela maturidade e o crescimento, mas eu diria também, parte claro pela maternidade que nos transforma, sem dúvida.

Agora não consigo identificar assim nada em particular.

 

Bom.

Eu acho que a pergunta contrária vais te identificar de certeza.

De que forma é que se seres professora Gymboree afetou a tua maternidade?

Os teus filhos são seguramente inundados com canções, com Gymbos, com bolinhas de sabão.

 

Então, eles gostam muito do Gymbo, todos eles, sem dúvida.

O Gymboree foi uma ajuda muito grande para mim, não só na bagagem de brincadeiras que fui aprendendo como eu dizia muito sobre a forma de estar com as crianças, quer dizer era um conhecimento ali na vanguarda e portanto que eu estava a beber de uma informação valiosa e que aproveitei naturalmente para mim e para os meus filhos, portanto depois diretamente.

Mas mesmo com algumas coisas que aprendi, os workshops para acalmar o choro do bebé.

Quer dizer, houve e muitas muitas ferramentas que eu pude e tenho comigo naturalmente, depois de muitos anos no Gymboree.

Como eu dizia no início, o saber que cada uma delas é única e estar atenta ao desenvolvimento de cada uma delas.

Claro que o Gymboree me ajudou a identificar também essas coisas que são capazes Ou não de fazer, o que é que a criança gosta.

E sem dúvida agora com os bebés, apesar de já serem o quinto e o sexto como nos continuamos a espantar com a rapidez como eles aprendem, gestos para falar, como começam a dizer as primeiras palavras, como eles são tão rápidos, como é que é impressionante que com 1 ano, não é?

Como o cérebro deles está super ativo, é impressionante mesmo.

E o Gymboree claro que me abriu os olhos e continua a abrir para isso.

 

Claro.

Olha, uma pergunta que eu nunca te fiz, mas que eu acho interessante. Não só para mim como para as outras pessoas que nos estão a ouvir.

Tu tens acesso aos segredos todos do Gymboree e tens acesso aos programas, quando eles ainda estão em versão beta, quando estão em testes. Falas com as programadoras dos Estados Unidos, falas com colegas no mundo inteiro.

Nem tudo isso chega obviamente ao cliente final, porque não cabe nas aulas ou nos planos de lição.

Achas que ainda estamos a guardar muita coisa? Achas que há muitos segredos? Estamos a muitos anos de conseguir fazer chegar aquele conhecimento mais capilar, às pessoas?

Ou achas que estamos a dar o essencial para já e que muito mais do que isso era assoberbante.

Porque às vezes para mim é assoberbante.

Eu não sou da área da psicologia, nem da pedagogia.

E quando recebo um plano de lição ou um manual, aquilo assusta-me.

É tanta coisa, eu não sei como é que vou conseguir aplicar isto.

E o que é que me vai escapar e quão o importante é o que eu não vou usar.

Se calhar tu podes me ajudar nessa questão.

 

Bom.

Eu acho que nós vamos transmitindo as coisas aos bocadinhos, não é?

E se não fosse assim, o que é assoberbante para nós ou que nos parece esmagador, Seria também para quem está a receber a informação, portanto acho que os conteúdos são dados e são transmitidos e entregues aos pais de uma forma escalonada e adaptada.

E porque tudo se move, na prática. É na convivência, não é? Direta depois com os pais que se vai percebendo o que é que, felicidades, curiosidades que têm, o que é que é preciso dizer mais, o que é que é preciso acrescentar de maior valor para corresponder à necessidade daquela família em concreto.

Isto tudo só faz sentido nesta relação próxima com as famílias, não é?

Acho que as coisas são dadas, se calhar sim demora o seu tempo, não é? Naturalmente.

Não dizemos tudo de uma vez.

Há um conteúdo teórico, que é transmitido em determinado momento, mas depois vamos acrescentando mais e mais valores.

Eu acho que sim, da experiência que temos tido até aqui, eu acho que as professoras têm em si um enorme conhecimento e que vão partilhando isso com as suas famílias, à medida que elas necessitam.

 

Bom.

Olha, se calhar focavamos um bocadinho nas idades fora do Gymboree, para não sermos tão parciais. Porque às vezes é difícil.

Mas vamos imaginar as crianças a partir dos 5, vamos por que aquela parte da psicomotricidade ficou bem feita.

Vamos supor que as crianças são saudáveis fisicamente, emocionalmente saudáveis, socialmente adaptadas, intelectualmente curiosas.

Como é que achas que os pais podem continuar a ajudar no crescimento das crianças, a seguir a isso?

Se houvesse uma escola de pais.

O que é que tu achas que faz mais falta?

O que é que nós poderíamos substituir se calhar, na disciplina, na nossa disciplina de história, ou geografia ou matemática ou de português. Coisas que se calhar aprendemos e não usámos.

Mas há tanta coisa que a gente precisa e que não aprendeu e às vezes nos causam ansiedade e angústia.

Tu aceitavas este desafio de tentarmos desenhar aqui umas disciplinas, para as famílias se sentirem mais tranquilas com este trabalho, tão nobre, mas também desafiante, que é educar crianças.

 

Sim sim.

Claro.

Assim que estava a falar daquilo que eu me… lembro-me um bocadinho também, lá está.

Das nossas dificuldades enquanto estávamos na escola, o que é que depois foi mais desafiante para nós e daquilo que depois vou então aqui percebendo, com os meus em casa. E que me espanta imenso, como ela, a mais velha, vá. O que eu acho necessário importante: confiança e na relação social.

O serem certos de si, aquilo que o que são, não é?

Um autoconhecimento das suas capacidades, das suas limitações e de conseguirem… ir limando as suas arestas.

Que eu acho fundamental e acho que é muito difundido, não é?

E que se vai falando muito sobre esta questão da avaliação do que é que é mais importante, que a criança tirar boas notas e que tem uma avaliação de excelência, mas que depois na verdade as suas competências, aquelas mais transversais, não é? Que sabemos, em termos de perseverança, de auto-regulação, isso sim é fundamental para eles.

Vem com uma nota menos boa, mas o que é que é realmente importante, olhar para essa nota menos boa com ela, não é? Ou com ele e ver, mas o que é que aqui falhou, vamos lá ver, ajustar alguma necessidade que tenha no estudo.

Ir percebendo aqui, o que é que é preciso reformular.

É isso.

Aquelas bases que o Gymboree nos ensina, que é importante estimular na criança até aos 5, 6 anos. Mas que são fundamentais depois um bocadinho mais à frente.

No que diz respeito a isto, a meu ver na formação do ser. Da criança se sentir confiante, de enfrentar, de encontrar soluções para os seus problemas.

Ser também uma luz para os outros à sua volta, Acho que a parte social e humano é muito importante. A sua bondade, o seu respeito…

 

Olha, eu vivo uma pequena frustração, porque acho que há aqui um pequeno paradoxo.

Que é nós podemos criar o melhor programa para a criança, mas muito mais do que o que ela ouve, ela vai repetir o que ela vê, não é?

E portanto modelo tem que ser muito bom.

E portanto antes de afetar a criança, devíamos conseguir afetar o adulto. E o Gymboree desde o início que se preocupa com isso e portanto, metade da aula sempre foi muito dedicada a explicar aos adultos porque é que isto é importante e dar-lhes aquele alfabeto básico.

Mas pronto.

A perseverança ensina-se também praticando-a, não é?

E a tolerância e a resiliência, a empatia e essas coisas não saem naturais para alguns adultos, porque lá está, nós acimentámos uma série de defaults, não é?

Que às vezes não foram os melhores.

Como é que tu achas que podemos ajudar os adultos a ter essa presença, porque todos eles obviamente têm a melhor vontade e querem fazer o melhor para os seus filhos.

Há alguma fonte de inspiração?

Achas que neste momento há alguma solução, tipo o mindful, achas que resolve?

Achas que é uma questão de terapia?

Como é que achas que nós podemos afetar os oleiros, não é? Porque aquela imagem que eu usei com a Inês na podcast.

Nós temos, entregaram-nos uma peça de barro mágica, não é?

E nós vamos molda-la. Quer queiramos, quer não.

E como é que a gente, ajuda o oleiro?

 

Sim.

Eu acho que é… se puder dar aqui um bocadinho, é aquilo que eu procuro então também, para mim em termos de enquanto mãe e pais, não é? Pronto em geral.

Nós temos que realmente beber, temos de ir beber à fonte e procurar inspiração, em que conhecimento teórico válido, naturalmente procurar especialistas na área.

E dar essas ferramentas, falar como a importância desse modelo, nós temos que continuamente nos melhorar, sem dúvida.

E estar à procura de mais informação, para nós sermos melhores modelos para os nossos filhos.

Isto tem de ser uma busca contínua.

Mas sem dúvida que a parte de poder dar formação e de poder falar sobre esta melhoria pessoal.

 

Por falar nisso, como é que tu, como é que tu tens inspiras? E tens tempo para recreação? Tens tempo para ler? Tens tempo para ler, tens tempo para ver filmes ou séries?

Queres nos recomendar algum livro ou alguma série ou algum filme?

 

Não leio muito, nem vejo umas séries, sim vou às vezes buscando uma ou outra que está a dar no momento, para poder relaxar um bocadinho ao fim do dia. Que posso estar a cair de sono, mas eu tenho que ir um bocadinho para o sofá para sentir que houve um momento do meu dia de paragem. Que não seja logo ir para a cama, depois de arrumar a cozinha tenho que me sentar um bocado no sofá. E ver o que está a dar na televisão, se há alguma outra série que eu gosto de ver.

Mas não tenho assim nada de especial para recomendar.

Livros, realmente não consigo ler com muita facilidade, por escassez do tempo e também ao fim do dia mais cansada.

Mas durante o dia, eu acho que é importante fazermos pequenas pausas e encontrarmos aquilo que mais gostamos de fazer e de pausar.

Para mim a pausa do café a seguir ao almoço é um bálsamo para o meu dia e há outras paragens do meu dia para parar, para escutar, para rezar.

É importante para mim e faço-o diariamente a meio do dia com uma oração, que me chega do telemóvel via Whatsapp.

E porque a tecnologia acompanha-nos, sem dúvida a uma velocidade atroz e é bom recorrer a estas novas tecnologias também para isso.

E é um momento de paragem do dia sem dúvida, portanto que é nos pequenos momentos, já que quando as crianças estão em casa, o ritmo é alucinante e às vezes de manhã eu já sinto.

Onde é que eu vou buscar energia para ainda vestir mais 2 e ainda carregar o carro e ir distribuí-los.

Tomo vitaminas.

E pronto. E é isto.

 

Bom.

Tu agora além de consumidora de conteúdos, também és produtora de conteúdos, não é?

És também atriz e és realizadora. Fazes…

Além de professora do Gymboree agora tens produzido uma série de conteúdos em vídeo.

Como é que tem sido esta experiência?

 

Tem sido giro.

Sim, eu acho que, na faculdade diziam que eu tinha uma voz de rádio. E então, não achei nada.

Não faço rádio, não é?

Mas eu acho que sim…

 

Agora que falas nisso, acho que sim, acho que é adequado.

 

Sempre gostei de fazer coisas para os miúdos e para os pais, não é?

Gosto de dar formação e gosto de partilhar um bocadinho também da minha experiência e de juntar isso a aquilo que vou aprendendo, em termos teóricos.

Portanto tem sido muito divertido também e lá está, na perspectiva sempre estarmos a aprender coisas novas também, como é preciso agora aprender mais sobre a câmara fotográfica e lhe ler o manual de instruções e como ajustar determinadas coisas para fazer um filme ótimo para o Youtube.

É preciso aprender muita coisa e tem sido também uma experiência gira.

 

E nós temos umas colegas bastante mais novas, do que eu, um bocadinho mais novas do que tu, com montes de à vontade com as tecnologias.

No outro dia a Patrícia esteve aqui, esteve aqui no meu escritório. Precisei de ajuda para editar aqui um vídeo. E ela tipo fez aquilo em segundos, a voar. Ela fez aquilo parecer eu a explicar ao meu pai ou à minha mãe como é que mexe no telemóvel ou no computador.

O tédio que eu tinha, o fastio que eu tinha, tipo isto é tão fácil.

E foi assim, tipo ela fez aquilo em três toques e eu pensei: mas epah, eu pensava que tinha estudado engenharia e que sabia estas coisas.

Mas não. Não sei.

 

Pois é.

 

Sentes esse gap, destas colegas serem mais rápidas e mais facilmente adaptáveis às novas tecnologias?

 

Sinto.

Eu tenho um irmão da idade delas e ele às vezes também olha para mim tipo: e então? Não sabes fazer isso?

 

É tão giro.

Ah, muito bem.

Olha, próximo desafio.

Imagina que eu te dava um cartaz enorme, toda a gente podia ler.

E te pedia para escolheres uma mensagem para lá colocares.

Que mensagem é que tu escolherias?

 

Pode parecer clichê, não é?

Mas desculpa e estamos na altura então do natal. E o amor  está sempre no ar, não é?

Portanto eu acho que: amar-se sem fim.

O amar incondicionalmente.

Toda eu com as minhas limitações e com as minhas falhas. Reconheço como é difícil, Todas as horas do dia estar com o coração, disposto a reconhecer no outro. Algo de bom e como isso é uma caminhada pronto.

E quando eu digo outro, é mesmo o desconhecido. Aquele que eu não conheço de lado nenhum e que me fala torto, sei lá. nos correios ou no supermercado.

Mas como é importante estarmos de sorriso no rosto mesmo para a adversidade que possa aparecer.

O que importa é mesmo o amor, o respeito e o saber acolher uns aos outros.

 

Eu ia-te pedir ajuda na definição própria de amor, porque eu acho que há algumas pessoas se calhar nunca fizeram este trabalho e temem-no, nunca receberam esta inspiração.

Às vezes a palavra amor é confundida com muitas coisas.

E para mim, obviamente que eu tenho esse significado mais comum do amor, mas também tenho o significado mais de conexão com o outro.

Essa empatia em particular, tu agora descreveste e que realmente, termos a capacidade de reagir sem violência.

Mesmo a estímulos que parecem agressões.

Tu tens algum truque, houve alguma fonte de inspiração, ou tens um modelo, vá lá. Uma moldura desse muro que pudesses explicar?

Ou é uma coisa muito, tipo que não consegues meter em palavras?

 

Não.

A minha fonte de inspiração, é sem dúvida a parte da religião.

Essa é que me ensinou o significado da palavra amor.

É o presépio, pronto.

Não é nada mais.

Estamos no natal, quase a chegar ao Natal e hoje é o domingo da alegria.

E então é mesmo isso, é para nos alegrarmos, porque é no presépio que está ali a luz.

E ali é o amor, pronto.

Para mim é isso.

E essa é a minha fonte de inspiração.

 

Um máximo.

Boa.

Eu tinha aqui outra questão para ti que era…

Ah!

Nos últimos anos lembras-te de alguma criança ou algum hábito que tenha mudado a tua forma de encarar a vida ou alguma coisa que te tenha ajudado particularmente? Que te lembres.

 

Pode repetir a pergunta Nuno?

 

Se nos últimos anos, houve algum hábito, alguma crença, algum comportamento, que sintas que tenha melhorado a tua vida, de alguma forma.

E atenção, esta podia tomar a forma de: ah eu aprendi a meditar, eu comecei a fazer exercício, eu escolhi uma dieta nova.

 

Eu estava a pensar realmente, porque antes desta conversa estava a pensar para mim o que é que eu tinha mudado. E à medida que os filhos foram nascendo.

E é uma coisa que eu vou constatando quase diariamente, a importância da organização e como eu me tornei mais organizada, eu acho que já era.

Mas sobretudo a antecipar cada vez mais as coisas.

O ter um planeamento cada vez mais definido, mas no dia-a-dia é a preparação prévia, como as coisas estão preparadas previamente.

Isto parece uma, portanto é uma coisa muito organizada, quase como uma tarefa de um trabalho, não é?

É uma empre… não ia dizer uma empresa, mas como termos definidas as tarefas de cada um e como as coisas estão organizadas.

Mas em particular, para mim o que eu fui melhorando, o que eu fui mudando e porque outros me diziam. Nomeadamente o meu marido: ah, mas tens de preparar isto previamente, tens que antecipar isto.

Isto um bocado vindo da profissão dele também.

Mas como são muito mais objetivos, os homens também.

E então, isso para mim positivamente.

Ou outras pessoas, não é?

Como diziam: então, mas tu podes deixar isso preparado previamente.

Ou depois eu lia: como é importante ter as roupas deles escolhidas antes. Como é importante levantares-te 15 minutos antes dos teus filhos se levantarem.

Isto por acaso foi uma coisa que eu li, no livro, eu vou dizer da: Mum´s The Boss, da Magda.

Então, que para mim também foi revolucionária quando eu li.

Pequenas coisas e que ela dizia: se tu tens, se tu estás vestida da cabeça aos pés e com os sapatos calçados, pronta para sair de casa. Isso para os teus filhos vai ser também mais motivador.

Portanto, tu estás preparado antes de ele se levantarem e de eles começarem a vestir-se, etc.

Pronto,  pequena coisas que eu fui melhorando também à med…

 

E não parecem nada pequenas, Carolina.

Já vi aí várias, bem interessantes.

Portanto seguramente, algo a reveres e se calhar até podemos convidar a Magda para vir falar connosco um dia destes.

Olha, que conselhos darias a um casal que está a planear ter um bebé ou que tem um bebé pequeno?

Achas que há assim algum conselho, se tivesses muito pouco tempo, assim de fugir e eles olhassem para ti e olhassem e olha aqui uma deusa, já tem 6 filhos.

O que é que lhes dirias?

 

Eu diria para, ok leiam alguns livros e aprendam algumas coisas, porque é importante essa curiosidade e ainda bem que nós quando temos o primeiro filho que queremos saber muito.

Mas que escutem muito o coração, que façam aquilo que realmente que faz sentido.

Fala-se muito hoje em dia, do dar colo não dar colo e livros que às vezes lemos, não é?

Como ajudar o bebé a adormecer.

Para mim foi revolucionário quando eu li: dá o colo que quiseres.

Porque eu queria muito que a minha filha adormecesse sozinha no berço. A minha primeira filha queria muito seguir tudo by the book, daqueles livros que estava a ler e quando li numa revista assim daquela pais e filhos. Já não sei.

E uma mãe, não é? Que dizia: não, é dar o colo que for necessário, se for preciso pões um colchão ao lado da cama e deitaste ao lado da cama com a criança para ela adormecer.

É preciso ir ajustando as estratégias de cada família, sem dúvida.

Mas no princípio aquilo que eu olho para trás hoje e que não faria se fosse a minha primeira vez era realmente não tentar forçar nada daquilo que leio, mas sim interiorizar e ver o que é que me faz sentido.

Se o meu coração me diz: não vás por aí.

Não vão por aí.

 

Ok

Sabes o que é que era giro?

Era tu escreveres um livro, Carolina.

Tentar compilares essas coisas, que eu acho que temos de meter isso na nossa lista.

 

Há uns tempos, comecei a fazer uma gravações no telemóvel de algumas coisas que me iam ocorrendo.

Alguns pensamentos não é?

E em vez de os escrever, ia falando para o telefone.

Quem sabe…

 

Quem sabe.

Epah, podemos pedir inspiração à Inês. Que já vai no seu quarto livro.

 

Bem lançada.

 

Eu acho que ela não vai parar por aqui.

Eu acho que ela vai fazer muitos mais. E ainda bem.

Olha, finalmente, quando tu te sentes assoberbada.

O que é que tu fazes?

Tens algum truque para te centrar, quando te sentes assim mais perdida.

Qual é o teu segredo?

 

É parar.

Sim, sem dúvida. É parar um bocadinho, respirar fundo, beber água.

Rezar, sempre me ajudou e tem de ser parar.

Se for preciso, perguntar a alguém o que partilhar, não é?

Acho que é importante falarmos, partilhar alguns sentimentos.

Muitas vezes, o sentir-se assoberbada para mim na prática tem muito haver com a relação também com os meus filhos, não é?

Como às vezes o que é mais desafiante, o que provoca mais em mim a perda de controlo.

E portanto é preciso recuar.

É preciso muitas vezes sair daquele contexto, ir a outra divisão da casa, ir à rua se for preciso um bocadinho, respirar fundo e deixar passar, tem que ser.

Muitas vezes é mesmo isso, é dar espaço a todos.

 

Olha, como é que te imaginas quando eles começarem a crescer e começarem a sair de casa. Para a faculdade, para o estrangeiro, para a casa dos seus parceiros ou de casal, não é?

Já antecipaste esse momento?

 

Nunca pensei muito a fundo nisso, mas eu acho que vou sentir sempre.

Vou sentir a falta deles naturalmente e como vou sentindo um bocadinho perdida.

Quer dizer, não é a mesma coisa, mas às vezes já não estão em casa, no período de férias, porque vão com os avós ou a pessoa já sente a estranheza. Ou então quando ficarem muito crescidos e já não estiverem mesmo em casa de todo, vai sempre se sentir aquela… é o ninho vazio, como se diz.

Depois é reaprender a viver.

 

Olha, tu tens algum cuidado particular, fazes algum exercício físico, tu estás sempre fit.

Não? É genético.

 

É capaz de ser.

Ou então é do stress do dia a dia com eles, é o carregar bebés nos braços.

Mas não. Não faço realmente nenhum exercício.

Gostava de fazer, sim.

Gostava de ter um tempo do meu dia para poder fazer uma caminhada.

Faz muito bem e sabe tão bem.

No outro dia, e isto é ridiculo, mas eu no outro dia saí só ali ao jardim e senti o ar fresco, aqueles dias mais frios. E aquilo soube-me pela vida. Portanto eu acredito que se fosse fazer caminhadas ao ar livre então, ia ser mesmo bom.

 

Olha tu foste escuteira.

 

Muitos anos.

 

Os teus filhos vão ser escuteiros? Há planos disso, ou não?

 

Sim.

Os mais velhos mostram interesse, estávamos para iniciar. Vamos ver se arrancamos ainda este ano ou se só para o próximo.

Eu fui escuteira, o meu marido foi escuteiro e portanto, não forçamos não é.

Não forçamos a entrada deles, dos miúdos, mas porque inicialmente diziam mesmo que não queriam.

Mas depois foram vendo uns amigos que são escuteiros e isto e aquilo, foram lhe despertando interesse.

E eu acho que é uma coisa mesmo valiosa, mesmo.

 

Espetacular.

Olha, obrigado por este bocadinho.

Vou te devolver à tua família.

 

Obrigada eu.

 

Amanhã começas um bocadinho mais tarde, descansa, descansa bem.

E vamos falando.

Obrigado por tudo, Carolina.

 

Obrigada Nuno.

Até amanhã.

Resto de um bom dia.

 

Até amanhã, obrigado.

Tchau tchau. Beijinhos.

 

Tchau.

Famílias Numerosas

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